"Now the Spirit speaketh expressly, that in the latter times some shall depart from the faith, giving heed to seducing spirits, and doctrines of devils; Speaking lies in hypocrisy;having their conscience seared with a hot iron;"1 Timothy 4:1-2

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

A DOUTRINA DE DEUS


A palavra teologia, pode expressar todo o conjunto das disciplinas bíblicas (bibliologia, teologia, eclesiologia, pneumatologia, cristologia etc) ou a pesquisa da filosofia da religião. Também denomina uma face dos estudos escriturísticos, principalmente o da doutrina de Deus.

O vocábulo teologia vem de duas palavras gregas, theós e lógos, que significam Deus e estudo, respectivamente (ou seja, estudo de Deus). O termo indica o estudo das coisas relativas a Deus, fazendo-nos refletir sobre a natureza divina e suas obras, e até mesmo sobre o seu (de Deus) relacionamento com a criação.

O campo teológico é muito amplo e precisamos demarcar algumas áreas fundamentais para um estudo sério e legítimo. Para isso, usamos a Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada, como fonte única e fundamental ara conhecermos a Deus. Algumas perguntas devem ser formuladas, mas devemos ter o cuidado de não limitarmos Deus aos padrões referenciais que conhecemos. Portanto, o que precisamos saber sobre Deus nos é revelado em sua própria Palavra. Devemos, primeiramente, estudar sua natureza, depois, sim, seu relacionamento com sua criação.

DEUS EXISTE

Essa é a primeira premissa. As Escrituras não conhecem questionamento à existência de Deus, pois Ele é a causa primeira. Além disso, crer em sua existência é fundamental para conhecê-lo (Hb 11.6). Alguns afirmam que Deus não existe e dizem: "é necessário que sua existência seja cientificamente comprovada, então poderemos crer". Esse argumento não é legítimo, pois falha em relação à capacidade do homem em possuir ferramentas apropriadas para conhecer Deus. Podemos exemplificar: enquanto a humanidade desconhecia o mecanismo da Lei da gravidade, isso jamais a invalidou na prática. A ignorância não anula a realidade.

O primeiro versículo das Escrituras (Gn 1.1) nos diz muito sobre Deus: "No princípio criou Deus os céus e a terra". Nessa frase estão intrínsecas várias questões elementares. Deus antecede a criação dos céus e da terra, e se Ele é antes dessa criação, não está sujeito às leis ou limitações dessa criação. Então, o tempo, o espaço e a matéria são elementos que devem ser excluídos de nossas ferramentas para conhecermos Deus. Em outras palavras, Ele deve ser atemporal, imensurável e imaterial.

Verificamos nas Escrituras o testemunho dessas características (Is 48.12;1Re 8.27; Jo 4.24). Além disso, quando um israelita recitava o primeiro versículo da Bíblia, isso lhe fazia questionar os povos ao redor. As nações ao redor de Israel adoravam os corpos celestes como se fossem divindades. Daí, o israelita meditava: "Se Deus criou os céus e a terra, então o que há nos céus e na terra não deve ser Deus; Deus deve ser superior às coisas criadas". Diversos salmos transmitem essa meditação (69.34; 89.11;102.25;135.6).

COMO CONHECEREMOS DEUS?

Consideremos apenas alguns argumentos que corroboram com a existência de Deus, depois consideraremos as Escrituras, fonte incomparável do estudo teológico.

O argumento cosmológico. Afirma que tudo no universo físico teve uma causa, ainda que a evolução apresente uma fileira interminável de causas, certamente chegaremos a uma "causa primária", uma causa maior do que qualquer dos seus efeitos. Causa essa que originou tudo (Rm 11.35,36).

O argumento teleológico. Toda a imensidade do universo, toda a multiforme existência de vida na terra e toda a complexidade dos seres vivos, principalmente a do ser humano (sua inteligência e moralidade) apontam para um Criador e Sustentador de todas as coisas (Is 40.26; Jo 1.1-3; Cl 1.15,17).

