"Now the Spirit speaketh expressly, that in the latter times some shall depart from the faith, giving heed to seducing spirits, and doctrines of devils; Speaking lies in hypocrisy;having their conscience seared with a hot iron;"1 Timothy 4:1-2

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

LIVRE COM JESUS PARA VIVER ETERNAMENTE.

LIVRE DO CÁRCERE
PARA UMA VIDA COM PROPÓSITO

Marcos 5.1-20
Quero levar vocês para um dia muito especial na vida de Jesus. Certa manhã, Jesus saiu de casa bem cedo e foi à praia. Logo se formou uma multidão para ouvir seus ensinos. Então ele pegou um pequeno barco, afastou-se um pouco, assentou-se e dali começou a pregar ao povo que estava à beira-mar (Mt 13.1-2).
Jesus contou a eles a Parábola do Semeador. Quando a mensagem terminou, Jesus passou a explicar aos discípulos, em particular, o significado daquela parábola. E continuou o dia inteiro naquela conversa – depois do Semeador, veio a Candeia, a da Semente, a do grão de mostarda, entre muitas coisas.
Quando chegou ao final do dia, eles pensaram – bom, conversa está boa, mas já é tarde, vamos pra casa Mestre?
Que casa nada, Jesus disse: - vamos passar pra o outro lado do mar. (Mc 4.35)
- Mestre...ninguém entra no mar no final da tarde – pensaram...
E mais, fazer o que do outro lado? Todo mundo mora por aqui. Atravessar pra que? E mais, sabe o que está do outro lado do mar?
Gadar, o pátio do inferno.
Gadar, fazia parte da conhecida Decápolis, um conjunto de 10 cidades do Império Romano. Ficava cerca de 10 km do mar da Galiléia.
Gadar era uma terra de ninguém. Começou quando Antiocus o Grande, invadiu a Palestina em 218 aC, conquistando aquela região. Depois dele veio Alexandre Janius, que cercou a cidade por 10 meses e a destruiu completamente, até às ruínas. Vieram os romanos com o General Pompeu em 63 aC., e a restauraram. Ali o Império estabeleceu a sede de um dos Conselhos regionais. Quando o Imperador César Augustus assumiu o poder, constituiu Herodes o Grande, como governador da região, que oprimiu os habitantes daquele lugar. Quando Herodes morreu, o Sírios se apoderaram da região (4 aC.). Anos depois, os Gadarenos se revoltaram contra os Judeus, mataram personalidades importantes e prenderam outros. Mais tarde, o Imperador Vespasiano invadiu a região e estabeleceu ali um de seus batalhões.
Gadar é terra de ninguém, é invasão em cima de invasão, o pátio do Inferno. Além de sua população ser gentia, eles vivem de uma atividade repugnante para os judeus: criação de porcos.
Que Jesus vai fazer em Gadar, depois de um dia exaustivo? Não há nada lá.
Mas como Jesus mandou atravessar, ele entram no barco navegam para o outro lado.
Mas logo que começa a travessia forma-se um grande temporal.
Nuvens negras cobrem o céu. O vento começa a soprar forte.
Relâmpagos e trovões tomam proporções ameaçadoras. O mar enfurecido começa a bater impiedosamente sobre o barco. Eles são homens do mar, mas aquilo está muito acima da experiência deles. O desespero toma conta do barco, daquele e dos outros que tentavam seguir Jesus.
A tempestade é assustadora.
Eles começam a pensar:
- Foi um erro ter feito essa travessia no final do dia!
- Podíamos estar em casa, olha onde viemos parar, no meio de um temporal...
- Vamos morrer aqui...
- É a maldição de Gadar, o pátio do Inferno.
Mas de repente, alguém lembra de Jesus. - Onde está o Mestre?
Ora, Jesus está deitado confortavelmente, com a cabeça num travesseiro, como se as ondas embalassem o seu sono reparador.
- Mestre...o SENHOR não percebe?
Então, Jesus levanta-se e ordena que o vento e o mar se acalmem. Agora, a calmaria é total...já é quase noite.
Eles estão exaustos, a tensão da tempestade, a escuridão da noite...mas ainda não era tudo, o dia ainda não acabara.
Eles desembarcam na praia. Imediatamente, o silêncio da chegada é quebrado pelos gritos ensurdecedores de um endemoniado.
Quem é ele? Ah, esse é o Gadareno louco.
Todo mundo conhece o ‘monstro’ de Gadar. Monstro por fora, monstro por dentro.
Demônios fazem hotel nele. Não apenas um, mas uma legião, uma multidão de demônios habitam aquele corpo.
Mas ele não nasceu assim. Ninguém nasce endemoniado.
Aquele homem possivelmente tenha tido uma vida normal como qualquer outro do seu tempo. Tinha família, esposa e filhos, casa, trabalho, profissão, parentes, amigos.
Mas inesperadamente, sua mente, seu corpo, sua vida foi impiedosamente invadida por uma Legião de espíritos imundos, e ele foi transformado na mais horrenda criatura daquela região.
Vamos entender o drama desse homem.
Ao desembarcar, logo veio dos sepulcros, ao seu encontro, um homem possesso de espírito imundo, o qual vivia nos sepulcros, e nem mesmo com cadeias alguém podia prendê-lo; porque, tendo sido muitas vezes preso com grilhões e cadeias, as cadeias foram quebradas por ele, e os grilhões, despedaçados. E ninguém podia subjugá-lo. Andava sempre, de noite e de dia, clamando por entre os sepulcros e pelos montes, ferindo-se com pedras. V.2-5
Essa é certamente a mais detalhada descrição nos evangelhos do que o Maligno é capaz de fazer ao um ser humano – roubar, matar e destruir – é o seu negócio.
‘...veio dos sepulcros, ao seu encontro, um homem possesso de espírito imundo, o qual vivia nos sepulcros...v.2
Fica muito claro aqui, que esse é o estágio final do roubo da dignidade desse homem – ele vive nos sepulcros. Naquela época, ninguém enterrava mortos na cidade. As tumbas eram escavadas na encosta dos montes, de maneira muito rudimentar. Algumas nem eram fechadas, ficava a podridão a céu aberto.
Por que ele vive lá agora? Porque ninguém mais consegue viver perto dele. Seus pais, sua esposa, seus filhos, seus amigos, ninguém agüenta mais a sua violência. Eles tentaram de tudo. Tentaram fazer todos os seus desejos, atender todas as suas reivindicações, mas repentinamente, ele se tornava violento, perdia a razão, era o terror dentro de casa.
Sua esposa não o aceita mais, seus filhos morrem de medo dele, seus amigos o abandonam. No trabalho, ninguém o quer mais. Ele é uma bomba prestes a explodir.
A solução é prendê-lo. O homem é louco, pode ferir alguém. Amarrem-no.
“...porque, tendo sido muitas vezes preso com grilhões e cadeias, as cadeias foram quebradas por ele, e os grilhões, despedaçados. E ninguém podia subjugá-lo...”v.4
Mas acontece que esse não é um louco comum. É um endemoniado. Suas forças estão muito acima da capacidade humana. São forças malignas, centenas de espíritos malignos usando o mesmo corpo. Ele quebra tudo. Tentaram prende-lo de todas as formas, mas ele despedaça qualquer coisa.
Então ele é banido da cidade, ninguém o quer mais por perto.
Só lhe resta viver nos sepulcros. E é pra lá que os demônios o levam. O profeta Isaías fala desse habitat natural dos espíritos malignos:

