"Now the Spirit speaketh expressly, that in the latter times some shall depart from the faith, giving heed to seducing spirits, and doctrines of devils; Speaking lies in hypocrisy;having their conscience seared with a hot iron;"1 Timothy 4:1-2

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Pacto de lausanne


 Introdução
 


Nós, membros da Igreja de Jesus Cristo, procedentes de mais de 150 nações, participantes do Congresso Internacional de Evangelização Mundial, em Lausanne, louvamos a Deus por sua grande salvação, e regozijamo-nos com a comunhão que, por graça dele mesmo, podemos ter com ele e uns com os outros. Estamos profundamente tocados pelo que Deus vem fazendo em nossos dias, movidos ao arrependimento por nossos fracassos e desafiados pela tarefa inacabada da evangelização. Acreditamos que o evangelho são as boas novas de Deus para todo o mundo, e por sua graça, decidimo-nos a obedecer ao mandamento de Cristo de proclamá-lo a toda a humanidade e fazer discípulos de todas as nações. Desejamos, portanto, reafirmar a nossa fé e a nossa resolução, e tornar público o nosso pacto. 

1. O Propósito de Deus 
Afirmamos a nossa crença no único Deus eterno, Criador e Senhor do mundo, Pai, Filho e Espírito Santo, que governa todas as coisas segundo o propósito da sua vontade. Ele tem chamado do mundo um povo para si, enviando-o novamente ao mundo como seus servos e testemunhas, para estender o seu reino, edificar o corpo de Cristo, e também para a glória do seu nome. Confessamos, envergonhados, que muitas vezes negamos o nosso chamado e falhamos em nossa missão, em razão de nos termos conformado ao mundo ou nos termos isolado demasiadamente. Contudo, regozijamo-nos com o fato de que, mesmo transportado em vasos de barro, o evangelho continua sendo um tesouro precioso. À tarefa de tornar esse tesouro conhecido, no poder do Espírito Santo, desejamos dedicar-nos novamente. 

2. A Autoridade e o Poder da Bíblia 
Afirmamos a inspiração divina, a veracidade e autoridade das Escrituras tanto do Velho como do Novo Testamento, em sua totalidade, como única Palavra de Deus escrita, sem erro em tudo o que ela afirma, e a única regra infalível de fé e prática. Também afirmamos o poder da Palavra de Deus para cumprir o seu propósito de salvação. A mensagem da Bíblia destina-se a toda a humanidade, pois a revelação de Deus em Cristo e na Escritura é imutável. Através dela o Espírito Santo fala ainda hoje. Ele ilumina as mentes do povo de Deus em toda cultura, de modo a perceberem a sua verdade, de maneira sempre nova, com os próprios olhos, e assim revela a toda a igreja uma porção cada vez maior da multiforme sabedoria de Deus. 

3. A Unicidade e a Universalidade de Cristo 
Afirmamos que há um só Salvador e um só evangelho, embora exista uma ampla variedade de maneiras de se realizar a obra de evangelização. Reconhecemos que todos os homens têm algum conhecimento de Deus através da revelação geral de Deus na natureza. Mas negamos que tal conhecimento possa salvar, pois os homens, por sua injustiça, suprimem a verdade. Também rejeitamos, como depreciativo de Cristo e do evangelho, todo e qualquer tipo de sincretismo ou de diálogo cujo pressuposto seja o de que Cristo fala igualmente através de todas as religiões e ideologias. Jesus Cristo, sendo ele próprio o único Deus-homem, que se ofereceu a si mesmo como único resgate pelos pecadores, é o único mediador entre Deus e os homens. Não existe nenhum outro nome pelo qual importa que sejamos salvos. Todos os homens estão perecendo por causa do pecado, mas Deus ama todos os homens, desejando que nenhum pereça, mas que todos se arrependam. Entretanto, os que rejeitam Cristo repudiam o gozo da salvação e condenam-se à separação eterna de Deus. Proclamar Jesus como “o Salvador do mundo” não é afirmar que todos os homens, automaticamente, ou ao final de tudo, serão salvos; e muito menos que todas as religiões ofereçam salvação em Cristo. Trata-se antes de proclamar o amor de Deus por um mundo de pecadores e convidar todos os homens a se entregarem a ele como Salvador e Senhor no sincero compromisso pessoal de arrependimento e fé. Jesus Cristo foi exaltado sobre todo e qualquer nome. Anelamos pelo dia em que todo joelho se dobrará diante dele e toda língua o confessará como Senhor. 

4. A Natureza da Evangelização 
Evangelizar é difundir as boas novas de que Jesus Cristo morreu por nossos pecados e ressuscitou segundo as Escrituras, e de que, como Senhor e Rei, ele agora oferece o perdão dos pecados e o dom libertador do Espírito a todos os que se arrependem e creem. A nossa presença cristã no mundo é indispensável à evangelização, e o mesmo se dá com aquele tipo de diálogo cujo propósito é ouvir com sensibilidade, a fim de compreender. Mas a evangelização propriamente dita é a proclamação do Cristo bíblico e histórico como Salvador e Senhor, com o intuito de persuadir as pessoas a vir a ele pessoalmente e, assim, se reconciliarem com Deus. Ao fazermos o convite do evangelho, não temos o direito de esconder o custo do discipulado. Jesus ainda convida todos os que queiram segui-lo e negarem-se a si mesmos, tomarem a cruz e identificarem-se com a sua nova comunidade. Os resultados da evangelização incluem a obediência a Cristo, o ingresso em sua igreja e um serviço responsável no mundo. 

5. A Responsabilidade Social Cristã 
Afirmamos que Deus é o Criador e o Juiz de todos os homens. Portanto, devemos partilhar o seu interesse pela justiça e pela conciliação em toda a sociedade humana, e pela libertação dos homens de todo tipo de opressão. Porque a humanidade foi feita à imagem de Deus, toda pessoa, sem distinção de raça, religião, cor, cultura, classe social, sexo ou idade possui uma dignidade intrínseca em razão da qual deve ser respeitada e servida, e não explorada. Aqui também nos arrependemos de nossa negligência e de termos algumas vezes considerado a evangelização e a atividade social mutuamente exclusivas. Embora a reconciliação com o homem não seja reconciliação com Deus, nem a ação social evangelização, nem a libertação política salvação, afirmamos que a evangelização e o envolvimento sociopolítico são ambos parte do nosso dever cristão. Pois ambos são necessárias expressões de nossas doutrinas acerca de Deus e do homem, de nosso amor por nosso próximo e de nossa obediência a Jesus Cristo. A mensagem da salvação implica também uma mensagem de juízo sobre toda forma de alienação, de opressão e de discriminação, e não devemos ter medo de denunciar o mal e a injustiça onde quer que existam. Quando as pessoas recebem Cristo, nascem de novo em seu reino e devem procurar não só evidenciar, mas também divulgar a retidão do reino em meio a um mundo injusto. A salvação que alegamos possuir deve estar nos transformando na totalidade de nossas responsabilidades pessoais e sociais. A fé sem obras é morta. 

