"Now the Spirit speaketh expressly, that in the latter times some shall depart from the faith, giving heed to seducing spirits, and doctrines of devils; Speaking lies in hypocrisy;having their conscience seared with a hot iron;"1 Timothy 4:1-2

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Tornei-me acaso vosso inimigo porque vos digo a verdade?Galatas 4: 16


 

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

O Conceito Dispensacionalista da Aliança

por
Louis Berkhof

Segundo Scofield, “uma dispensação é um período de tempo durante o qual o homem é provado quanto à obediência a alguma revelação específica da vontade de Deus”. [1] Dando mais ampla explicação disso, diz ele na página 20 do seu folheto sobre a Correta Divisão da Palavra de Deus (Rightly Dividing the Word of Ttuth) : “Cada dispensação pode ser considerada como uma nova prova do homem natural, e cada uma delas termina em juízo – assinalando o seu fracasso”. Toda dispensação tem suas próprias características, e é tão distinta das demais que não pode ser misturada com nenhuma delas. Geralmente se distinguem sete dispensações: as dispensações da inocência, do governo humano, da promessa, da lei, da graça e do reino. Em resposta à questão sobre se Deus é assim tão inconstante que precisou mudar a Sua vontade, a respeito do homem, sete vezes, Frank E. Gaebelein replica: “Não é Deus que vacilou. Embora haja sete dispensações, em princípio são uma só, totalmente baseada na prova única da obediência. E se o homem fosse achado capaz de preencher as condições baixadas pela primeira dispensação, as outras seis seriam desnecessárias. Mas o homem falhou. Contudo, em vez de expulsar a Sua criatura culpada, Deus se compadeceu e o submeteu a nova prova sob novas condições. Assim, cada dispensação termina com o fracasso do homem e, cada dispensação demonstra a misericórdia de Deus”. [2]
Há sérias objeções a esse conceito. (a) A palavra dispensação (oikonomia), que é um termo bíblico (cf. Lc 16.2-4; 1 Co 9.17; Ef 1.10; 3.2, 9; Cl 1.25; 1 Tm 1.4), aqui é empregada num sentido antibíblico. A referida palavra indica mordomia, uma disposição ou uma administração, mas nunca um período de prova ou de experiência. (b) É evidente que as distinções são completamente arbitrárias. Já o patenteia o fato de que os próprios dispensacionalistas dizem que elas se sobrepõem umas às outras. A segunda dispensação é chamada dispensação da consciência, mas, segundo Paulo, a consciência continuava sendo o inspetor dos gentios nos seus dias, Rm 2.14,15. A terceira é conhecida como dispensação do governo humano, mas o seu mandamento específico, que foi desobedecido e que, portanto, tornou o homem passível de julgamento, não foi o mandamento para governar o mundo em lugar de Deus – coisa da qual não há vestígio – mas o mandamento para encher a terra. A quarta recebe o designativo de dispensação da promessa e se supõe haver terminado com a dádiva da lei, mas Paulo afirma que a lei não anulou a promessa e que esta continuava vigente nos seus dias, Rm 4.13-17; Gl 3.15-29. A dispensação da lei, assim chamada, está repleta de gloriosas promessas, e a dispensação da graça, assim chamada, não abrogou a lei como regra de vida. A graça só oferece escape da lei como condição de salvação (como ocorre na aliança das obras), da maldição da lei e da lei como poder suplementar. (c) De acordo com a descrição usual desta teoria, o homem está sempre em prova. Ele falhou na primeira prova e assim perdeu a recompensa da vida eterna, mas Deus se compadeceu dele e, por Sua misericórdia, deu-lhe nova oportunidade de experiência. Repetidos fracassos levaram a repetidas manifestações da misericórdia de Deus com a introdução de novas experiências que, todavia, mantiveram o homem em prova o tempo todo. Isto não é equivalente a dizer que Deus com justiça prende o homem natural à condição da aliança das obras – o que é perfeitamente verdadeiro – mas que Deus, com misericórdia e compaixão e, portanto, aparentemente para salvar o homem, dá-lhe oportunidade após oportunidade de satisfazer as condições sempre variantes e, assim, obter a vida eterna pela prestação de obediência a Deus. Esta representação é contrária à Escritura, que não descreve o homem decaído como ainda em prova, mas como um completo fracasso, totalmente incapaz de prestar obediência a Deus, e absolutamente dependente da graça de Deus para a salvação. Bullinger, ele próprio um dispensacionalista, se bem que de um tipo algo diferente, está certo quando diz: “O homem estava então (na primeira dispensação) no que se chama ‘sob prova'. Isso marca aquela administração aguda e absolutamente; pois agora o homem não está sob prova. Supor que está é uma falácia popular que fere a raiz das doutrinas da graça. O homem foi experimentado e provado, e provou que é uma ruína”. [3] (d) Esta teoria é também de tendência divisora, desmembrando o organismo da Escritura com resultados desastrosos. Segundo a teoria em foco, as partes da escritura que pertencem a uma das dispensações são dirigidas ao povo dessa dispensação e a mais ninguém, e só têm significação para esse povo. Significa, nas palavras de Charles C. Cook, “que no velho testamento não há uma única sentença que se aplique ao cristão como regra de fé e prática – nem um só mandamento que o obrigue, como também não há ali uma única promessa dada a ele em primeira mão, exceto aquilo que está incluído na vasta corrente do plano de redenção, ali ensinado por meio de símbolos e profecias”. [4] Não significa, diz a teoria em apreço, que não podemos extrair lições do Velho testamento. A Bíblia está dividida em dois livros, o Livro do Reino, que compreende o Velho Testamento; e o Livro da Igreja, que consiste do restante do Novo testamento e é dirigido a nós. Desde que as dispensações não se misturam, segue-se que na dispensação da lei não há nenhuma revelação da graça de Deus, e na dispensação da graça, nenhuma revelação da lei no sentido de obrigar o povo de Deus do tempo do Novo testamento. Se o espaço no-lo permitisse, não nos seria difícil provar que esta posição é inteiramente insustentável.