O argumento moral. A moralidade está presente em todas as culturas e raças da humanidade. Se tirarmos seus referenciais supersticiosos, veremos na humanidade um princípio moral. O apóstolo Paulo escreveu: "Porque, quando os gentios, que não têm lei, fazem naturalmente as coisas que são da lei, não tendo eles lei, para si mesmos são lei; os quais mostram a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência, e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os; no dia em que Deus há de julgar os segredos dos homens, por Jesus Cristo, segundo o meu evangelho". (Rm 2.14-16).

O argumento da história. A história demonstra a evidência de uma providência dominante. As profecias bíblicas, a respeito de muitas nações, alcançaram cumprimento (Jeremias, Isaías, Ezequiel, Daniel e também os chamados Profetas Menores). A própria subsistência da nação de Israel aponta para a providência divina (Jr 1.10).

A CRIAÇÃO REVELA DEUS

A criação é como que um "livro" que anuncia ou leva a assinatura de seu criador: "Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas" (Rm 1.20). A terra (e tudo que existe na natureza) e os céus (e tudo o que existe no universo) testificam de um Deus criador, poderoso e eterno. Os capítulos 38 a 41 do livro de Jó são um testemunho à obra criativa de Deus. A grandeza da criação e sua diversidade e a imensidão do universo têm muito a dizer a respeito do poder e da sabedoria de Deus.

AS ESCRITURAS REVELAM DEUS

Somente por meio da Bíblia teremos um conhecimento amplo e autenticado sobre Deus. As Escrituras ensinam que Deus tem atributos que chamamos de incomunicáveis: onisciência, onipresença e onipotência. Deus é também atemporal. Ainda que a criatura receba graça de Deus, e graça infinita, ela nunca alcançará a posição de Deus. Ainda que a criação (isto é, os seres que vivem segundo Deus) possa crescer infinitamente, ela nunca será Deus, e Deus nunca foi criatura.

Muitos homens são medidos pelo que escrevem. E é justamente por meio da Palavra de Deus escrita que encontraremos os atributos incomunicáveis de Deus (que pertencem somente a Ele) e seus atributos comunicáveis (atributos esses produzidos pelo Espírito de Deus naqueles que vivem diante dele).

Contudo, algumas dúvidas filosóficas e menções de críticos devem ser respondidas. Refiro-me a questionamentos do tipo: "Se tudo é possível para Deus, não há limites para Ele?", "Tem Ele uma luta pessoal e eterna com o mal?" e "Se eu fosse Deus já teria...".

-----------------------------------------------------

"Se eu fosse Deus..." Essa é uma exclamação muito conhecida em tempos de crise, calamidade ou indignação com alguma injustiça supostamente originada em Deus. Devido às injustiças que todos presenciamos, muitos chegam a questionar o caráter e a existência de Deus. "Se existe um Deus, onde Ele está? Por que não se apresenta e resolve os problemas da humanidade?", indagam os céticos. Além das questões morais, encontramos posições filosóficas que criticam a existência de Deus: "Se Ele existe e se tudo lhe é possível, poderia criar algo superior a Ele mesmo?", questionam os filósofos.

DISCUSSÕES FILOSÓFICAS

O meio cultural tem afetado o conceito que os povos têm sobre Deus. Teríamos, contudo, alguma base para conhecermos a Deus? Alguns vêem em Deus um ser tão distante e ausente de sua vasta criação que um relacionamento pessoal seria impossível, muito menos uma demonstração de amor e envolvimento que satisfizesse os anseios humanos. Consideremos, brevemente, como muitos "vêem" Deus em suas filosofias e doutrinas. Depois, então, voltaremos às Escrituras Sagradas, seu testemunho, e verificaremos o que Deus nos tem a dizer sobre sua própria Pessoa.

O judaísmo compreende Deus segundo a luz do Antigo Testamento, possuindo, dessa forma, muita coisa em comum com a compreensão cristã. Contudo, as profecias messiânicas estão como que "suspensas" ou espiritualizadas no Estado de Israel.

O islamismo cultua um Deus ultratranscendental com nenhum contato ou relacionamento pessoal com o homem.