6. A Igreja e a Evangelização 
Afirmamos que Cristo envia o seu povo redimido ao mundo assim como o Pai o enviou, e que isso requer uma penetração de igual modo profunda e sacrifical. Precisamos deixar os nossos guetos eclesiásticos e penetrar na sociedade não-cristã. Na missão de serviço sacrifical da igreja a evangelização é primordial. A evangelização mundial requer que a igreja inteira leve o evangelho integral ao mundo todo. A igreja ocupa o ponto central do propósito divino para com o mundo, e é o agente que ele promoveu para difundir o evangelho. Mas uma igreja que pregue a Cruz deve, ela própria, ser marcada pela Cruz. Ela torna-se uma pedra de tropeço para a evangelização quando trai o evangelho ou quando lhe falta uma fé viva em Deus, um amor genuíno pelas pessoas, ou uma honestidade escrupulosa em todas as coisas, inclusive em promoção e finanças. A igreja é antes a comunidade do povo de Deus do que uma instituição, e não pode ser identificada com qualquer cultura em particular, nem com qualquer sistema social ou político, nem com ideologias humanas. 

7. Cooperação na Evangelização 
Afirmamos que é propósito de Deus haver na igreja uma unidade visível de pensamento quanto à verdade. A evangelização também nos convoca à unidade, porque o ser um só corpo reforça o nosso testemunho, assim como a nossa desunião enfraquece o nosso evangelho de reconciliação. Reconhecemos, entretanto, que a unidade organizacional pode tomar muitas formas e não ativa necessariamente a evangelização. Contudo, nós, que partilhamos a mesma fé bíblica, devemos estar intimamente unidos na comunhão uns com os outros, nas obras e no testemunho. Confessamos que o nosso testemunho, algumas vezes, tem sido manchado por pecaminoso individualismo e desnecessária duplicação de esforço. Empenhamo-nos por encontrar uma unidade mais profunda na verdade, na adoração, na santidade e na missão. Instamos para que se apresse o desenvolvimento de uma cooperação regional e funcional para maior amplitude da missão da igreja, para o planejamento estratégico, para o encorajamento mútuo e para o compartilhamento de recursos e de experiências. 

8. Esforço Conjugado de Igrejas na Evangelização 
Regozijamo-nos com o alvorecer de uma nova era missionária. O papel dominante das missões ocidentais está desaparecendo rapidamente. Deus está levantando das igrejas mais jovens um grande e novo recurso para a evangelização mundial, demonstrando assim que a responsabilidade de evangelizar pertence a todo o corpo de Cristo. Todas as igrejas, portando, devem perguntar a Deus, e a si próprias, o que deveriam estar fazendo tanto para alcançar suas próprias áreas como para enviar missionários a outras partes do mundo. Deve ser permanente o processo de reavaliação da nossa responsabilidade e atuação missionária. Assim, haverá um crescente esforço conjugado pelas igrejas, o que revelará com maior clareza o caráter universal da igreja de Cristo. Também agradecemos a Deus pela existência de instituições que laboram na tradução da Bíblia, na educação teológica, no uso dos meios de comunicação de massa, na literatura cristã, na evangelização, em missões, no avivamento de igrejas e em outros campos especializados. Elas também devem empenhar-se em constante autoexame que as levem a uma avaliação correta de sua efetividade como parte da missão da igreja. 

9. Urgência da Tarefa Evangelística 
Mais de dois bilhões e setecentos milhões de pessoas, ou seja, mais de dois terços da humanidade, ainda estão por serem evangelizadas. Causa-nos vergonha ver tanta gente esquecida; continua sendo uma reprimenda para nós e para toda a igreja. Existe agora, entretanto, em muitas partes do mundo, uma receptividade sem precedentes ao Senhor Jesus Cristo. Estamos convencidos de que esta é a ocasião para que as igrejas e as instituições paraeclesiásticas orem com seriedade pela salvação dos não-alcançados e se lancem em novos esforços para realizarem a evangelização mundial. A redução de missionários estrangeiros e de dinheiro num país evangelizado algumas vezes talvez seja necessária para facilitar o crescimento da igreja nacional em autonomia, e para liberar recursos para áreas ainda não evangelizadas. Deve haver um fluxo cada vez mais livre de missionários entre os seis continentes num espírito de abnegação e prontidão em servir. O alvo deve ser o de conseguir por todos os meios possíveis e no menor espaço de tempo, que toda pessoa tenha a oportunidade de ouvir, de compreender e de receber as boas novas. Não podemos esperar atingir esse alvo sem sacrifício. Todos nós estamos chocados com a pobreza de milhões de pessoas, e conturbados pelas injustiças que a provocam. Aqueles dentre nós que vivem em meio à opulência aceitam como obrigação sua desenvolver um estilo de vida simples a fim de contribuir mais generosamente tanto para aliviar os necessitados como para a evangelização deles. 

10. Evangelização e Cultura 
O desenvolvimento de estratégias para a evangelização mundial requer metodologia nova e criativa. Com a bênção de Deus, o resultado será o surgimento de igrejas profundamente enraizadas em Cristo e estreitamente relacionadas com a cultura local. A cultura deve sempre ser julgada e provada pelas Escrituras. Porque o homem é criatura de Deus, parte de sua cultura é rica em beleza e em bondade; porque ele experimentou a queda, toda a sua cultura está manchada pelo pecado, e parte dela é demoníaca. O evangelho não pressupõe a superioridade de uma cultura sobre a outra, mas avalia todas elas segundo o seu próprio critério de verdade e justiça, e insiste na aceitação de valores morais absolutos, em todas as culturas. As missões muitas vezes têm exportado, juntamente com o evangelho, uma cultura estranha, e as igrejas, por vezes, têm ficado submissas aos ditames de uma determinada cultura, em vez de às Escrituras. Os evangelistas de Cristo têm de, humildemente, procurar esvaziar-se de tudo, exceto de sua autenticidade pessoal, a fim de se tornarem servos dos outros, e as igrejas têm de procurar transformar e enriquecer a cultura; tudo para a glória de Deus. 

11. Educação e Liderança 
Confessamos que às vezes temos nos empenhado em conseguir o crescimento numérico da igreja em detrimento do espiritual, divorciando a evangelização da edificação dos crentes. Também reconhecemos que algumas de nossas missões têm sido muito remissas em treinar e incentivar líderes nacionais a assumirem suas justas responsabilidades. Contudo, apoiamos integralmente os princípios que regem a formação de uma igreja de fato nacional, e ardentemente desejamos que toda a igreja tenha líderes nacionais que manifestem um estilo cristão de liderança não em termos de domínio, mas de serviço. Reconhecemos que há uma grande necessidade de desenvolver a educação teológica, especialmente para líderes eclesiásticos. Em toda nação e em toda cultura deve haver um eficiente programa de treinamento para pastores e leigos em doutrina, em discipulado, em evangelização, em edificação e em serviço. Este treinamento não deve depender de uma metodologia estereotipada, mas deve se desenvolver a partir de iniciativas locais criativas, de acordo com os padrões bíblicos. 

