"Now the Spirit speaketh expressly, that in the latter times some shall depart from the faith, giving heed to seducing spirits, and doctrines of devils; Speaking lies in hypocrisy;having their conscience seared with a hot iron;"1 Timothy 4:1-2

terça-feira, 19 de julho de 2011

COMENTÁRIO DE MALAQUIAS


OS PROFETAS MENORES- Parte XIII (Final)

COMENTÁRIO DE MALAQUIAS
Malaquias 1 e 2 amaldiçoando os sacerdotes por roubo.
O contexto essencial de Malaquias 3:8-10.
Introdução:
Se vocês já leram os dois capítulos anteriores de Crônicas 31 e Neemias, estão bem mais preparados para o estudo de Malaquias. Este capítulo vai dar-lhes a evidência da Palavra de Deus de que os textos de Malaquias 3:8-10 têm sido interpretados e aplicados incorretamente pela maioria das igrejas cristãs. Ele mostrará que aqueles que são culpados de roubar a Deus, conforme Malaquias 3:8, são os sacerdotes ministradores e não o povo. Consequentemente, os que são amaldiçoados em Malaquias 3:9 são os sacerdotes, por terem quebrado a Antiga Aliança. Quando comparada com Números 18:21-24 e Neemias 10:37-b, a interpretação comum de “trazei todos os dízimos à casa do Senhor” tem se transformado numa terrível mentira, a qual, para a decência da verdade divina e para o bem da igreja cristã, deve ser imediatamente detida.
Embora o Livro de Malaquias tenha apenas 4 capítulos, muitos cristãos jamais o leram completamente de uma só vez. Por amor à clareza, suplico-lhes que leiam esses 4 capítulos com cuidado e em oração, após terem lido este parágrafo. Enquanto estiverem lendo, façam a si mesmos estas perguntas: Para quem Deus está falando nesta seção? Quando começou Ele a falar para um grupo de pessoas? Ele mudou o seu discurso de um grupo para falar ao outro? Se é assim, qual a evidência que existe de ter Ele mudado sua fala de um grupo para o outro? Agora, por favor, parem e leiam todo o Livro de Malaquias.
Este autor acredita que Malaquias deveria ser dividido em apenas 3 seções. A primeira seção, de Malaquias 1:1 a 1:5, é a introdução. Deus queria que todo o Israel, todo o Jacó escutasse esta mensagem porque todos estavam envolvidos, direta ou indiretamente, com as suas causas e conseqüências. A segunda seção vai de Malaquias 1:6 a 1:14, mostrando a principal queixa de Deus contra os sacerdotes arrogantes e desonestos. Esta seção é crucial para o entendimento e fixação do livro, porque ela provê os campos básicos para todos os demais problemas do livro. A terceira seção vai de Malaquias 2:1 a 4:6, sendo o específico discurso de Deus contra os sacerdotes. Embora o restante de Israel seja indiretamente afetado pelas ações dos sacerdotes, Deus não muda o Seu discurso, depois que este tem início em Malaquias 2:1. Este capítulo vai tentar revelar convincentemente as razões para essa conclusão. Se ela é verdadeira, então a interpretação é devastadora à lógica comum apresentada em favor do dízimo, em muitas igrejas cristãs. É especialmente importante descobrir a verdadeira significação de Malaquias 3:8-10.
Malaquias 1:1 - O peso da Palavra do SENHOR sobre Israel por Malaquias.
A primeira parte de Malaquias é dirigida diretamente a “Israel” (Malaquias 1:1), “Judá em Israel” (Malaquias 2:11) e aos “sacerdotes” de Israel (Malaquias 1:6 a 2:1). Do Êxodo até o Calvário, o dízimo foi ordenado à nação especial de Deus, Israel, e SOMENTE a Israel (Levítico 27:34; Números 18:23-24; Deuteronômio 12:5-6,11; Hebreus 7:5). Até mesmo os dízimos dos prosélitos (convertidos não israelitas) não tinham permissão de entrar no Templo.
Importante! Em Malaquias 1:6, Deus começa falando especialmente aos sacerdotes, os ministros, e não ao povo. Sigam a trilha da palavra “vós” para determinar se e quando Ele pára de falar especificamente aos sacerdotes!
Os pecados dos sacerdotes - Malaquias 1:6-14.
(ML 1:6) - O filho honra o pai, e o servo o seu senhor; se eu sou pai, onde está a minha honra? E, se eu sou senhor, onde está o meu temor? diz o SENHOR dos Exércitos a vós, ó sacerdotes, que desprezais o meu nome. E vós dizeis: Em que nós temos desprezado o teu nome?
(ML 1:7) - Ofereceis sobre o meu altar pão imundo, e dizeis: Em que te havemos profanado? Nisto que dizeis: A mesa do SENHOR é desprezível.
(ML 1:8) - Porque, quando ofereceis animal cego para o sacrifício, isso não é mau? E quando ofereceis o coxo ou enfermo, isso não é mau? Ora apresenta-o ao teu governador; porventura terá ele agrado em ti? ou aceitará ele a tua pessoa? diz o SENHOR dos Exércitos.
(ML 1:9) - Agora, pois, eu suplico, peça a Deus, que ele seja misericordioso conosco; isto veio das vossas mãos; aceitará ele a vossa pessoa? diz o SENHOR dos Exércitos.
(ML 1:10) - Quem há também entre vós que feche as portas por nada, e não acenda debalde o fogo do meu altar? Eu não tenho prazer em vós, diz o SENHOR dos Exércitos, nem aceitarei oferta da vossa mão.
(ML 1:11) - Mas desde o nascente do sol até ao poente é grande entre os gentios o meu nome; e em todo o lugar se oferecerá ao meu nome incenso, e uma oferta pura; porque o meu nome é grande entre os gentios, diz o SENHOR dos Exércitos.
(ML 1:12) - Mas vós o profanais, quando dizeis: A mesa do SENHOR é impura, e o seu produto, isto é, a sua comida é desprezível.
(ML 1:13) - E dizeis ainda: Eis aqui, que canseira! E o lançastes ao desprezo, diz o SENHOR dos Exércitos; vós ofereceis o que foi roubado, e o coxo e o enfermo; assim trazeis a oferta. Aceitaria eu isso de vossa mão? diz o SENHOR.
(ML 1:14) - Pois seja maldito o enganador que, tendo macho no seu rebanho, promete e oferece ao Senhor o que tem mácula; porque eu sou grande Rei, diz o SENHOR dos Exércitos, o meu nome é temível entre os gentios.
Malaquias 1:6 - Conforme os versos 1:6 e 2:1, Malaquias é especificamente endereçado aos ministros desonestos, isto é, aos sacerdotes da Antiga Aliança. Estes dois versos - 1:6 e 2:1 - são a chave para se entender o Livro de Malaquias. Estes dois versos realmente REVERTEM o que tem sido ensinado à maioria de nós, por toda a nossa vida. Quando vocês estudarem o restante de Malaquias, não esqueçam o contexto destes dois versos. Deus está censurando especificamente os seus ministros, os sacerdotes, e não o povo. O primeiro
“vós” em Malaquias 1:6 refere-se aos sacerdotes. Eles são culpados de desonrar Deus e desprezar o Seu nome.
Malaquias 1:7-8 - Deus está censurando os ministros por Lhe darem o que ninguém mais deseja receber. Ao fazer isso, os ministros são culpados de desprezar “a mesa do SENHOR”. Notem que Deus não diz que eles não “têm” as ofertas adequadas para presenteá-Lo. Não há razão para se concluir que os ministros eram forçados a dar alimento estragado porque eles não tinham nada mais para dar.
Malaquias 1:9 - Deus criticou os SACERDOTES (e não o povo) por Lhe trazerem OFERTAS inaceitáveis. Ele disse que o seu governador nem sequer aceitaria essas ofertas de animal coxo e enfermo para a sua mesa. Isso porque o governador sabia que esses ministros tinham uma porção de animais bons e saudáveis para ofertar no sacrifício dos primogênitos e da sua porção de animais dizimados. Por que isso é verdade? Porque Neemias havia ordenado que o povo trouxesse essas ofertas e elas vieram em tal abundância que novos silos se fizeram necessários. (Ver Neemias 10:35-38; 12:44, 47; 13:4, 5, 12, 13).
Malaquias 1:10 - Deus estava extremamente zangado com os sacerdotes. Ele lhes disse que parassem toda a adoração hipócrita. Ele não estava satisfeito com os sacerdotes e não aceitaria deles essas ofertas insignificantes.
Malaquias 1:12 - Os sacerdotes eram culpados de profanar o Nome de Deus. Seus sacrifícios desagradáveis revelavam o seu muito pecaminoso desprezo por Deus.
Malaquias 1:13 - Este é um texto muito interessante. A BKJ diz “that which was torn”; a NVI diz “injured”; a NAS, NBKJ e a TLB dizem “by robbery” ou “stolen” e a RSV diz “taken by violence”. No caso de “stolen” (roubado) então significa que os sacerdotes haviam de algum modo apanhado uma porção “maior” do que a que lhes era legalmente destinada. Visto como as primícias, os primogênitos e as ofertas iam diretamente para eles, os sacerdotes não poderiam ter roubado esses itens (Neemias 10:35-37-b). Contudo, os sacerdotes poderiam ter apanhado a porção dos levitas do dízimo da casa do tesouro (Neemias 13:10-11).
Malaquias 1:14 - Os que lêem somente a maldição de Malaquias 3:9 não verificam que a palavra maldição havia sido antes usada 4 vezes por Malaquias, amaldiçoando os sacerdotes. Esta primeira maldição de Malaquias 1:14 é muito claramente dirigida aos sacerdotes, os ministros do Velho Testamento. O sacerdote já “TEM” animais aceitáveis para o sacrifício. Deus não os desculpou porque o povo não houvesse pago apropriadamente os dízimos.
Castigo dos sacerdotes - Malaquias 2:1 a 2:16
(ML 2:1) - AGORA, ó sacerdotes, este mandamento é para vós.
(ML 2:2) - Se não ouvirdes e se não propuserdes, no vosso coração, dar honra ao meu nome, diz o SENHOR dos Exércitos, enviarei a maldição contra vós, e amaldiçoarei as vossas bênçãos; e também já as tenho amaldiçoado, porque não aplicais a isso o coração.
ML 2:3) - Eis que reprovarei a vossa semente, e espalharei esterco sobre os vossos rostos, o esterco das vossas festas solenes; e para junto deste sereis levados.
Malaquias 2:1 - Porque em razão de sua vital relação com o restante do Livro de Malaquias, este verso se torna a chave de ouro para a sua interpretação! Pela segunda vez, Deus deixa meridianamente claro que Ele está se dirigindo aos sacerdotes!
Visto não haver outro texto correspondente no Livro de Malaquias mostrando que Deus tenha mudado Sua principal audiência, então a conclusão deve ser que Deus não mudou Sua audiência pelo resto do livro. O capítulo 2 prossegue com a condenação de Deus aos SACERDOTES. Após descrever alguns pecados deles - de Malaquias 1:6 a Malaquias 1:14 - Ele agora descreve o seu castigo.
Malaquias 2:2 - Quantos pregadores ignoram este texto, quando pregam sobre a maldição de Malaquias 3:9! Será por que estas 2ª, 3ª. e 4ª menções de MALDIÇÃO neste livro, (como também a primeira) são novamente dirigidas aos próprios ministros? Nada pode ser mais claro neste texto!
Malaquias 2:3 - “Espalharei esterco sobre os vossos rostos...” Este verso mostra a extensão da ira divina contra os sacerdotes. Ele, definitivamente, não se lamenta por não terem eles dízimos, ofertas e primogênitos para Lhe ofertarem.
Os sacerdotes quebram a sua aliança especial com Levi -Malaquias 2:4-10.
(ML 2:4) - Então sabereis que eu vos enviei este mandamento, para que a minha aliança fosse com Levi, diz o SENHOR dos Exércitos.
(ML 2:5) - Minha aliança com ele foi de vida e de paz, e eu lhas dei para que temesse; então temeu-me, e assombrou-se por causa do meu nome.
(ML 2:6) - A lei da verdade esteve na sua boca, e a iniqüidade não se achou nos seus lábios; andou comigo em paz e em retidão, e da iniqüidade converteu a muitos.
(ML 2:7) - Porque os lábios do sacerdote devem guardar o conhecimento, e da sua boca devem os homens buscar a lei porque ele é o mensageiro do SENHOR dos Exércitos.
(ML 2:8) - Mas vós vos desviastes do caminho; a muitos fizestes tropeçar na lei; corrompestes a aliança de Levi, diz o SENHOR dos Exércitos.
(ML 2:9) - Por isso também eu vos fiz desprezíveis, e indignos diante de todo o povo, visto que não guardastes os meus caminhos, mas fizestes acepção de pessoas na lei.
(ML 2:10) - Não temos nós todos um mesmo Pai? Não nos criou um mesmo Deus? Por que agimos aleivosamente cada um contra seu irmão, profanando a aliança de nossos pais?
Malaquias 2:4-7 - Não deveremos esquecer estes versos, quando estivermos lendo Malaquias 3:7, o qual é o contexto imediato para os textos de dizimar em Malaquias 3:8-10. Muito embora seja verdade que a aliança de Deus com todo o Israel INCLUÍA a Sua específica aliança com os sacerdotes da Tribo de Levi, A ÚNICA ALIANÇA ESPECÍFICA mencionada no Livro de Malaquias é a aliança de Deus com os SACERDOTES. Estes versos sobre a aliança de Deus com Levi fazem-nos lembrar que, quando a nação de Israel pecava, Deus responsabilizava primeiro os sacerdotes, por não viverem vidas retas diante da nação e por não ensinarem corretamente a Sua Palavra, como haviam feito, quando a nação era jovem.
Malaquias 2:8 - O sacerdote tinha por obrigação ser o MENSAGEIRO de Deus para o Seu povo. MALAQUIAS em Hebraico significa MEU MENSAGEIRO. O vocábulo (na Strong 4397) ocorre mais de 200 vezes no Velho Testamento, sendo na maior parte das vezes traduzido como “anjo”.
Malaquias 2:9 - Os sacerdotes merecem e recebem o desprezo divino neste verso. Eles haviam decidido entre eles quais seriam as partes da Lei que iriam observar e ensinar.
Malaquias 2:10 - Notem que o pronome muda de “vós” para “nós”. O Senhor parou, temporariamente, de falar, no verso 9, sendo agora Malaquias quem fala. Tendo em vista que o nome Malaquias significa Meu Mensageiro, é bem provável que ele mesmo fosse um sacerdote. Isso quer dizer que esse “nós” significa “nós, os sacerdotes”.
Contudo, se Malaquias (como profeta) está falando para todo o Israel, então esse “nós” significa “toda a nação”.
Este texto poderia pertencer, argumentavelmente, a Malaquias 2:1-9 ou a Malaquias 2:11-12. Contudo, tendo em vista que é usada a palavra aliança em 2:5 e 2:8, para mais especificamente se referir à aliança de Deus com os sacerdotes, não existe qualquer razão para se crer que Malaquias tenha mudado abruptamente para a aliança geral com todo o Israel.
Em Malaquias 2:10 a mensagem de Malaquias aos sacerdotes é “Não temos nós o mesmo Pai?” (referindo-se aos sacerdotes e à nação de Israel). “Não nos criou o mesmo Deus?” Então, quando nós, os sacerdotes, pecamos por violar a nossa especial aliança com Levi, tratamos traiçoeiramente todo mundo na nação, porque nossa aliança é parte da aliança com Ele. Isso nos leva aos pecados de Judá.
Judá e Israel têm profanado o nome de Deus (Malaquias 2:11-12).
(ML 2:11) - Judá tem sido desleal, e abominação se cometeu em Israel e em Jerusalém; porque Judá profanou o santuário do SENHOR, o qual ele ama, e se casou com a filha de deus estranho.
(ML 2:12) - O SENHOR destruirá das tendas de Jacó o homem que fizer isto, o que vela, e o que responde, e o que apresenta uma oferta ao SENHOR dos Exércitos.
Malaquias 2:11 - Quer seja nos versos 2:10 ou 2:11, a maioria dos comentários diz que Deus mudou o Seu discurso, em que falava somente aos sacerdotes, para agora falar a todo o Judá. As razões apresentadas para tal mudança incluem a menção da condenação divina ao divórcio que todo o Judá havia cometido (Ver Esdras 9-10 e Neemias 13).