O hinduísmo vê um Deus único manifestado em milhões de divindades, confundindo-se com o politeísmo e tomando emprestado noções panteístas: "Tudo é Deus, Deus é tudo".

O budismo crê em uma força impessoal, organizadora de todo o universo, que ilumina seus iniciados. Ainda muitos orientais crêem que todos os humanos se tornam iluminados após a morte, aumentando infinitamente a lista de seus deuses. Portanto, muitos dissociam a personalidade da Divindade; outros compartilham a Divindade com muitas pessoas; e ainda outros afirmam graus evolutivos de divindades.

Para sabermos realmente quem é Deus deveríamos ter em mão algum testemunho dele mesmo com uma revelação pessoal e infalível. A verdade é que temos seu testemunho registrado pelos quarenta escritores, aproximadamente, da Bíblia ao longo de cerca de 1 500 anos.

A Palavra de Deus ultrapassa questões filosóficas e culturais, e nos revela, em linguagem humana, os atributos de Deus. Podemos, então, conhecê-lo. Mas devemos tomar o cuidado de não limita-lo como homem, com características materiais, nem espiritualizá-lo como uma força universal e impessoal, e muito menos como uma lei, como algo abstrato.

Apesar da globalização, o mundo ocidental mantém conceitos culturais e filosóficos bem diferentes dos orientais. Portanto, diferentes questões filosóficas "fermentam" discussões entre céticos e liberais, buscando provas para a ausência ou mesmo inexistência de Deus. Perguntas como: "Se tudo é possível para Deus, então não haveria limites para Ele?" poderiam ser formuladas da seguinte maneira: "Se nada é impossível para Deus, então poderia Deus criar algo ou alguém maior do que a si mesmo?". Ou: "Se tudo é possível para Deus, por que, então, Ele não resolve a questão do mal?".

Logo, se Deus não pode fazer algo assim, a solução seria que: ou Ele é limitado ou realmente não existe!

AS ESCRITURAS - ÚNICA BASE PARA CONHECERMOS A DEUS

Em Marcos 10.27, lemos que "para Deus tudo é possível". Contudo, não podemos ler essa passagem num contexto de filosofia delirante - é necessário compreender que Deus é soberano e está numa posição insuperável, nada poderia ser feito ou criado igual ou acima dele mesmo. Mas isso, de nenhuma forma, "limita" o Senhor Deus. Encontramos, sim, um desequilíbrio na afirmação filosófica que usa critérios humanos para figurar a Divindade.

Eis aí a chave para tantos erros doutrinários nas seitas e nas reflexões de pensadores liberais. O uso de um critério humano, material e temporal para compreendermos a Deus causa inúmeras distorções! Como poderemos compreender Deus? Somente mediante sua revelação. Se alguém rejeita a Bíblia como a Palavra de Deus está fechando os olhos para a única e exclusiva fonte que pode ajudá-lo a saber de fato quem é Deus.

Somente por meio das Escrituras podemos encontrar informações precisas que esclareçam nossas dúvidas legítimas, pois elas são realmente a Palavra de Deus. As Escrituras nos ensinam que Deus é uma Pessoa real que possui atributos, alguns ímpares e outros, compartilhados com sua criação. Em sua soberania e sabedoria, Deus jamais pode ser comparado ao homem. Seus pensamentos (os de Deus) são incomparavelmente superiores aos da sua criação, quer seja celestial ou humana. "Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos" (Is 55.9).

Além dessa disparidade entre Deus e sua criação, Deus é absoluto! Sua justiça e imparcialidade são infalíveis, e não podem ser comparadas com os critérios humanos. Outro aspecto que deve ser observado é a abrangência do conhecimento de Deus; enquanto julgamos pelo que vemos e pelo que ouvimos, Deus "não julgará segundo a vista dos seus olhos, nem repreenderá segundo o ouvir dos seus ouvidos" (Is 11.3). Deus não vê como o homem vê: "O homem vê o exterior, porém o SENHOR o coração" (1 Sm 16.7).