12. Conflito Espiritual 
Cremos que estamos empenhados num permanente conflito espiritual com os principados e potestades do mal, que querem destruir a igreja e frustrar sua tarefa de evangelização mundial. Sabemos da necessidade de nos revestirmos da armadura de Deus e combater esta batalha com as armas espirituais da verdade e da oração. Pois percebemos a atividade no nosso inimigo, não somente nas falsas ideologias fora da igreja, mas também dentro dela em falsos evangelhos que torcem as Escrituras e colocam o homem no lugar de Deus. Precisamos tanto de vigilância como de discernimento para salvaguardar o evangelho bíblico. Reconhecemos que nós mesmos não somos imunes à aceitação do mundanismo em nossos atos e ações, ou seja, ao perigo de capitularmos ao secularismo. Por exemplo, embora tendo à nossa disposição pesquisas bem preparadas, valiosas, sobre o crescimento da igreja, tanto no sentido numérico como espiritual, às vezes não as temos utilizado. Por outro lado, por vezes tem acontecido que, na ânsia de conseguir resultados para o evangelho, temos comprometido a nossa mensagem, temos manipulado os nossos ouvintes com técnicas de pressão, e temos estado excessivamente preocupados com as estatísticas, e até mesmo utilizando-as de forma desonesta. Tudo isto é mundano. A igreja deve estar no mundo; o mundo não deve estar na igreja. 

13. Liberdade e Perseguição 
É dever de toda nação, dever que foi estabelecido por Deus, assegurar condições de paz, de justiça e de liberdade em que a igreja possa obedecer a Deus, servir a Cristo Senhor e pregar o evangelho sem quaisquer interferências. Portanto, oramos pelos líderes das nações e com eles instamos para que garantam a liberdade de pensamento e de consciência, e a liberdade de praticar e propagar a religião, de acordo com a vontade de Deus, e com o que vem expresso na Declaração Universal dos Direitos Humanos. Também expressamos nossa profunda preocupação com todos os que têm sido injustamente encarcerados, especialmente com nossos irmãos que estão sofrendo por causa do seu testemunho do Senhor Jesus. Prometemos orar e trabalhar pela libertação deles. Ao mesmo tempo, recusamo-nos a ser intimidados por sua situação. Com a ajuda de Deus, nós também procuraremos nos opor a toda injustiça e permanecer fiéis ao evangelho, seja a que custo for. Nós não nos esquecemos de que Jesus nos preveniu de que a perseguição é inevitável. 

14. O Poder do Espírito Santo 
Cremos no poder do Espírito Santo. O pai enviou o seu Espírito para dar testemunho do seu Filho. Sem o testemunho dele o nosso seria em vão. Convicção de pecado, fé em Cristo, novo nascimento cristão, é tudo obra dele. De mais a mais, o Espírito Santo é um Espírito missionário, de maneira que a evangelização deve surgir espontaneamente numa igreja cheia do Espírito. A igreja que não é missionária contradiz a si mesma e debela o Espírito. A evangelização mundial só se tornará realidade quando o Espírito renovar a igreja na verdade, na sabedoria, na fé, na santidade, no amor e no poder. Portanto, instamos com todos os cristãos para que orem pedindo pela visita do soberano Espírito de Deus, a fim de que o seu fruto todo apareça em todo o seu povo, e que todos os seus dons enriqueçam o corpo de Cristo. Só então a igreja inteira se tornará um instrumento adequado em Suas mãos, para que toda a terra ouça a Sua voz. 

15. O Retorno de Cristo 
Cremos que Jesus Cristo voltará pessoal e visivelmente, em poder e glória, para consumar a salvação e o juízo. Esta promessa de sua vinda é um estímulo ainda maior à evangelização, pois lembramo-nos de que ele disse que o evangelho deve ser primeiramente pregado a todas as nações. Acreditamos que o período que vai desde a ascensão de Cristo até o seu retorno será preenchido com a missão do povo de Deus, que não pode parar esta obra antes do fim. Também nos lembramos da sua advertência de que falsos cristos e falsos profetas apareceriam como precursores do Anticristo. Portanto, rejeitamos como sendo apenas um sonho da vaidade humana a idéia de que o homem possa algum dia construir uma utopia na terra. A nossa confiança cristã é a de que Deus aperfeiçoará o seu reino, e aguardamos ansiosamente esse dia, e o novo céu e a nova terra em que a justiça habitará e Deus reinará para sempre. Enquanto isso, rededicamo-nos ao serviço de Cristo e dos homens em alegre submissão à sua autoridade sobre a totalidade de nossas vidas. 

Conclusão 
Portanto, à luz desta nossa fé e resolução, firmamos um pacto solene com Deus, bem como uns com os outros, de orar, planejar e trabalhar juntos pela evangelização de todo o mundo. Instamos com outros para que se juntem a nós. Que Deus nos ajude por sua graça e para a sua glória a sermos fiéis a este Pacto! Amém. Aleluia! 

Lausanne, Suíça, 1974. 

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

O AMOR É O DOM SUPREMO E EXCELENTE


    1 Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o címbalo que retine. 
    2 E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.
    3 E ainda que distribuísse todos os meus bens para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.
    4 O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se ensoberbece,
    5 não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal;
    6 não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade;
    7 tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
    8 O amor jamais acaba; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;
    9 porque, em parte conhecemos, e em parte profetizamos;
    10 mas, quando vier o que é perfeito, então o que é em parte será aniquilado.
    11 Quando eu era menino, pensava como menino; mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.
    12 Porque agora vemos como por espelho, em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei plenamente, como também sou plenamente conhecido.
    13 Agora, pois, permanecem a fé, a esperança, o amor, estes três; mas o maior destes é o amor.
    Paulo de Tarso

sábado, 7 de janeiro de 2012

JESUS CRISTO DIZ VINDE A MIM.




"Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e meu fardo é leve."
Durante centenas de anos e para milhões de pessoas estas palavras têm sido uma bênção. Não há uma palavra ou sentença aqui que não contenha um tesouro de pensamento para qualquer um que queira ouvir e aprender.
O convite feito aqui é captado por três palavras: "Vinde a mim"
Quando ouvimos o evangelho, quando lemos a Bíblia e estudamos o Novo Testamento e aprendemos sobre o Salvador o que somos chamados a fazer não é apenas mudar de religião! É certamente verdadeiro, se temos estado envolvidos em erro religioso, precisamos arrepender disso e seguir os ensinamentos dos apóstolos de Cristo. Mas isso pode ser apenas parte do que precisamos fazer. Não é exigida apenas uma mudança para a conversão. É uma decisão especial de deixar o pecado, confiar em Cristo e começar a segui-lo.
O convite é Vinde a mim, e isto significa que uma decisão deve ser feita de deixar o pecado, afastar-se do erro e vir a Jesus Cristo. E não se pode ler sobre Jesus com um coração honesto sem ser motivado para vir a ele. Ora, pode-se ler sobre ele meramente por certos interesses acadêmicos, ou curiosidade intelectual. O conhecimento que se ganha deste tipo de estudo pode jamais resultar em qualquer conversão ou salvação.
Mas, quando abrimos nossa mente -- quando nosso coração é bom -- quando sabemos que precisamos de alguma coisa melhor na vida e lemos sobre Cristo, somos motivados a mudar nossa direção, abandonar o pecado em nossa vida e vir a ele.
Ele diz: "Sou manso e humilde de coração." Como isso é verdade! E se tivermos lido sobre Jesus saberemos que isto é verdade. Lemos sobre ele na casa de Maria e Marta, em Betânia, consideramos sua atitude para com Pedro, antes e depois da queda de Pedro. Na história de sua vida e sua obra experimentamos a brandura e mansidão de Cristo. Jamais esqueça disso.
O povo a quem é dirigido:
"Todos os que lutam e estão sobrecarregados"
Por causa do fardo do pecado a alma do pecador está cansada. Nossa obstinação e nosso pecado não nos dão paz, nem tranqüilidade, nem liberdade. Nossos esforços para nos fazermos valer contra Deus, nossa obra para fazer a vontade do diabo, tudo isso põe um tremendo fardo sobre o coração, a vida e a alma. Estamos pesadamente carregados, e labutamos sob esta lida e carga que é tentar viver sob nossa própria vontade e governo. Jesus quer nos ajudar a sair debaixo desse fardo!
Jesus é um amigo para os pecadores. Na casa de Simão, um fariseu, Jesus foi abordado por uma mulher pecadora. Ela trouxe um vaso de alabastro com ungüento, prostrou-se a seus pés por trás dele, chorando e lavando seus pés com lágrimas, enxugando-os com seu cabelo, beijando seus pés e ungindo-os com o ungüento. Simão estava observando e pensou consigo mesmo: "Se este fora profeta, bem saberia quem e qual é a mulher que lhe tocou, porque é pecadora". Jesus falou a Simão e ilustrou a situação pecaminosa da mulher; ele repreendeu Simão pela sua própria falta de hospitalidade e cortesia costumeira. E ele demonstrou que era um amigo dos pecadores, dizendo à mulher: "Perdoados lhe são os teus muitos pecados" (Lucas 7:36-50).
Em outra ocasião, os escribas e fariseus trouxeram a Jesus uma mulher que diziam ter apanhado no ato de adultério (temos que assumir que havia um homem culpado, mas ele estava ausente). Os fariseus trouxeram essa mulher a Jesus para ver o que ele faria. A lei dizia que tal pessoa deveria ser apedrejada. Aqueles homens queriam tentar e acusar Jesus perguntando-lhe sobre esta mulher. Jesus replicou: "Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra". Um por um, eles saíram de cena. Quando Jesus e a mulher ficaram a sós ele lhe perguntou: "Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? Respondeu ela: Ninguém, Senhor! Então, lhe disse Jesus: Nem eu tampouco te condeno; vai, e não peques mais" (João 8:1-11).
Agora, deveria ser dito, alguns dos críticos do Senhor destorceram e interpretaram mal sua amizade com os pecadores. Eles o chamaram "amigo de pecadores", em Mateus 11:19, mas não pretendiam que isso fosse um elogio. Eles insinuavam que isso era um caso de transigência ou que ele estava de algum modo fazendo vista grossa da impiedade deles. Sabemos que Jesus era amigo dos pecadores num sentido muito mais alto; ele o descreveu em termos de um médico tratando do doente; ele disse à mulher culpada, "não peques mais". Sua associação com pecadores não era para encorajá-los no pecado, mas para desencorajá-los; ensinar-lhes, ajudá-los e salvá-los. Ele não era participante com eles em seu pecado. Vinha e se aproximava deles como seu Mestre amoroso, seu professor e Salvador.
Jesus, mais do que ninguém, cuida daqueles que labutam e que estão pesadamente carregados sob o terrível fardo do pecado. Ele oferece perdão aos culpados. Ele dá pureza aos impuros. Ele quer dar alimento aos necessitados. E ele quer retirar este fardo de nós, o fardo do pecado.
Ele não se dirige, aqui em Mateus 11, àqueles que se sentem justos e dignos. Ele não perdeu muito tempo com os orgulhosos, a polícia religiosa, os hipócritas que não queriam acreditar. Ele se dirigia a todos os que labutam e estão sobrecarregados. Estas eram pessoas como o carcereiro que perguntou em Atos 16:30: "Que devo fazer?".
Estas são pessoas que sentem uma carga em suas vidas, sejam elas quais forem. Estas são pessoas que conhecem sua ansiedade, reconhecem seu remorso e sabem que necessitam de descanso.
A promessa é: "Eu vos darei descanso"
A inquietação é uma das grandes características do mundo. Estamos com pressa e não sabemos para onde estamos indo. Há fracasso, desaponta- mento e negligência de olho em nós. Mas parece difícil admitir que o descanso está somente em Cristo: descanso de consciência; descanso de esperança; descanso, conforto e paz; em contraste com a agitada natureza do pecado.
Queira observar que isto não é como: Eu tenho alguma coisa e talvez você a encontre. Se viermos a ele, certamente a encontraremos! Observe a plena força das duas expressões: Eu vos darei descanso... e encontrareis descanso! Jesus é o que precisamos e quando vimos a ele como ele diz, não há nenhuma dúvida sobre os resultados: Eu vos darei descanso e encontrareis descanso.
Mas, temos que acreditar nele e tomar a decisão pessoal de vir a ele com obediência.
A exigência é ensinada em quatro palavras: "Vinde...tomai...aprendei...encontrai"
Estas palavras nos dizem claramente o que deveremos fazer, ao responder a este convite e precisamos saber que não podemos ter o descanso prometido que Jesus quer que tenhamos se não fizermos o que ele nos diz para fazermos!
Considere isso. Não podemos ter o que Jesus quer que tenhamos se não fizermos o que Jesus nos diz para fazer!! Assim, aqueles que estão sob o fardo do pecado precisam vir a Cristo, tomar o Seu jugo, aprender com Ele e encontrar o descanso de que necessitam.
No livro de Atos podemos ler sobre pessoas que fizeram isso. Começando no dia de Pentecostes, lemos isto: Pedro pregou o evangelho de Cristo. Havia muitos presentes em Jerusalém que estavam oprimidos sob o pecado. Eles ouviram Pedro pregar. Eles creram em Cristo, e quando Pedro disse arrependei-vos e sede batizados, eles fizeram isso... e depois do batismo Lucas diz que eles continuaram firmes na doutrina dos apóstolos.
O que eles estavam fazendo? Eles estavam vindo a Cristo, tomando seu jugo, aprendendo com ele e encontrando o descanso para suas almas. Todos os outros casos de conversão em Atos são a mesma coisa.
Considere tomar este jugo. Isso não é como livrarmo-nos de nossa carga em troca de outra carga, a idéia não é essa. E eu não creio que isso deveria ser visto como sendo um lado do jugo, com Cristo do outro lado, onde eu puxo minha metade e ele puxa a outra metade. Não, não é isso.
Eu creio que tudo o que precisamos ver no jugo é submissão e guia; quando nos submetemos a Cristo, somos guiados exatamente no caminho e na obra que é justa diante de Deus! Quando decidimos levar a sério Jesus Cristo -- quando cremos Nele, e então fazemos o que Ele diz, obedecemos ao evangelho e vivemos como Seu discípulo -- estamos vindo a ele... estamos tomando seu jugo... estamos aprendendo e estamos encontrando o descanso para nossa alma.
Finalmente, ele disse: "Meu jugo é suave, e o meu fardo é leve". Isto não significa que nenhum esforço seja exigido. Isto não significa que tudo sobre ser um cristão é suave e sem sofrimento.
Mas se estamos usando este jugo, estamos sendo guiados exatamente na obra que agrada a Deus, há um profundo prazer interior, há uma alegria, em completo contraste com o jugo ofensivo do sistema religioso dos fariseus ou de qualquer outro sistema humano.
Quando lermos ou estudarmos sobre quem Jesus é e o que ele fez; quando lermos sobre sua vida, Sua obra, Sua morte, sepultamento e ressurreição, jamais deixemos isto de lado.
"Vinde a mim , todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve" (Mateus 11:28-30).