NOTAS:
[1] - Scofield Bible, p. 5.
[2] - Exploring the Bible, p. 95.
[3] - How to Enjoy the Bible . p. 65.
[4] - God's Book Speaking For Itself, p. 31.


Fonte: BERKHOF, Louis. Teologia Sistemática . Editora Cultura Cristã.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

VAMOS ORAR COM FÉ E OBRAS.

Oração do profeta Habacuque sobre Sigionote.
Ouvi, SENHOR, a tua palavra, e temi; aviva, ó SENHOR, a tua obra no meio dos anos, no meio dos anos faze-a conhecida; na tua ira lembra-te da misericórdia.
Deus veio de Temã, e do monte de Parã o Santo (Selá). A sua glória cobriu os céus, e a terra encheu-se do seu louvor.
E o resplendor se fez como a luz, raios brilhantes saíam da sua mão, e ali estava o esconderijo da sua força.
Adiante dele ia a peste, e brasas ardentes saíam dos seus passos.
Parou, e mediu a terra; olhou, e separou as nações; e os montes perpétuos foram esmiuçados; ou outeiros eternos se abateram, porque os caminhos eternos lhe pertencem.
Vi as tendas de Cusã em aflição; tremiam as cortinas da terra de Midiã.
Acaso é contra os rios, SENHOR, que estás irado? É contra os ribeiros a tua ira, ou contra o mar o teu furor, visto que andas montado sobre os teus cavalos, e nos teus carros de salvação?
Descoberto se movimentou o teu arco; os juramentos feitos às tribos foram uma palavra segura. (Selá.) Tu fendeste a terra com rios.
Os montes te viram, e tremeram; a inundação das águas passou; o abismo deu a sua voz, levantou ao alto as suas mãos.
O sol e a lua pararam nas suas moradas; andaram à luz das tuas flechas, ao resplendor do relâmpago da tua lança.
Com indignação marchaste pela terra, com ira trilhaste os gentios.
Tu saíste para salvação do teu povo, para salvação do teu ungido; tu feriste a cabeça da casa do ímpio, descobrindo o alicerce até ao pescoço. (Selá.)
Tu traspassaste com as suas próprias lanças a cabeça das suas vilas; eles me acometeram tempestuosos para me espalharem; alegravam-se, como se estivessem para devorar o pobre em segredo.
Tu com os teus cavalos marchaste pelo mar, pela massa de grandes águas.
Ouvindo-o eu, o meu ventre se comoveu, à sua voz tremeram os meus lábios; entrou a podridão nos meus ossos, e estremeci dentro de mim; no dia da angústia descansarei, quando subir contra o povo que invadirá com suas tropas.
Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado;
Todavia eu me alegrarei no SENHOR; exultarei no Deus da minha salvação.
O SENHOR Deus é a minha força, e fará os meus pés como os das cervas, e me fará andar sobre as minhas alturas. (Para o cantor-mor sobre os meus instrumentos de corda).
FONTE: Habacuque 3 biblia sagrada.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