Portanto, as Escrituras nos ensinam que os critérios e os julgamentos de Deus são absolutamente superiores aos nossos critérios, julgamentos, opiniões e pensamentos. Se temos sede de justiça, certamente Deus fará justiça, não segundo os critérios humanos. A Palavra de Deus profetiza: "Até que se derrame sobre nós o Espírito lá do alto; então, o deserto se tornará em campo fértil, e o campo fértil será reputado por um bosque; e o juízo habitará no deserto, e a justiça morará no campo fértil. O efeito da justiça será paz, e a operação da justiça, repouso e segurança, para sempre" (Is 32.15-17). Isso significa que existirão novos céus e nova terra com um governo justo e eterno - e estamos aguardando esse reino (Is 65.17; 2Pe 3.13).

Podemos estar certos de que a existência de Deus está comprometida com a justiça imparcial. Aqueles que se adiantam hão de reconhecer o seu erro.

ANTROPOMORFISMO

É tão difícil compreender Deus quanto compartilhar um sabor para alguém que nunca provou determinado prato ou fruto. Para ultrapassar essa barreira, Deus usou o antropomorfismo para se expressar (antropomorfismo: linguagem que usa a forma humana para explicar os atributos invisíveis de Deus). Por meio dessa linguagem, temos um antegosto do que conheceremos na eternidade: "Porque, agora, vemos como em espelho, em enigma; mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido" (l Co 13.12).

Deus possui atributos conhecidos por sua revelação: a Bíblia. Esses atributos devem ser compreendidos respeitando os limites de nossa linguagem e capacidade de entendimento. Talvez poderíamos ilustrar o grande abismo entre Deus e a humanidade comparando o homem e o animal. O animal tem algum instinto que reflete a qualidade humana do amor, como, por exemplo, o cuidado que os pássaros têm com seus filhotes. Contudo, a complexidade do amor humano é incomparável ao instinto dos animais. Semelhantemente, temos o atributo de justiça, mas quantas vezes falhamos em nossos julgamentos. Ainda que conheçamos os fatos, o nosso poder para analisá-los e para conhecer a complexidade do sentimento humano é limitado.

Deus possui atributos comunicáveis, isto é, que podem ser compartilhados com sua criação inteligente. Esses atributos são mais fáceis de entender quando temos algum conhecimento prático deles. Mas Deus possui ainda atributos incomunicáveis, ou seja, atributos que a criatura não tem ou não pode ter. Sendo assim, podemos compreender apenas superficialmente tais atributos. Por isso a nossa necessidade de estudarmos teologia.

No próximo artigo, consideraremos os atributos de Deus. Conheceremos os conceitos dos atributos comunicáveis de Deus e dos atributos incomunicáveis, aqueles que somente Ele possui. Então, não deixe de ler o nosso estudo!

-----------------------------------------------------

A expressão mais profunda e paradoxalmente simples a respeito de Deus foi proferida por Jesus "Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade" (Jo 4.24). Está envolvido nessa proposição o fato de que Deus é imaterial, ou seja, nenhuma das propriedades da matéria pode ser-lhe atribuída. Além disso, está posto que o ser humano pode interagir com Deus. Duas verdades que nortearão nosso terceiro estudo sobre Deus.

As religiões e filosofias pagãs têm feito afirmações sobre Deus que levam a conceitos extremos e não podemos cair nos erros extremistas do paganismo. Alguns afirmam que Deus é transcendental de tal magnitude que jamais poderemos conhecê-lo, ou que, por outro lado, está tão presente que Ele mesmo seja a matéria existente. O deísmo e o panteísmo são extremos opostos. O cristianismo concorda que Deus possui atributos que jamais poderemos experimentar, portanto, não o compreendemos. Contudo, sendo Ele (Deus) uma Pessoa, pode interagir com sua criação. Essas são as premissas de nosso estudo: se Deus é Espírito, então jamais poderíamos conhecê-lo mediante nossos próprios recursos, o que é a mais pura verdade. Contudo, o Senhor Deus se revelou a nós, e isso não pode ser negado, pois, para tanto, o Senhor Deus usou seus próprios recursos!