AUTOR: Warren Berkley

FONTE: http://www.estudosdabiblia.net/2001218.htm

VIA: PASTOR JOÃO NOGUEIRA DE LIMA

sábado, 31 de dezembro de 2011

O JUÍZO TEMERÁRIO ( MATEUS 7:1,2)



Legionário, N.º 476, 26 de outubro de 1941

JUÍZO TEMERÁRIO [II]

Grande número de incompreensões a respeito do assunto provém de uma análise superficial da palavra “juízo”. Muitas são as pessoas que receiam fazer uma suspeita desfavorável a terceiros, porque, caso a suspeita não seja comprovada ulteriormente, terão cometido um juízo temerário. Mas uma suspeita poderá ser considerada juízo?
Para decidir a questão, basta recorrermos às noções correntes. O juízo, ou sentença, implica em uma afirmação. Só fazemos um juízo acerca de alguém quando chegamos a uma certeza a respeito desse “alguém”. Uma suspeita não constitui um juízo, e, assim, quem suspeita de outrem não pode, propriamente, formar um juízo temerário, e isto pela simplicíssima razão de que não chegou a estabelecer juízo algum. Com efeito, a suspeita é uma hipótese que formulamos a respeito de uma pessoa. E a hipótese evidentemente não é uma certeza.
Assim, ainda que tenhamos feito sobre uma pessoa uma suspeita infundada, não teremos com isto cometido um juízo temerário.
* * *
Quer isto dizer que podemos arbitrariamente suspeitar do próximo? Evidentemente não. O que se requer neste assunto é simplesmente um uso correto das leis da lógica. Com efeito, há pessoas que tomam às vezes atitudes que, em sã lógica, suscitam uma legítima suspeita. E, neste caso, suspeitar não pode constituir um pecado. Com efeito, se pelo emprego correto das luzes naturais que Deus nos deu chegamos a formular uma hipótese plausível, poderá haver pecado em que demos acolhida a essa hipótese? Evidentemente não.
Em que caso, então, uma suspeita pode ser pecaminosa? Quando se basear em elementos logicamente insuficientes para tal. Ou, em outros termos, quando com elementos insuficientes para formular uma suspeita, nós entretanto a formulamos, quer por leviandade, quer por má vontade, quer por qualquer outro defeito. Trata-se aí, evidentemente, de um mau emprego das regras da lógica e implicitamente de uma injustiça censurável.
* * *
Quer isto dizer que devemos evitar qualquer suspeita, de medo de errar?
Também não. Seria tão estulto quanto se deixássemos de andar, de medo de escorregar e quebrar a espinha; deixar de respirar, de medo de ingerir micróbios; deixar de comer, de medo de assimilar alimentos nocivos à saúde.
Todos nós sabemos que o homem é falível, e que portanto pode, ainda que contra a sua vontade, fazer uma suspeita ou um juízo infundado. Mas se daí se devesse deduzir que jamais devemos formular contra o próximo um juízo ou uma suspeita, erraríamos, como erraríamos se quiséssemos promover a abolição de todos os tribunais e todas as penas, porque os tribunais se podem enganar e as penas podem eventualmente ser injustas.
Ao formar a respeito do próximo nossas impressões, nossas suspeitas e nossas certezas, usemos sempre de cautela, a que normalmente somos obrigados em questões importantes. Isto posto, estejamos com a consciência tranqüila: não estaremos pecando.
* * *
Por que motivo o receio de julgamentos errados não pode servir de fundamento para que se pleiteie a abolição dos tribunais? A razão é evidente. A supressão dos tribunais daria lugar a injustiças e crimes mil vezes mais numerosos e mais lamentáveis do que uma ou outra injustiça inevitável no funcionamento de qualquer tribunal humano. Isto posto, é no interesse da própria justiça que se deve o homem conformar com um regime judiciário que, falível como tudo que é humano, de quando em vez sacrifica involuntariamente algum inocente.
Este princípio pode ser perfeitamente aplicado ao assunto de que tratamos neste artigo. Qualquer indivíduo que, de medo de formar suspeitas infundadas a respeito dos outros, mantivesse seu juízo perpetuamente em suspenso, causaria males certamente maiores do que os que decorreriam de um uso criterioso de suas luzes naturais. Demonstramo-lo no último artigo. O pai que tivesse receio de formar juízo temerário acerca de seus filhos, procurando observá-los e discernir neles os primeiros sintomas de alguma crise moral, prejudicaria muito e muito mais seus filhos com isto, do que se, involuntariamente, fizesse algum dia uma suspeita infundada, que a falibilidade humana sempre pode deixar passar. Um chefe de empresa econômica, que deixasse de dar a devida atenção a perigosos indícios de desonestidade de seus sócios ou empregados, por medo de fazer uma suspeita temerária, estaria agindo de modo sumamente incorreto. Um político, um diplomata, um professor, um advogado, um diretor de consciências, um apóstolo leigo, que deixassem de dar o devido valor aos indícios desfavoráveis que pudessem notar nas pessoas com quem tratam, seriam certamente muito mais perigosos em determinadas circunstâncias do que inimigos declarados da Religião, da família, dos interesses dos clientes, dos alunos, etc., etc.
A esse respeito, não me posso furtar de narrar uma interessante reflexão do saudoso e grande Dom Duarte. Disse-me certa vez aquele santo e imortal Prelado que “preferia lidar com um canalha do que com um burro” - conservo textualmente a expressão. E acrescentava: “Um canalha inteligente, se jogarmos com ele com inteligência, poderá por nós ser reduzido à inocuidade; mas um burro que dá coices a torto e a direito, o que não se poderá recear dele?” Quem não vê o pleno cabimento desta reflexão do grande e santo Bispo?
* * *
Chegamos ao âmago de nosso assunto. Andam erradamente, e muito erradamente, os que dizem que não querem formar juízos ou suspeitas sobre os outros, porque a tal não têm direito. Distingo. É inconveniente que andemos a fiscalizar as pessoas cuja conduta não se encontra sob o raio de nossa autoridade. Mas que sejamos obrigados a não formar impressões sobre aquilo que naturalmente nos salta aos olhos, na vida de todo o dia, quem ousará sustentá-lo? Quem não percebe que se trata aí de um processo de imbecilização que acaba por ferir os próprios princípios de Fé e de moral? Com efeito, um homem de caráter firme e varonil sente uma dissonância interior cada vez que nota que, em torno de si, as coisas se passam de modo contrário à glória de Deus, à exaltação da Santa Igreja, e da doutrina católica. Deixar de formar juízo sobre o que é evidente, deixar de ouvir o clamor dos indícios veementes, ou é imbecilidade ou fraqueza de princípios. Não há por onde escapar.
Assim, formar juízo e formar suspeitas, quando isto é dirigido pelas virtudes cardeais, e não se orienta pela ação de qualquer inclinação viciosa, é virtude e alta virtude. E deixar de formar juízo ou suspeita quando o caso se apresenta, pode ser defeito, e grave defeito.
* * *
Liricamente, muita gente costuma sustentar que “isto compete à autoridade, e como não tenho autoridade, posso dispensar-me dessa tarefa ingrata”. E muito tolo comentará de si para si “que coração generoso é esse, como lhe dói ver a maldade do próximo”. Certamente, há muita generosidade em doer-se alguém da perfídia do próximo. Mas haverá generosidade em fechar os olhos à evidência, para não sentir essa dor? Ah, como os Santos abriram e até escancararam os olhos a essas dolorosas evidências! Como lhes cortava o coração ver a malícia, a ingratidão, a perfídia, a lascívia dos homens! Quantos juízos encontramos, nas obras dos Santos, juízos severíssimos e tremendos, não só a respeito de um ou outro indivíduo nominalmente considerado, mas ainda a respeito de cidades, povos e países inteiros! Os Santos se doíam, mais do que ninguém, dessa realidade. Mas em vez de lhe fechar estupidamente os olhos, abriam pelo contrário os olhos para as misérias da terra e o coração para o Céu, em magníficos atos de reparação e desagravo a Deus. Como está longe da conduta dos Santos certo romantismo piegas com que tantas vezes nos defrontamos na vida! E como dói ver que essa estupidez romântica vem pregada em nome do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Quando Nosso Senhor Jesus Cristo chamou os fariseus sepulcros caiados, o que fez senão juízo? E quando aconselhou que tomássemos cuidado com os falsos profetas e os lobos metidos em pele de ovelha, o que fez senão impor-nos à suspeita como importantíssimo meio para a nossa salvação?
Uma vítima da revolução francesa, passando por sob a estátua da liberdade, teve a exclamação famosa: “O’ liberdade, quantos crimes se cometem em teu nome”. Com quanto direito poderíamos dizer por nossa vez: “O’ caridade, quanta sandice e quanto crime em teu nome se tem praticado”.
* * *
Mas, sobretudo, o que importa notar é que um observador sagaz não se improvisa. Que espécie de autoridade será quem esteve de tapa-olhos, ininterruptamente, durante todo o tempo em que foi súdito? Não é porventura quando se é súdito que se deve adquirir as qualidades de um chefe? A tal ponto é isto verdade, que todos os exércitos e todas as engrenagens das empresas comerciais, etc., têm sua linha fixa de promoções. Não valerá isto para nós? Ingênuos como crianças de berço até o dia em que não cai sobre os ombros uma função de responsabilidade, o que faremos quando depender de nós a defesa dos mais importantes interesses espirituais ou temporais, contra os lobos disfarçados na pele da ovelha?
Decididamente, renunciemos a toda esta pieguice. Ela só serve para prejudicar a Igreja, dando a entender que a descrição que seus adversários fazem do “carola”, tipo imbecil de um sentimentalismo romântico e estúpido, é produto genuíno de seu espírito. Sursum corda. Corações ao alto. Pieguismo não é bondade. Estupidez não é generosidade. Inocentes como as pombas, nem por isto deixemos de ser astutos com as serpentes. É Nosso Senhor que, em termos expressos, no-lo impõe. Queremos porventura ser melhores do que Ele?
FONTE:http://www.pliniocorreadeoliveira.com
via: JORNALISTA JOÃO NOGUEIRA DE LIMA MTB 0060712 SP