Tendo em vista que nem essas conclusões nem a minha são infalíveis, permitam-me discordar, apresentando minhas razões:
Primeira, Os versos 11 e 12 estão na terceira pessoa, isto é, Deus ainda está falando PARA os sacerdotes, porém está falando sobre Judá e Israel. Os pecados cometidos pelos sacerdotes também haviam sido cometidos pelo resto da nação. Deus faz dos sacerdotes os líderes espirituais responsáveis pelo bem estar de toda a nação. Isso se torna claro nos versos de Malaquias 2:4-9. Em Esdras 10, os sacerdotes são purificados antes que o resto da nação o seja.
Segunda, Enquanto se torna muito evidente que Deus mudou Sua audiência da nação para os sacerdotes, em Malaquias 1:6 e 2:1, não existe qualquer declaração correspondente ao pronome “vós”, tal como: “E agora, Judá, isto é para vós”, para indicar que a Sua audiência retrocedeu.
Malaquias 2:12 - A não ser que os sacerdotes e o restante de Judá se separassem de suas esposas pagãs e voltassem às esposas israelitas, eles seriam “cortados” e proibidos de entrar no ritual de adoração no Templo, passando a ser considerados como “não israelitas”.
Deus continua falando aos sacerdotes
ML 2:13 - Ainda fazeis isto outra vez, cobrindo o altar do SENHOR de lágrimas, com choro e com gemidos; de sorte que ele não olha mais para a oferta, nem a aceitará com prazer da vossa mão.
(ML 2:14) - E dizeis: Por quê? Porque o SENHOR foi testemunha entre ti e a mulher da tua mocidade, com a qual tu foste desleal, sendo ela a tua companheira, e a mulher da tua aliança.
(ML 2:15) - E não fez ele somente um, ainda que lhe sobrava o espírito? E por que somente um? Ele buscava uma descendência para Deus. Portanto guardai-vos em vosso espírito, e ninguém seja infiel para com a mulher da sua mocidade. (Aqui temos uma dificuldade na tradução).
(ML 2:16) - Porque o SENHOR, o Deus de Israel diz que odeia o repúdio, e aquele que encobre a violência com a sua roupa, diz o SENHOR dos Exércitos; portanto guardai-vos em vosso espírito, e não sejais desleais.
Malaquias 2:13 - A segunda pessoa “vós” significa Deus falando aos sacerdotes. Primeiro, do verso 10 ao 12, os sacerdotes eram culpados de agir traiçoeiramente, como sendo os primeiros a se divorciarem de suas esposas, deixando de censurar esse pecado. Agora, “novamente”, segundo, em Malaquias 2:13, Deus está censurando a hipocrisia dos sacerdotes, por continuarem a oferecer sacrifícios, enquanto vivem em rebelião. Este texto tem uma forte relevância contra os sacerdotes porque eles eram os que literalmente choravam sobre o altar. O povo de Judá e Israel não tinha acesso direto ao altar, portanto não poderia literalmente “cobrir o altar do Senhor de lágrimas”. Segundo Neemias, Deus estava muito mais desgostoso com os sacerdotes do que com o resto do povo, por causa dos seus casamentos mistos com mulheres pagãs. (Neemias 13:23-30).
Malaquias 2:14-16 - Deus defende as esposas israelitas.
Malaquias 3 e 4
O JULGAMENTO DIVINO DO SACERDÓCIO
(Concordando com Neemias 10:35-38; 13:4-13; 2 Crônicas 31:15-19 e Malaquias 1 e 2).
(ML 2:17) - Enfadais ao SENHOR com vossas palavras; e ainda dizeis: Em que o enfadamos? Nisto que dizeis: Qualquer que faz o mal passa por bom aos olhos do SENHOR, e desses é que ele se agrada, ou, onde está o Deus do juízo?
(ML 3:1) - EIS que eu envio o meu mensageiro, que preparará o caminho diante de mim; e de repente virá ao seu templo o Senhor, a quem vós buscais; e o mensageiro da aliança, a quem vós desejais, eis que ele vem, diz o SENHOR dos Exércitos.
(ML 3:2) - Mas quem suportará o dia da sua vinda? E quem subsistirá, quando ele aparecer? Porque ele será como o fogo do ourives e como o sabão dos lavandeiros.
(ML 3:3) - E assentar-se-á como fundidor e purificador de prata; e purificará os filhos de Levi, e os refinará como ouro e como prata; então ao SENHOR trarão oferta em justiça.
(ML 3:4) - E a oferta de Judá e de Jerusalém será agradável ao SENHOR, como nos dias antigos, e como nos primeiros anos.
Malaquias 2:17 - Este texto, junto com Malaquias 2:13, deveria ser evidência suficiente de que Deus jamais deixou de falar diretamente aos sacerdotes e ainda não está falando ao povo em geral. O texto é mera repetição da zombaria que os sacerdotes haviam feito contra Deus, através dos dois primeiros capítulos. A resposta divina à pergunta final “Onde está o Deus do juízo?” é endereçada aos SACERDOTES nos seguintes versos:
Malaquias 3:1 - O julgamento divino da purificação começará pela Sua casa, no Seu Templo, com os Seus sacerdotes que têm a principal responsabilidade de ensinar a verdade. Os pregadores que pregam o dízimo muitas vezes têm usado profeticamente de modo correto estes textos, a fim de ensinar a respeito de João Batista ou de Jesus Cristo. Conquanto tais aplicações sejam verdadeiras, em vista do princípio do cumprimento múltiplo, elas não são o foco principal do contexto. Usando o princípio do cumprimento múltiplo (no Grego apotelesmatic), estes textos têm pelo menos três possíveis cumprimentos. O primeiro é óbvio aos que estão familiarizados com o Novo Testamento. O próprio Jesus citou estes textos referindo-se a João Batista, o qual preparou o caminho para o Seu ministério e Sua ação purificadora do Templo (Malaquias 4:5; Mateus 3:3; 11:10-11; Marcos 1:2-3; Lucas 1:76; 3:4; 7:26-28; João 1:6, 7, 23; Isaías 40:3-5). O segundo cumprimento é o próprio SENHOR, porque o pronome nos textos se refere a Deus vindo em Sua ira e fogo. Foi o Messias, não João Batista, Quem apareceu como fogo refinador, para purificar e corrigir o sacerdócio levítico, em Sua primeira vinda. Também a grande esperança messiânica de Israel antecipa o Messias, o Qual estabelecerá a legítima adoração no Templo, na Sua vinda em glória, no final dos tempos: “Lembra-te deles, Deus meu, pois contaminaram o sacerdócio, como também a aliança do sacerdócio e dos levitas [pelos casamentos mistos com os pagãos]. Assim os limpei de todo o estrangeiro, e designei os cargos dos sacerdotes e dos levitas, cada um na sua obra. Como também para com as ofertas de lenha em tempos determinados, e para com as primícias; lembra-te de mim, Deus meu, para bem.” (Neemias 13:29-31).
Sem mencionar quão verdadeiros são os dois cumprimentos previamente mencionados, o imediato CONTEXTO histórico aponta para um literal sacerdócio de Malaquias, do sacerdote Esdras ou do próprio governador, usando “Malaquias” como pseudônimo. Muitas (senão todas as) profecias messiânicas, tiveram um cumprimento pré-messiânico contextual histórico, para o povo que vivia quando a profecia foi pronunciada.
Se Malaquias é, de fato, uma pessoa real, (comparar com Ageu 1:13), ele continua sendo o porta-voz de Deus e do governador. Foram o sacerdote (Esdras) e o governador (Neemias) que tiveram o literal zelo de literalmente purificar o corrupto sacerdócio e restaurar os sacerdotes à sua aliança (Esdras 9-10; Neemias 13:8-13, 29-31). Não devemos ignorar o contexto histórico do Livro de Malaquias em Neemias.
Os primeiros versos do capítulo continuam o discurso de Deus aos sacerdotes, o qual teve início em Malaquias 1:6 e continuou em Malaquias 2:1. No verso 2:17, quando os sacerdotes indagam zombeteiramente: “Onde está o Deus do juízo?” Deus responde-lhes dizendo que o julgamento vai começar pelo Templo (com eles) (verso 3:1) Os filhos de Levi e não o povo é que deveriam ser purificados (Malaquias 3:3).
(Malaquias 3:4) - Somente depois que Deus tiver “purificado os filhos de Levi e os tiver refinado como ouro e como prata é que eles poderão oferecer ao Senhor uma oferta de justiça”. E somente, então, “a oferta de Judá e de Jerusalém será agradável ao SENHOR”
Mais pecados dos sacerdotes
(Malaquias 3:5) - “E chegar-me-ei a vós para juízo; e serei uma testemunha veloz contra os feiticeiros, contra os adúlteros, contra os que juram falsamente, contra os que defraudam o diarista em seu salário, e a viúva, e o órfão, e que pervertem o direito do estrangeiro, e não me temem, diz o SENHOR dos Exércitos”.
Para serem corretamente entendidos os textos de Malaquias 3:8-10 sobre o dízimo devem ser conectados ao seu contexto. Então, para se entender o dizimar em Malaquias, a completa discussão anterior foi necessária para esclarecer o contexto do capítulo 3 e, especialmente, os versos 5-7. Novamente, de Malaquias 1:6 até 4:6, o contexto é endereçado principalmente aos sacerdotes e não a toda a nação. O pronome “vós” deste verso continua o “vós” dos versos 2:17; 3:1-2 que se refere aos “sacerdotes”.
Concorda-se, geralmente, que Malaquias e Neemias viveram no mesmo lugar e no mesmo período da história e que ambos os ministérios terminaram aproximadamente em 400 a.C. Contudo, é impossível datar Malaquias sem controvérsia. Os eruditos têm feito educadas suposições sobre várias datas, geralmente embasadas em pressuposições. Por exemplo, será que o roubo dos dízimos aconteceu enquanto Neemias esteve ausente de Jerusalém, ou, o que é estranho, após ter sido recebido aquele excesso de suprimentos? Será que os ladrões são os cidadãos comuns de Judá ou teriam sido os sacerdotes que guardaram alguns dízimos das câmaras do tesouro, ou então, não entregaram aos levitas a sua porção dos dízimos, segundo Neemias 13:10-11?
POR FAVOR, SIGAM CUIDADOSAMENTE ESTA DISCUSSÃO - Em Neemias capítulos 10-13, o povo havia sido pressionado por Neemias a trazer as primícias, os primogênitos, as ofertas, os dízimos e moedas ao Templo. O povo trouxe tanto que foi necessário construir novas câmaras do tesouro.
Pelos seguintes motivos, este autor acredita que aqueles que mereciam castigo em Malaquias 3:5 são, novamente, os sacerdotes levíticos e não a nação como um todo.
Primeiro, pode exata e facilmente argumentar-se que Malaquias poderá ter acontecido após Neemias 10-12 (possivelmente durante Neemias 13:1-11), sendo uma descrição dos pecados dos sacerdotes em reter os dízimos, não dando a Deus o melhor e não provendo alimento para os levitas, seus auxiliares, e outros necessitados listados no verso 5. Isso explicaria Neemias 13:10: “ Também entendi que os quinhões dos levitas não se lhes davam, de maneira que os levitas e os cantores, que faziam a obra, tinham fugido cada um para a sua terra.”
Segundo, alguns mestres do dízimo insistem em que Malaquias estava descrevendo a condição de Judá, antes ou muito depois de Neemias ter reforçado o dizimar, nos capítulos 10-13. Tal suposição transforma os sacerdotes em vítimas, em vez de ladrões. Contudo transformar os sacerdotes em vítimas é o oposto do que flui em todo o Livro de Malaquias. Por exemplo, não existe indicação alguma de que os sacerdotes fossem inocentes, porque eles não tinham ofertas aceitáveis para levar a Deus. O oposto é que é a verdade. Deus os acusou de terem retido as ofertas aceitáveis (Malaquias 1:14).
Terceiro, Não há razão para crer que Neemias tivesse exigido que esse dízimo obrigatório ocorresse apenas uma vez ao ano. Conhecendo Neemias, devemos concluir que ele continuou a prática em todos os anos seguintes.
Quarto, Os sacerdotes eram culpados de feitiçaria. Como lideres religiosos responsáveis, eles haviam dado mau exemplo. Eles haviam dito que “a mesa do Senhor é desprezível” (Malaquias 1:7, 12 e 2:8). Os sacerdotes eram culpados de adultério, por terem trocado suas esposas hebréias por mulheres pagãs, o que lhes mereceu uma disciplina especial da parte de Esdras e Neemias. (Esdras 10; Neemias 13:28-30. Eles também eram culpados de falso juramento (Malaquias 1:13-14).
Quinto, uma omissão da lista no verso 5 pode prover uma boa razão para se concluir que esse texto é dirigido exclusivamente aos sacerdotes levíticos. Na Lei, os levitas são sempre os primeiros na lista de pessoas merecedoras do dízimo, porque eles não recebiam terra alguma e serviam a Deus em troca do primogênito, supondo-se que eram identificados como os mais pobres em Israel.
A ordenanças do dízimo em Deuteronômio 14:27-29 e 26:12-13, alistam tanto os “os levitas, estrangeiros e órfãos como as viúvas” como recebedores elegíveis dos dízimos. Esta mesma lista é também verdadeira, quando os dízimos eram trazidos às festas (Deuteronômio 16:11-14). Contudo, muitos textos mencionam os órfãos, as viúvas, os estrangeiros e omitem os levitas (Ver Deuteronômio 10:18; 24:14, 19-21; Salmos 94:6; 146:9; Jeremias 7:6; 22:3,7 e Zacarias 7:10).
Se Malaquias 3:5 se refere a toda a nação pecando por oprimir o necessitado, por não trazer o dízimo, então, POR QUE os sacerdotes não são incluídos na lista dos que necessitavam dos dízimos? A lógica nos diz que NOVAMENTE os sacerdotes são os OPRESSORES em vez de os OPRIMIDOS.
Sexto, Desse modo, em Malaquias, os sacerdotes (e não o povo) é que realmente receberam a terrível condenação divina! Eles foram considerados culpados de uma longa lista de pecados, incluindo a maldição por roubo (Malaquias 1:6,14). “Maldito seja o ladrão que tem no seu rebanho um macho e vota e sacrifica ao Senhor uma coisa corrompida” (?) Neemias 13:11 deve referir-se principalmente aos sacerdotes liderando o Templo, como sendo os culpados de roubar os dízimos dos levitas (somente as porções destes).
“Então contendi com os magistrados, e disse: Por que se desamparou a casa de Deus? Porém eu os ajuntei, e os restaurei no seu posto”.
(ML 3:6) - Porque eu, o SENHOR, não mudo; por isso vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos.
(ML 3:7) - Desde os dias de vossos pais vos desviastes dos meus estatutos, e não os guardastes; tornai-vos para mim, e eu me tornarei para vós, diz o SENHOR dos Exércitos; mas vós dizeis: Em que havemos de tornar?
Malaquias 3:6 - Este texto sempre tem sido interpretado para significar que Deus não muda e sempre e sempre vai exigir os 10% do Seu povo, quer se trate da nação de Israel na Antiga Aliança ou da Igreja, na Nova Aliança, ou dos crentes mais pobres e necessitados.
Contudo, o texto sugere algo totalmente diferente. Visto como Deus é justo e não deseja castigar o justo com o culpado, então Ele julgará os pecados dos sacerdotes (Malaquias 3:1-4), os quais já chegavam a uma grande extensão (Malaquias 2:1-7), amaldiçoando-os 4 vezes. Deus não muda com respeito ao julgamento (2:17-3:4). Ele colocou a responsabilidade final pelos necessitados nas mãos dos sacerdotes (Malaquias 3:5) e Deus não muda nem livra os sacerdotes culpados dos seus deveres.