Deus é Espírito

Ao revelar-nos que Deus é Espírito, as Escrituras definem que não podemos designar nenhum atributo humano ou material à essência divina; não podemos usar ferramentas humanas ou materiais para mensurá-lo. Qualquer alusão a Deus ou à Trindade, em termos humanos ou materiais, seria apenas uma analogia limitada, um antropomorfismo, conforme estudamos no artigo anterior. A palavra espírito (xrw, pneuma)¹ significa ar em movimento, fôlego; símbolos da natureza invisível, mas real². Tais palavras, quando aplicadas a Deus, indicam a realidade de sua existência e, portanto, sua transcendência. Já notamos então que o Senhor Deus difere de sua criação. Assim, podemos somente ter uma idéia de Deus conforme Ele próprio esboce para nós. Voltemos às Escrituras para ouvir o que o Senhor Deus diz de si mesmo.


Eternidade bem presente

A infinidade de Deus quanto ao espaço é chamada onipresença e quanto à duração é chamada eternidade. Para Deus não há nenhuma dificuldade entre o passado, o presente e o futuro - "de eternidade a eternidade, tu és Deus" (SI 90.2). "... Mas tu és o mesmo..." (SI 102.25-27). A eternidade está aos seus pés (Is 57.15). O que essas passagens e outras ensinam é que Deus está sobre ou fora do tempo, isto é, não recebe nenhuma influência dele, antes, governa sobre o tempo. Deus conhece todas as coisas - ... não há outro Deus, não há outro semelhante a mim. Que anuncio o fim desde o princípio, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam..." (Is 46.9,10).

Enquanto Deus é imutável, sua criação tem mudado.


Onipresença. Deus está em todos os lugares, mas Ele não é todos os lugares

Deus é onipresente, isto é, não é limitado ao espaço físico. Mas Ele não é tudo o que existe, conforme afirma o panteísmo. Os céus e a terra, e tudo o que neles há, são obras de suas mãos, e não extensão de si mesmo, pois, antes de criar todas as coisas, Ele sempre existiu (Gn 1.1). Há uma diferença entre estar presente e habitar, segundo as Escrituras nos ensinam. Como nada pode fugir à presença de Deus (Sl 139.7-10) ou estar fora de seu controle (Jr 23.23-24), o mundo ímpio não pode esconder-se de Deus. Contudo, Deus habita somente com sua Igreja, com aqueles que o buscam verdadeiramente (Is 66.1-4).


Onipotência. Deus está no controle de toda a sua criação

O panteão pagão é limitado e depende de ferramentas para fazer qualquer coisa. Cada Deus pagão está relacionado a uma especialidade ou elemento natural (água, fogo, terra, ar) e seus derivados. São como os super-heróis das histórias infantis. O Deus verdadeiro não! Ele não depende de circunstâncias, ferramentas ou bom tempo para agir. O Senhor Deus apenas fala e sua palavra não volta vazia (Is 55.11). "Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente" (Hb 11.3). Depois de ter criado tudo, o universo e a terra e todas as coisas, não se cansou (Is 40.26-28).


Onisciência. Conta o fim primeiro

Deus não somente exerce controle sobre todas as coisas criadas como também tem conhecimento de todas as coisas, e até mesmo de suas variáveis - chamamos esse atributo de onisciência. Ele não precisa conjecturar, arriscar. Não está em constante progresso e nem mesmo alcançou algum progresso, pois Ele é conhecedor de todas as coisas, de eternidade a eternidade. Ele é o mesmo (Is 48.12). A obra de Deus geralmente é mencionada nas Escrituras como tendo lugar antes da fundação do mundo (Mt 25.34; Jo 17.24; Ef 1.4; 1 Pe 1.20; Ap 13.8). O Senhor Deus tem um conhecimento universal, global e pessoal. Isso é visto no ministério de Jesus, quando Ele falava às pessoas, pois demonstrava ter conhecimento amplo a respeito de todos (Jo 2.25,13.19,14.29). Aliada à sua onisciência, sua sabedoria, que não é experimentada ou adquirida através do tempo ou da pesquisa. O Senhor Deus é sábio, e tudo o que Ele faz é bom porque é feito com sabedoria.


