"Now the Spirit speaketh expressly, that in the latter times some shall depart from the faith, giving heed to seducing spirits, and doctrines of devils; Speaking lies in hypocrisy;having their conscience seared with a hot iron;"1 Timothy 4:1-2

terça-feira, 13 de março de 2012

Dando nomes aos bois (uma proposta bíblica)





         Nos dias de hoje centenas de falsos ensinos assaltam tanto a igreja como a Escritura e, portanto, isso exige um minucioso exame de como devem ser tratados os que promovem as falsas doutrinas.
        Embora pessoa alguma, com um sincero desejo de servir a Cristo, deseje ardentemente acusar outro irmão de estar cometendo erros em seu ministério, os profetas do Velho Testamento, o próprio Senhor Jesus Cristo e os apóstolos deixaram claro que muitos viriam em o nome do Senhor, professando segui-Lo e, contudo, pelos seus ensinos fraudulentos, negando-O ou apresentando uma imagem deturpada de Deus, bem diferente daquela que nos é apresentada na Escritura Sagrada. Paulo disse: “Porque muitos há, dos quais muitas vezes vos disse, e agora também digo, chorando, que são inimigos da cruz de Cristo, cujo fim é a perdição; cujo Deus é o ventre, e cuja glória é para confusão deles, que só pensam nas coisas terrenas (Filipenses 3:18-19).
         Falsos mestres, falsos apóstolos, falsos profetas e falsos irmãos podem danificar e até mesmo destruir a simplicidade da fé em Cristo: “... tive por necessidade escrever-vos, e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos” (Judas 3). Jesus avisou que muitos seriam enganados por aqueles que afirmam falar em o nome de Deus (Mateus 24:5, 11, 24). Tendo sido um cristão que esteve à frente de falsos movimentos e que por ignorância promoveu o erro durante 12 anos, conheço de sobra o perigo que a nossa fé pode correr com a redefinição do Cristianismo e a apresentação de um “outro Jesus”. A heresia não é um brinquedo. Ela é uma mentira propalada com o objetivo de destruir o relacionamento entre o Salvador e o salvo, levando as confiantes ovelhas para um deserto repleto de predadores.
        Nomear pessoas especificamente envolvidas na promoção de heresias ou doutrinas não bíblicas é, e deveria ser, a última e desconfortável atitude a ser tomada, e somente depois de muitas tentativas de reconciliação. Todo mundo pode cometer erros e somente diante de uma atitude de rebeldia, de falta de arrependimento e de mentalidade elitista demonstradas pelo irmão errado no sentido de raciocinar e de aceitar a verdade, é que nos dispomos a vir a público, numa hora de absoluta necessidade. Se um ladrão, um vândalo ou coisa pior residisse próximo à sua casa, será que você não gostaria de saber o seu nome e de onde ele veio, a fim de proteger sua família do perigo? Muito mais em se tratando de assuntos espirituais - itens de significação eterna - devemos proteger nossas almas e as almas das pessoas que nos foram confiadas pelo Senhor!
        O perigo inerente de coabitar com a heresia jamais pode ser exageradamente exposto. O erro desconsiderado sempre tende a “corroer como gangrena” o Corpo de Cristo, a igreja (2 Timóteo 2:17-18). A heresia se especializa em negar a verdade e em desacreditar a exata história da antiga nação de Israel, cujas renovadas simpatias pelos falsos deuses e pelos falsos profetas levaram a nação a colher uma completa destruição de sua fé em Deus e, conseqüentemente, o julgamento do Senhor. Parece que nos esquecemos da admoestação contida em Romanos 15:4: “Porque tudo o que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação das Escrituras tenhamos esperança”.
            Embora os fracassos de Israel fossem registrados para nos servirem de admoestação, muitos cristãos acreditam estar isentos do mesmo tipo de engodo. Os falsos profetas têm sido sempre os heróis do povo, tornando tortuoso o caminho do Senhor e conduzindo as pessoas à depravação. Eles: “mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis” (Romanos 1:23).
         Conquanto a atual sofisticação entre os nossos falsos profetas e falsos mestres [evangélicos] já não possa incluir o uso de ídolos de pedra e madeira, mesmo assim eles pintam suas imagens de Deus com palavras que excitam a imaginação humana, redefinindo o objeto da adoração. Mesmo os que inadvertidamente ensinam o contrário do Evangelho de Cristo, acreditando que os seus ensinos são a verdadeira revelação, estão conduzindo multidões por um tenebroso caminho que as afasta cada dia mais da verdade. Apesar da sua sinceridade, eles se tornaram inimigos da fé e, a não ser que cheguem a um sincero arrependimento, abandonando o erro, irão naufragar na fé, levando muitos outros com eles: “Conservando a fé, e a boa consciência, a qual alguns, rejeitando, fizeram naufrágio na fé” (1 Timóteo 1:29).