Por conseguinte, neste contexto, a expressão “Deus não muda” significa que Ele nunca muda sobre o julgamento do pecado. Deus guarda as promessas de Sua Aliança, tanto de bênçãos como de maldições.
Malaquias 3:7 - É totalmente desonesto ignorar o contexto dos versos 3:1-7 e começar a ensinar o dízimo a partir do verso 8. Novamente eu pergunto: “Deus está falando aos sacerdotes ou mudou de direção, para se dirigir a toda a nação de Israel neste verso?” Embora não encontremos uma indicação a partir da frase “desde os dias de vossos pais”, podemos concluir honestamente que Deus está falando aos israelitas e não à igreja.
A segunda frase “dos meus ESTATUTOS, e não os guardastes” provê uma conclusão sobre a audiência de Deus. Vocês já leram a exata significação da palavra estatuto, a qual estabelece o dizimar? Ela se encontra em Números 18, o capítulo fundamental sobre o dizimar. “Estatuto” e “Ordenança” ocorrem várias vezes nesse capítulo (Números 18:8, 11, 19, 23).
Toda a Lei de Moisés, ou Antiga Aliança, consistia de mandamentos, ordenanças [estatutos] e julgamentos. As ordenanças ou “estatutos” eram o serviço cerimonial de adoração, os quais detalhavam cada aspecto do serviço dos sacerdotes dentro do santuário. Notem que Deus não diz: “Vos desviastes dos meus ‘mandamentos’ e julgamentos”. Comparem com Neemias 10:29.
Quer esteja Deus falando somente aos sacerdotes ou a toda a nação de Israel, está meridianamente claro que Malaquias 3:8-10 deve ficar entendido e explicado no contexto das “ordenanças” ou “estatutos” da Lei de Moisés, a partir do verso 7. Ordenanças são as leis da adoração cerimonial para os sacerdotes da Antiga Aliança. Dizimar é uma dessas ordenanças e não um “mandamento moral”.
(ML 3:7) - ... Em que havemos de tornar?
(ML 3:8) - Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas.
Nota: Se vocês COMEÇARAM a sua leitura por este capítulo e nestes versos, estarão prejudicando o seu próprio conhecimento da Palavra de Deus, sendo desonestos com o seu contexto e, provavelmente, jamais poderão entender a real significação de Malaquias 3:8-10. Por favor, parem agora, façam uma retrospectiva e, pelo menos, leiam todo o artigo até aqui (e de preferência também o 2 Crônicas 31 e Neemias).
Contudo, se não quiserem voltar a ler minha exposição de Malaquias, até aqui, nesse caso, ainda precisam conhecer o contexto de Malaquias, as cidades levíticas e as tabelas de horário de serviço, no Templo de Jerusalém, dos sacerdotes e levitas. Por que? Porque estes três tópicos é que dão o contexto oficial às práticas do dizimar, conforme a Palavra de Deus. A parte mais importante desse imediato contexto é o Livro de Neemias. Quem for totalmente honesto com a Palavra de Deus, porém não estiver familiarizado com o Livro de Neemias, então esta exposição vai mudar seriamente o que provavelmente acham que a Bíblia ensina sobre o dizimar. Neemias discute o assunto muito mais do que Malaquias o faz e nos dá o exato contexto de Malaquias 3:8-10. Apertem os cintos! A discussão seguinte vai ser uma corrida feroz para alguns de vocês!
Tenho sempre apressado o leitor no sentido de considerar uma pergunta muito importante, a partir de Malaquias 1:6: “Para quem Deus está falando?” Novamente: “Quem é ‘vós’ e quem é ‘nós’ em Malaquias 3:8?” Embora exista uma aplicação secundária ao povo em geral, Deus continua falando aos sacerdotes. O verso 7 termina com os sacerdotes - de Malaquias 2:17 a 3:6 - perguntando a Deus: “Em que havemos de tornar?” No contexto eles estão indagando: “O que nós, os sacerdotes precisamos fazer para voltar a guardar as ‘ordenanças’ da vossa adoração cerimonial?”
O verso 8 não principia num vácuo. Ele começa com Deus respondendo à pergunta dos sacerdotes, feita no verso 7. A Palavra de Deus exige que não iniciemos esse estudo bíblico pelo verso 8. Deus está dizendo aos SACERDOTES que ELES O roubaram nos dízimos e nas ofertas!
Aí vocês perguntam: “Onde é que a Bíblia diz que Deus está falando somente aos sacerdotes?” Então, eu respondo:
1. - Visto como Deus claramente começou falando aos sacerdotes em Malaquias 1:6...
2. - Ele enfaticamente continuou falando aos mesmos, em Malaquias 2:1.
3. - Deve estar falando com eles sobre os Seus altares, em Malaquias 2:13.
4. - Ainda continua, é claro, falando com eles, a partir de Malaquias 2:17, até Malaquias 3:4, PORTANTO...
5. - Deus continua especificamente se dirigindo aos sacerdotes em Malaquias 3:8! Eu pergunto: “Quando foi que Deus PAROU de falar aos sacerdotes? O encargo de prová-lo recai sobrre os que dizem que Deus, repentinamente, mudou Sua audiência - dos sacerdotes para o povo.
Nesse caso, quem de fato roubou a Deus no contexto de Malaquias 3:8?
Primeiro, os estudantes da Bíblia simplesmente não podem ignorar que Malaquias 1:13-14 é claramente endereçado aos sacerdotes, a começar de Malaquias 1:6. Na versão bíblica americana (NAS), lemos: “Vós me trazeis o que foi tomado por roubo e animal manco e cego”. Outra versão (RSV) diz: “tomado pela violência” e outra diz ainda “tomado por furto”. Deus diz que os sacerdotes haviam “furtado” muito mais do que o dízimo do dízimo, mais do que sua porção nas ofertas, ou ambos. Malaquias também frisa que os sacerdotes haviam roubado a Deus por não Lhe darem o melhor, conforme haviam votado.
Segundo, Quando comparamos Neemias 10:37-38 e 12:44,47 com 13:4,5,10,11, fica claro que o sumo sacerdote havia roubado os levitas em sua porção do dízimo porque tudo o mais estava à mão para ser recolocado. Inegavelmente, os sacerdotes haviam roubado o dízimo dos levitas! “Também entendi que os quinhões dos levitas não se lhes davam, de maneira que os levitas e os cantores, que faziam a obra, tinham fugido cada um para a sua terra” (Neemias 13:10).
O contestador vai dizer: “Não, não! Você está totalmente errado! Os sacerdotes são completamente inocentes! O povo é o culpado por não trazer os dízimos aos sacerdotes! O povo é o culpado por estar roubando a Deus!”
A essa contestação eu respondo: “Onde se encontra isso em Malaquias 1:6 a 3:7?”. Através de todo o Livro de Malaquias, OS SACERDOTES TÊM SIDO OS VILÕES, os culpados, os ladrões - para agora, de repente, se dizer que eles são a parte maltratada? Como é possível ser tão inconsistente? Deus já havia AMALDIÇOADO os sacerdotes, QUATRO VEZES, por terem-NO roubado e por não Lhe trazerem o que possuíam. Os sacerdotes não são as pobres vítimas inocentes, como tantos pregadores desejam que os consideremos. Eles são os “ladrões”, os “defraudadores”, que já possuíam à mão os dízimos e as ofertas (conforme Neemias 10:38, 12:44,47), por não darem a Deus o melhor e por não dividirem com os levitas, conforme Neemias 13:10, e os necessitados, conforme Malaquias 3:5.
Malaquias 3:9 - Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, sim, toda esta nação.
“Finalmente”, vai dizer o professor de dízimo: “AGORA você vai admitir que Deus está falando a toda a nação e não aos sacerdotes, neste verso”.
Respondo: “Qual é o contexto? Até aqui o pronome ’vós’ vinha se referindo quase exclusivamente aos sacerdotes, para receberem as maldições que Deus lhes havia lançado em razão de sua culpa. É justo, concluir AGORA, que o pronome ‘vós’, repentinamente passa a referir-se ao povo e que era este quem havia lesado os sacerdotes?” As quatro primeiras maldições haviam sido lançadas contra os sacerdotes desonestos (Malaquias 1:14 e 2:2). Esses ministros eram culpados de roubar a Deus e por isso receberam uma extensa e acre censura, em Malaquias 1:6 a 2:9. Eles O haviam desonrado e desprezado o Seu nome (Malaquias 1:6). Eles O haviam roubado por não Lhe oferecerem o melhor (Malaquias 1:7-8). Sua adoração não era aceitável (Malaquias 1:8). Deus queria que eles parassem com a sua hipócrita adoração e dessem atenção às portas do Templo (Malaquias 1:10). Ele estava cansado da desonestidade deles (Malaquias 1:13-14) e os amaldiçoou como enganadores e defraudadores (Malaquias 1:14). Até mesmo os seus filhos seriam afetados pelos seus pecados e censurados (Malaquias 2:3). Deus ainda prometeu espalhar esterco sobe os rostos deles, durante as suas festas solenes. (Malaquias 2:3).
Mas...” Objetará o professor do dízimo, “o verso 9 diz claramente ‘toda esta nação’”
Respondo: “Olhe mais atentamente para o verso”. Por alguma razão os eruditos tradutores do Hebraico acham que este verso 9 deveria ser lido: “Toda a VOSSA nação”. Embora o “vossa” não apareça na versão King James, ela aparece nas versões NAS e RSV (e também na popularíssima NVI). O propósito de acrescentar o “vossa” não fica claro, a não ser que ele distinga toda a nação “dos sacerdotes” do restante da nação! Um possível precedente contextual bíblico é visto no roubo dos dízimos dos levitas que ministravam, por Eliabe, conforme Neemias 13:7-10, o qual teria de envolver outros sacerdotes. Novamente, o ponto principal, neste caso, é que (pelo menos até agora) Deus esteve amaldiçoando os sacerdotes como ladrões, em vez de expressar compaixão por eles.
Se Malaquias 3:9 continua a maldição de Malaquias 2:2, então ela é uma adição à mesma: “Se não ouvirdes e se não propuserdes, no vosso coração, dar honra ao meu nome, diz o SENHOR dos Exércitos, enviarei a maldição contra vós, e amaldiçoarei as vossas bênçãos; e também já as tenho amaldiçoado, porque não aplicais a isso o coração”. Até mesmo as ofertas dos sacerdotes eram amaldiçoadas: “Ainda fazeis isto outra vez, cobrindo o altar do SENHOR de lágrimas, com choro e com gemidos; de sorte que ele não olha mais para a oferta, nem a aceitará com prazer da vossa mão” (Malaquias 2:13).
Realmente, os sacerdotes careciam de uma purificação, conforme Malaquias 3:3: “E assentar-se-á como fundidor e purificador de prata; e purificará os filhos de Levi, e os refinará como ouro e como prata; então ao SENHOR trarão oferta em justiça”. Então, porque iria Ele deixar tão repentinamente de amaldiçoar os sacerdotes, para lhes ministrar alguns versos depois (conforme alguns dizem)?
Qual é exatamente a maldição de Malaquias 3:9? Em Deuteronômio 27:26, lemos: “Maldito aquele que não confirmar as palavras desta lei, não as cumprindo. E todo o povo dirá: Amém” (Citado em Gálatas 3:10). Esta era a maldição da Antiga Aliança. Repito, a maldição de Malaquias 3:9 era a maldição da Antiga Aliança. A nação havia prometido a Deus que iria obedecer cada parte de toda a Lei, ou então concordaria em receber cada um deles uma maldição. A audiência de Malaquias em Neemias 10:28-29 renovou os seus votos da Antiga Aliança, pedindo, novamente, que Deus amaldiçoasse o povo, caso este falhasse em obedecer cada parte da lei.
A Nova Aliança, nos ensina que Jesus tendo vindo como o segundo Adão (Romanos 5:17-19) e como Israel personificado em Mateus 2:15 (Do Egito chamei o meu Filho), para viver uma vida totalmente isenta de pecado e para obedecer cada parte da Lei (Hebreus 10:9). Pela fé, Sua perfeita obediência é creditada ao crente (Romanos 3:24-26; 2 Coríntios 5:21). Desse modo, os cristãos não estão sujeitos a qualquer tipo de maldição da Antiga Aliança, pois eles têm a perfeita posição impecável de Cristo, em razão da Sua obediência a Deus. Como explica, também, o meu bom amigo Jonathan Hithcart, “Por que iria Cristo morrer para nos redimir da maldição da Lei [Gálatas 3:13] e em seguida nos colocar novamente sob a mesma maldição? Isso é loucura, gente!” Amigos, é um horrendo pecado que os pregadores cristãos retirem a maldição de Malaquias do seu contexto histórico na Antiga Aliança e a usem como uma marreta ou ferro em brasa, a fim de ameaçar os membros da igreja, por não pagarem os dízimos! Somente os israelitas poderiam ser ameaçados por esse pecado, porque eles eram os únicos que haviam pedido que Deus os amaldiçoasse, caso deixassem de cumprir fielmente a Lei. Deus jamais entrou nesse tipo de aliança com a Igreja.
O Apóstolo Paulo, em Gálatas 3 discute a “maldição da lei”. Após ter ele citado Deuteronômio 27:26, no verso 10, ele diz, no verso 12, que “a lei não é de fé”. Do mesmo modo, o dízimo não é de fé. Como eleitos de Deus, os crentes da Nova Aliança não estão sob maldição ALGUMA! Como poderíamos estar? Já somos mais que vencedores e nossas vidas estão escondidas com Cristo em Deus (Romanos 8:37 e Colossenses 3:1-4). A Escritura é clara neste ponto (Ver ainda Romanos 8:1, 33; Hebreus 10:14 e Efésios 1:7). Creiam na Palavra de Deus para a Igreja! Creiam em Gálatas 3:13: “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro”. Fiquem livres das mentiras dos que os amedrontam com maldição letal!!!
Com relação aos versos de Malaquias 3:8-10, o altamente considerado J. Vernon McGee escreveu: “Sob a graça, Deus deseja que seja dado apenas o que se pode dar. Para algumas pessoas isso seria menos que o dízimo. Sou de opinião que uma quantia maior desta rica sociedade deveria estar sendo dada a Deus (página 84). “Novamente eu relembraria vocês que não estamos mais sob o sistema do dízimo hoje em dia. Existem muitos crentes humildes, de renda baixíssima, para os quais o dízimo seria demais para ser dado” (p. 85). “Já não existe essa coisa de dizimar hoje em dia, como o que era levado à casa do tesouro. Não é essa a maneira de ofertar, pois o que Israel dava era em forma de produtos” (p. 86).
(ML 3:10) - “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes”.
O que significa “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro”? Por mais de 40 anos senti que algo estava errado com este verso, porém não conseguia atinar com o que era. Embora à primeira vista o pregador superficial, o estudante ou o leigo achem este verso auto-explanatório, na verdade ele está completamente longe disso. Devemos estudar os inspirados textos bíblicos, tanto de Malaquias como de Neemias, a fim de podermos entender Malaquias 3:10. Realmente, além deste simples verso, Deus JAMAIS ordenou pessoa alguma a trazer TODOS os dízimos à casa do tesouro em Jerusalém. Vamos repetir: DEUS JAMAIS ordenou pessoa alguma a trazer TODOS os dízimos à casa do tesouro em Jerusalém. De fato, o oposto é que é verdade! Consideremos cuidadosamente as seguintes instruções contidas na Palavra de Deus.
Havia realmente três tipos de dízimos coletados, conforme a exigência da Antiga Aliança, mas apenas a uma pequena parte do primeiro havia a exigência de que fosse trazida à casa do tesouro. Portanto, existe algo seriamente errado com as explanações dadas pelos professores do dízimo, de Malaquias 3:10.