Soberania. Reis dos reis

A soberania de Deus é também um de seus atributos? Sim. A Ele cabe o direito de governar o Universo. Uma vez que criou todas as coisas, sustenta todas as coisas, e conhece todas as coisas, e cabe a Ele o direito de orientar e governar sua criação. Sua criação é ampla e multiforme, o que indica que nós também podemos ser diferentes sem comprometer a ordem das coisas. O ideal humano coincide com o ideal de Deus. As duas leis que governam o reino de Deus são bem conhecidas, embora pouco praticadas: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo (Mc 12.29-31).

Nenhuma criatura poderá compartilhar os atributos incomunicáveis de Deus. Ainda que alcancemos o arrebatamento ou a ressurreição, jamais alcançaremos os atributos de Deus. Mesmo que tenhamos um reflexo desses atributos, não o teremos em sua totalidade. Possuímos algum poder ou força, temos adquirido algum conhecimento e sabedoria, temos exercido alguma autoridade. Contudo, jamais conseguiremos progredir como deuses. A diferença entre Deus e a humanidade é uma questão de natureza. A natureza divina é absoluta e soberana; a natureza humana é finita, conseqüência da criação, e distinta da natureza divina. No entanto, existem atributos que a Divindade compartilha conosco, e somos incentivados a prosseguir no aprimoramento desses atributos comunicáveis. Como Pessoa, Deus quer se revelar pessoalmente a nós - e essa manifestação nos transforma. Falaremos sobre isso no próximo artigo.


Nota:

1. Palavra espírito em hebraico e grego.

2. Uma palavra de cautela, as testemunhas-de-jeová copiaram esse mesmo argumento, contudo, afirmam que essas palavras devem ser entendidas espiritualmente quando aplicadas a Deus e literalmente quando aplicadas ao espírito humano - uma afirmação arbitrária.

-----------------------------------------------------

Deus é uma pessoa e, como tal, se relaciona com os seres humanos que criou. Esse relacionamento somente é possível porque Deus compartilha alguns atributos com sua criação. A narração da criação do homem contém informações importantes para entendermos o que o Senhor compartilhou com sua criação.

Vejamos, então:

"E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra" (Gn 1.26).

O Dicionário Internacional do Antigo Testamento faz o seguinte comentário sobre a expressão imagem e semelhança: "O vocábulo `semelhança', ao invés de limitar a palavra `imagem', na verdade desenvolve esta última e especifica seu sentido. O homem não é apenas uma imagem, mas uma imagem de semelhança Ele não é apenas representativo, mas representação. O homem é o representante visível, corpóreo, do Deus invisível, incorpóreo. A palavra semelhança assegura que o homem é um representante adequado e fiel de Deus na terra".¹

O foco não está nos traços físicos e materiais, mas nos traços que somente o homem possui: a pessoa, coisa impossível aos seres (animais) irracionais. A capacidade de representação do homem como pessoa, de interagir com o Criador, é que está em foco. Embora os animais possam ser usados para representar os atributos da Divindade (Ez 10.14), somente o homem pode representar a Pessoa de Deus. Além disso, para que o homem possa representar a Deus é necessário que receba os atributos comunicáveis de Deus. E isso só pode ocorrer por meio de uma profunda comunhão.

Ao nos voltarmos para Jesus como o homem perfeito, verificamos que Jesus, como homem, recebeu de Deus sua perfeita vontade (Jo 5.19). Espera-se do homem que manifeste o caráter de Deus em todas as áreas de sua vida: trabalho, lazer e família.

Podemos adicionar que esse é o principal motivo para não termos objetos de escultura ou imagens de Deus; pois a criação nunca poderá representar o Criador. Se o homem não pode representá-lo fisicamente, muito menos qualquer escultura das coisas criadas. A passagem bíblica do bezerro de ouro ilustra a insensatez de fazer uma imagem com o intuito de representar a Deus. Embora tivessem usado um bezerro (indicando força ou poder) de ouro (indicando majestade), tal atitude fora rejeitada como abominação (Êx 20.4-6; Dt 4.23-24). Contudo, o ser humano - a pessoa humana - fora criada segundo a imagem e semelhança de Deus! Isso não é maravilhoso?