         Nesta época de “tolerância”, muitos cristãos têm se inclinado a praticar o mal, minimizando o seu dano. Aspergida com um ensino bíblico misto de honestidade e bondade, a heresia logo se torna agradável ao paladar, principalmente quando alimenta a auto-imagem e o desejo de possuir poder da parte de quem a escuta. A “comichão nos ouvidos” (2 Timóteo 4:3-4) tem se tornado o passatempo religioso nacional. Muitos têm preferido escutar fantásticas fábulas (verso 4), com uma ligeira camada de verniz cristão, em vez de escutar a dura verdade que exige a morte do ego.
         Mesmo assim, o nosso Deus não está dormindo e o cristão sincero e humilde ainda consegue escutar a voz do seu Pastor e os de coração sensível ainda podem sentir a tristeza do Espírito Santo, quando o falso evangelho é apresentado como genuíno. Mas, infelizmente, a rota mais fácil é manter o “status quo”, mesmo diante da violência feita às Sagradas Escrituras. Os cristãos são anulados pelas constantes ameaças vindas dos púlpitos locais e nacionais, com a frase: “Não toqueis nos ungidos do Senhor!” e o medo de apedrejar o barco pode silenciar até mesmo o mais sincero crente em Cristo. Contudo, ao mesmo tempo em que existe um caminho mais fácil para quem se torna um ditador, suplantando o conhecimento de Deus com uma falsa piedade que ameniza o pecado, por outro lado o seu pecado deve ser amenizado, quando cometido na presença de alguém. Quando se dobram os joelhos tornando-se compromissados com o erro, eles ficarão dobrados até que aconteça o verdadeiro arrependimento e se volte para a única verdade que liberta do engodo.
         O fato é que mesmo com todo o polimento da falsa teologia com eufemismos açucarados, ela não consegue esconder o seu veneno. A moda agora é dizer que um falso mestre foi “mal interpretado”, passando-se por cima do óbvio erro doutrinário que ele cometeu. Porém é bíblico chamar de falso o que é falso, tanto o homem como o seu ensino, dando nomes aos bois. E nenhuma das nomeações colocadas sobre os ombros dos falsos mestres pode ser considerada boa. E nem poderia ser. Um homem que deliberadamente refuta os outros com a sua própria lepra consumidora deve ser confrontado com o fato de sua moléstia e de sua necessidade de quarentena, para o seu próprio bem e dos seus seguidores. O mínimo que ele deveria fazer seria evitar o contágio a quem assiste a difusão do seu erro doutrinário.
        Com fervoroso vigor apologético, a igreja primitiva fez guerra contra os que pervertiam a fé em Cristo. Qualquer um que se recusasse a agir assim, seria considerado um mercenário e culpado de grosseira covardia (João 10:12).
         Os que são fiéis ao bom Pastor jamais hesitarão em usar o seu pessoal para afugentar os lobos do rebanho que precisa de proteção.
         Na arena pessoal, é o caso de indagar: por que perturbar as crenças de um irmão que não é líder na comunidade cristã? Enquanto ele não estiver ensinando os outros, a mania teológica do “não julgue” nos leva a deixá-lo em paz. Ironicamente, a Bíblia narra esse tipo de pensamento na boca do primeiro assassino: “sou eu guardador do meu irmão?” (Gênesis 4:9). A resposta sarcástica de Caim nos diz que ele já conhecia a resposta: De fato, somos todos “guardadores do nosso irmão”. Se nós o amamos “não apenas de língua, mas por obra e em verdade” (1 João 3:18), precisamos informá-lo sobre o seu erro. De suas crenças vai depender o caminho no qual ele vai andar, caminho que poderá conduzi-lo a um precipício e atirá-lo ao abismo da heresia. O mesmo é verdade para todos nós. Conforme a crença que guardamos no coração, por ela viveremos e isso poderá determinar o nosso destino eterno.
         Mesmo que a exposição do erro de um irmão não seja necessária, enquanto ele não se tornar um líder na congregação da igreja, a separação bíblica continua sendo aconselhada como uma resposta aos que se autodenominam cristãos e, contudo, vivem da mesma maneira ímpia como vivem os não regenerados: “Já por carta vos tenho escrito, que não vos associeis com os que se prostituem; isto não quer dizer absolutamente com os devassos deste mundo, ou com os avarentos, ou com os roubadores, ou com os idólatras; porque então vos seria necessário sair do mundo. Mas agora vos escrevi que não vos associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com o tal nem ainda comais” (1 Coríntios 5:9-11).