CATÁSTROFES

Como pode um Deus de amor permitir uma catástrofe?

Inevitavelmente, essa é a pergunta que é feita tanto pelos que crêem na existência do Deus criador, como pelos incrédulos ateus, quando há um acontecimento desastroso de grandes proporções, geralmente relacionado a fenômenos naturais, provocando morte e destruição. Aqueles porque procuram uma justificativa nobre para o acontecimento, estes para desafiarem a existência de um Ser superior.
Novamente a pergunta surgiu nestes dias quando um “tsunami” gigantesco se levantou nos mares do oceano Índico, devastando o litoral de vários países asiáticos com perda de vida humana acima de 280.000, segundo os últimos cálculos.
Procura-se uma causa de ordem natural para a catástrofe, que vai satisfazer ao incrédulo. A causa natural para esse “tsunami” já foi encontrada e explicada pelos geólogos: devido a um movimento de camadas da crosta terrestre sujeitas a grande pressão no fundo do mar, houve um maremoto com força equivalente a um milhão de bombas atômicas do tipo lançado sobre Hiroshima no fim da última grande guerra. Dizem que teve efeito até sobre a rotação do globo terrestre.
Já o crente procura uma razão superior, pois a Bíblia diz “Não se vendem dois passarinhos por um ceitil? E nenhum deles cairá em terra sem a vontade de vosso Pai. E até mesmo os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Não temais, pois; mais valeis vós do que muitos passarinhos.” (Mateus 10:29-31). E o incrédulo diz: “se Deus é assim Todo-Poderoso e cheio de amor, porque então permite tanto sofrimento e morte?”.
Foi Deus quem criou o universo, e as leis naturais também. A lei natural que chamamos de “gravidade” pode produzir a morte de um passarinho, de mínimo valor para nós; também a lei natural segundo a qual uma pressão crescente entre camadas da crosta terrestre resulta em terremoto, e maremoto, pode causar grande morte humana e destruição, de muito valor para nós. Ambas as leis foram criadas por Deus.
Ficamos impressionados com a violência das catástrofes espetaculares, pois fogem da nossa experiência rotineira. No entanto, diariamente, centenas de milhares de pessoas estão morrendo pelo mundo afora - de todas idades, a partir dos recém-nascidos até os mais velhos. Muitos sofrem de enfermidades bem mais dolorosas do que um repentino afogamento. Poderíamos perguntar então por que Deus permite qualquer sofrimento e morte do ser humano? Mesmo se todos gozassem de boa saúde e nunca morressem, salvo um só, isto não seria falta de amor?
A resposta é simples e clara, e se encontra bem no início da Bíblia, no capítulo 3 de Gênesis. Deus havia criado um mundo perfeito, bom aos Seus olhos. O sofrimento e a morte surgiram mais tarde, por causa da rebeldia do ser humano contra Deus. Quando procuramos entender as coisas a partir do ponto de vista divino (se é que isso é possível), vemos que não há qualquer injustiça na morte de qualquer um de nós, sejam quais forem as circunstâncias.
Deus é soberano e não é possível ao ser humano fazer qualquer julgamento a respeito das suas ações. Jó, que Deus qualificou de “irrepreensível, íntegro, homem que teme a Deus e evita o mal” (Jó 1:8), sofreu pessoalmente uma catástrofe atrás da outra, perdendo todos os seus bens, seus filhos e ainda ficando com uma dolorosa enfermidade. Seus amigos vieram para acusá-lo de estar sendo castigado por más ações que teria feito. Ele, sabendo que era inocente, se lamentava de não poder discutir a aparente injustiça da sua situação frente a frente com Deus. Finalmente Deus mostrou a Jó a Sua suprema sabedoria e Jó, humilhado, se calou ante a grandeza de Deus. Ele reconheceu a soberania de Deus e a sua total incapacidade de entender as coisas (Jó 41:2-3).