Então, em que sentido o homem fora criado à imagem e semelhança de Deus? Por meio dos atributos que Deus compartilhou com o homem, este recebeu a capacidade para interagir com Deus. Por isso o ser humano tem a responsabilidade de buscar a Deus, seu Criador. O que era impossível ao homem já foi realizado por Deus, que se revelou por meio das Escrituras e manifestou o plano de salvação mediante o evangelho de Cristo. Então, os meios de salvação e comunhão com Deus não estão fora do alcance humano; somos, portanto, responsáveis (Rm 10.6-11).

Devemos observar também que a verdadeira comunhão com Deus não será alcançada pelo gnosticismo, misticismo ou evolução. Alguns movimentos afirmam que somente pelo conhecimento haverá salvação. Afirmam que possuem conhecimento exato da Bíblia e são exclusivistas quanto à salvação. Outros afirmam que a salvação será alcançada pelo simples ato de esvaziar a mente e buscar o "eu" interior. Outros, ainda, afirmam que o ser humano pode chegar a ser um deus. "Como o homem é hoje, Deus foi um dia; como Deus é hoje, o homem pode vir a ser". Tais ensinos não refletem o que Deus realmente requer.


ATRIBUTOS COMUNICÁVEIS

O ser humano é formado de vários fatores: volição, personalidade, influência do meio ambiente, moralidade, entre outros. Tais fatores formam o caráter: Deus interage com o homem, formando o seu caráter no homem. Isso pode ser aplicado a uma pessoa individualmente ou a uma nação. O povo de Israel foi formado como obra do oleiro (Jr 18.6). As Escrituras contêm a Palavra que pode habilitar o homem, formando-o em um obreiro (2Tm 3.16-17). O ser humano não pode esquadrinhar profundamente o caráter de Deus, mas, apesar disso, Deus se revela ao homem. É necessário que tenhamos uma comunhão infinita e um enchimento infinito-mas nunca seremos independentes de Deus.

Os atributos comunicáveis de Deus são absolutos, isto é, completos e imutáveis, mas a assimilação do ser humano é gradual e infinita. Em Deus, cada atributo será completo; no homem, sempre parcial e infinitamente crescente. Exatamente porque percebemos esses atributos podemos e devemos buscar imitá-los. Podemos dividir os atributos comunicáveis nas seguintes categorias: mentais, morais e "belo" (existem outras categorias e subcategorias que não temos espaço para comentar).

Nos atributos mentais de Deus encontramos: conhecimento, sabedoria e fidelidade. Ele possui todo o conhecimento em um mesmo momento (Is 46.9-10). Não há outro que possa aconselhá-lo (1 Co 2.16), pois o próprio Senhor fundou todas as coisas com sabedoria (Pv 3.19). Somente Deus é fiel em absoluto, não podendo negar-se a si mesmo (2Tm 2.13; Ap 19.11). Embora não alcance o absoluto, o ser humano percebe esses atributos e eternamente receberá de Deus exemplo e instrução. Deus é fiel a si mesmo e não há outro. Devemos ser fiéis a ele para que possamos usufruir da verdadeira fidelidade, conhecimento e sabedoria.

Dentre os atributos morais podemos destacar o amor - 0precisamos amar ao próximo como Cristo nos amou (Jo 13.34); a justiça - devemos confiar nele toda a justiça (Tg 1.20; Jr 20.12); e a santidade - é necessário buscarmos a santidade em nossos relacionamentos com Deus, com a família e com o próximo (Lv 203;1Pe 1.16). A santidade não é apenas um ascetismo particular, mas uma prática social.