Aos olhos de Deus

         Poderia ser útil observar pessoalmente como os falsos mestres, falsos profetas e falsos irmãos são retratados na Escritura. O Deus da Bíblia faz certas referências específicas, escritas para todas as gerações, e nenhuma dúvida há na seriedade com que Ele vê os que pervertem o Seu caráter, Seus caminhos e Sua Palavra:

Pastores brutais - Ezequiel 34:1-22.
Lobos - Mateus 7:15.
Joio - Mateus 13:25.
Raça de víboras - Mateus 23:33.
Ladrão e salteador - João 10:1.
Mercenário - João 10:12.
Ministros de satanás 2 Coríntios 11:15.
Animais irracionais - 2 Pedro 2:12.
Ímpios - Judas 4
Ondas impetuosas do mar - (Judas 13).
Contaminadores - (Judas 8).
Manchas em festas de amor - (Judas 12).
Duas vezes mortos - (Judas 12).



Velho Testamento

Referências feitas aos falsos mestres, falsos profetas e falsos irmãos são por demais abundantes nas páginas do Velho Testamento. Vamos nos concentrar em apenas algumas, tentando especificar indivíduos tratados e nomeados pelo Senhor:
Números 16 - Datã, Abirão e Coré foram publicamente censurados por Moisés (verso 26) e engolidos pela terra em julgamento divino (versos 31-32).
1 Reis 22:11, 24, 25 - O falso profeta Zedequias foi censurado e julgado por Micaías.
Jeremias 29:31-32 - O falso profeta Semaías morreu, após a censura do Senhor, feita através de Jeremias.
        Grande parte do Livro de Jeremias é gasto na censura aos falsos profetas que desviaram Israel do caminho do Senhor, tendo levado o povo a adorar os ídolos - Jeremias 2:8 e 5:30-31.
Ezequiel 8:8-11 - Falsos anciãos de Israel expostos, inclusive Jahazanias.
Ezequiel 11: 1-13 - Falsos irmãos expostos e um deles, Penatias, morreu. Além destes, grande parte do tempo de Ezequiel foi gasto em profetizar contra:
Os falsos irmãos (Ez. 11:4).
Os falsos profetas (Ez. 13:16-17).
Os falsos pastores (Ez. Capítulo 34).
         Grande parte do Livro de Isaías também é devotado às censuras feitas pelo Senhor contra os falsos profetas que estavam levando Israel à apostasia contra Deus, adorando os ídolos (Isaías 9:15 e 28:7).

Novo Testamento

Mateus 23 - Jesus censurou publicamente os fariseus pela sua hipocrisia e adoração a Deus, conforme a maneira dos homens, e pela distorção das Escrituras.
Romanos 16:17 - Paulo condena os que promoviam divisões contrárias à doutrina cristã, mandando evitá-los.
1 Coríntios 4:18 - Também todo o capítulo 5 - Paulo condena os orgulhosos que eram muitos, inclusive censurando um membro da congregação que havia cometido pecado público, o qual ele manda que seja expulso da igreja e entregue a Satanás.
2 Coríntios 10:8-11; 11:1-4; 12-15 e 20-23 - Falsos apóstolos denunciados por estarem pregando “outro Jesus” na congregação.
Gálatas 1: 1-8 - Falsos irmãos trazendo a circuncisão às igrejas da Galácia.
Gálatas 2:11-13 - Mesmo não se tratando de falsos irmãos, Paulo censurou publicamente Pedro e Barnabé por causa de sua hipocrisia.
1 Timóteo 1:3-4 - Paulo ordena a Timóteo que ele detenha os que estão pregando falsas doutrinas.
1 Timóteo 1:19-20 - Himineu e Alexandre foram entregues pelo apóstolo Paulo a Satanás por causa de sua blasfêmia.
1 Timóteo 5:19-20 - Censurados publicamente os que cometiam pecados grosseiros.
2 Timóteo 4:14 - Paulo admoesta Timóteo para se acautelar contra Alexandre, o latoeiro, que muito se opunha ao Evangelho.
Tito 1:9-16 - Recomendação a Timóteo para que censure os falsos mestres, os quais deveriam ser interrompidos por estarem causando graves danos ao Corpo de Cristo.
3 João: 9-10 - Diótrefes se opondo a João e controlando os membros da igreja.
Apocalipse 2:14 - Em Pérgamo, alguns aderem aos ensinos de Balaão e outros mantêm os ensinos dos nicolaítas, os quais Jesus odeia.
Apocalipse 2:20 - Jezabel, a falsa profetisa na congregação de Tiatira, era conhecida de todos, por ser ativa na igreja.
        Existem muitas outras Escrituras, as quais mesmo não nomeando indivíduos culpados de ensinar falsas doutrinas ou de viver em ostensivo pecado, esses eram bem conhecidos dentro da congregação. Nesse caso era nomeada a igreja em determinada área, e todos ficavam sabendo quem estava sendo apontado pelas cartas de Paulo.
        A igreja de hoje está quase devastada pelos que afirmam trazer novas revelações, uma “palavra nova” do Senhor, o que não pode ser respaldado nas Escrituras. Entre esses homens estão Rick Joyner, cujas visões de anjos, de demônios vomitando e de um “Jesus” contradizendo as Escrituras têm conduzido multidões pelo caminho da falsa sabedoria e autoridade; Kenneth Copeland, que nega a suficiência do sangue de Cristo e cujo “Jesus” precisou nascer de novo no inferno, após ter assumido a natureza de Satanás; Benny Hinn, cujaapresentação nos palcos leva tantas pessoas a crer que ele é um legítimo mensageiro de Deus, até mesmo quando ele, sob uma falsa unção, se enfurece e profere, publicamente, maldições contra os seus adversários, numa voz gutural e sibilante.
        Estes são apenas alguns exemplos dos ministros de elevado perfil, que estão pervertendo os registros bíblicos. Suas doutrinas e demonstrações de falsos sinais e maravilhas têm produzido um verdadeiro enxame de imitadores, desde o pastor local, imitando fielmente os seus ídolos, até as mais confusas ovelhas, que se assentam nos bancos, sendo obrigadas pela liderança da igreja a proclamar um “outro evangelho”, contrário ao que Cristo ensinou, o qual elas haviam aprendido e no qual creram e tanto amaram [antes de descambar no erro doutrinário].
        O tempo de silenciar já passou há muito. A ameaça de Ananias e Safira já não pode mais ser usada para bestificar os verdadeiros crentes na cruz de Cristo. Mas a intimidação tão usada e abusada do “não toqueis nos meus ungidos” tem crescido ao extremo. Se o preço de falar a verdade for a condenação da nossa comunidade religiosa, que assim seja. A perda da influência, do status e do respeito significa uma ninharia quando comparada à glória de sofrer pelo nosso Senhor. As palavras que Cristo tem falado através das eras continuam tão fortes agora como eram, quando foram impressas pela primeira vez nas páginas da Bíblia: “Por que estais ociosos todo o dia?” (Mateus 20:6). Conhecer a verdade e não agir em favor da mesma é o mesmo que se tornar cúmplice do pecado.
         Muito mais tem sido patrocinado às assim chamadas “vozes proféticas” de hoje. Gritos de “paz, paz”, quando não há paz, ecoam nos corações vazios daqueles que anseiam pela reconfortante Palavra da Verdade, a qual não conseguem encontrar entre os vendilhões do Templo. O tilintar das moedas vai comprando o silêncio, à custa do engodo das multidões. Os legítimos profetas de Deus censuraram a heresia, com as suas palavras cortando a carunchosa madeira da falsa doutrina. Reis, sacerdotes e falsos profetas sentiram os golpes do machado. Os “ungidos do Senhor” (os verdadeiros profetas do VT) puderam tocar os outros “ungidos do Senhor” (Reis e sacerdotes) e também tocaram aqueles [falsos profetas] que haviam conseguido o respeito dos crentes com a sua fingida lealdade ao Senhor.
        Uma plenitude de passagens, tanto do Velho como do Novo Testamento, ensina como trazer luz ao que é falso, a fim de que a falsidade seja desmantelada. Efésios 5:11 diz: “E não vos comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas antes condenai-as”. A escolha é nossa em obedecer, mesmo sofrendo as conseqüências, pois o resultado do erro doutrinário é a destruição da vida espiritual do povo de Deus, o qual é levado à prostituição espiritual. Efésios 5:11 não é uma sugestão ou desafio, mas uma ordem. Se obedecermos corretamente essa ordem, poderemos contar com a integridade e a coragem bíblica da próxima geração de cristãos.