O primeiro dízimo, destinado aos servos levitas dos sacerdotes, não era para ser trazido à casa do tesouro: “E eis que aos filhos de Levi tenho dado todos os dízimos em Israel por herança, pelo ministério que executam, o ministério da tenda da congregação” (Números 18:21). “E debaixo das suas ordens estavam Éden, Miniamim, Jesua, Semaías, Amarias e Secanias, nas cidades dos sacerdotes, para distribuírem com fidelidade a seus irmãos, segundo as suas turmas, tanto aos pequenos como aos grandes” (2 Crônicas 31:15). “Também dentre os filhos de Arão, os sacerdotes, que estavam nos campos dos arrabaldes das suas cidades, em cada cidade, havia homens que foram designados pelos seus nomes para distribuírem as porções a todo o homem entre os sacerdotes e a todos os que estavam contados entre os levitas” (2 Crônicas 31:19). “... e os dízimos da nossa terra [trazei] aos levitas; e que os levitas receberiam os dízimos em todas as cidades, da nossa lavoura. (Neemias 10:37-b).
Deus ordenou que Israel trouxesse TODO o primeiro dízimo aos levitas (não aos sacerdotes), onde eles moravam, - nas cidades levíticas - e Jerusalém NÃO era uma cidade levítica (Ver Josué 21:9-19). Os levitas não residiam permanentemente perto do Templo em Jerusalém. Todos os quatro textos precedentes tornam absolutamente claro que os levitas é que recebiam TODO o dízimo em suas cidades, não os sacerdotes no Templo. Após terem-no recebido, tanto os sacerdotes como os levitas consumiam a maior parte do mesmo, fora de Jerusalém.
O que FAZIAM esses levitas recebedores do dízimo, na maior parte do tempo? Enquanto estavam no Templo, eles eram assistentes dos sacerdotes, guardas, cantores, construtores e artesãos de toda espécie. Os que estavam fora do Templo eram pecuaristas (Números 35:2), professores, políticos e juízes e, evidentemente, aperfeiçoavam suas habilidades de artesãos e de supervisores dos artesãos. Na 1 Crônicas 23:2-4, concluímos que num total de 38.000, 24.000 eram construtores e artesãos, 6.000 eram juízes civis e supervisores. Estes, sim, recebiam o dízimo TODO!. Nenhum deles ministrava como sacerdote! De fato, é uma revelação chocante, hem?
Também os fatos sobre as cidades levíticas e a escala de uma entre 24 semanas de trabalho (24 cursos) no Templo significava que 95% do dízimo permanecia onde os sacerdotes e levitas residiam. Por conseguinte, Números 18:21; 2 Crônicas 31:15-19 e Neemias 10:37-38 mostram claramente que Malaquias 3:10 não pode, de modo algum, referir-se a TODOS os dízimos, inclusive àquele pertencente aos levitas.
O segundo dízimo, o dízimo das festas, não era trazido para ser guardado na casa do tesouro no Templo. Deuteronômio 12:17-18 diz: “Dentro das tuas portas não poderás comer o dízimo do teu grão, nem do teu mosto, nem do teu azeite, nem os primogênitos das tuas vacas, nem das tuas ovelhas; nem nenhum dos teus votos, que houveres prometido, nem as tuas ofertas voluntárias, nem a oferta alçada da tua mão. Mas os comerás perante o SENHOR teu Deus, no lugar que escolher o SENHOR teu Deus, tu, e teu filho, e a tua filha, e o teu servo, e a tua serva, e o levita que está dentro das tuas portas; e perante o SENHOR teu Deus te alegrarás em tudo em que puseres a tua mão”. Na Nova BKJ pode-se ler sobre este dízimo em Deuteronômio 12:6-19 e em Deuteronômio 14, especialmente o verso 23. Esse dízimo das festas era trazido “ao local”, isto é, a Jerusalém, para uma das três celebrações religiosas nacionais, para ser repartido entre TODOS. Visto como o dizimo era sempre entregue em alimentos, ele era consumido por todos, nas ruas onde Israel celebrava. Assim, nada desse segundo dízimo era trazido à casa do tesouro em Jerusalém.
O terceiro dízimo, o dízimo dos pobres, também não era trazido ao Templo em Jerusalém. Deuteronômio 14:28-29 diz: “Ao fim de três anos tirarás todos os dízimos da tua colheita no mesmo ano, e os recolherás dentro das tuas portas; Então virá o levita (pois nem parte nem herança tem contigo), e o estrangeiro, e o órfão, e a viúva, que estão dentro das tuas portas, e comerão, e fartar-se-ão; para que o SENHOR teu Deus te abençoe em toda a obra que as tuas mãos fizerem”. Vocês também podem ler sobre este dízimo em Deuteronômio 26:12-13. Este dízimo era pago a cada triênio e Deus ordenava, especificamente, que ele fosse guardado “dentro das portas do pagador do dízimo”, para uso dos levitas e de todos os carentes. Portanto, o terceiro dízimo não era trazido a Jerusalém e muito menos à casa do tesouro.
Confusos? Quantas vezes vocês ouviram os pregadores do dízimo falar desses três, enquanto estavam pregando Malaquias 3:8-10? Estes versos, agora, não são tão auto-evidentes, pois não? Claramente, TODOS os dízimos JAMAIS foram trazidos à “CASA DO TESOURO”. E como isso nunca foi verdade, então, por que a igreja os usa como exemplo principal de “dízimar à casa do tesouro”???
Agora vamos tentar fazer um pouco de ordem nesta confusão. A significação real de Malaquias 3:10 é revelada pelo que Deus realmente mandou que fosse trazido à casa do tesouro em Jerusalém. Com relação aos dízimos de alimentos, vamos descobrir que a casa do tesouro em Jerusalém era apenas um lugar para se estocar e constantemente substituir o alimento usado para alimentar os sacerdotes e os levitas que entravam e saíam do serviço no Templo, cada semana, para os seus ministérios semanais.
Quem quiser saber o que realmente significa Malaquias 3:10, quando diz: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro”, que leia e estude cuidadosamente os seguintes conjuntos de textos: Neemias 18:9-32; 10:35-38; 12:44-47 e 2 Crônicas 31:15-19.
Primeiro, Neemias 10:35 (completando Números 18:12-13) ordena ao “povo” que traga as “primícias” da colheita, anualmente, à “CASA DO SENHOR”.
Segundo, Neemias 10:36 (completando Números 18:15-18) ordena ao “povo” que traga o primogênito de todo animal limpo à CASA DO SENHOR, “para os sacerdotes”.
Terceiro, Neemias 10:37-a ordena ao “povo” que traga o primeiro e o melhor de toda a massa, o fruto de toda árvore, o mosto e o azeite às “câmaras da CASA DO SENHOR”, para os sacerdotes.
Quarto, OBSERVEM A MUDANÇA! Neemias 10:37-b (completando Números 18:21-24) ordena claramente que o “povo” traga os dízimos, não à CASA DO TESOURO, mas “aos levitas”, nas suas cidades levíticas, as terras de pasto, as comunidades familiares ou cidades rurais, onde os levitas (e os sacerdotes) residiam, quando não estavam desempenhando os seus turnos, servindo como cantores no Templo. Quanto aos dízimos (Neemias 10:37-b) - este fato revela um desvio fatal na interpretação comum de Malaquias 3:10) - visto como a maioria dos sacerdotes e levitas não ficava no Templo, o “povo”, normalmente, NÃO levava os dízimos para o Templo.
Quinto, Neemias 10:38 (completando Números 18:26) ordena que “os levitas (junto com os sacerdotes)” tragam “os 10% do dízimo”, isto é, o “dízimo dos dízimos”, das cidades levíticas “à casa do Senhor, às câmaras da CASA do nosso Deus, ou às câmaras da CASA DO TESOURO”: “E que o sacerdote, filho de Arão, estaria com os levitas quando estes recebessem os dízimos, e que os levitas trariam os dízimos dos dízimos à casa do nosso Deus, às câmaras da casa do tesouro”. Notem que o “povo” não era normalmente ordenado a “trazer”qualquer parte do dízimo diretamente ao Templo, porque os levitas e os sacerdotes eram os responsáveis por isso!
Neemias 10:35 - As primícias da terra para a casa do tesouro no Templo, para os sacerdotes.
Neemias 10:36 - Os primogênitos dos rebanhos à casa do tesouro no Templo, para os sacerdotes.
Neemias 10:37-a - O melhor da massa, do vinho e do azeite à casa do tesouro no Templo, para os sacerdotes.
Neemias 10:38 - 1/10 de todos os dízimos à casa do tesouro no Templo, para os sacerdotes.
Neemias 10:37-b - TODOS OS DÍZIMOS ÀS CIDADES LEVÍTICAS, PARA OS LEVITAS.
Fica claro, quando se comparam estes textos, que “o povo” era ordenado a trazer o dízimo às cidades levíticas (não à casa do tesouro no Templo) e os levitas e os sacerdotes eram ordenados a levar aos sacerdotes e levitas em serviço no Templo - uma em cada 24 semanas - as porções do dízimo que iriam para a casa do tesouro, as quais eram realmente muito pequenas.
Neemias 12:44 e 47 acrescentam detalhes em falta (quando) a esses sacerdotes e levitas a serviço por uma semana no Templo era provido o alimento. Também no mesmo dia se nomearam homens sobre as câmaras, dos tesouros, das ofertas alçadas, das primícias, dos dízimos, para ajuntarem nelas, dos campos das cidades, as partes da lei para os sacerdotes e para os levitas; porque Judá estava alegre por causa dos sacerdotes e dos levitas que assistiam ali (verso 44). Uma vez que tanto os sacerdotes como os levitas ministravam no Templo apenas por uma em cada 24 semanas e os que não estavam ali ocupados como oficiais políticos e juízes, moravam pelas outras 23 semanas (46 semanas anuais) espalhados pelo país em suas terras não herdadas, como fazendeiros, pecuaristas ou trabalhando em suas diversas manufaturas necessárias à manutenção do Templo.
Neemias 12:44 explica que era necessário trazer o alimento (dos dízimos) àqueles sacerdote e levitas que estavam desempenhando os seus ministérios. Eles deveriam trazer “apenas as porções da lei” ao Templo, a fim de serem armazenadas. Quando Neemias 12:47 diz: “Por isso todo o Israel, já nos dias de Zorobabel e nos dias de Neemias, dava aos cantores e aos porteiros as porções de cada dia; e santificavam as porções aos levitas, e os levitas as santificavam aos filhos de Arão”, novamente está se referindo apenas à porção diária que era trazida das cidades levíticas à casa do tesouro, a fim de prover alimentos aos que ministravam (Ver também 2 Crônicas 31:16). Essa porção era correspondente a 10% de todo o dízimo dos levitas para os sacerdotes. Contudo (e isso é importante), o saldo dos dízimos era guardado nas cidades levíticas, onde residia a maioria dos sacerdotes e levitas. Novamente, não faz sentido colocar os alimentos num lugar, quando o povo residia em outro (2 Crônicas 31:15-19).
Como os sacerdotes se alimentavam de 10% do dízimo, enquanto os levitas dos 90% restantes? A resposta novamente se encontra em Números 18 e Neemias 10:35-38. Pelo menos uma vez por ano cada família deveria trazer as primícias e o primogênito PARA OS SACERDOTES e não para os levitas. O senso comum poderia sugerir que cada família trazia a sua própria porção do dízimo alimento, consigo e de sua cidade natal.
“Bem”, vocês perguntam, “se tudo ia para os levitas em suas cidades e não para a casa do tesouro no Templo em Jerusalém, então o que significa Malaquias 3:10?” Visto como Malaquias 3:10 nos lembrou que Deus não muda com relação à Sua Aliança com Israel, devemos, então, concluir que Ele não mudou a ordenança de dizimar encontrada em Números 18:21-24, enquanto perdurou a Antiga Aliança.
A única conclusão lógica que permanece consistente é a evidência de que Deus ainda está falando com os sacerdotes desde Malaquias 1:6 e especialmente em 2:1, “AGORA, ó sacerdotes, este mandamento é para vós”.
Os sacerdotes haviam ajudado os levitas a coletar os dízimos, conforme Neemias 10:38, e assim continuaram a fazer (Malaquias 3:8-b), não todos, imediatamente, mas apenas “diariamente”, “conforme a necessidade”, para os que estavam entrando em seu turno de ministério ou “serviço”.
O que aconteceu aos dízimos, depois que foram “trazidos”, conforme Neemias 12:47? Eles haviam sido removidos do Templo (roubados) pelo sumo sacerdote (e pelos outros sacerdotes), conforme Neemias 13:7-10 e precisavam ser restituídos (Neemias 13:11-12) para que os levitas pudessem assistir os sacerdotes (Neemias 13:11). Se Neemias 13 é o contexto de Malaquias 3, então os sacerdotes haviam roubado a porção dos dízimos dos levitas.
Se Neemias 13 é ou não é o contexto de “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro”, isso foi ordenado, não ao “povo”, mas aos levitas e aos sacerdotes, conforme Neemias 10:38. Portanto, a ordem acima (Malaquias 3:10) é endereçada exclusivamente aos levitas e aos sacerdotes (os sacerdotes desonestos), referindo-se apenas às porções diárias dos que estavam em serviço no Templo. A vasta maioria dos dízimos DEVERIA permanecer nas cidades dos sacerdotes e levitas, onde a maioria deles residia.
Os mestres cristãos do dízimo não podem aceitar essa conclusão. Aceitá-la seria admitir que, exceto durante aquele curso de ministério ativo, 90% da porção dos levitas, TODOS os dízimos das festas e TODOS os dízimos dos pobres deveriam ficar fora da casa do tesouro, do Templo. Pior ainda para eles seria admitir que o grosso desses dízimos permanecia nas cidades levíticas, onde os levitas e sacerdotes residiam, permanentemente, com suas famílias.
Mesmo que dizimar na Nova Aliança fosse correto (o que, obviamente, não é) a verdadeira significação de Malaquias 3:10 proíbe o costume de ordenar que os membros comuns da igreja tragam TODOS os dízimos à chamada “casa do tesouro” da Igreja. Nesse caso, visto como Malaquias 3:10 não significa que Israel deveria levar TODOS os dízimos à casa do tesouro, ENTÃO os pregadores do dízimo jamais deveriam citá-lo para exigir que os cristãos tragam TODOS os dízimos à igreja.
A Igreja não é Casa do Tesouro (Armazém).
Os mestres cristãos do dízimo falam muito na “casa do tesouro” - a Igreja. Para justificá-lo, eles torcem a significação do verbo grego (thesaurizo) para o “entesourar” (2 Coríntios 16:2), a fim de manipular o texto grego. A frase é literalmente “por ele mesmo, colocar, entesourando”. O texto não chama a Igreja de “casa do tesouro”, mas simplesmente diz ao contribuinte que faça um donativo. Muitos comentaristas chegam a dizer que este verbo significa “guardar em casa”, sem dar qualquer relevância ao edifício eclesiástico (o qual, pelo visto, nem sequer existia no tempo em que Paulo escreveu a 1 Coríntios, falando sobre o sustento pastoral [capítulo 9].
Vocês jamais encontrarão qualquer mestre do dízimo citando a 2 Coríntios 12:14: “Eis aqui estou pronto para pela terceira vez ir ter convosco, e não vos serei pesado, pois que não busco o que é vosso, mas sim a vós: porque não devem os filhos entesourar para os pais, mas os pais para os filhos”, como exemplo de “casa do tesouro” da Igreja. Mesmo que Paulo tenha usado o mesmo verbo grego (thesaurizo) na passagem supracitada, ele quis dizer que, como pregador do evangelho, estaria trabalhando, a fim de prover as necessidades dos pobres da Igreja, o que ele repetiu em Atos 20:35.