Lemos em Lucas 13:1-5 sobre duas catástrofes quando o Senhor Jesus estava na terra, resultando em mortes. Muitos poderiam pensar que as vítimas foram mortas por serem mais pecadoras ou mais culpadas do que os demais, mas Ele esclareceu que não era assim: quem não se arrependesse “pereceria” de igual modo.
O homem é um ser composto de corpo, alma e espírito. Por causa do seu pecado, o corpo está destinado a se corromper e morrer, e sua alma e espírito permanecem por toda a eternidade, em sofrimento, longe de Deus: isto é “perecer”, como Ele dizia.
Deus é misericordioso e longânimo (2 Pedro 3:9). Ele demonstrou Seu amor pela humanidade que havia criado, agora rebelde, dando Seu Filho para vir até aqui e sofrer a agonia e morte da cruz a fim de que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna. A vida eterna é conhecer o Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem Ele enviou (João 17:3). O crente já tem a vida eterna e, embora seu corpo passe pela morte, ele será ressuscitado com novo corpo glorioso “no último dia” (João 6:40).
Esta é a grande demonstração do amor de Deus, muito superior ao simples alívio do sofrimento e morte em nossa passageira vida aqui na terra. A vida eterna é concedida gratuitamente e sem reservas a todo aquele que crê em Seu Filho, o Senhor Jesus Cristo.
A terra foi maldita por Deus em virtude da desobediência do homem, e enfermidades, tragédias e catástrofes são conseqüências. Mas um dia a maldição será retirada e não haverá maldição nenhuma (Apocalipse 22:2). Isto acontecerá no futuro, dentro da agenda divina.
Aos seus filhos, Deus não promete livramento das aflições e da morte aqui no mundo. Mas de uma coisa estamos certos: nenhum de nós morre “antes do seu tempo”. Deus nos dá oportunidade de serviço enquanto estamos aqui, e nos leva para o Seu lar apenas quando Lhe convém.
Soubemos de casos notáveis no episódio deste último “tsunami”:
  • O irmão Peter Ferry, que trabalhou por muitos anos como missionário nas regiões mais atingidas, contou que em duas vilas de pescadores na Tailândia, onde há uma igreja e um ponto de pregação, os crentes perderam grande parte dos seus bens materiais; mas Deus preservou a vida de todos os crentes conhecidos por ele, mesmo os que trabalham no setor turístico de Phuket, em hotéis e restaurantes que foram duramente atingidos.
  •  As crianças de um orfanato cristão no litoral de Sri Lanka, agrupadas numa reunião de oração, e os adultos que estavam com elas, tiveram tempo de se abrigar num barco de fibra de vidro que lhes fora doado por uma igreja do Reino Unido, e escaparam incólumes enquanto que o orfanato e tudo que ele continha foi arrasado.
  • Duas irmãs hospedadas num dos hotéis destruídos haviam ido a uma reunião dominical numa igreja próxima, mas afastada do alcance da enchente, e nada sofreram.
Finalmente, a maioria da população das áreas atingidas pelo “tsunami” é de muçulmanos, muitos dos quais são da linha mais radical e têm perseguido de maneira selvagem, até chacinado, os cristãos que ali vivem. Oremos para que a Obra do Senhor nestas áreas seja fortalecida, e que esta catástrofe conduza pelo menos alguns dos que foram atingidos a procurar o Deus Verdadeiro para obter perdão dos seus pecados e a salvação da ira de Deus, mediante a fé no Seu Filho.