Artigo “Naming the Names, a Biblical Approach”, de Kevin Reeves.
Traduzido por Mary Schultze
VIA: PASTOR JOÃO NOGUEIRA DE LIMA

sexta-feira, 9 de março de 2012

"It Is Well with My Soul"está tudo bem com minha alma





"It Is Well with My Soul"(está tudo bem com minha alma) é um hino muito influente escrito por hymnist Horatio Spafford e composta por Philip Bliss.
Este hino foi escrito depois de vários eventos traumáticos na vida do compositor. O primeiro foi a morte de seu único filho em 1871, logo seguido pelo grande incêndio de Chicago, que arruinou financeiramente (ele tinha sido um advogado de sucesso). Então, em 1873, ele tinha planejado viajar para a Europa com sua família na SS Ville du Havre, mas mandou a família à frente, enquanto ele estava atrasado nos negócios sobre os problemas de zoneamento após o Grande Incêndio de Chicago. Durante a travessia do Atlântico, o navio afundou rapidamente depois de uma colisão com um navio a vela, o Ganhe Loch, e todas as quatro filhas de Spafford morreu. Sua esposa Anna sobreviveu e enviou o telegrama agora famoso, "salva"
Pouco tempo depois, como Spafford viajou ao encontro de sua esposa de luto, ele foi inspirado a escrever estas palavras, o navio passou perto de onde as filhas tinham morrido.



      Mesmo assim, está tudo bem com minha alma.