O conceito cristão de Igreja como “casa do tesouro” é terrivelmente contrário à Escritura. No contexto de Malaquias, a casa do tesouro era principalmente uma responsabilidade da autoridade política do governador, a fim de assegurar a sua manutenção. Eram os reis que controlavam as riquezas do Templo. A Escritura registra sete vezes em que os reis se desfizeram da riqueza da casa do tesouro do Templo de Deus, e até mesmo de sua riqueza pessoal (1 Reis 14:25-26;15:18; 2 Reis 12:18; 14:14; 16:8; 18:14-15; 20:13-19 e 24:13). Você gostaria que o seu governador pudesse fazer o mesmo?
Pelas razões seguintes, uma apropriada explanação do contexto de Malaquias não converte a “casa do tesouro”, aí citada, na “casa do tesouro da Igreja”.
01 - Pela discussão acima, a casa do tesouro em Jerusalém não continha permanentemente todo o dízimo. Visto como a maioria dos sacerdotes e levitas recebia o dízimo nas cidades levíticas, onde eram coletados integralmente os chamados “dízimos”, onde eles e suas famílias residiam, a maior parte destes era ali guardada. Os alimentos iam para o local onde morava o povo. Conforme 2 Crônicas 31:15-19 e Neemias 12:44,47, somente as porções diárias necessárias (ou semanais de cada curso) eram levadas das cidades levíticas para os que estavam ministrando em rodízio. Esta era apenas uma pequena porção de TODO o dízimo dos levitas e dos “10% dos 10%” (O dízimo do dízimo) dos sacerdotes (Neemias 10:37-38).
02 - Enquanto as casas do tesouro do Velho Testamento eram consideradas como propriedade do Estado religioso, a maioria das igrejas da Nova Aliança não o são.
03 - Enquanto as casas do tesouro do Velho Testamento recebiam apoio político para coletar os dízimos, a maioria das igrejas da Nova Aliança não o recebe.
04 - Enquanto as casas do tesouro do Velho Testamento recebiam os dízimos em alimentos, as igrejas da Nova Aliança coletam dinheiro, o qual nunca foi incluído na definição bíblica de dízimo.
05 - Enquanto os dízimos das festas e dos pobres, no Velho Testamento, proviam alimento para os carentes, a maioria das igrejas da Nova Aliança retém a maior parte dos dízimos coletados para si mesmas e raramente se envolve em beneficência.
06 - Enquanto a casa do tesouro do Velho Testamento provia o sustento do sacerdócio nacional, a Nova Aliança ensina o sacerdócio de todos os crentes.
Sete - Enquanto as casas do tesouro do Velho Testamento promoviam os sacrifícios sacerdotais, conforme a lei, os líderes das igrejas da Nova Aliança são novos oficiais sob novos princípios.
Oito - Enquanto a maior parte das casas do tesouro do Velho Testamento era usada para armazenar as porções das primícias, dos primogênitos, os impostos do Templo e as ofertas alçadas, este exemplo já não é seguido pelas igrejas da Nova Aliança.
Nove - Enquanto o dízimo da Antiga Aliança era um fundo separado das ofertas voluntárias, para a manutenção dos edifícios, muitas igrejas da Nova Aliança colocam todas as suas necessidades num programa total e corretamente eliminam o princípio do dízimo da Antiga Aliança.
Dez - Visto como os judeus ortodoxos não manuseiam dinheiro nem coletam ofertas em seu Sábado, seria duvidoso que os antigos cristãos judeus tivessem mudado essa tradição para manusear dinheiro na Igreja, em seu dia sagrado.
Onze - Enquanto o Templo do Velho Testamento - copiando os templos pagãos - se tornou uma ilegítima casa do tesouro, a Igreja da Nova Aliança não deve ser usada como um armazém bancário, ou casa do tesouro.
Malaquias 3:10-b - “... Para que haja mantimento na minha casa”.
Mais uma vez, conforme a Palavra de Deus, os dízimos em Israel eram em alimento e somente em alimento: “Trazei todos os dízimos... para que haja mantimento” significa exatamente o que diz. Embora já existisse dinheiro, a Palavra de Deus JAMAIS incluiu dinheiro em sua principal descrição dos itens a serem dizimados! No entanto, esta é a única verdadeira definição bíblica de “dízimo”.
Malaquias 3:10-c ... e depois fazei prova de mim
“Testem-me” (NAS, NIV, RSV). O professor do dízimo diz afoitamente: “Este é o único lugar na Palavra de Deus em que Deus nos manda testá-Lo!” Como se esse teste a Israel sob os termos da Antiga Aliança pudesse provar que dizimar é uma doutrina da Nova Aliança! Se isso fosse tão importante, então por que o Espírito Santo não inspirou pelo menos um dos escritores da Nova Aliança a repetir isso claramente? Deus não precisa “testar” nem “provar” os crentes da Nova Aliança em sua obediência a qualquer parte da Antiga Lei, da qual ele já os libertou [na cruz do Calvário]. Os cristãos estão mortos para a Lei (Romanos 7:4). Quando Paulo precisou de alimento para os carentes em Jerusalém, ele disse: “Não digo isto como quem manda, mas para provar, pela diligência dos outros, a sinceridade de vosso amor (2 Coríntios 8:8). É exatamente esta a interpretação dada na Nova Aliança para dadivar.
Exatamente, o que significa “testar Deus” no contexto de Malaquias 3:5 e no resto do Velho Testamento? Vejamos:
“O que oprime o pobre insulta àquele que o criou, mas o que se compadece do necessitado o honra.” (Provérbios 14:31).
Julgou a causa do aflito e necessitado; então lhe sucedeu bem; porventura não é isto conhecer-me? diz o SENHOR” (Jeremias 22:16).
“Eis que esta foi a iniqüidade de Sodoma, tua irmã: Soberba, fartura de pão, e abundância de ociosidade teve ela e suas filhas; mas nunca fortaleceu a mão do pobre e do necessitado” (Ezequiel 16:49).
“Assim falou o SENHOR dos Exércitos, dizendo: Executai juízo verdadeiro, mostrai piedade e misericórdia cada um para com seu irmão. E não oprimais a viúva, nem o órfão, nem o estrangeiro, nem o pobre, nem intente cada um, em seu coração, o mal contra o seu irmão” (Zacarias 7:9-10).
“E chegar-me-ei a vós para juízo; e serei uma testemunha veloz contra os feiticeiros, contra os adúlteros, contra os que juram falsamente, contra os que defraudam o diarista em seu salário, e a viúva, e o órfão, e que pervertem o direito do estrangeiro, e não me temem, diz o SENHOR dos Exércitos. (Malaquias 3:5).
Deus testou o reto caráter dos Seus filhos no Velho Testamento na maneira pela qual eles tratavam os pobres. Repito: Deus testou o reto caráter dos Seus filhos no Velho Testamento na maneira pela qual eles tratavam os pobres.
Se a Igreja da Nova Aliança responde positivamente em sua maneira de testar Deus, - eu lhes pergunto - será que ela pratica a bondade usando a mesma maneira que Deus decretou que se usasse na Antiga Aliança? - ou será que ela retém a maior parte do dinheiro para os seus próprios salários? Ou será que a típica igreja diz à sua congregação para “testar Deus” ao dizimar e, em seguida, censura Deus por não ter misericórdia dos pobres? (Provérbios 14:31).
Será que a profissão da Igreja de que “realmente conhece Deus” está sendo demonstrada em sua maneira de “julgar a causa do pobre”? (Jeremias 22:16). Existem muitíssimas igrejas, exatamente como Sodoma, repletas de abundância, mas que não ajudam os pobres? (Ezequiel 16:49). Depois de testar Deus e ter recebido abundância de bondade, seria de esperar que Israel cuidasse dos seus pobres, conforme Malaquias 3:5. Como sua Igreja iria se sair nesse teste, conforme Zacarias 7:9-10?
(ML 3:10-d) - “vos abrir as janelas do céu”.
(ML 3:11) - E por causa de vós repreenderei o devorador, e ele não destruirá os frutos da vossa terra; e a vossa vide no campo não será estéril, diz o SENHOR dos Exércitos.
(ML 3:12) - E todas as nações vos chamarão bem-aventurados; porque vós sereis uma terra deleitosa, diz o SENHOR dos Exércitos.
“O SENHOR te abrirá o seu bom tesouro, o céu, para dar chuva à tua terra no seu tempo, e para abençoar toda a obra das tuas mãos; e emprestarás a muitas nações, porém tu não tomarás emprestado” (Deuteronômio 28:12). O capítulo 28 de Deuteronômio contém as bênçãos e maldições da Antiga Aliança às quais se refere Malaquias 3. Essas mesmas bênçãos e maldições foram renovadas pela audiência de Malaquias, em Neemias 10:29 e provêem o contexto de Malaquias. “as janelas do céu” se refere à chuva (Gênesis 7:9; 2 Reis 7:2, 19). Numa terra constantemente assolada pela fome e seca, as maiores bênçãos viriam das “janelas do céu”, em forma de chuva. Israel era uma nação, cuja riqueza e sucesso dependiam dos seus rebanhos e da produção agrícola. Deus prometeu que haveria bastante espaço para preservar os alimentos de uma colheita abundante. A obediência dos sacerdotes conduziria às bênçãos sobre toda a terra.
Alguém poderia indagar: “Se Deus está falando somente para os sacerdotes, os quais não podiam possuir nem herdar permanentemente a terra, então por que Ele está prometendo aos mesmos colheitas abundantes, se trouxessem todos os dízimos à casa do tesouro?”
[“Elementar, meu caro Watson!”] Se a terra e os israelitas que trabalhavam a terra não fossem abençoados, então estes não poderiam dar os dízimos aos levitas e os levitas não dariam os dízimos aos sacerdotes. Todos se regozijavam ou sofriam juntos. Exatamente como um presidente deveria dirigir-se aos seus senadores com referência a “vossos estados, vossos cidadãos, vossa indústria e vossas fazendas”, do mesmo modo Deus inclui o povo e os sacerdotes em suas bênçãos. Embora isso talvez pudesse ser difícil de ver nas exatas palavras destes textos nas exatas palavras destes textos, talvez seja mais difícil descobrir exatamente onde Deus PAROU de falar diretamente aos sacerdotes, depois de Malaquias 2:1.
Com referência a Números 35:2, 2 Crônicas 31:15-19 e Neemias 10:37 e 13:10, também é importante saber que a Bíblia não diz que os levitas também não eram fazendeiros e pecuaristas; ela diz apenas que as terras em que eles viviam, cultivavam e criavam os rebanhos, sempre pertenciam à tribo na qual eles viviam e não podiam herdá-las nem transmiti-las como herança.
(ML 3:13) - As vossas palavras foram agressivas para mim, diz o SENHOR; mas vós dizeis: Que temos falado contra ti?
(ML 3:14) - Vós tendes dito: Inútil é servir a Deus; que nos aproveita termos cuidado em guardar os seus preceitos, e em andar de luto diante do SENHOR dos Exércitos?
(ML 3:15) - Ora, pois, nós reputamos por bem-aventurados os soberbos; também os que cometem impiedade são edificados; sim, eles tentam a Deus, e escapam.
Leiam Malaquias 1:6-14, mais uma vez; Malaquias 3:13 soa como mais uma declaração de Malaquias 1:6-10; os sacerdotes haviam arrogantemente desprezado o Seu nome, ao reter os melhores animais para o sacrifício (dos dízimos ou primogênitos) para eles mesmos e por Lhe oferecerem o que era roubado, manco ou enfermo. O verso 14 é semelhante à vaidade do verso 1:12 e à censura do verso 3:7. O verso 15 imita Malaquias 2:7-8. Novamente, porque os sacerdotes não haviam cumprido os seus deveres, todo o Israel seguiu o seu mau exemplo.
(ML 3:18) - Então voltareis e vereis a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus, e o que não o serve.
“Por isso também eu vos fiz desprezíveis, e indignos diante de todo o povo, visto que não guardastes os meus caminhos, mas fizestes acepção de pessoas na lei”. (Malaquias 2:9). Embora os versos 16 e 17 possam ser comparáveis a todo o Judá em Esdras 9:4, o verso 18 é claramente endereçado aos sacerdotes. Os sacerdotes haviam claramente se tornado culpados de parcialidade e de “não temer ao SENHOR”, então o verso 3:16 seria apropriado. Eles até mesmo exclamaram em 3:14: “Inútil é servir a Deus”. É responsabilidade dos sacerdotes “discernir entre o que é certo e o que é errado”. APÓS terem sido purificados no Templo, conforme Malaquias 3:2-5, eles puderam “trazer ao Senhor oferta de justiça” (3:3).
(ML 4:1) PORQUE eis que aquele dia vem ardendo como fornalha; todos os soberbos, e todos os que cometem impiedade, serão como a palha; e o dia que está para vir os abrasará, diz o SENHOR dos Exércitos, de sorte que lhes não deixará nem raiz nem ramo.
(ML 4:4) Lembrai-vos da lei de Moisés, meu servo, que lhe mandei em Horebe para todo o Israel, a saber, estatutos e juízos.
(ML 4:5) - Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível dia do SENHOR;
(ML 4:6) - E ele converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais; para que eu não venha, e fira a terra com maldição.
Malaquias 4:1 - Este verso se refere, retrospectivamente, ao castigo aos maus sacerdotes mencionado em Malaquias 3:2: Mas quem suportará o dia da sua vinda? E quem subsistirá, quando ele aparecer? Porque ele será como o fogo do ourives e como o sabão dos lavandeiros”.
Malaquias 4:4 - Este texto traz a última advertência de que tudo no Livro de Malaquias está no contexto da Lei da Antiga Aliança, a qual foi suplantada.
Malaquias 4:5 - O pensamento é paralelo a Malaquias 3:1, quando Deus virá ao Templo para purificar o sacerdócio. Um dos cumprimentos foi aquele de João Batista, o mensageiro de Deus, filho de um sacerdote.
Malaquias 4:6 - O Livro de Malaquias fecha sem indicação alguma de que Deus tenha parado de falar aos sacerdotes, desde Malaquias 2:1: “AGORA, ó sacerdotes, este mandamento é para vós”. Para serem honestos com a sua interpretação da Palavra de Deus, os pregadores cristãos deveriam parar de enganar os membros menos informados de suas Igrejas e deixar de levá-los a pensar que Malaquias 3:8-10 significa exatamente o oposto do que tem sido realmente ensinado.
Se alguém desejar realmente fazer uma correlação para hoje, então os pregadores são os que têm, de modo não bíblico, tomado o lugar dos sacerdotes desonestos em Malaquias. Com as suas ações, eles estão escondendo a doutrina do sacerdócio dos crentes, a fim de poderem coletar os dízimos. Eles desconsideram totalmente a definição bíblica de “dízimos”. Eles pedem que todos os dízimos sejam trazidos à Igreja, ignorando Neemias 10:37-b. Eles não usam a porcentagem maior do dízimo recebido para os pobres, conforme a Bíblia ensina. Não é de admirar que o Velho Testamento termine com a palavra “maldição”.
Nota: Este autor verifica totalmente que mudanças importantes foram feitas durante e após os 400 anos que separam Malaquias de Mateus. Talvez seja bem provável que o Império Romano estivesse nomeando sumos sacerdotes e que os sacerdotes estivessem fraudando os levitas, apossando-se dos seus dízimos e redistribuindo-os conforme a sua escolha. Tais mudanças não foram autorizadas por Deus; eles não mudaram a maneira pela qual Deus quis que os dízimos fossem manuseados, de Moisés até Neemias.