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

O GLORIOSO PLANO DE DEUS PARA SUA VIDA!



Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.

E aos que predestinou a estes também chamou; e aos que chamou a estes também justificou; e aos que justificou a estes também glorificou.
Romanos 8:29-30







INTRODUÇÃO

A Carta de Paulo aos Romanos é considerada a cordilheira do Himalaia de todos os escritos de Paulo. Mas, Romanos capítulo 8 é considerado o pico Everest, o ponto culminante.

Vamos considerar aqui algumas verdades preciosas sobre o glorioso plano de Deus para sua vida.

1. Deus tem um plano eterno, perfeito e vitorioso

O universo não é dirigido pelo acaso nem pelo determinismo. A história não é cíclica nem caminha para o ocaso. Deus tem um plano perfeito e nenhuma folha cai de uma árvore sem que ele permita. Você está incluído nesse plano eterno de Deus. Ele criou você, formou você de forma assombrosamente maravilhosa e traçou um plano na sua vida. Todos os seus dias foram escritos e determinados quando nenhum deles havia ainda.

Nenhum poder neste mundo ou no vindouro pode mudar desfazer esse glorioso propósito de Deus em sua vida.

2. Deus já determinou o fim desde o começo

Paulo diz que os predestinados, que são chamados e justificados, já estão glorificados. Embora a glorificação seja um fato futuro, na mente e nos decretos de Deus você já está no céu. Não importa quão estreito seja o caminho. Não importa com ferozes sejam os inimigos. Não importa quão dura seja a oposição do inferno. Você é mais do que vencedor. Você não tem apenas expectativa de vitória. Você é vencedor! Você não vai ficar no meio do caminho. Deus já decidiu e determinou levar você para a glória.

3. Os elos dourados do plano gracioso de Deus na sua vida

Paulo nestes dois versos nos mostra os elos dessa corrente dourada da graça. Esse plano vai de eternidade a eternidade. Ele começa antes do tempo e avança rumo a eternidade.

Vejamos como se desenrola esse plano perfeito, eterno, e vitorioso:

I. DEUS CONHECEU VOCÊ DE ANTEMÃO (Rm 8.29)

1. Na eternidade, antes que houvesse mundo, você já estava no coração de Deus

Deus conheceu você antes de lançar os fundamentos da terra. Você já estava no coração de Deus antes de Deus criar o universo. O verbo 'conhecer' significa amar. É o mesmo verbo yadá em Gênesis 4.1, quando diz que Adão conheceu a Eva e ela concebeu. Deus conheceu você intimamente quando você ainda não existia. Você foi concebido na mente de Deus antes de ser concebido no ventre da sua mãe. Há filhos que podem não ser programado pelos seus pais, mas você foi programado na mente de Deus antes dos tempos eternos.

2. No tempo foi Deus que tomou a iniciativa de relacionar-se com você

Não foi você quem amou a Deus primeiro, foi Deus quem o amou primeiro e o atraiu com cordas de amor.

Não foi você quem descobriu a Deus, foi Deus quem o encontrou e restaurou a sua sorte.

Não foi você quem escolheu a Deus, foi ele quem escolheu você. Jesus disse: "Não fostes vós que me escolhestes a mim, pelo contrário, eu vos escolhi".