As feras do deserto se encontrarão com as hienas, e os sátiros (demônios) clamarão uns para os outros; fantasmas ali pousarão e acharão para si lugar de repouso. Isaías 34:14
Ali combina tudo. Ele está morto mesmo, dominado, possuído, destruído, tudo a ver habitar entre os mortos.
Mas a descrição desse cárcere é ainda mais detalhada:
Andava sempre, de noite e de dia, clamando por entre os sepulcros e pelos montes, ferindo-se com pedras. (v5)
Como se não bastasse a invasão da sua vida, os demônios que habitam nele estabelecem um território, não permitem que ninguém se aproxime para ajuda-lo.
Ele fica vociferando entre as cavernas, afugentando todos que querem passar por ali. O evangelista Lucas diz que ele andava nú, o que mostra a completa degradação dessa vida. Para completar a destruição desse homem, os demônios o forçam a ferir-se com pedras.
Não importa mais a dor, a vergonha, o desprezo, a rejeição. Quanto pior melhor.
Que infortúnio pode ser pior que esse Cárcere diabólico?
Cárcere físico, cárcere mental, cárcere emocional, cárcere moral, cárcere espiritual. Todas as dimensões da sua vida estão encarceradas. Prisão inviolável, inexpugnável.
Satanás pode gritar – Eu venci! Você é meu!
Mas então, Jesus. Graciosamente, Jesus. Soberanamente, Jesus.
Quando, de longe, viu Jesus, correu e o adorou, exclamando com alta voz: Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Conjuro-te por Deus que não me atormentes!
Porque Jesus lhe dissera: Espírito imundo, sai desse homem! (v.6-8)
Vamos reconstituir a cena.
Os discípulos desembarcam, estão ainda sob o impacto da travessia. De repente surge aquela criatura urrando, ameaçando como sempre fazia.
- Que fazem vocês aqui? Esse território é nosso. Esse cárcere está ocupado. Esse prisioneiro é nosso. Sumam daqui.
Mas Jesus imediatamente ordena: - Espírito imundo, sai desse homem!
Você precisa entender a extensão dessa ordem.
Porque desde o dia em que o diabo tomou a serpente e a usou para tentar os nossos pais no Jardim do Éden, ele jamais havia sido perturbado por quem quer que fosse nos territórios que invadia. Ele invadiu pessoas, cidades, governos, reis e príncipes, tudo para fazer com que os homens se rebelassem contra o SENHOR, atraindo sobre eles a ira de DEUS.
Lembra-se da geração antes do Dilúvio? Um mundo inteiro, civilizações, culturas, cidades inteiras desapareceram naquela catástrofe de proporções inimagináveis. E por que?
Viu o SENHOR que a maldade do homem se havia multiplicado na terra e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração; então, se arrependeu o SENHOR de ter feito o homem na terra, e isso lhe pesou no coração. Disse o SENHOR: Farei desaparecer da face da terra o homem que criei, o homem e o animal, os répteis e as aves dos céus; porque me arrependo de os haver feito. Gn 6.5-7
Esse é o esquema do Diabo. Quando ele não consegue fazer o serviço, ele instiga o homem a provocar a ira de DEUS. E durante 4 mil anos, o império das trevas seduziu, roubou, matou e destruiu sem qualquer perturbação.
Aí você pergunta: como ninguém fez nada? Os grande profetas de DEUS fizeram coisas extraordinárias.
Noé construiu uma Arca. Moisés abriu o Mar Vermelho. Josué parou o Sol um dia inteiro. Sansão derrubou um prédio inteiro com a força de seus braços. Elias fez cair fogo do céu. Eliseu ressuscitou mortos. Daniel foi amarrado e jogado para ser queimado vivo numa fornalha e nada lhe aconteceu.
Mas nenhum desses heróis da fé jamais enfrentou cara a cara o invasor. Não nenhum registro desse poderosos homens de DEUS terem liberto um simples homem, ou um príncipe do cárcere do diabo.
Eí vem Jesus e afirma:
"Mas se eu expulso os demônios pelo Espírito de Deus, certamente é chegado o Reino de Deus sobre vós." (Mt 12:28)
Glória a DEUS! Aleluia! Esse é o nosso Campeão.
Para isto se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do diabo.” 1a João 3.8
Pedro disse:
como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder, o qual andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele; Atos 10.38
A primeira boa notícia da noite é essa – quando Cristo iniciou o seu ministério, ele decretou o colapso das invasões demoníacas. Ele declarou:
Chegou o momento de ser julgado este mundo, e agora o seu príncipe será expulso. João 12:31
Gosto disso: Agora! Advérbio de tempo de vitória.
Por que Jesus não foi pra casa naquele dia?
Por que colocou os discípulos no meio da tempestade?
Por que sair da sua terra e entrar no pátio do inferno?
Porque o Reino de DEUS é chegado. Porque o tempo da Graça é chegado. Porque a Salvação dos povos é chegada.
A primeira passagem da Escritura lida por Jesus dava idéia do que ele veio fazer:
O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, e apregoar o ano aceitável do Senhor. Lucas 4.18-19
Aleluia! Glória a DEUS! Agora será expulso o invasor.
Jesus desembarca na praia e logo vem aquele cárcere ambulante, aquele condomínio fechado de demônios...
E então Jesus logo ordena: Espírito imundo, sai desse homem!
Mas aí, o gerente daquele pousada diabólica, vendo que era irreversível o seu destino, corre e se ajoelha diante de Jesus e diz:
Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Conjuro-te por Deus que não me atormentes!
Não me atormentes. Esse é o pedido.
Qual é o teu nome? Respondeu ele: Legião é o meu nome, porque somos muitos.
- Olha SENHOR, a gente está aqui faz tempo. A região é nossa. O ponto é nosso. Somos os atormentadores aqui há séculos. Por favor, já estamos no negócio há muito tempo, não expulse a gente daqui. Como vão dizer no futuro – tá dominado, tá tudo dominado.
Mas a ordem permanece – SAI DESSE HOMEM! AGORA!
Daí eles pedem algo muito estranho: ‘Manda-nos para os porcos, para que entremos neles.’
Aqui você tem uma vaga noção da compulsão que um espírito maligno sente para fazer o mal. Porque vendo que era inevitável a desocupação daquele homem, eles não podem ficar um minuto sem fazer o mal.
Qual a solução? Uma pobre manada de porcos que pastava ali perto. Porcos, muitos porcos, cerca de 2000 porcos.