AUTOR: Russell E. Kelly



FONTE: http://www.cpr.org.br/comentario-malaquias.htm

VIA:PASTOR JOÃO NOGUEIRA DE LIMA



O dízimo não é uma doutrina cristã

"EU FICO COM ESTE CONSELHO TEM FUNDAMENTO" 

 II Coríntios 9

Quanto à administração que se faz a favor dos santos, não necessito escrever-vos;
Porque bem sei a prontidão do vosso ânimo, da qual me glorio de vós para com os macedônios; que a Acaia está pronta desde o ano passado; e o vosso zelo tem estimulado muitos.
Mas enviei estes irmãos, para que a nossa glória, acerca de vós, não seja vã nesta parte; para que (como já disse) possais estar prontos,
A fim de, se acaso os macedônios vierem comigo, e vos acharem desapercebidos, não nos envergonharmos nós (para não dizermos vós) deste firme fundamento de glória.
Portanto, tive por coisa necessária exortar estes irmãos, para que primeiro fossem ter convosco, e preparassem de antemão a vossa bênção, já antes anunciada, para que esteja pronta como bênção, e não como avareza.
E digo isto: Que o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância ceifará.
Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria.
E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda a boa obra;
Conforme está escrito: Espalhou, deu aos pobres; A sua justiça permanece para sempre.
Ora, aquele que dá a semente ao que semeia, também vos dê pão para comer, e multiplique a vossa sementeira, e aumente os frutos da vossa justiça;
Para que em tudo enriqueçais para toda a beneficência, a qual faz que por nós se dêem graças a Deus.
Porque a administração deste serviço, não só supre as necessidades dos santos, mas também é abundante em muitas graças, que se dão a Deus.
Visto como, na prova desta administração, glorificam a Deus pela submissão, que confessais quanto ao evangelho de Cristo, e pela liberalidade de vossos dons para com eles, e para com todos;
E pela sua oração por vós, tendo de vós saudades, por causa da excelente graça de Deus que em vós há.
Graças a Deus, pois, pelo seu dom inefável.

APÓSTOLO PAULO SERVO DE JESUS O CRISTO DE DEUS ...





sexta-feira, 15 de julho de 2011

(367 a.C) A carta de Atanásio reconhece o cânon do Novo Testamento




Como o cristão poderia ter certeza dos livros que deveriam constar do Novo Testamento?

Quando Paulo mencionou as Escrituras a Timóteo ("Toda a Escritura é inspirada..."; 2Tm 3.16), ele estava se referindo ao AT, mas, mesmo nas páginas do NT, temos indicações de que os cristãos começaram a considerar os evangelhos e as epístolas de Paulo como textos especiais. Ao escrever sobre as epístolas de Paulo, Pedro disse que elas às vezes continham "algumas coisas difíceis de entender". Todavia, a sabedoria de Paulo fora dada por Deus, e Pedro repreendeu "os ignorantes e instáveis" que distorciam as palavras de Paulo, fazendo o mesmo com "as demais Escrituras" (2Pe 3.16; grifo do autor). Ε óbvio que Pedro começava a perceber que os cristãos tinham alguns textos edificantes além das obras do AT.

Os judeus decidiram que alguns livros — os que chamamos hoje de Antigo Testamento — foram claramente inspirados por Deus, ao passo que outros não o eram. Por enfrentar heresias, os cristãos também começaram a sentir a necessidade de distinguir entre escritos verdadeiramente inspirados e os de origem questionável.

Havia dois critérios fundamentais, usados pela igreja para identificar o cânon (kanon é a palavra grega para "padrão"): a origem apostólica e o uso dos textos nas igrejas.

Com relação à origem apostólica, a igreja incluiu Paulo entre os apóstolos. Embora não tenha caminhado com Cristo, Paulo se encontrou com ele na estrada para Damasco. A abrangência de sua atividade missionária — relatada no livro de Atos dos Apóstolos — fez dele o próprio modelo do apóstolo.

Cada evangelho precisava estar relacionado a um apóstolo. Desse modo, o evangelho de Marcos, associado a Pedro, e o de Lucas, relacionado a Paulo, receberam um lugar no cânon. Depois da morte dos apóstolos, os cristãos valorizaram o testemunho dos livros, muito embora não portassem o nome de um apóstolo como autor.

Com relação ao uso dos textos nas igrejas, a orientação parecia ser a seguinte: "Se muitas igrejas usam um texto, e se ele continua a edificá-las, logo esse texto deve ser inspirado".

Embora esse padrão mostre uma abordagem bastante pragmática, existe uma lógica por trás dele: alguma coisa inspirada por Deus, sem dúvida, inspirará muitos adoradores. O texto que não foi inspirado acabaria, mais cedo ou mais tarde, por cair em desuso.

Infelizmente, esses padrões somente não eram capazes de estabelecer quais seriam os livros do cânon. Diversos textos flagrantemente heréticos carregavam o nome de um apóstolo. Além disso, algumas igrejas utilizavam textos que outras não se preocupavam em usar.

Por volta do final do século II, os quatro evangelhos, o livro de Atos e as epístolas de Paulo eram grandemente valorizadas em quase todos os lugares. Embora não existisse nenhuma lista "oficial", as igrejas tinham a tendência crescente de se voltar para esse material como fonte de autoridade espiritual. Bispos influentes como Inácio, Clemente de Roma e Policarpo contribuíram para que esses textos alcançassem ampla aceitação. Contudo, ainda havia muita disputa com relação a Hebreus, Tiago, 2 Pedro, 2 e 3 João, Judas e Apocalipse.

A heresia era uma maneira de fazer com que os cristãos ortodoxos esclarecessem suas posições. Até onde sabemos, a primeira tentativa de elaboração do cânon foi feita por Marcião, que incluiu apenas dez das treze epístolas de Paulo e o evangelho de Lucas bastante modificado. Mais tarde, outros grupos heréticos defenderiam seus "livros secretos", normalmente os que tinham o nome de um apóstolo ligado a eles.

Uma lista ortodoxa primitiva, compilada por volta do ano 200, foi o Cânon muratório, elaborado pela igreja de Roma. Ele incluía a maioria dos livros presentes hoje no Novo Testamento, mas adicionava o Apocalipse de Pedro e a Sabedoria de Salomão. Listas posteriores omitiram alguns livros, e deixaram outros, mas continuavam sendo bastante similares. Obras como O pastor, de Hermas, o Didaquê e a Epístola de Barnabé eram muito consideradas, embora as pessoas tivessem dificuldade em considerá-las escritura inspirada.

Em 367, Atanásio, o bispo de Alexandria, influente e altamente ortodoxo, escreveu sua famosa carta oriental. Nesse documento, enumerava os 27 livros que hoje fazem parte do nosso Novo Testamento. Na esperança de impedir que seu rebanho caminhasse rumo ao erro, Atanásio afirmou que nenhum outro livro poderia ser considerado escritura cristã, embora admitisse que alguns, como o Didaquê, pudessem ser úteis para devoções particulares.

A lista de Atanásio não encerrou esse assunto. Em 397, o Concilio de Cartago confirmou sua lista, mas as igrejas ocidentais demoraram muito para estabelecer o cânon. A contenda continuou com relação aos livros questionáveis, embora todos terminassem aceitando o Apocalipse.

No final, a lista de Atanásio recebeu aceitação geral e, desde então, as igrejas por todo o mundo jamais se desviaram de sua sabedoria.


Como o cristão poderia ter certeza dos livros que deveriam constar do Novo Testamento?

Quando Paulo mencionou as Escrituras a Timóteo ("Toda a Escritura é inspirada..."; 2Tm 3.16), ele estava se referindo ao AT, mas, mesmo nas páginas do NT, temos indicações de que os cristãos começaram a considerar os evangelhos e as epístolas de Paulo como textos especiais. Ao escrever sobre as epístolas de Paulo, Pedro disse que elas às vezes continham "algumas coisas difíceis de entender". Todavia, a sabedoria de Paulo fora dada por Deus, e Pedro repreendeu "os ignorantes e instáveis" que distorciam as palavras de Paulo, fazendo o mesmo com "as demais Escrituras" (2Pe 3.16; grifo do autor). Ε óbvio que Pedro começava a perceber que os cristãos tinham alguns textos edificantes além das obras do AT.

Os judeus decidiram que alguns livros — os que chamamos hoje de Antigo Testamento — foram claramente inspirados por Deus, ao passo que outros não o eram. Por enfrentar heresias, os cristãos também começaram a sentir a necessidade de distinguir entre escritos verdadeiramente inspirados e os de origem questionável.

Havia dois critérios fundamentais, usados pela igreja para identificar o cânon (kanon é a palavra grega para "padrão"): a origem apostólica e o uso dos textos nas igrejas.

Com relação à origem apostólica, a igreja incluiu Paulo entre os apóstolos. Embora não tenha caminhado com Cristo, Paulo se encontrou com ele na estrada para Damasco. A abrangência de sua atividade missionária — relatada no livro de Atos dos Apóstolos — fez dele o próprio modelo do apóstolo.

Cada evangelho precisava estar relacionado a um apóstolo. Desse modo, o evangelho de Marcos, associado a Pedro, e o de Lucas, relacionado a Paulo, receberam um lugar no cânon. Depois da morte dos apóstolos, os cristãos valorizaram o testemunho dos livros, muito embora não portassem o nome de um apóstolo como autor.

Com relação ao uso dos textos nas igrejas, a orientação parecia ser a seguinte: "Se muitas igrejas usam um texto, e se ele continua a edificá-las, logo esse texto deve ser inspirado".

Embora esse padrão mostre uma abordagem bastante pragmática, existe uma lógica por trás dele: alguma coisa inspirada por Deus, sem dúvida, inspirará muitos adoradores. O texto que não foi inspirado acabaria, mais cedo ou mais tarde, por cair em desuso.

Infelizmente, esses padrões somente não eram capazes de estabelecer quais seriam os livros do cânon. Diversos textos flagrantemente heréticos carregavam o nome de um apóstolo. Além disso, algumas igrejas utilizavam textos que outras não se preocupavam em usar.

Por volta do final do século II, os quatro evangelhos, o livro de Atos e as epístolas de Paulo eram grandemente valorizadas em quase todos os lugares. Embora não existisse nenhuma lista "oficial", as igrejas tinham a tendência crescente de se voltar para esse material como fonte de autoridade espiritual. Bispos influentes como Inácio, Clemente de Roma e Policarpo contribuíram para que esses textos alcançassem ampla aceitação. Contudo, ainda havia muita disputa com relação a Hebreus, Tiago, 2 Pedro, 2 e 3 João, Judas e Apocalipse.

A heresia era uma maneira de fazer com que os cristãos ortodoxos esclarecessem suas posições. Até onde sabemos, a primeira tentativa de elaboração do cânon foi feita por Marcião, que incluiu apenas dez das treze epístolas de Paulo e o evangelho de Lucas bastante modificado. Mais tarde, outros grupos heréticos defenderiam seus "livros secretos", normalmente os que tinham o nome de um apóstolo ligado a eles.

Uma lista ortodoxa primitiva, compilada por volta do ano 200, foi o Cânon muratório, elaborado pela igreja de Roma. Ele incluía a maioria dos livros presentes hoje no Novo Testamento, mas adicionava o Apocalipse de Pedro e a Sabedoria de Salomão. Listas posteriores omitiram alguns livros, e deixaram outros, mas continuavam sendo bastante similares. Obras como O pastor, de Hermas, o Didaquê e a Epístola de Barnabé eram muito consideradas, embora as pessoas tivessem dificuldade em considerá-las escritura inspirada.