    
Quando a paz, como um rio, estiver no meu caminho,
Quando tristezas como rolo ondas do mar;
Seja qual for o meu destino, Tu me ensinou a dizer,
Ele está bem, tudo está bem, com minha alma.
Abster-se:
É assim, com minha alma,
Ele está bem, tudo está bem, com minha alma.
Embora Satanás deve me esbofetar, embora ensaios devem vir,
Deixe este bendito controle de garantia,
Que Cristo tenha considerado minha propriedade indefeso,
E derramou Seu próprio sangue para a minha alma.
Meu pecado, oh, a felicidade desse pensamento glorioso!
Meu pecado, não em parte, mas o todo perdoou,
É pregado na cruz, e eu não o carrego mais,
Louvado seja o Senhor, louvai o Senhor, ó minha alma!
Para mim, seja Cristo, seja Cristo, portanto, para viver:
Se um rio acima de mim deve rolar,
Na angústia  será meu, na morte como na vida
Tu queres a paz Teu sussurro de minha alma.
Mas, Senhor, sou teu, por Tua vinda esperamos,
O céu, não da sepultura, é o nosso objetivo;
Oh, trombeta de um anjo! Ah, a voz do Senhor!
Bendita esperança, descanso abençoado da minha alma!
E, Senhor, apressa o dia, quando minha fé será vista,
As nuvens ser revertida como um pergaminho;
A trombeta ressoará, e o Senhor descerá,
Mesmo assim, está tudo bem com minha alma.

Autor: Horatio G. Spafford, 1873


VIA: JORNALISTA: JOÃO NOGUEIRA DE LIMA MTB-0060712SP

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Pacto de lausanne


 Introdução
 


Nós, membros da Igreja de Jesus Cristo, procedentes de mais de 150 nações, participantes do Congresso Internacional de Evangelização Mundial, em Lausanne, louvamos a Deus por sua grande salvação, e regozijamo-nos com a comunhão que, por graça dele mesmo, podemos ter com ele e uns com os outros. Estamos profundamente tocados pelo que Deus vem fazendo em nossos dias, movidos ao arrependimento por nossos fracassos e desafiados pela tarefa inacabada da evangelização. Acreditamos que o evangelho são as boas novas de Deus para todo o mundo, e por sua graça, decidimo-nos a obedecer ao mandamento de Cristo de proclamá-lo a toda a humanidade e fazer discípulos de todas as nações. Desejamos, portanto, reafirmar a nossa fé e a nossa resolução, e tornar público o nosso pacto. 

1. O Propósito de Deus 
Afirmamos a nossa crença no único Deus eterno, Criador e Senhor do mundo, Pai, Filho e Espírito Santo, que governa todas as coisas segundo o propósito da sua vontade. Ele tem chamado do mundo um povo para si, enviando-o novamente ao mundo como seus servos e testemunhas, para estender o seu reino, edificar o corpo de Cristo, e também para a glória do seu nome. Confessamos, envergonhados, que muitas vezes negamos o nosso chamado e falhamos em nossa missão, em razão de nos termos conformado ao mundo ou nos termos isolado demasiadamente. Contudo, regozijamo-nos com o fato de que, mesmo transportado em vasos de barro, o evangelho continua sendo um tesouro precioso. À tarefa de tornar esse tesouro conhecido, no poder do Espírito Santo, desejamos dedicar-nos novamente. 

2. A Autoridade e o Poder da Bíblia 
Afirmamos a inspiração divina, a veracidade e autoridade das Escrituras tanto do Velho como do Novo Testamento, em sua totalidade, como única Palavra de Deus escrita, sem erro em tudo o que ela afirma, e a única regra infalível de fé e prática. Também afirmamos o poder da Palavra de Deus para cumprir o seu propósito de salvação. A mensagem da Bíblia destina-se a toda a humanidade, pois a revelação de Deus em Cristo e na Escritura é imutável. Através dela o Espírito Santo fala ainda hoje. Ele ilumina as mentes do povo de Deus em toda cultura, de modo a perceberem a sua verdade, de maneira sempre nova, com os próprios olhos, e assim revela a toda a igreja uma porção cada vez maior da multiforme sabedoria de Deus. 

3. A Unicidade e a Universalidade de Cristo 
Afirmamos que há um só Salvador e um só evangelho, embora exista uma ampla variedade de maneiras de se realizar a obra de evangelização. Reconhecemos que todos os homens têm algum conhecimento de Deus através da revelação geral de Deus na natureza. Mas negamos que tal conhecimento possa salvar, pois os homens, por sua injustiça, suprimem a verdade. Também rejeitamos, como depreciativo de Cristo e do evangelho, todo e qualquer tipo de sincretismo ou de diálogo cujo pressuposto seja o de que Cristo fala igualmente através de todas as religiões e ideologias. Jesus Cristo, sendo ele próprio o único Deus-homem, que se ofereceu a si mesmo como único resgate pelos pecadores, é o único mediador entre Deus e os homens. Não existe nenhum outro nome pelo qual importa que sejamos salvos. Todos os homens estão perecendo por causa do pecado, mas Deus ama todos os homens, desejando que nenhum pereça, mas que todos se arrependam. Entretanto, os que rejeitam Cristo repudiam o gozo da salvação e condenam-se à separação eterna de Deus. Proclamar Jesus como “o Salvador do mundo” não é afirmar que todos os homens, automaticamente, ou ao final de tudo, serão salvos; e muito menos que todas as religiões ofereçam salvação em Cristo. Trata-se antes de proclamar o amor de Deus por um mundo de pecadores e convidar todos os homens a se entregarem a ele como Salvador e Senhor no sincero compromisso pessoal de arrependimento e fé. Jesus Cristo foi exaltado sobre todo e qualquer nome. Anelamos pelo dia em que todo joelho se dobrará diante dele e toda língua o confessará como Senhor. 