Jesus autoriza. Imediatamente eles começam a sair do homem e a entrar nos animais. Assim que isso aconteceu, os porcos é que enlouqueceram. E começaram a fazer algo completamente contrário à sua natureza: correr desesperadamente em direção a um penhasco e a jogarem-se no mar até que se afogaram.
Mas esqueçam os porcos, onde está o homem que acabara de ser liberto? Como está ele?
Certa vez Jesus libertou um menino possuído de um espírito surdo e mudo, quando descia do monte da transfiguração. Ali em Marcos 9, diz que quando o espírito maligno deixou o corpo daquele menino, ele ficou como se ‘estivesse morto, a ponto de muitos dizerem: Morreu.’
Daí você pode imaginar o estado daquele homem que durante anos estivera fora de si. Quem sabe a sua última lembrança era do doce rosto de sua esposa e filhos. Agora ele se vê jogado ao chão, sem forças, nú, todo ferido, ensangüentado, fedorento, mas livre. Livre! Livre!
O primeiro rosto que vê é o de Jesus, seu Libertador.
Quem pode imaginar as primeiras palavras ditas por Jesus àquele homem?
Não foram registradas, mas podemos imaginá-las:
- Coragem meu filho, você está livre, seus pecados estão perdoados. Você não sabe, mas Eu vim para que você tenha vida, e vida em abundância. Pedro, pega uma túnica aí no barco, vamos vestir esse homem e manda-lo para casa.
Quem pode imaginar as primeiras palavras do Gadareno? Podemos imaginá-las:
- Vocês, vocês, vocês não sabem como é isso... não sabem o que é viver em cavernas...nas sepulturas onde enterram os corpos...o cheiro nauseante...
Se você vive ali, as pessoas fogem de você...xingam você, amaldiçoam você...
Ninguém toca em você, porque tem medo de pegar a loucura que você pegou.
É horrível...eu só queria alguém que não tivesse medo de mim.
O SENHOR não teve medo de mim...o SENHOR me tocou, pegou na minha mão, expulsou aquela coisa ruim de mim...
SENHOR, as vozes, a gritaria na cabeça, elas sumiram, que paz...como é maravilhoso o silêncio...
SENHOR, eu posso voltar pra casa agora? Será que eles vão acreditar?
(adaptado do original de Curt Cloninger)
Pela primeira vez em muito tempo, aquele Gadareno pode ser visto assentado, vestido e em perfeito juízo.
Agora tudo faz sentido.
Faz sentido não voltar pra casa, faz sentido navegar de noite, faze sentido enfrentar a tempestade, porque ali, no pátio do inferno, havia uma alma preciosa para DEUS que precisava de libertação.
Aquele Gadareno era o último da terra.
Quem se importaria com um monstro?
Quem se atreveria a chegar perto do violento?
Quem teria coragem de resistir aos demônios sem conta que habitavam nele?
Somente um – Jesus.
APLICAÇÃO
Há coisas que nunca mudam. O Maligno, o invasor continua fazendo prisioneiros, continua roubando, matando e destruindo.
A boa notícia da noite é que Jesus é o mesmo ontem, hoje e eternamente. Ele vem para dar vida e vida abundante.
Seus olhos são especialistas em encontrar prisioneiros do seu inimigo.
Enquanto ele pregava naquela ensolarada manhã para aquela grande multidão, seus olhos estavam do outro lado do mar, para aquele pobre homem.
O cansaço, a escuridão da noite, o tormenta jamais o impediriam de encontrar aquele Gadareno para tirá-lo do cárcere para uma vida com propósito.
Quem sabe haja alguém aqui esta noite que pense:
ü Quem vai me encontrar aqui nesse porão?
ü Quem vai achar o meu cativeiro?
ü Quem se importaria comigo? Quem notaria minha falta?
ü Todos me abandonaram, ninguém me dá valor. Quem vai achar que eu valho pra alguma coisa?
ü Quem pode arrebentar as correntes da minha prisão?
Quem sabe o diabo tenha falado ao seu coração:
Você é meu! Você é minha! Não adianta fugir! Você não consegue! Tenho você na minha mão!
O Maligno tem encarcerado com os seres humanos com a droga. Recentemente, ouvi o comovente relato de uma moça cujo o irmão é viciado em maconha. Ela dizia: ‘pastor, minha casa é um inferno, tem dias que meu pai e meu irmão lutam no banheiro quebrando tudo. Eu não posso sair do quarto sem trancar a porta, senão ele entra lá e pega tudo que pode pra vender e comprar droga.”
O Maligno tem encarcerado com o álcool. Alguns têm sido encarcerados com o jogo. Semana passada eu vi o testemunho de pessoas que tentam se libertar do vício do jogo. É dramático ver homens e mulheres destruindo tudo à sua volta por causa do jogo. Outros são encarcerados ao roubo e já não conseguem trabalhar honestamente um dia sequer. Outros são encarcerados pela pornografia, pelo sexo com prostitutas. Outros pela glutonaria, outros pela avareza. Qualquer que seja o cárcere, ele é inescapável.
Você olha pra esses prisioneiros de hoje, e nota que eles já não estão mais vivendo em cavernas, se ferindo com pedras, nus. Eles se vestem muito bem, andam em carros novos, vão ao shopping, compram no cartão de crédito, ais vivendo em sepulcros, ferindo-se com pedras, ntutas. Outros pela glutonaria. cardim do o mas suas almas estão despedaçadas, e suas vidas são vazias de qualquer significado.
Cristo pode alcançá-lo hoje mesmo. Nada pode impedir Jesus de entrar na sua vida, quebrar as correntes, e lhe dar um propósito para viver.
E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas. 2 Coríntios 5:17
Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego; Romanos 1:16
E aquele que está assentado no trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. Apocalipse 21:5
Bem, a boa notícia da noite é que Jesus é tão poderoso para transformar vidas hoje, como era no Pátio do Inferno, Gadar.
Como termina a história?
18 Ao entrar Jesus no barco, suplicava-lhe o que fora endemoninhado que o deixasse estar com ele. 19 Jesus, porém, não lho permitiu, mas ordenou-lhe: Vai para tua casa, para os teus. Anuncia-lhes tudo o que o Senhor te fez e como teve compaixão de ti. 20 Então, ele foi e começou a proclamar em Decápolis tudo o que Jesus lhe fizera; e todos se admiravam.
Começamos essa mensagem dizendo que DEUS dá significado e propósito à nossa vida. O Gadareno estava tão feliz de voltar a viver, que logo se candidatou a missionário.