Tudo provém de Deus. Foi ele mesmo quem nos buscou, quem nos encontrou, quem nos reconciliou consigo mesmo.

II. DEUS PREDESTINOU VOCÊ PARA A SALVAÇÃO (Rm 8.30)

1. A eleição de Deus foi eterna

A escolha de Deus não foi um plano “B” porque o plano 'A' fracassou. Não foi uma decisão de emergência para reparar um plano frustrado. Não, Deus escolheu você antes dos tempos eternos (2Tm 1.9).

A Bíblia diz que Deus escolheu você antes da fundação do mundo (Ef 1.4).

A Bíblia diz que Deus escolheu você desde o princípio (2Ts 2.13).

A Bíblia diz que Deus conheceu você de antemão e predestinou você para ser semelhante a Jesus.

Antes de Deus determinar criar os céus e a terra, ele já havia determinado amar você, escolher você e levar você para o céu.

2. A eleição de Deus foi incondicional

a) Deus não escolheu você porque ele previu que você poderia crer nele – Não! Pois se assim fosse, a causa da sua salvação estaria na sua fé. A fé não é a causa da eleição, mas o resultado dela. A Bíblia diz: “Todos quantos haviam sido destinados para a vida eterna creram” (At 13.48). Não diz o texto que todos os creram foram destinados para a vida eterna, mas que todos os que foram destinados para a vida eterna creram. Assim, a fé não é a causa da eleição, mas sua conseqüência. Como diz João Calvino, a eleição é a mãe da fé.

b) Deus não escolheu você por causa das suas boas obras – Ao contrário, Deus escolheu você para as boas obras. A Bíblia diz que "Somos feitura de Deus, criados em Cristo Jesus para as boas obras" (Ef 2.10). Deus não nos escolheu porque fazíamos o bem, mas para fazermos o bem. Ele não escolheu por qualquer mérito nosso, mas a despeito do nosso demérito.

c) Deus não escolheu você por causa da sua santidade – Ao contrário, Deus escolheu você para você ser santo e irrepreensível (Ef 1.4). A santidade não é a causa da eleição, mas sua conseqüência.

d) Deus não escolheu você por causa da sua obediência – Ao contrário, Deus escolheu você para a obediência (1Pe 1.2). Deus escolheu Jacó no ventre da sua mãe, antes que ele praticasse o bem ou o mal. Deus escolheu você independentemente de seus méritos ou deméritos. A causa da sua eleição está no amor de Deus e não nos seus merecimentos.

3. A eleição de Deus foi proposital

Àqueles que se opõem à bendita doutrina da eleição divina dizendo que ela é um estímulo a uma vida relaxada, a Bíblia responde: "Deus nos conheceu de antemão e nos predestinou para sermos conformes à imagem de Cristo" (Rm 8.29). O grande projeto da eleição divina é nos tornar parecidos com Jesus. Não é apenas de nos levar para a glória, mas de nos tornar semelhantes ao rei da glória.

Deus nos predestinou para atingirmos a estatura do Varão Perfeito e não para vivermos dissolutamente. Quem vive no pecado nunca viu a Deus. A eleição não produz soberba, mas humildade. Não induz ao pecado, mas nos estimula à santidade.

Àqueles que dizem que a doutrina da eleição acaba induzindo as pessoas a uma vida de pecado, a Bíblia responde que Deus nos escolheu para sermos santos e irrepreensíveis (Ef 1.4). Portanto, devemos provar a nossa eleição por meio de uma vida de santidade. A única garantia que somos um povo eleito é se somos um povo santo.

III. DEUS CHAMOU VOCÊ PARA A SALVAÇÃO (Rm 8.30)

Há dois chamados: um externo e outro interno; um geral e outro específico; um dirigido aos ouvidos e outro ao coração.

A Bíblia diz que “muitos são chamados, mas poucos os escolhidos”.

Jesus disse: "As minhas ovelhas ouvem a minha voz e me seguem".

Jesus disse: "Quem é de Deus ouve a Palavra de Deus".

1. O chamado de Deus é irresistível

Você ouve uma mensagem, escuta um hino, lê um folheto, um livro evangélico e de repente seu coração é tocado e aberto. De repente as escamas caem dos seus olhos e aquilo que você não compreendia passa a compreender. Aquilo que você não amava passa a amar.

Essa entrega não é algo forçado. Você não é agredido, violentado. Ao contrário, o Espírito Santo muda as disposições íntimas da sua alma. Você é gerado da semente incorruptível, você nasce de novo, nasce de cima, do Espírito. Gostosamente você se rende a Jesus. Mas, no mesmo ato da sua entrega você descobre que foi Deus quem lhe abriu o coração. Foi Deus quem lhe deu o arrependimento para a vida. Foi Deus quem lhe deu a fé salvadora. Foi Deus quem lhe deu um coração de carne. Foi Deus quem lhe reconciliou consigo mesmo. Foi Deus quem lhe justificou. Tudo provém de Deus e é ele mesmo quem opera em você tanto o querer como o realizar.

Você pode até resistir a esse chamado de Deus por algum tempo como Jacó. Mas se preciso for ele tocará em seu corpo e lhe deixará manco.

Você pode até resistir como Nabucodonosor. Mas se preciso for ele lhe despojará de todo orgulho, vaidade e soberba e jogará você ao chão.

Você pode até resistir por algum tempo como fez com Manassés, mas se preciso for, ele jogará você numa cova profunda até você reconhecer que ele ama você!

2. O chamado de Deus é eficaz

Jesus disse: "Todo aquele que meu Pai me dá, esse vem a mim e o que vem a mim, de modo algum eu o lançarei fora".

Jesus disse: "Tenho ainda outras ovelhas. Elas ouvirão a minha voz e me seguirão".

Se Deus não nos chamasse, jamais o buscaríamos. A inclinação da nossa carne é inimizade contra Deus. Se Deus não nos despertasse, jamais iríamos a ele, pois estamos mortos nos nossos delitos e pecados.

ÓH! Como é bendito o amor de Deus que nos escolhe e nos chama da morte para a vida, das trevas para a luz, da potestade de Satanás para o reino do seu amor.

IV. DEUS JUSTIFICOU VOCÊ DE TODOS OS SEUS PECADOS (Rm 8.30)

1. A justificação é um ato legal

A justificação é o coração da Bíblia. A justificação não é um processo, é um ato; ela não acontece dentro de nós, mas fora de nós; ela não é algo que Deus faz em nós, mas por nós. O homem mais santo e o crente mais fraco estão justificados do mesmo jeito, na mesma proporção.

2. A justificação nos livra da condenação dos nossos pecados

A Bíblia diz que todos somos pecadores e que não há justo nem um sequer.

A Bíblia diz que todos são culpados diante de Deus e que ele não inocentará o culpado, pois a alma que pecar essa morrerá e que o salário do pecado é a morte.

A Bíblia diz que todos nós vamos comparecer perante o justo tribunal de Cristo e todos vamos ter que prestar contas da nossa vida.

A Bíblia diz que os livros serão abertos e nós seremos julgados segundo o que estiver escrito nos livros.

a) Seremos julgados pelas nossas palavras

A Bíblia diz que vamos dar conta no dia do juízo por todas as palavras frívolas que proferimos.