R David Jones.  Fonte: http://www.bible-facts.info/index.htm

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

AS CONSEQUENCIAS DO PECADO.

"O salário do pecado é a morte" (Rm 6.23).

Antes de definirmos o que é graça comum, é importante adquirir algumas noções básicas acerca do pecado e da punição decorrente do mesmo. Olhando para a Bíblia, percebemos que ela afirma que "(...) o salário do pecado é a morte" (Rm 6.23). Isso significa que todos que pecam devem receber a devida punição pelo pecado. Os anjos, por exemplo, foram imediatamente punidos depois que pecaram. Diz a Escritura que "(...) Deus não poupou anjos quando pecaram, antes, precipitando-os no inferno os entregou os abismos de trevas, reservando-os para juízo" (II Pe 2.4).
Contudo, o que aconteceu com os anjos quando esses pecaram não aconteceu com os seres humanos. Vejamos o caso de Adão e Eva: eles pecaram e, apesar disso, não receberam a punição imediatamente (Gn 2.17). Nós também deveríamos, por causa de nossos pecados, ser imediatamente punidos; entretanto, ainda estamos vivos. Qual é a razão disso? O que leva Deus a não aplicar imediatamente a Sua justiça aos homens quando esses pecam? A "graça comum". Graça comum é a parte do caráter de Deus que faz com que Ele dê a todas as pessoas, indistintamente, inumeráveis bênçãos.
Exemplos de graça comum.

O domínio físico: Os incrédulos continuam a viver nesse mundo unicamente por causa da graça comum de Deus. Todos nós respiramos por causa da graça, porque o salário do pecado é a morte, não a vida. Além disso, a terra não produz somente cardos e abrolhos (Gn 3.18), nem permanece como um deserto ressecado, mas pela graça comum de Deus ela produz alimento e material para roupa e abrigo. Jesus disse: "Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem; para que vos torneis filhos de vosso Pai celeste, porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos" (Mt 5.44,45). De modo semelhante, Paulo declarou às pessoas de Listra: "(...) nas gerações passadas, permitiu que todos os povos andassem nos seus próprios caminhos; contudo, não se deixou ficar sem testemunho de si mesmo, fazendo o bem, dando-vos do céu chuvas e estações frutíferas, enchendo o vosso coração de fartura e de alegria". (At 14.14-17). Além disso, vemos evidências da graça comum de Deus até na beleza do mundo natural. Embora a própria natureza esteja no "cativeiro da corrupção" e "sujeita à vaidade" (Rm 8.20,21) por causa da maldição da queda (Gn 3.17-19), ainda há formosura no mundo natural. A beleza das flores, dos gramados e florestas, dos rios, lagos, montanhas e praias ainda permanecem como um testemunho diário da incessante graça comum de Deus.

O domínio intelectual: O pecado corrompeu os anjos caídos de maneira imediata e completa. Satanás, por exemplo, segundo a Bíblia, é "mentiroso e pai da mentira". Ele é alguém em quem não há qualquer verdade (Jo 8.44). Mas o que acontece com os anjos caídos não acontece com os seres humanos. Mesmo incrédulos não são totalmente inclinados para a mentira, para a irracionalidade e para a ignorância; todas as pessoas conseguem compreender alguma medida de verdade, e certamente alguns têm grande inteligência e entendimento. Isso é resultado da graça comum de Deus. A Bíblia diz que Jesus é "a verdadeira luz que ilumina a todo homem" (Jo 1.9). Isso significa que, em sua função como Criador e sustentador do universo, Deus permite que iluminação e o entendimento cheguem a todas as pessoas do mundo. Isso explica, por exemplo, a capacidade que o homem possui de transmitir verdades científicas e construir, através do esforço comum, automóveis, telefones e outros inventos.