- SENHOR, eu não quero ficar aqui...e se eles voltarem...que será de mim? Eu posso voltar com o Mestre, agora sou um homem livre, eu posso até ajudar, carregar alguma coisa, alguma bagagem...
- Você ficou muito tempo longe de casa, sua família tem saudades de você. Reencontre sua mulher, seus filhos, seus pais, seus amigos, começa a ser missionário em casa mesmo. Conte a eles o que eu te fiz e do meu amor por ti.
O Gadareno agora tinha trabalho a fazer. Começando pela família, havia mais 10 cidades para falar do poder transformador de Jesus, que livra do cárcere para uma vida com propósito.
Mas como essa história é vida real, nem tudo tem um final feliz. Os donos dos porcos aparecerem. Estavam meio com medo, meio com raiva, muita gente da redondeza apareceu onde Jesus estava. Aí eles começaram a falar uns aos outros o que havia acontecido.
Começaram a calcular o prejuízo daquela cura.
O homem estava liberto, mas os empresários estavam falidos.
- Quem vai pagar por isso? Quem vai restituir o prejuízo? Era melhor ter deixado o louco nas sepulturas do que matar meus porquinhos. Pelo menos eles davam lucro. Que esse Rabi venha aqui e faça lá seus milagres, tudo bem, mas jogar meus preciosos porcos no mar...aí não – ‘my precious!’
Então, aquela comunidade faz a coisa mais estúpida que você pode imaginar – chegaram perto de Jesus, que possivelmente ainda conversava com o Gadareno e disseram:
- Jesus, faça um favor a nós, saia daqui. Nem pense em voltar. Se cada endemoniado que o SENHOR liberta, nos custa milhares de porcos, deixe os loucos da região em paz. Nós preferimos esses alucinados, que ver nossos porcos afogados...saia daqui!
Jesus saiu, e nunca mais voltou.
Anos mais tarde, quando o Império Romano desapareceu, vieram os Mulçumanos àquela região e destruíram completamente todas as habitações de Gadar, até as ruínas.
E durante séculos, os únicos habitantes daquela região de Gadar foram porcos selvagens.
Mas, daquele dia em diante, um Gadareno teve a sua vida transformada.
Quando ele se levantava pela manhã, sabia exatamente pra quantas pessoas falaria naquele dia sobre a sua libertação.
O que você vai fazer hoje Gadareno?
- O Mestre que me libertou e me enviou pra falar dEle nas 10 cidades, eu tenho muito trabalho a fazer hoje.
ILUSTRAÇÃO
Um homem muito rico e seu filho tinham grande paixão pelas artes.
Tinham de tudo em sua coleção, desde Picasso até Rafael. Muito unidos, se sentavam juntos para admirar as grandes obras de arte.
Por um infortúnio, seu filho foi para guerra. Foi muito valente, mas morreu na batalha, quando resgatava outro soldado.
O pai recebeu a notícia e sofreu profundamente a morte de seu único filho.
Um mês mais tarde, alguém bateu à sua porta.
Era um jovem com uma grande tela em suas mãos e foi logo dizendo ao pai:
“- O senhor não me conhece, mas eu sou o soldado por quem seu filho deu a vida; ele salvou muitas vidas nesse dia e estava me levando a um lugar seguro quando uma bala lhe atravessou o peito, morrendo instantaneamente.
O rapaz estendeu os braços para entregar a tela:
- Eu sei que não é muito, e eu também não sou um grande artista, mas sei também que seu filho gostaria que o senhor recebesse isto."
O pai abriu a tela. Era um retrato de seu filho, pintado pelo jovem soldado.
Ele olhou com profunda admiração a maneira com que o soldado havia capturado a personalidade de seu filho na pintura.
O pai estava tão atraído pela expressão dos olhos de seu filho, que seus próprios olhos encheram-se de lágrimas. Ele agradeceu ao jovem soldado, e ofereceu-se para pagar-lhe pela pintura.
"Não, senhor, eu nunca poderei pagar o que seu filho fez por mim! Essa pintura é um presente."
O pai colocou a tela à frente de suas grandes obras de arte, e a cada vez que alguém visitava sua casa, ele mostrava o retrato do filho, antes de mostrar sua famosa galeria.
O homem morreu alguns meses mais tarde e se anunciou um leilão de todas as suas obras de arte. Muita gente importante e influente chegou ao local, no dia e horário marcados, com grandes expectativas de comprar verdadeiras obras de arte.
Em exposição estava o retrato do filho.
O leiloeiro bateu seu martelo para dar início ao leilão:
"Começaremos o leilão com o retrato "O FILHO". Quem oferece o primeiro lance? Quanto oferecem por este quadro?"
Um grande silêncio... Então um grito do fundo da sala:
"- Queremos ver as pinturas famosas! Esqueça-se desta!"
O leiloeiro insistiu:
"- Alguém oferece algo por essa pintura? R$100? R$200?."
Mais uma vez outra voz:
"Não viemos por esta pintura, viemos por Van Gogh, Picasso, Rambrant... Vamos às peças de grande valor."
Mesmo assim o leiloeiro continuou...
"Alguém quer levar O FILHO?"
Finalmente, uma voz:
"- Eu dou R$10 pela pintura."
Era o velho jardineiro da casa. Sendo um homem muito pobre, esse era o único dinheiro que podia oferecer.
"- Temos R$10! Alguém dá R$20?" - gritou o leiloeiro.
As pessoas já estavam irritadas, não queriam a pintura do filho, queriam as que realmente eram valiosas para sua coleção.
Então o leiloeiro bateu o martelo:
"- Dou-lhe uma, dou-lhe duas, vendido ao cavalheiro por R$10."
"Agora, vamos começar com a coleção!" gritou um.
O leiloeiro soltou seu martelo e disse:
"- Sinto muito senhoras e senhores, mas o leilão está encerrado.
"Mas, e as pinturas?" perguntaram os interessados.
"Eu sinto muito", disse o leiloeiro,
...quando me chamaram para fazer o leilão, havia um segredo estipulado no testamento do antigo dono.
"Não seria permitido revelar esse segredo até esse exato momento. Somente a pintura “O FILHO” seria leiloada; aquele que a comprasse, herdaria absolutamente todas as suas posses, inclusive as famosas pinturas.
O homem que comprou O FILHO fica com tudo!
O Apóstolo João escreve:
E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está no seu Filho. Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida. 1ª João 5.11-12
Você virá a Cristo hoje? Pedirá ao Filho que salve a sua alma? Se o fizer, saberá o que é ser livre do cárcere, para um vida com propósito.