Em 367, Atanásio, o bispo de Alexandria, influente e altamente ortodoxo, escreveu sua famosa carta oriental. Nesse documento, enumerava os 27 livros que hoje fazem parte do nosso Novo Testamento. Na esperança de impedir que seu rebanho caminhasse rumo ao erro, Atanásio afirmou que nenhum outro livro poderia ser considerado escritura cristã, embora admitisse que alguns, como o Didaquê, pudessem ser úteis para devoções particulares.

A lista de Atanásio não encerrou esse assunto. Em 397, o Concilio de Cartago confirmou sua lista, mas as igrejas ocidentais demoraram muito para estabelecer o cânon. A contenda continuou com relação aos livros questionáveis, embora todos terminassem aceitando o Apocalipse.

FONTE: http://www.oprincipaldospecadores.com/
VIA: PASTOR JOÃO NOGUEIRA DE LIMA

No final, a lista de Atanásio recebeu aceitação geral e, desde então, as igrejas por todo o mundo jamais se desviaram de sua sabedoria.



Desvios Doutrinários da Confissão Positiva Teologia Da Prosperidade





Os seguidores das doutrinas da Confissão Positiva dizem que não devemos submeter nossos pedidos à vontade de Deus. Não questiono a qualidade do caráter das pessoas mencionados neste trabalho. Questiono a qualidade de seus ensinos, comparados com a Bíblia Sagrada. Vejamos:

“Usar a frase `se for a Tua vontade´ em oração pode parecer espiritual, e demonstrar atitude piedosa de quem é submisso à vontade do Senhor, mas além de não adiantar nada, destrói a própria oração” (R.R.Soares, livro "O Direito de Desfrutar Saúde", p. 11, citado por Paulo Romeiro, Supercrentes, p.37).

Essa infeliz declaração é cópia fiel do que disse Benny Hinn, mais adiante registrada. Ora, submeter-se à vontade de Deus é bíblico, não anula nossas orações e é uma atitude espiritual. Se anulasse, a oração-modelo do Pai Nosso, ensinada por Jesus, para nada serviria; Jesus não teria sido um bom Mestre; milhões de orações nesses últimos dois mil anos foram ineficazes; nenhum crente em dois mil anos teria recebido qualquer bênção divina. Deus não respondeu a nenhuma delas. Logo de início vê-se o absurdo de tal declaração. Devemos confiar em quem? “Maldito o homem que confia no homem. Bendito o homem que confia no Senhor, e cuja esperança é o Senhor” (Jr 17.5,7). O cristão nunca deve esquecer o exemplo dos bereanos, que examinavam nas Escrituras se as coisas que Paulo e Silas ensinavam estavam corretas (At 17.10-12).

“Jesus me apareceu e disse que se alguém, em qualquer lugar, quiser tomar esses quatro passos ou pôr em operação esses quatro princípios, sempre receberá o que quiser de mim ou da parte de Deus Pai:
Passo 1 – Diga a coisa: positiva ou negativamente, tudo depende do indivíduo.
Passo 2 – Faça a coisa: Os atos derrotam-no ou lhe dão vitória.
Passo 3 – Receba a coisa: Compete a nós a conexão com o dínamo do céu.
Passo 4 – Conte a coisa: Contar para que outros também possam crer”

(Kenneth Hagin, "Como Registrar Seu Próprio Bilhete com Deus", p.5, citado por Hank Hanegraaaff, em "Cristianismo em Crise", p. 81). Referindo-se a João 14.14, Hagin ensina que “a palavra `pedir´ também significa `exigir´: `E tudo quanto exigirdes em Meu nome, isso [Eu, Jesus] farei”.

“Nunca jamais, em tempo algum vão ao Senhor e digam: `Se for da tua vontade...´ Não permitam que essas palavras destruidoras da fé saiam da boca de vocês. Quando vocês oram `se for da tua vontade, Senhor´ a fé é destruída. A dúvida espumará e inundará todo o seu ser. Resguardem-se de palavras como essas, que lhes roubarão a fé e os puxarão para baixo, ao desespero” (Benny Hinn, "Levante-se e Seja Curado", ibid, p.295). Frederic Price, outro arauto da Confissão Positiva, segue no mesmo diapasão: “Se você tem de dizer: `Se for da tua vontade´ ou `Que se faça a tua vontade´, então você está chamando Deus de idiota. É deveras estupidez orar para que a vontade de Deus seja feita. Isto é uma farsa, um insulto à inteligência de Deus”.

“Sereis semelhantes a Deus”

É este um dos itens fundamentais da doutrina desses mestres da fé: o homem deve exigir seus direitos e não se submeter à vontade de Deus. Essa aberração teológica rebaixa o Criador, que fica à mercê das vontades e caprichos humanos, e exalta o homem, colocando-o em condições de igualdade com Cristo. Eles falam e ensinam o que o Senhor não mandou falar nem ensinar. Apresentam um cristianismo particular, muitas vezes fruto de experiências particulares, de visões e aparições.

“O homem foi criado em termos de igualdade com Deus... O crente é chamado de Cristo... Eis quem somos: somos Cristo... Você é tanto uma encarnação de Deus quanto Jesus Cristo o foi”. O Senhor fez o homem como o Seu substituto aqui na terra... O homem era Senhor... vivia em termos de igualdade com o Criador. Muitos não sabem ainda que são filhos e filhas de Deus tanto quanto o próprio Jesus... Nem o próprio Senhor Jesus tem uma posição melhor diante de Deus do que você e eu temos” (Kenneth Hagin, citado por Hank Hanegraaaff, Cristianismo em Crise, p. 116/7).

Essas palavras são um testemunho de que não podemos confiar na doutrina da Confissão Positiva. Afirmar em alto e bom som que o Príncipe da Paz tem posição inferior ao homem diante do Pai soa como uma blasfêmia contra o Filho Unigênito de Deus, o Verbo encarnado, o “Alfa e Ômega, o primeiro e o último, o princípio e o fim”. Observem que Hagin rebaixa Jesus a uma condição de desigualdade com o Pai, ao mesmo tempo em que promove a deificação do homem. Essa doutrina é a da serpente (Gn 3.5).

“A razão para Deus criar Adão foi seu desejo de reproduzir a si mesmo. Adão não era um deus pequenino. Não era um semideus. Nem ao menos estava subordinado a Deus” (Kenneth Copeland). “Deus está duplicando a si próprio na Terra” (John Avanzini). “Vocês sabiam que desde o começo do tempo o propósito inteiro de Deus era reproduzir-se?... e quando estamos aqui de pé, vocês não estão olhando para Morris Cerullo; vocês estão olhando para Deus, estão olhando para Jesus” (Morris Cerullo). “Deus duplicou a si mesmo em espécie. Adão foi uma exata duplicata do tipo de Deus” (Charles Capps). “Jesus foi recriado nas portas do inferno” (Valnice Milhomens).

Notaram a tentativa de colocar o homem em condições de igualdade com Deus? Notaram como os componentes da orquestra da Confissão Positiva estão afinados? Essa orquestra está sob a batuta de quem? De Deus? Estão afirmando que o homem é uma clonagem do Criador. São esses os mestres que estão ensinando diariamente, pela televisão e por livros, a milhões de desavisados irmãos, ávidos por novidades e declarações chocantes. Eles estão repetindo a fórmula mágica apresentada pelo diabo a Eva, no Éden: “Sereis como Deus” (Gn 3.5).


Loucos por dinheiro

Entre Hagin, Hinn, Copeland, Jorge Tadeu, Robert Tilton, Morris Cerullo, Charles Capps e outros, parece haver uma disputa para ver quem cria mais aberrações teológicas e desvios doutrinários. Qual a razão de tanto empenho? Amor pelas almas perdidas ou amor ao dinheiro? A resposta vem de um dos componentes da orquestra, que desta vez saiu do tom. Leiam:

“Eu estava muito influenciado por Kenneth Hagin e Kenneth Copeland. Nenhum deles fala de salvação. Só de fé. A mensagem da fé é vazia sem o Espírito. A própria palavra [prosperidade] foi distorcida e tornou-se de importância fundamental no ministério. Dinheiro, dinheiro, dinheiro. É quase como ir a um cassino jogar” (Benny Hinn, citado por Paulo Romeiro, em Evangélicos em Crise, p.43-44). Hinn reconhece os erros doutrinários da Confissão Positiva, mas, parece, não consegue livrar-se das “concupiscências loucas e nocivas” que arrastam os homens à “ruína e perdição”, por causa do desejo ardente de ficarem ricos (1 Tm 6.9). Leiam o que ele declarou: “Anos atrás costumavam pregar: Ó, nós andaremos por ruas de ouro. Hoje eu digo: Não preciso de ouro lá em cima. Quero o ouro aqui embaixo”.

Benny Hinn tem razão. O cristianismo não é um cassino, em que quem arriscar mais, tem chance de levar mais. Se até agora nada deu certo; se não choveram dólares sobre você, é hora de arriscar tudo, numa última cartada. Entregue aos mestres a sua bolsa, seu salário, seus bens. Sabendo disso, o próprio Hinn ensinou: “Você quer prosperar? O dinheiro vai cair sobre você da esquerda, da direita e do centro. Deus começará a fazê-lo prosperar, pois o dinheiro sempre se segue à retidão... Diga comigo: Tudo que eu possa desejar já está em mim”. Alguém tem dúvida de que no Brasil as igrejas filiadas ao ministério dos Kenneth`s tocam a mesma música? Outra de Hinn: “O dinheiro sempre se segue à retidão” Traduzindo, significa que a pessoa justa, correta, honesta terá muito dinheiro. E o [crente] pobre? Não tem dinheiro porque não leva uma vida de retidão? É possível que o vil metal esteja provocando distúrbios mentais em muita gente.

Se Deus quiser

Conforme ensina a Confissão Positiva, submeter-se à vontade de Deus anula a oração; dizer “seja feita a tua vontade” é ser estúpido e chamar Deus de idiota. A estupidez e idiotice estão em quem ensina heresias. O “Jesus” que apareceu a Hagin e ensinou os passos decisivos para conseguir tudo o que desejar entrou em contradição com o Jesus da Bíblia. Na oração-modelo do Pai Nosso, Ele nos ensinou a pedir, e não exigir de Deus, e que em tudo “seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu” (Mt 6.10); ensinou que devemos sempre fazer a vontade do Pai (Mt 7.21; 12.50); Ele mesmo dava o exemplo (Jo 4.34; 5.30; 6.38,39). Até no momento de maior dor, na última noite em que passou com os apóstolos, Jesus foi submisso à vontade do Pai: “Pai, se queres, passa de mim este cálice, todavia não se faça a minha vontade, mas a tua” (Lc 22.42). Os mestres da prosperidade ensinam o oposto. Dizem que a nossa vontade é que deve prevalecer. Os apóstolos, que tinham o ensino de Jesus no coração, não pensavam do mesmo modo. Diante da recusa de Paulo em cancelar sua viagem para Jerusalém, eles se renderam aos fatos e disseram: “Faça-se a vontade do Senhor” (At 18.21; 21.14; cf. Sl 40.8; 143.10; Rm 1.10; 15.32; 1 Co 4.19; Hb 10.7; 1 Pe 2.15; 3.17; 4.2,19; 1 Jo 2.17).

A expressão `se Deus quiser` não entra no vocabulário dos mestres da prosperidade. A doutrina deles aponta para “eu digo, eu faço, eu recebo”. É o mesmo que dizer: Eu posso, eu mando, eu sou Senhor de mim mesmo. Isto é egolatria. A exemplo de `se for da tua vontade`, dizer `se Deus quiser´ é chamar Deus de idiota. Deveriam editar uma Bíblia particular, com interpretações próprias, ajustadas aos seus ensinos, como fizeram os testemunhas-de-jeová. Vejam o que diz a Palavra:

“Humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltará. Vós que dizeis: Hoje ou amanhã iremos a tal cidade, lá passaremos um ano, negociaremos e ganharemos. Ora, não sabeis o que acontecerá amanhã... Em lugar disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser [ou se for da Sua vontade], viveremos e faremos isto ou aquilo. Vós vos jactais das vossas presunções. Ora, toda jactância tal como esta é maligna” (Tg 4.10,13-16).

É indiscutível o desencontro entre a Palavra de Deus e a doutrina da Confissão Positiva. Há declarações que chegam a ser uma blasfêmia: “Acredito que a oração do Pai Nosso não é para os crentes hoje em dia” (Frederic Price). Ora, o crente é que deve adaptar-se à vontade de Deus expressa na Bíblia, e não o contrário. Pelo visto, os fiéis da Confissão Positiva rejeitam por completo a oração ensinada por Jesus, porque nela os cristãos se colocam à mercê da soberana vontade do Senhor.

Pedir ou exigir?

Com relação à substituição do "pedir" pelo "exigir", vejam o seguinte. Pedir, do grego aiteõ, sugere a atitude de um suplicante que se encontra em posição inferior àquele a quem pede. É esse o verbo usado em João 14.13 – “E tudo quanto pedirdes em meu nome...” – e 14.14 – “Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei”. “Pedir”, do grego erõtaõ, indica com mais freqüência que o suplicante está em pé de igualdade ou familiaridade com a pessoa a quem ele pede, como, por exemplo, um rei fazendo pedido a outro rei. “Sob este aspecto, é significativo destacar que o Senhor Jesus nunca usou o verbo aiteõ na questão de fazer um pedido ao Pai”, por ter dignidade igual Àquele a quem pedia. (Jo 14.16; 17.9,15,20 – Fonte: Dic. VINE). Como a Confissão Positiva diviniza o homem, colocando-o no mesmo nível de Deus, não há porque pedir, mas exigir. Alguns falam em “reivindicar direitos”, da mesma forma como fazemos nos requerimentos endereçados às autoridades constituídas.

A Soberania de Deus

Um dos textos usados pelos mestres da Confissão Positiva é o seguinte: “E tudo o que pedirdes em oração, crendo, o recebereis” (Mt 21.22; cf. Mc 11.24; Jo 14.13; 15.7; 1 Jo 5.15). Alegam que, pela Palavra, Deus obriga-se a nos atender. Daí concluem que não precisamos pedir, mas exigir o direito a que fazemos jus. Dizem, também, que, em razão disso, é ocioso dizer `se Deus quiser´ ou `que seja feita a Sua vontade´. Esses desvios não são os únicos da Confissão Positiva.

Se a palavra acima funcionasse automaticamente, isto é, se de forma literal Jesus nos desse qualquer coisa que lhe pedíssemos com fé, nosso destino e nossas lutas estariam sob nosso próprio controle, o que seria desastroso, pois somos incapazes de conhecer o que nos aguarda o futuro e o que é melhor para nossa vida. Todavia, nosso “Pai sabe do que necessitais, antes de lho pedirdes” (Mt 6.8; cf. Ef 3.20). Ele nos dará o que for melhor, e nem sempre pedimos o que é melhor. Deus poderá responder SIM ou NÃO, visto que Ele é soberano para fazer somente o que lhe apraz. Vejamos exemplos bíblicos em que Deus respondeu negativamente: Paulo orou com fé para que Deus o livrasse de um espinho na carne, e Deus não o atendeu (2 Co 12.8-9). Ele também estava capacitado por Deus para curar enfermos (Mc 16.18; At 28.9)), mas não pôde curar Epafrodito (Fp 2.25-27) nem Trófimo (2 Tm 4.20) nem Timóteo (1 Tm 5.23).