O domínio moral: Deus também, por meio da graça comum, limita as pessoas para que não sejam tão más quanto poderiam ser. Se por um lado os demônios, por causa da corrupção do pecado, são totalmente devotados ao mal e à destruição, por outro lado ainda é possível distinguir algum tipo de bondade nos seres humanos. Na sociedade humana o mal é claramente controlado. Paulo fala sobre isso ao dizer: "Quando, pois, os gentios, que não têm lei, procedem por natureza de conformidade com a lei, não tendo lei, servem eles de lei para si mesmos. Estes mostram a norma da lei gravada no seu coração, testemunhando-lhes também a consciência e os seus pensamentos, mutuamente acusando-se ou defendendo-se" (Rm 2.14,15). O ser humano possui dentro de si uma consciência que ainda guarda padrões morais de comportamento. Por causa disso ele consegue, em diversas situações, discernir o certo do errado.

O domínio criativo: Deus tem permitido medidas significativas de talento nas áreas artísticas e musicais, bem como em outras esferas nas quais a criatividade e o talento podem ser expressos, tais como atividades atléticas, arte culinária, literatura e assim por diante. Além disso, Deus nos dá capacidade para apreciar a beleza em muitas facetas da vida.

O domínio social: A graça de Deus também é evidente na existência de várias organizações e estruturas na sociedade humana. Vemos isso primeiramente na família humana, atestada pelo fato de que Adão e Eva permaneceram como marido e mulher depois da queda e então tiveram descendentes, tanto filhos como filhas (Gn 5.4). Os filhos de Adão e Eva se casaram e formaram suas próprias famílias (Gn 4.16,17, 19). Além disso, o governo humano também é resultado da graça comum. Paulo, falando sobre isso ao escrever aos romanos, afirma claramente que "(...) não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas" (Rm 13.1).
Aplicação
Diante de tudo que vimos acerca da graça comum, é importante refletirmos e tomarmos algumas atitudes práticas:
Devemos ser cautelosos para não rejeitar as coisas boas que os incrédulos fazem como se fossem totalmente más;
A doutrina da graça comum deve conduzir o nosso coração a uma extrema gratidão a Deus: Quando passeamos pelos campos e observamos árvores floridas e lindas cachoeiras, quando experimentamos as maravilhas tecnológicas produzidas por cientistas, quando recebemos educação e também algum tipo de segurança do governo, devemos perceber que, no final das contas, Deus é quem nos tem abençoado, mesmo não merecendo tantas e incontáveis bênçãos.

Fonte: www.diantedotrono.com.br

PASTOR MARTIN LUTHER KING

Mesmo se soubesse que o mundo se desintegraria amanhã, ainda assim plantaria a minha macieira

Enfrentaremos a força física com a nossa força moral

O que afeta diretamente uma pessoa, afeta a todos indiretamente

Não permita que ninguém o faça descer tão baixo a ponto de você sentir ódio

O que mais preocupa não é nem o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos, dos sem-caráter, dos sem-ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons

A injustiça em qualquer lugar é uma ameaça à justiça em todo lugar

É melhor tentar e falhar, que preocupar-se e ver a vida passar.
É melhor tentar, ainda que em vão que sentar-se, fazendo nada até o final.
Eu prefiro na chuva caminhar, que em dias frios em casa me esconder.
Prefiro ser feliz embora louco, que em conformidade viver

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

CUIDADO COM A HERESIA.

A mente que se abre para uma nova idéia, jamais retorna ao seu tamanho original.

Penso noventa e nove vezes e nada descubro; deixo de pensar, mergulho em profundo silêncio - e eis que a verdade se me revela.

Cada um pensa em mudar a humanidade, mas ninguém pensa em mudar a si mesmo.

Qualquer ensinamento que não se enquadre nas Escrituras deve ser rejeitado, mesmo que faça chover milagres todos os dias.

Conhecimento real é saber a extensão da própria ignorância.

O pensamento lógico pode levar você de A a B, mas a imaginação te leva a qualquer parte do Universo.

Procure ser um homem de valor, em vez de ser um homem de sucesso

Não há maior prova de insanidade do que fazer a mesma coisa, dia após dia, e esperar resultados diferentes

Se um dia tiver que escolher entre o mundo e o amor... Lembre-se: se escolher o mundo ficará sem o amor, mas se escolher o amor, com ele conquistará o mundo

O fanatismo é a única forma de força de vontade acessível aos fracos.

Voce não pode provar uma definição.O que voce pode fazer, é provar que ela  faz sentido.