AUTOR: Pr Edilson Botelho Nogueira – Igreja Shalom

FONTE: http://www.igrejashalom.org.br/Mensagens/Livre_Carcere_Vida_com_Proposito.htm

VIA: PASTOR JOÃO NOGUEIRA DE LIMA...



sábado, 20 de agosto de 2011

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Não fostes vós que me escolhesses, eu vos escolhi.




COMENTÁRIO AO EVANGELHO DE SÃO JOÃO




Não fostes vós que me escolhesses, eu vos escolhi” [Jo 15,16]. Eis a inefável graça! Que éramos nós quando não tínhamos ainda escolhido a Cristo, e por isso não o amávamos? Como poderia amá-lo aquele que não o escolheu? Acaso já ocorria conosco o que se canta no Salmo: “escolhi, antes, ser humilde na casa do Senhor do que habitar nas moradas dos pecadores” [Sl 83,11]? Não, decerto. Que éramos, senão iníquos e perdidos? Nem sequer tínhamos acreditado nele, para sermos por ele escolhidos. Se nós escolhemos já acreditando nele, eram escolhidos os que escolhia. Ele disse, porém: “não fostes vós que me escolhesses”. Porque foi “a sua misericórdia que se antecipou a nós” [Sl 58,11].

Por aí se vê quanto é destituída de razão a maneira de raciocinar dos que defendem a presciência de Deus contra a graça de Deus. Dizem que fomos escolhidos “antes da constituição do mundo” [Ef 1,4], porque Deus previu que havíamos de ser bons, e não que ele mesmo nos haveria de fazer bens. Ora, não é isto e que diz ele, quando diz: “Não fostes vós que me escolhesses”. Se nos tivesse escolhido porque previra que havíamos de ser bons, teria igualmente previsto que nós primeiramente o havíamos de escolher. Não podíamos ser bons de outro modo. a não ser que se chamasse bom quem não escolheu o bem.

Que escolheu ele nos que não são bons? Não foram escolhidos por terem sido bons. Nunca seriam bons se não tivessem sido escolhidos. Se sustentarmos que já havia méritos, a graça já não seria graça.

A escolha é obra da graça, como diz o Apóstolo: “no tempo presente subsiste um resto, por causa da escolha da graça” [Rm 11,5]. E acrescenta: “se isto foi pela graça, não foi pelas obras; de outra sorte, a graça já não seria graça”.