Muitas coisas nós falamos que temos vergonha de referir. Foram palavras ásperas, palavras impensadas, palavras torpes, palavras ferinas, cheias de veneno. Não nos lembramos mais, mas essas palavras estão escritas nos livros de Deus e no dia do juízo elas serão cobradas de nós.

b) Seremos julgados pelas nossas obras

A Bíblia diz que pelas obras ninguém pode salvar-se, pois nossas obras estão contaminadas. Quanta coisa você fez que seu marido, sua esposa, seus pais, seus filhos, seus irmãos não souberam e não sabem, mas Deus sabe. Nada escapa ao seu conhecimento. Para ele luz e trevas são a mesma cousa.

Quantas coisas você fez e o braço da lei não conseguiu pegar você, mas no dia do juízo aquilo que você fez escondido será proclamado dos eirados.

c) Seremos julgados pela omissão

Quando Jesus vier na sua glória e assentar-se no seu trono, ele vai julgar as nações. Ele vai dizer aos que estiverem à sua esquerda: "Apartai-vos de mim malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos". Você pode perguntar: "O que essas pessoas fizeram de tão horrendo para irem para o lago do fogo?"

Sabe o que elas fizeram? Nada! Jesus lhes disse que estivera com fome, com sede, nu, doente, enfermo e forasteiro e não fora assistido. Por deixarem de fazer essas coisas aos pequeninos, deixaram de fazer a Jesus.

De tal maneira que você pode estar em sua casa, não fazendo mal para ninguém, não falando mal de ninguém e ainda cometendo um terrível pecado de omissão.

d) Seremos julgados pelos pensamentos e desejos

Paulo diz que Deus vai julgar o segredo do coração dos homens. Ninguém poderá escapar. Nenhum tribunal da terra tem competência para julgar foro íntimo. Paulo ao ler os dez mandamentos ficou alarmado com o décimo. Ele descobriu quão maligno é o pecado. Percebeu que o décimo mandamento fala de algo subjetivo. Então, ele se desesperou!

Você na verdade é mais pecador que pensa que é.

Ilustração: Os dez pensamentos por dia.

Ilustração: O omelete.

Deus exige perfeição para entrar no céu. Você não é perfeito. Para entrar no céu, você não pode ter nenhum pecado.

A Bíblia diz que se você guardar toda a lei e tropeçar num único mandamento, você é culpado da lei inteira, pois maldito é aquele que não perseverar em toda a obra da lei para a cumprir.

Você então pode dizer: 'então estou perdido!'. É isso mesmo! Não há nenhuma chance de você ser salvo, pelos seus esforços e méritos.

3. O que Deus fez por você em Cristo

O que você não podia fazer, Deus fez por você. Ele enviou o seu Filho ao mundo como seu representante e fiador. Ele veio como seu substituto. Ele foi à cruz em seu lugar.

Quando ele estava na cruz. Deus lançou sobre ele o pecado de todos nós. Ele foi moído e traspassado pelos seus pecados. Naquele momento ele foi feito pecado por nós. Naquele momento ele foi feito maldição por nós. Naquele momento não havia beleza nele. O sol escondeu o rosto e Deus lhe desamparou. Naquele momento ele desceu ao inferno.

Então, no topo do Calvário, sofrendo a penalidade do nosso pecado, ele deu um grande brado: “TETÉLESTAI” – “Está consumado!”. Naquela hora, ele pegou o escrito de dívida que era contra nós, rasgou-o, e o encravou na cruz, triunfando sobre o diabo e suas hostes. Naquele momento ele pagou sua dívida, ele justificou você e agora nenhuma condenação há mais para aqueles que estão em Cristo Jesus.

4. A justificação é mais do que perdão

A justificação é mais do quer perdão. Imagine que eu devesse um milhão de reis. Eu não tenho um milhão de reais. Imagine que estivesse falido. Então, alguém bondosamente vai ao banco e deposita em minha conta um milhão de reais e eu fico livre da dívida. Isso é perdão.

Mas Cristo não apenas pagou minha dívida impagável, mas foi lá na minha conta e fez um depósito infinito. Ele depositou em minha conta a sua infinita justiça. "Àquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós para que nós fôssemos feitos justiça de Deus".

Aleluia! Isso é justificação.

V. DEUS GLORIFICOU VOCÊ E JÁ DETERMINOU LEVAR VOCÊ PARA A GLÓRIA (Rm 8.30).

Depois de tudo o que Deus fez por você, Paulo não poderia terminar esse texto de outra forma. Ele coloca a glorificação no passado, como um fato consumado. Isso, porque, na mente e nos decretos de Deus você já está no céu!

1. Você terá um corpo de glória, semelhante ao corpo do Senhor Jesus

Seu corpo será imortal, incorruptível, glorioso, poderoso, espiritual, e celestial. Seu corpo vai brilhar como as estrelas e como o sol no seu fulgor. Não haverá mais cansaço nem fadiga. Não haverá mais envelhecimento nem rugas. Não haverá mais dor nem doença. Não haverá mais lágrima nem luto. Não haverá mais pobreza nem miséria, pois habitaremos com ele na cidade santa, em mansões feitas não por mãos humanas, mas eternas no céu.

2. Você terá um novo lar

Você vai, então, para a Pátria celeste, para a Casa do Pai, para o Seio de Abraão, para a Jerusalém Celeste, para o Paraíso. Aquilo que nenhum ouvido ouviu nem jamais olho viu, você vai experimentar por toda a eternidade.

3. Você terá uma gloriosa herança

Aqui temos fadiga, cansaço, dor, tristeza, frustrações, injustiças. Mas, então, Deus lhe dará uma herança imarcescível, uma herança bendita. Você receberá a coroa da vida, a coroa da justiça, a coroa da glória.

Você ouvirá do Senhor: "Vinde bendito de meu Pai, entre na posse do Reino que está preparado para você desde a fundação do mundo".

Você vai para a glória e para o trono, pois você reinará com ele para sempre.

CONCLUSÃO

Paulo termina esse majestoso assunto, onde ele alcançou os picos culminantes da revelação divina, fazendo cinco perguntas retóricas:

1) Se Deus é por nós, quem será contra nós?

2) Aquele que não poupou o seu próprio Filho, porventura não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?

3) Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus?

4) Quem os condenará?

5) Quem nos separará do amor de Deus que está em Cristo?

AUTOR:  Rev. Hernandes Dias Lopes fez o seu curso de Bacharel em Teologia no Seminário Presbiteriano do Sul em Campinas-SP no período de 1978 a 1981 e o seu Doutorado em Ministério no Reformed Theological Seminary, em Jackson, Mississippi, nos Estados Unidos no período de 2000 a 2001. Foi pastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Bragança Paulista no período de 1982 a 1984 e desde 1985 é o pastor titular da Primeira Igreja Presbiteriana de Vitória-IPB. É conferencista e escritor, com mais de 70 obras

 VIA : PASTOR JOÃO NOGUEIRA DE LIMA

FONTE : WWW.GUIAME.COM.BR