4. A Natureza da Evangelização 
Evangelizar é difundir as boas novas de que Jesus Cristo morreu por nossos pecados e ressuscitou segundo as Escrituras, e de que, como Senhor e Rei, ele agora oferece o perdão dos pecados e o dom libertador do Espírito a todos os que se arrependem e creem. A nossa presença cristã no mundo é indispensável à evangelização, e o mesmo se dá com aquele tipo de diálogo cujo propósito é ouvir com sensibilidade, a fim de compreender. Mas a evangelização propriamente dita é a proclamação do Cristo bíblico e histórico como Salvador e Senhor, com o intuito de persuadir as pessoas a vir a ele pessoalmente e, assim, se reconciliarem com Deus. Ao fazermos o convite do evangelho, não temos o direito de esconder o custo do discipulado. Jesus ainda convida todos os que queiram segui-lo e negarem-se a si mesmos, tomarem a cruz e identificarem-se com a sua nova comunidade. Os resultados da evangelização incluem a obediência a Cristo, o ingresso em sua igreja e um serviço responsável no mundo. 

5. A Responsabilidade Social Cristã 
Afirmamos que Deus é o Criador e o Juiz de todos os homens. Portanto, devemos partilhar o seu interesse pela justiça e pela conciliação em toda a sociedade humana, e pela libertação dos homens de todo tipo de opressão. Porque a humanidade foi feita à imagem de Deus, toda pessoa, sem distinção de raça, religião, cor, cultura, classe social, sexo ou idade possui uma dignidade intrínseca em razão da qual deve ser respeitada e servida, e não explorada. Aqui também nos arrependemos de nossa negligência e de termos algumas vezes considerado a evangelização e a atividade social mutuamente exclusivas. Embora a reconciliação com o homem não seja reconciliação com Deus, nem a ação social evangelização, nem a libertação política salvação, afirmamos que a evangelização e o envolvimento sociopolítico são ambos parte do nosso dever cristão. Pois ambos são necessárias expressões de nossas doutrinas acerca de Deus e do homem, de nosso amor por nosso próximo e de nossa obediência a Jesus Cristo. A mensagem da salvação implica também uma mensagem de juízo sobre toda forma de alienação, de opressão e de discriminação, e não devemos ter medo de denunciar o mal e a injustiça onde quer que existam. Quando as pessoas recebem Cristo, nascem de novo em seu reino e devem procurar não só evidenciar, mas também divulgar a retidão do reino em meio a um mundo injusto. A salvação que alegamos possuir deve estar nos transformando na totalidade de nossas responsabilidades pessoais e sociais. A fé sem obras é morta. 

6. A Igreja e a Evangelização 
Afirmamos que Cristo envia o seu povo redimido ao mundo assim como o Pai o enviou, e que isso requer uma penetração de igual modo profunda e sacrifical. Precisamos deixar os nossos guetos eclesiásticos e penetrar na sociedade não-cristã. Na missão de serviço sacrifical da igreja a evangelização é primordial. A evangelização mundial requer que a igreja inteira leve o evangelho integral ao mundo todo. A igreja ocupa o ponto central do propósito divino para com o mundo, e é o agente que ele promoveu para difundir o evangelho. Mas uma igreja que pregue a Cruz deve, ela própria, ser marcada pela Cruz. Ela torna-se uma pedra de tropeço para a evangelização quando trai o evangelho ou quando lhe falta uma fé viva em Deus, um amor genuíno pelas pessoas, ou uma honestidade escrupulosa em todas as coisas, inclusive em promoção e finanças. A igreja é antes a comunidade do povo de Deus do que uma instituição, e não pode ser identificada com qualquer cultura em particular, nem com qualquer sistema social ou político, nem com ideologias humanas. 

7. Cooperação na Evangelização 
Afirmamos que é propósito de Deus haver na igreja uma unidade visível de pensamento quanto à verdade. A evangelização também nos convoca à unidade, porque o ser um só corpo reforça o nosso testemunho, assim como a nossa desunião enfraquece o nosso evangelho de reconciliação. Reconhecemos, entretanto, que a unidade organizacional pode tomar muitas formas e não ativa necessariamente a evangelização. Contudo, nós, que partilhamos a mesma fé bíblica, devemos estar intimamente unidos na comunhão uns com os outros, nas obras e no testemunho. Confessamos que o nosso testemunho, algumas vezes, tem sido manchado por pecaminoso individualismo e desnecessária duplicação de esforço. Empenhamo-nos por encontrar uma unidade mais profunda na verdade, na adoração, na santidade e na missão. Instamos para que se apresse o desenvolvimento de uma cooperação regional e funcional para maior amplitude da missão da igreja, para o planejamento estratégico, para o encorajamento mútuo e para o compartilhamento de recursos e de experiências. 