Ouve-me, ó ingrato, ouve-me! “Não fostes vós que me escolhestes, mas eu que vos escolhi”. Não tens razão para dizer: fui escolhido porque já acreditava. Se acreditavas nele, já o tinhas escolhido. Mas ouve: “Não fostes vós que me escolhesses”. Não tens razão para dizer: antes de acreditar, já realizava boas ações, e por isso fui escolhido. Se o Apóstolo diz: “o que não procede da fé é pecado” [Rm 14,23], que obras boas podem existir anteriores à fé? Ao ouvir dizer: “Não fostes vós que me escolhesses”, que devemos pensar? Que éramos maus e fomos escolhidos para nos tornarmos bons pela graça de quem nos escolheu. A graça não teria razão de ser se os méritos a precedessem. Mas a graça é graça. Não encontrou méritos, foi a causa dos méritos. Vede, caríssimos, como o Senhor não escolhe os bons mas escolhe para fazer bons.

“Eu vos escolhi e vos constituí para que vades e produzais frutos, e o vosso fruto permaneça” [Jo 15,16].

Referira-se a esse fruto quando dissera: “sem mim nada podeis fazer”. Escolheu, pois, e constituiu-nos para irmos e produzir os fruto. Não tínhamos qualquer fruto que fosse a razão de ser de nossa eleição. “Para que vades e produzais fruto'. Vamos para produzir. Ele é o caminho por onde vamos, e onde nos colocou para que vamos. Em tudo se antecipou a nós a sua misericórdia. “E para que vosso fruto permaneça, a fim de que tudo o que pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda” [Jo 15,16].

Permaneça, pois, o amor. Ele mesmo será a nosso fruto. O amor agora existe em desejo e não em plena abundância, mas pelo próprio desejo que alimentarmos em nós, tudo o que pedirmos em nome do Filho unigênito no-lo concederá o Pai. Não vamos julgar que pedimos em nome do Salvador. Só podermos pedir em nome do Salvador o que convém à nossa salvação.

[...]

Constituiu-nos em situação de produzirmos fruto, isto é, de nos amarmos mutuamente. Nunca poderíamos produzir este fruto são a sua cooperação, assim como os ramos nada podem produzir sem a videira. A caridade, portanto, tal como a definiu o Apóstolo: “nascida de um coração puro, da boa consciência e da fé não fingida” [1Tm 1,5] é o nosso fruto. É como ela que nos amamos uns aos outros e que amamos a Deus.

Nunca poderíamos amar-nos mutuamente com verdadeiro amor se não amássemos a Deus. Ama o próximo como a si mesmo aquele que ama a Deus. Se não ama a Deus não se ama a si mesmo.

“Nestes dois mandamentos se compendiam toda a - Lei e os Profetas” [Mt 22,40]. É este nosso fruto, e o Senhor nos deu um preceito quanto a este fruto ao dizer-nos: “o que vos mando é isto: que vos amais uns aos outros” [Jo 15,17].

Quando o apóstolo Paulo queria recomendar os frutos do Espírito em oposição às obras da carne colocou em primeiro lugar, à maneira de cabeça, este: “o fruto do Espírito é a caridade”. Só depois enumerou os demais, nascidos e intimamente ligados à cabeça: “a alegria, a paz, a longanimidade, a benignidade, a bondade, a fé, a mansidão e a continência”.

Como pode alegrar-se convenientemente quem não ama o bem de onde procede a alegria? Como se pode ter verdadeira paz, senão com aquele a quem, verdadeiramente se ama? Como se pode perseverar no bem com longanimidade se não se ama com intensidade? Quem pode ser benigno se não ama aquela a quem corre? Quem pode ser bom se não se torna bem pela prática do amor? Quem pode ter uma fé efetiva se a caridade não faz que a mesma se acompanhe de obras? Quem pode ser utilmente manso, se o amor não moderar a ira? Quem pode conter-se e não praticar a torpeza se a caridade não o levar a amar a honestidade?

Razão tinha o bem Mestre para encarecer tanto a caridade como se fosse o seu único mandamento. Sem a caridade os outros bens não são proveitosos. Mas a caridade, por sua vez, não pode existir sem os outros bens, pelos quais o homem se torna bom.

Cresce o número de evangélicos sem ligação com igrejas



O número de evangélicos que não mantêm vínculo com nenhuma igreja cresceu. Segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares, do IBGE, eles passaram de 4% do total de evangélicos em 2003 para 14% em 2009.

Entram nessa categoria tanto pessoas que frequentam cultos de várias igrejas como gente que se afastou de sua denominação de origem, mas não deixou de se considerar evangélica.

Verônica de Oliveira, 31, foi batizada católica e vai à missa aos domingos. No entanto, moradora do morro Santa Marta, no Rio, é vista com frequência também nos cultos das igrejas evangélicas Deus é Amor e Nova Vida.

Quando questionada sobre sua filiação, dispara: "Nem eu sei explicar direito. Acho que Deus é um só".

Em cada igreja, ela gosta de uma característica. Na Católica, são os folhetos distribuídos na missa. Na Deus é Amor, "um pastor que fala uma língua meio doida".

Na Nova Vida, aprecia o fato de lerem bastante a Bíblia
Mais do que trair hesitações teológicas, casos como o de Verônica, de "religiosos genéricos", que não se prendem a uma denominação, crescem nas estatísticas.

Um bom indício do fenômeno surge nos dados sobre religião da POF (Pesquisa de Orçamentos Familiares), do IBGE, que pesquisou o tema em 2003 e 2009. No período, só entre evangélicos, a fatia dos que se disseram sem vínculo institucional foi de 4% para 14% -um salto de mais de 4 milhões de pessoas.

Entram nesse balaio, além de multievangélicos como Verônica, pessoas que não se sentem ligadas a nenhuma igreja específica, mas não deixaram de considerar-se evangélicos, em processo análogo ao dos chamados "católicos não praticantes".

A intensidade exata do fenômeno só será conhecida quando saírem dados de religião do Censo de 2010.

No entanto, para especialistas consultados pela Folha, a pesquisa, feita a partir de amostra de 56 mil entrevistas, é suficiente para dar boas pistas do movimento.

O pesquisador Ricardo Mariano, da PUC-RS, reconhece que vem ocorrendo aumento de protestantes e pentecostais sem vínculos institucionais, ainda que ele tenha dúvidas se o crescimento foi mesmo tão intenso quanto o revelado pelo IBGE.