A interpretação de Mateus 21.22 não pode ser literal porque Deus não pode nos dar qualquer coisa. Por exemplo, Deus não perdoa nossos pecados sem que tenhamos perdoado as ofensas recebidas, ainda que Lho peçamos com fé (Mc 11.23-26). Deus não me atendeu quando lhe pedi, em lágrimas e profunda dor, durante sete meses, que curasse a minha mulher. Também lhe pedi que tirasse a minha vida, mas a deixasse viver, mas não fui atendido. Minhas petições foram negadas. Os planos de Deus excediam a minha capacidade de compreensão.

Deus também não cura todas as pessoas, pelas quais oramos com fé. O mais certo é seguirmos o exemplo de Jesus: “Não seja, porém, o que eu quero, e, sim, o que tu queres” (Mc 14.36); e o de Paulo: “Se Deus quiser, outra vez voltarei a vós” (At 18.21; 1 Co 4.19); “A fim de que, pela vontade de Deus, chegue a vós...” (Rm 15.32). Deus tem razão em cem por cento das vezes em que Ele nos responde com um não. Depois de um certo tempo é que vamos entender que foi melhor assim.

A soberania de Deus, absoluta e universal, decorre de seus atributos incomunicáveis (onipotência, onisciência, onipresença, infinitude e imutabilidade). Deus é supremo sobre todas as coisas, em governo e autoridade. Ele faz o que quer com o que é seu (Mt 20.15) e se compadece de quem quer se compadecer, e terá misericórdia de quem quiser ter misericórdia. “Ou não tem o oleiro poder sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para honra e outro para desonra?” (Rm 9.15,16,18,21). Não se pode pôr limites à sua autoridade. “Deus não é menos soberano na distribuição de seus favores. A alguns dá riquezas, a outros, honra; a outros, saúde; enquanto outros são pobres, ignorados ou vitimados pela enfermidade. A alguns, ele envia a luz do evangelho; a outros, ele deixa nas trevas. Alguns, pela fé, são conduzidos à salvação; outros perecem na incredulidade. À pergunta “Por que isso é assim?”, a única resposta é aquela dada por nosso Senhor: “Assim foi do teu agrado, ó Pai” - Mt 11.26” (Teologia Sistemática Strong).

Por isso, devemos sempre dizer: seja feita a tua vontade, porquanto é o Senhor que “esquadrinha o coração, e provo a mente, e isto para dar a cada um segundo os seus caminhos, e segundo o fruto das suas ações” (Jr 17.10). O salmista aconselha: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele, e ele tudo fará” (Sl 37.5). Jó, um herói da fé, declarou: “Ainda que ele me mate, nele esperarei” (Jó 13.15).

AUTOR: Pr Airton Evangelista da Costa

FONTE: www.palavradaverdade.com

VIA: PASTOR JOAO NOGUEIRA DE LIMA

A Declaração de Cambridge

As igrejas evangélicas de hoje estão cada vez mais dominadas pelo espírito deste século em vez de pelo Espírito de Cristo. Como evangélicos, nós nos convocamos a nos arrepender desse pecado e a recuperar a fé cristã histórica.
No decurso da História, as palavras mudam. Na época atual isso aconteceu com a palavra evangélico. No passado, ela serviu como elo de união entre cristãos de uma diversidade ampla de tradições eclesiásticas. O evangelicalismo histórico era confessional. Acolhia as verdades essenciais do Cristianismo conforme definidas pelos grandes concílios ecumênicos da Igreja. Além disso, os evangélicos também compartilhavam uma herança comum nos "solas" da Reforma Protestante do século 16.
Hoje, a luz da Reforma já foi sensivelmente obscurecida. A conseqüência foi a palavra evangélico se tornar tão abrangente a ponto de perder o sentido. Enfrentamos o perigo de perder a unidade que levou séculos para ser alcançada. Por causa dessa crise e por causa do nosso amor a Cristo, seu evangelho e sua igreja, nós procuramos afirmar novamente nosso compromisso com as verdades centrais da reforma e do evangelicalismo histórico. Nós afirmamos essas verdades e não pelo seu papel em nossas tradições, mas porque cremos que são centrais para a Bíblia.

SOLA SCRIPTURA: A Erosão da Autoridade
Só a Escritura é a regra inerrante da vida da igreja, mas a igreja evangélica atual fez separação entre a Escritura e sua função oficial. Na prática, a igreja é guiada, por vezes demais, pela cultura. Técnicas terapêuticas, estratégias de marketing, e o ritmo do mundo de entretenimento muitas vezes tem mais voz naquilo que a igreja quer, em como funciona, e no que oferece, do que a Palavra de Deus. Os pastores negligenciam a supervisão do culto, que lhes compete, inclusive o conteúdo doutrinário da música. À medida que a autoridade bíblica foi abandonada na prática, que suas verdades se enfraqueceram na consciência cristã, e que suas doutrinas perderam sua proeminência, a igreja foi cada vez mais esvaziada de sua integridade, autoridade moral e discernimento.
Em lugar de adaptar a fé cristã para satisfazer as necessidades sentidas dos consumidores, devemos proclamar a Lei como medida única da justiça verdadeira, e o evangelho como a única proclamação da verdade salvadora. A verdade bíblica é indispensável para a compreensão, o desvelo e a disciplina da igreja.
A Escritura deve nos levar além de nossas necessidades percebidas para nossas necessidades reais, e libertar-nos do hábito de nos enxergar por meio das imagens sedutoras, clichês, promessas e prioridades da cultura massificada. É só à luz da verdade de Deus que nós nos entendemos corretamente e abrimos os olhos para a provisão de Deus para a nossa sociedade. A Bíblia, portanto, precisa ser ensinada e pregada na igreja. Os sermões precisam ser exposições da Bíblia e de seus ensino, não a expressão de opinião ou de idéias da época. Não devemos aceitar menos do que aquilo que Deus nos tem dado.
A obra do Espírito Santo na experiência pessoal não pode ser desvinculada da Escritura. O Espírito não fala em formas que independem da Escritura. À parte da Escritura nunca teríamos conhecido a graça de Deus em Cristo. A Palavra bíblica, e não a experiência espiritual, é o teste da verdade.

Tese 1: Sola Scriptura
Reafirmamos a Escritura inerrante como fonte única de revelação divina escrita, única para constranger a consciência. A Bíblia sozinha ensina tudo o que é necessário para nossa salvação do pecado, e é o padrão pelo qual todo comportamento cristão deve ser avaliado.
Negamos que qualquer credo, concílio ou indivíduo possa constranger a consciência de um crente, que o Espírito Santo fale independentemente de, ou contrariando, o que está exposto na Bíblia, ou que a experiência pessoal possa ser veículo de revelação.

SOLO CHRISTUS: A Erosão da Fé Centrada em Cristo
À medida que a fé evangélica se secularizou, seus interesses se confundiram com os da cultura. O resultado é uma perda de valores absolutos, um individualismo permissivo, a substituição da santidade pela integridade, do arrependimento pela recuperação, da verdade pela intuição, da fé pelo sentimento, da providência pelo acaso e da esperança duradoura pela gratificação imediata. Cristo e sua cruz se deslocaram do centro de nossa visão.

Tese 2: Solo Christus
Reafirmamos que nossa salvação é realizada unicamente pela obra mediatória do Cristo histórico. Sua vida sem pecado e sua expiação por si só são suficientes para nossa justificação e reconciliação com o Pai.
Negamos que o evangelho esteja sendo pregado se a obra substitutiva de Cristo não estiver sendo declarada e a fé em Cristo e sua obra não estiver sendo invocada.
SOLA GRATIA: A Erosão do Evangelho
A Confiança desmerecida na capacidade humana é um produto da natureza humana decaída. Esta falsa confiança enche hoje o mundo evangélico – desde o evangelho da auto-estima até o evangelho da saúde e da prosperidade, desde aqueles que já transformaram o evangelho num produto vendável e os pecadores em consumidores e aqueles que tratam a fé cristã como verdadeira simplesmente porque funciona. Isso faz calar a doutrina da justificação, a despeito dos compromissos oficiais de nossas igrejas.
A graça de Deus em Cristo não só é necessária como é a única causa eficaz da salvação. Confessamos que os seres humanos nascem espiritualmente mortos e nem mesmo são capazes de cooperar com a graça regeneradora.

Tese 3: Sola Gratia
Reafirmamos que na salvação somos resgatados da ira de Deus unicamente pela sua graça. A obra sobrenatural do Espírito Santo é que nos leva a Cristo, soltando-nos de nossa servidão ao pecado e erguendo-nos da morte espiritual à vida espiritual.
Negamos que a salvação seja em qualquer sentido obra humana. Os métodos, técnicas ou estratégias humanas por si só não podem realizar essa transformação. A fé não é produzida pela nossa natureza não-regenerada.
SOLA FIDE: A Erosão do Artigo Primordial
A justificação é somente pela graça, somente por intermédio da fé, somente por causa de Cristo. Este é o artigo pelo qual a igreja se sustenta ou cai. É um artigo muitas vezes ignorado, distorcido, ou por vezes até negado por líderes, estudiosos e pastores que professam ser evangélicos. Embora a natureza humana decaída sempre tenha recuado de professar sua necessidade da justiça imputada de Cristo, a modernidade alimenta as chamas desse descontentamento com o Evangelho bíblico. Já permitimos que esse descontentamento dite a natureza de nosso ministério e o conteúdo de nossa pregação.
Muitas pessoas ligadas ao movimento do crescimento da igreja acreditam que um entendimento sociológico daqueles que vêm assistir aos cultos é tão importante para o êxito do evangelho como o é a verdade bíblica proclamada. Como resultado, as convicções teológicas freqüentemente desaparecem, divorciadas do trabalho do ministério. A orientação publicitária de marketing em muitas igrejas leva isso mais adiante, apegando a distinção entre a Palavra bíblica e o mundo, roubando da cruz de Cristo a sua ofensa e reduzindo a fé cristã aos princípios e métodos que oferecem sucesso às empresas seculares.
Embora possam crer na teologia da cruz, esses movimentos a verdade estão esvaziando-a de seu conteúdo. Não existe evangelho a não ser o da substituição de Cristo em nosso lugar, pela qual Deus lhe imputou o nosso pecado e nos imputou a sua justiça. Por ele Ter levado sobre si a punição de nossa culpa, nós agora andamos na sua graça como aqueles que são para sempre perdoados, aceitos e adotados como filhos de Deus. Não há base para nossa aceitação diante de Deus a não ser na obra salvífica de Cristo; a base não é nosso patriotismo, devoção à igreja, ou probidade moral. O evangelho declara o que Deus fez por nós em Cristo. Não é sobre o que nós podemos fazer para alcançar Deus.

Tese 4: Sola Fide
Reafirmamos que a justificação é somente pela graça somente por intermédio da fé somente por causa de Cristo. Na justificação a retidão de Cristo nos é imputada como o único meio possível de satisfazer a perfeita justiça de Deus.
Negamos que a justificação se baseie em qualquer mérito que em nós possa ser achado, ou com base numa infusão da justiça de Cristo em nós; ou que uma instituição que reivindique ser igreja mas negue ou condene sola fide possa ser reconhecida como igreja legítima.
SOLI DEO GLORIA: A Erosão do Culto Centrado em Deus
Onde quer que, na igreja, se tenha perdido a autoridade da Bíblia, o­nde Cristo tenha sido colocado de lado, o evangelho tenha sido distorcido ou a fé pervertida, sempre foi por uma mesma razão. Nossos interesses substituíram os de Deus e nós estamos fazendo o trabalho dele a nosso modo. A perda da centralidade de Deus na vida da igreja de hoje é comum e lamentável. É essa perda que nos permite transformar o culto em entretenimento, a pregação do evangelho em marketing, o crer em técnica, o ser bom em sentir-nos bem e a fidelidade em ser bem-sucedido. Como resultado, Deus, Cristo e a Bíblia vêm significando muito pouco para nós e têm um peso irrelevante sobre nós.
Deus não existe para satisfazer as ambições humanas, os desejos, os apetites de consumo, ou nossos interesses espirituais particulares. Precisamos nos focalizar em Deus em nossa adoração, e não em satisfazer nossas próprias necessidades. Deus é soberano no culto, não nós. Nossa preocupação precisa estar no reino de Deus, não em nossos próprios impérios, popularidade ou êxito.

Tese 5: Soli Deo Gloria
Reafirmamos que, como a salvação é de Deus e realizada por Deus, ela é para a glória de Deus e devemos glorificá-lo sempre. Devemos viver nossa vida inteira perante a face de Deus, sob a autoridade de Deus, e para sua glória somente.
Negamos que possamos apropriadamente glorificar a Deus se nosso culto for confundido com entretenimento, se negligenciarmos ou a Lei ou o Evangelho em nossa pregação, ou se permitirmos que o afeiçoamento próprio, a auto-estima e a auto-realização se tornem opções alternativas ao evangelho.

Um Chamado ao Arrependimento e à Reforma
A fidelidade da igreja evangélica no passado contrasta fortemente com sua infidelidade no presente. No princípio deste mesmo século, as igrejas evangélicas sustentavam um empreendimento missionário admirável e edificaram muitas instituições religiosas para servir a causa da verdade bíblica e do reino de Cristo. Foi uma época em que o comportamento e as expectativas cristãs diferiam sensivelmente daquelas encontradas na cultura. Hoje raramente diferem. O mundo evangélico de hoje está perdendo sua fidelidade bíblica, sua bússola moral e seu zelo missionário.
Arrependamo-nos de nosso mundanismo. Fomos influenciados pelos "evangelhos" de nossa cultura secular, que não são evangelhos. Enfraquecemos a igreja pela nossa própria falta de arrependimento sério, tornamo-nos cegos aos pecados em nós mesmo que vemos tão claramente em outras pessoas, e é indesculpável nosso erro de não falar às pessoas adequadamente sobre a obra salvadora de Deus em Jesus Cristo.
Também apelamos sinceramente a outros evangélicos professos que se tenham desviado da Palavra de Deus nos assuntos discutidos nesta declaração. Incluímos aqueles que declaram haver esperança de vida eterna sem fé explícita em Jesus Cristo, os que asseveram que quem rejeita a Cristo nesta vida será aniquilado em lugar de suportar o juízo justo de Deus pelo sofrimento eterno e os que dizem que os evangélicos e os católicos romanos são um em Jesus Cristo, mesmo quando a doutrina bíblica da justificação não é crida.
A Aliança de Evangélicos Confessionais pede que todos os crentes dêem consideração à implementação desta declaração no culto, ministério, política, vida e evangelismo da igreja.
Em nome de Cristo. Amém.

Aliança de Evangélicos Confessionais.
Cambridge, Massachusetts
20 de abril de 1996.
_______

Fonte:
REFORMA HOJE: Uma convocação feita pelos evangélicos confessionais. Autores: James M. Boice, Gene Edward Veith, Michael Horton, Sinclar Ferguson e outros. Editora Cultura Cristã

VIA: PASTOR JOÃO NOGUEIRA DE LIMA