8. Esforço Conjugado de Igrejas na Evangelização 
Regozijamo-nos com o alvorecer de uma nova era missionária. O papel dominante das missões ocidentais está desaparecendo rapidamente. Deus está levantando das igrejas mais jovens um grande e novo recurso para a evangelização mundial, demonstrando assim que a responsabilidade de evangelizar pertence a todo o corpo de Cristo. Todas as igrejas, portando, devem perguntar a Deus, e a si próprias, o que deveriam estar fazendo tanto para alcançar suas próprias áreas como para enviar missionários a outras partes do mundo. Deve ser permanente o processo de reavaliação da nossa responsabilidade e atuação missionária. Assim, haverá um crescente esforço conjugado pelas igrejas, o que revelará com maior clareza o caráter universal da igreja de Cristo. Também agradecemos a Deus pela existência de instituições que laboram na tradução da Bíblia, na educação teológica, no uso dos meios de comunicação de massa, na literatura cristã, na evangelização, em missões, no avivamento de igrejas e em outros campos especializados. Elas também devem empenhar-se em constante autoexame que as levem a uma avaliação correta de sua efetividade como parte da missão da igreja. 

9. Urgência da Tarefa Evangelística 
Mais de dois bilhões e setecentos milhões de pessoas, ou seja, mais de dois terços da humanidade, ainda estão por serem evangelizadas. Causa-nos vergonha ver tanta gente esquecida; continua sendo uma reprimenda para nós e para toda a igreja. Existe agora, entretanto, em muitas partes do mundo, uma receptividade sem precedentes ao Senhor Jesus Cristo. Estamos convencidos de que esta é a ocasião para que as igrejas e as instituições paraeclesiásticas orem com seriedade pela salvação dos não-alcançados e se lancem em novos esforços para realizarem a evangelização mundial. A redução de missionários estrangeiros e de dinheiro num país evangelizado algumas vezes talvez seja necessária para facilitar o crescimento da igreja nacional em autonomia, e para liberar recursos para áreas ainda não evangelizadas. Deve haver um fluxo cada vez mais livre de missionários entre os seis continentes num espírito de abnegação e prontidão em servir. O alvo deve ser o de conseguir por todos os meios possíveis e no menor espaço de tempo, que toda pessoa tenha a oportunidade de ouvir, de compreender e de receber as boas novas. Não podemos esperar atingir esse alvo sem sacrifício. Todos nós estamos chocados com a pobreza de milhões de pessoas, e conturbados pelas injustiças que a provocam. Aqueles dentre nós que vivem em meio à opulência aceitam como obrigação sua desenvolver um estilo de vida simples a fim de contribuir mais generosamente tanto para aliviar os necessitados como para a evangelização deles. 

10. Evangelização e Cultura 
O desenvolvimento de estratégias para a evangelização mundial requer metodologia nova e criativa. Com a bênção de Deus, o resultado será o surgimento de igrejas profundamente enraizadas em Cristo e estreitamente relacionadas com a cultura local. A cultura deve sempre ser julgada e provada pelas Escrituras. Porque o homem é criatura de Deus, parte de sua cultura é rica em beleza e em bondade; porque ele experimentou a queda, toda a sua cultura está manchada pelo pecado, e parte dela é demoníaca. O evangelho não pressupõe a superioridade de uma cultura sobre a outra, mas avalia todas elas segundo o seu próprio critério de verdade e justiça, e insiste na aceitação de valores morais absolutos, em todas as culturas. As missões muitas vezes têm exportado, juntamente com o evangelho, uma cultura estranha, e as igrejas, por vezes, têm ficado submissas aos ditames de uma determinada cultura, em vez de às Escrituras. Os evangelistas de Cristo têm de, humildemente, procurar esvaziar-se de tudo, exceto de sua autenticidade pessoal, a fim de se tornarem servos dos outros, e as igrejas têm de procurar transformar e enriquecer a cultura; tudo para a glória de Deus. 

11. Educação e Liderança 
Confessamos que às vezes temos nos empenhado em conseguir o crescimento numérico da igreja em detrimento do espiritual, divorciando a evangelização da edificação dos crentes. Também reconhecemos que algumas de nossas missões têm sido muito remissas em treinar e incentivar líderes nacionais a assumirem suas justas responsabilidades. Contudo, apoiamos integralmente os princípios que regem a formação de uma igreja de fato nacional, e ardentemente desejamos que toda a igreja tenha líderes nacionais que manifestem um estilo cristão de liderança não em termos de domínio, mas de serviço. Reconhecemos que há uma grande necessidade de desenvolver a educação teológica, especialmente para líderes eclesiásticos. Em toda nação e em toda cultura deve haver um eficiente programa de treinamento para pastores e leigos em doutrina, em discipulado, em evangelização, em edificação e em serviço. Este treinamento não deve depender de uma metodologia estereotipada, mas deve se desenvolver a partir de iniciativas locais criativas, de acordo com os padrões bíblicos. 