INDIVIDUALISMO

Para ele, a desinstitucionalização é resultado do individualismo e da busca de autonomia diante de instituições que defendem valores extemporâneos e exigem elevados custos de seus filiados.

De acordo com o professor, parte dos evangélicos adota o "Believing without belonging" (crer sem pertencer), expressão cunhada pela socióloga britânica Grace Davie sobre o esvaziamento das igrejas ao mesmo tempo em que se mantêm as crenças religiosas na Europa Ocidental.

Para a antropóloga Regina Novaes, uma pergunta que a pesquisa levanta é se este "evangélico genérico" tem semelhanças com o católico não praticante. Para ela, "ambos usufruem de rituais e serviços religiosos mas se sentem livres para ir e vir".

Diana Lima, do Instituto de Estudos Sociais e Políticos, levanta outra hipótese: "Minha suspeita é que as distinções denominacionais talvez não façam para a população o mesmo sentido que fazem para religiosos e cientistas sociais. Tendo um Jesus Cristo ali para iluminar o ambiente, está tudo certo".

Os dados do IBGE também confirmam tendências registradas na década passada, como a queda da proporção de católicos e protestantes históricos e alta dos sem religião e neopentecostais.

No caso dos sem religião, eles foram de 5,1% da população para 6,7%. Embora a categoria seja em geral identificada com ateus e agnósticos, pode incluir quem migra de uma fé para outra ou criou seu próprio "blend" de crenças -o que reforça a tese da desinstitucionalização.
Para o demógrafo José Eustáquio Diniz Alves, do IBGE, o que está ocorrendo é um processo de democratização religiosa, "com todos os problemas da democracia".

O maior perdedor é a Igreja Católica, que ficou sem seu monopólio. Segundo Alves, ela vai ceder mais terreno, porque os católicos se concentram nas parcelas de menor dinamismo demográfico.

Já os evangélicos ainda vão crescer muito, garante o demógrafo, pois ganham entre as parcelas da população que têm maior fecundidade.
Outro dado interessante da POF é que aumentou o número dos que declararam uma religião não identificada pelos pesquisadores, o que indica que na década passada mais igrejas surgiram e passaram a disputar o "supermercado da fé", na expressão depreciativa utilizada pelo papa Bento 16.

Por ser amplo, o levantamento permite também identificar, denominação por denominação, o tamanho de cada igreja.
A Igreja Universal do Reino de Deus, por exemplo, registrou queda de 24% no número de fiéis. O recuo pode estar relacionado com a criação de igrejas dissidentes.

Ao analisar os números, porém, os pesquisadores consultados dizem que é preciso esperar o Censo para confirmar esse movimento.

Fonte: Folha de São Paulo
VIA: FOLHA GOSPEL

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Voce conhece a Bondade e a Severidade de Deus?



Deus é Bom mais é Severo - Salmo 107


Bondade e Severidade de Deus

Texto Bíblico – Romanos 11;22
“Considera, pois a bondade e a severidade de Deus; para com os que caíram, severidade; mas para contigo, a benignidade”.

Paulo está escrevendo essa carta aos Cristãos de Roma que eles não deviam contar apenas com a bondade de Deus, nem com sua severidade, mas considerar ambas em conjunto.
As duas são atributos do caráter de Deus.

O Apostolo estava explicando a relação entre judeu e gentio no plano de Deus Paulo estava recordando aos gentios que Deus havia rejeitado a grande massa de judeus por causa da incredulidade, e nessa mesma época levava muitos pagãos a fé salvadora. 3 tragédias aconteceu a Israel- v11caiu, v12 foi abatido,v15 foi rejeitado

No Salmo 107 encontramos a exposição clássica da bondade de Deus.
Neste salmo nos convida a “dar graça a Deus porque ele é bom”.
Neste salmo o salmista tira conclusões das antigas experiência de Israel, no cativeiro.

Ele dá 4 exemplos de como o homem “ na sua angustia clamaram ao Senhor, e ele os livrou das suas tribulações”. V 6,13,19,28.

1) “A Primeira experiência que eles tiveram da bondade de Deus é; Deus v2 livrando os indefesos de seus inimigos e tirando-os da aridez do deserto para conduzi-los a um lar”.
V2-6
2) A Segunda experiência que eles tiveram da bondade de Deus é; é Deus livrando das v14“trevas das sombras da morte” aquele que por sua rebeldia contra Ele haviam sido levados pelo próprio Deus a essa condição.
V7-15

3) A Terceira experiência que eles tiveram da bondade de Deus é; Deus curando as doenças daqueles v17“tolos” que Ele próprio havia punido por causa da sua negligencia para com Ele.
V16-21

4) A Quarta experiência que eles tiveram da bondade de Deus é; Deus protegendo os viajantes quando acalmou a tempestade que poderia afundar seus navios.
22-31

Cada um desses episódios ter mina com este refrão v 8,15.21.31 “ Rendam graças ao Senhor pela sua bondade e por suas maravilhas para com os filhos dos homens”.
O Salmo todo é um panorama majestoso da atuação da bondade divina.

O Que dizer então sobre a severidade de Deus?
A palavra que Paulo usa significa “cortar fora”, que demonstra a retirada decisiva da sua bondade daqueles que havia rejeitado.
O Ato da severidade de Deus citado por Paulo Romanos 11:20-21 foi de Deus rejeitar a Israel como um todo, cortando-o da sua oliveira da qual eles eram o ramo natural, porque não creram no evangelho de Jesus Cristo. Vamos ler.
Assim eles rejeitaram a bondade de Deus - veja
“Pela sua incredulidade foram quebrados; tu, porém, mediante a fé estás firme. Não te ensoberbeça, mas teme. Porque se Deus não poupou os ramos naturais, também não te poupará”.

O que Paulo está mostrando aqui é que por detrás de toda bondade divina encontra-se uma ameaça de severidade no julgamento, se essa bondade for desprezada.