12. Conflito Espiritual 
Cremos que estamos empenhados num permanente conflito espiritual com os principados e potestades do mal, que querem destruir a igreja e frustrar sua tarefa de evangelização mundial. Sabemos da necessidade de nos revestirmos da armadura de Deus e combater esta batalha com as armas espirituais da verdade e da oração. Pois percebemos a atividade no nosso inimigo, não somente nas falsas ideologias fora da igreja, mas também dentro dela em falsos evangelhos que torcem as Escrituras e colocam o homem no lugar de Deus. Precisamos tanto de vigilância como de discernimento para salvaguardar o evangelho bíblico. Reconhecemos que nós mesmos não somos imunes à aceitação do mundanismo em nossos atos e ações, ou seja, ao perigo de capitularmos ao secularismo. Por exemplo, embora tendo à nossa disposição pesquisas bem preparadas, valiosas, sobre o crescimento da igreja, tanto no sentido numérico como espiritual, às vezes não as temos utilizado. Por outro lado, por vezes tem acontecido que, na ânsia de conseguir resultados para o evangelho, temos comprometido a nossa mensagem, temos manipulado os nossos ouvintes com técnicas de pressão, e temos estado excessivamente preocupados com as estatísticas, e até mesmo utilizando-as de forma desonesta. Tudo isto é mundano. A igreja deve estar no mundo; o mundo não deve estar na igreja. 

13. Liberdade e Perseguição 
É dever de toda nação, dever que foi estabelecido por Deus, assegurar condições de paz, de justiça e de liberdade em que a igreja possa obedecer a Deus, servir a Cristo Senhor e pregar o evangelho sem quaisquer interferências. Portanto, oramos pelos líderes das nações e com eles instamos para que garantam a liberdade de pensamento e de consciência, e a liberdade de praticar e propagar a religião, de acordo com a vontade de Deus, e com o que vem expresso na Declaração Universal dos Direitos Humanos. Também expressamos nossa profunda preocupação com todos os que têm sido injustamente encarcerados, especialmente com nossos irmãos que estão sofrendo por causa do seu testemunho do Senhor Jesus. Prometemos orar e trabalhar pela libertação deles. Ao mesmo tempo, recusamo-nos a ser intimidados por sua situação. Com a ajuda de Deus, nós também procuraremos nos opor a toda injustiça e permanecer fiéis ao evangelho, seja a que custo for. Nós não nos esquecemos de que Jesus nos preveniu de que a perseguição é inevitável. 

14. O Poder do Espírito Santo 
Cremos no poder do Espírito Santo. O pai enviou o seu Espírito para dar testemunho do seu Filho. Sem o testemunho dele o nosso seria em vão. Convicção de pecado, fé em Cristo, novo nascimento cristão, é tudo obra dele. De mais a mais, o Espírito Santo é um Espírito missionário, de maneira que a evangelização deve surgir espontaneamente numa igreja cheia do Espírito. A igreja que não é missionária contradiz a si mesma e debela o Espírito. A evangelização mundial só se tornará realidade quando o Espírito renovar a igreja na verdade, na sabedoria, na fé, na santidade, no amor e no poder. Portanto, instamos com todos os cristãos para que orem pedindo pela visita do soberano Espírito de Deus, a fim de que o seu fruto todo apareça em todo o seu povo, e que todos os seus dons enriqueçam o corpo de Cristo. Só então a igreja inteira se tornará um instrumento adequado em Suas mãos, para que toda a terra ouça a Sua voz. 

15. O Retorno de Cristo 
Cremos que Jesus Cristo voltará pessoal e visivelmente, em poder e glória, para consumar a salvação e o juízo. Esta promessa de sua vinda é um estímulo ainda maior à evangelização, pois lembramo-nos de que ele disse que o evangelho deve ser primeiramente pregado a todas as nações. Acreditamos que o período que vai desde a ascensão de Cristo até o seu retorno será preenchido com a missão do povo de Deus, que não pode parar esta obra antes do fim. Também nos lembramos da sua advertência de que falsos cristos e falsos profetas apareceriam como precursores do Anticristo. Portanto, rejeitamos como sendo apenas um sonho da vaidade humana a idéia de que o homem possa algum dia construir uma utopia na terra. A nossa confiança cristã é a de que Deus aperfeiçoará o seu reino, e aguardamos ansiosamente esse dia, e o novo céu e a nova terra em que a justiça habitará e Deus reinará para sempre. Enquanto isso, rededicamo-nos ao serviço de Cristo e dos homens em alegre submissão à sua autoridade sobre a totalidade de nossas vidas. 

Conclusão 
Portanto, à luz desta nossa fé e resolução, firmamos um pacto solene com Deus, bem como uns com os outros, de orar, planejar e trabalhar juntos pela evangelização de todo o mundo. Instamos com outros para que se juntem a nós. Que Deus nos ajude por sua graça e para a sua glória a sermos fiéis a este Pacto! Amém. Aleluia! 

Lausanne, Suíça, 1974.