Se não deixarmos que essa bondade nos conduza a Deus com gratidão e amor, seremos os únicos culpados quando Deus se voltar contra nós.

Paulo está mostrando que a bondade de Deus é que conduz cada um de nós ao arrependimento.
Veja isso Romanos 2:1-5
“ Pois tu, que julgas, fazes o mesmo”
Paulo está mostrando que Deus tem suportando as nossas faltas, que nós consideramos dignas do nosso julgamento quando vemos essas mesmas faltas nos outros.

Os mesmos defeitos que você tem você não suportam vêem-nos outros e por isso você os julga.
Paulo está mostrando que nós deveríamos se muito mais humilde e agradecido.

Enquanto você estiver criticando os outros e deixar de voltar-se para Deus, você está desprezando a riqueza da sua bondade e tolerância e longanimidade.
Todos aqueles que negam de responder a bondade de Deus com arrependimento, fé, confiança e submissão, verá a bondade de Deus sendo retirada.

Dessa linha de pensamento poderemos tirar três lições:

1) Lição - Devemos ser grato sempre pela bondade de Deus.
- Conta suas bênçãos.
- Não despreze a Bíblia ou seja o Evangelho de Cristo, sendo negligente.
A Bíblia nos mostra um salvador que sofreu e morreu para que pudéssemos ser alcançado pela bondade de Deus, pense nisso diariamente.
Faça a pergunta do salmista Salmo 116:12 “Que darei ao Senhor por todos os benefícios para comigo”?

2) Lição – Agradeça sempre a Deus pela sua paciência.2 Pedro 3:9 Salmo103:8
- Pense como Ele o tem suportado e ainda continua fazendo.
Ele poderia ter te rejeitado pela sua maneira de viver.
- Peça a Deus auxilio para imitá-lo em seu relacionamento com os outros e procure não provocar mais sua paciência.

3) Lição – agradeça a Deus pela sua disciplina. Salmo 89:30-35
Ele é quem o sustenta e também tudo aquilo que o cerca.
É Deus que controla tudo neste mundo, cada refeição, prazer, possessão, cada manha de sol, ou noite de sono, cada momento de saúde e segurança, tudo o que sustenta e enriquece a vida é uma dádiva de Divida. 

FONTE:http://www.ministerioanunciai.com.br/index.php

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Angelologia: Os anjos de Deus

“Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos.” Salmos 91:11



Pergunta: "O que diz a Bíblia a respeito dos anjos?"

Resposta:
Anjos são seres espirituais, que têm inteligência, emoções e vontade. Isto é verdadeiro tanto para anjos bons quanto para anjos do mal. Os anjos possuem inteligência (Mateus 8:29; II Coríntios 11:3; I Pedro 1:12), demonstram suas emoções (Lucas 2:13, Tiago 2:19; Apocalipse 12:17) e demonstram que têm vontades (Lucas 8:28-31; II Timóteo 2:26; Judas 1:6). Os anjos são seres espirituais (Hebreus 1:14), sem um corpo físico real. O fato de não terem corpos não muda o fato de terem suas personalidades (o mesmo ocorre com Deus).

O conhecimento dos anjos é limitado por serem criaturas. Isto significa que eles não sabem tudo o que Deus sabe (Mateus 24:36). Entretanto, parece que têm um conhecimento maior do que os humanos. Isto pode ocorrer por três razões: (1) Os Anjos foram criados como uma ordem superior de criaturas no universo, em comparação aos seres humanos. Por este motivo, é de sua natureza possuir maior conhecimento. (2) Os anjos estudam a Bíblia e o mundo de forma mais completa que os humanos e assim obtêm conhecimento (Tiago 2:19; Apocalipse 12:12). (3) Os anjos adquirem conhecimento através da longa observação das atividades dos seres humanos. Diferentemente dos humanos, os anjos não têm que estudar o passado; eles o viveram. Assim, sabem como os outros agiram e reagiram em determinadas situações e podem então prever com grande exatidão como nós vamos agir em circunstâncias parecidas.

Apesar de terem vontade, os anjos são, como todas as criaturas, sujeitos à vontade de Deus. Os anjos bons são enviados por Deus para ajudar os crentes (Hebreus 1:14). A seguir, algumas atividades que a Bíblia atribui aos anjos:

A. Eles louvam a Deus (Salmos 148:1,2; Isaías 6:3).
B. Eles adoram a Deus (Hebreus 1:6; Apocalipse 5:8-13).
C. Eles se regozijam nos feitos de Deus (Jó 38:6-7).
D. Eles servem a Deus (Salmos 103:20; Apocalipse 22:9).
E. Eles se apresentam perante Deus (Jó 1:6; 2:1).
F. Eles são instrumentos dos julgamentos de Deus (Apocalipse 7:1; 8:2).
G. Eles trazem respostas às orações (Atos 12:5-10).
H. Eles ajudam a ganhar pessoas para Cristo (Atos 8:26; 10:3).
I. Eles observam a ordem cristã, obra e sofrimento (I Coríntios 4:9; 11:10; Efésios 3:10; I Pedro 1:12).
J. Eles dão encorajamento em tempos de perigo (Atos 27:23-24).
K. Eles cuidam dos justos no momento da morte (Lucas 16:22).

Os anjos são de uma ordem completamente diferente da dos humanos. Os seres humanos não se tornam anjos após a morte. Os anjos nunca se tornam e nunca foram seres humanos. Deus criou os anjos da mesma forma que criou a humanidade. Em nenhum lugar a Bíblia afirma que os anjos foram criados à imagem e semelhança de Deus, como foram os humanos (Gênesis 1:26). Os anjos são seres espirituais que podem, até certo ponto, assumir forma humana. Os humanos são basicamente seres físicos, mas com um aspecto espiritual. A maior coisa que podemos aprender dos anjos é sua obediência instantânea e sem questionamentos às ordens de Deus.

FONTE: http://www.gotquestions.org/portugues/anjos-Biblia.html