Incluiremos também entre os atributos o "belo" (aquilo que é bom) porque foi buscado pela filosofia grega como sendo o grande ideal humano. E hoje, também, é alvo do consumismo insaciável. O que desejamos é demonstrar que o "belo" como um atributo de Deus é absoluto e verdadeiro. Diferente das filosofias do ideal humano e do consumismo que são egocêntricos, o "belo" de Deus é altruísta. A humanidade tem caminhado diametralmente oposta ao conceito que Deus tem sobre o "belo". Desde o princípio, todas as coisas criadas por Deus são boas. "Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom" (Gn 1.31). Ele não criou para si mesmo, mas para nós. Ele não precisa se alimentar, contudo criou para nós uma variedade de frutas e alimentos. Sua obra é altruísta.

O alvo cristão é refletir sobre os atributos comunicáveis de Deus. Esses atributos foram demonstrados em Cristo. Então, temos um excelente exemplo. Não se trata apenas de exemplo, pois, por meio do Espírito Santo que habita no salvo, o caráter de Cristo pode e deve ser desenvolvido. E isto vem pelo ouvir e praticar a Palavra de Deus (Rm 10.17).

No próximo e último estudo sobre teologia (doutrina de Deus) examinaremos um dos assuntos mais sublimes das Escrituras e o mais disputado pelas seitas: a Trindade. Falaremos a respeito do relacionamento interno das Pessoas da Trindade e como essa doutrina é revelada no Antigo e no Novo Testamentos. Não perca!


Nota

1 Editora Vida Nova. Edição 1998. p. 316.

-----------------------------------------------------

Visto que a doutrina da Trindade é atacada por muitas seitas e deturpada com muitas heresias, é necessário entendermos o seu significado. Aqueles que crêem na Trindade são chamados de trinitarianos ou trinitários. Para os trinitarianos, o Pai, o Filho e o Espírito Santo não são três deuses, como interpretam muitas seitas. Aqueles que criticam a doutrina da Trindade dizem que ela afastou a adoração sob o aspecto do monoteísmo primitivo. Deus não é dividido em três partes, mas são três pessoas distintas, sendo que cada uma delas tem o mesmo poder separadamente. Todavia, o fato de serem três pessoas não significa que são três deuses.

A doutrina da Trindade é malcompreendida entre os círculos cristãos e, devido à complexidade do termo, seu estudo é abandonado. O vocábulo trindade é usado para expressar duas opiniões diferentes. Ou seja, refere-se à tríplice manifestação de Deus, mas também ao seu modo triúno de existir. Devemos entender que esses conceitos podem causar confusão quando proferidos por uma só palavra. Tão grande é a diferença de definição entre elas que daremos a cada conceito um nome próprio.

TRIUNIDADE E TRINDADE

Trindade é um termo técnico, não se encontra na Bíblia, como muitas outras palavras. É o caso de palavras tais como: Hamartiologia, Paracletologia e Cristologia. Todavia, suas doutrinas são largamente ensinadas.

A palavra trindade significa a tríplice manifestação de Deus ou a sua manifestação no Pai, no Filho e no Espírito Santo. A palavra triunidade conceitua a existência das três pessoas em um único Deus. Dessa forma, existe em Deus três personalidades diferentes e divinas, mas iguais na natureza. Contudo, não há três deuses: há um só Deus.

A despeito desse modo triúno de Deus existir e de se revelar, o Antigo Testamento ressalta a unidade de Deus. É o monoteísmo prático, a definição de que Deus é um. A palavra unidade é invariavelmente reproduzida no Antigo Testamento. Em meio a tantas nações idólatras, que adoravam a vários deuses, fazia-se necessário persistirem fazer o povo de Israel venerar apenas um Deus. Este fato motivou o Antigo Testamento a realçar a unidade de Deus.

O Novo Testamento ensina que são três pessoas divinas, distintas, eternas e iguais subsistindo numa só essência. E também que Deus é uma Trindade simples, mas tríplice, no seu modo de existir e de se revelar.

Se as Escrituras realmente embasam estas declarações sobre a Trindade, esta doutrina deve fazer parte do ensino ortodoxo cristão e todo cristão fica obrigado a defendê-la, vigorosamente (Jd 3). Por ser uma das doutrinas mais atacadas pelas seitas, por isso mesmo prosseguiremos abordando o tema respondendo a algumas objeções destacadas pelo grupo religioso que mais ataca esse ensinamento bíblico. Obviamente, estamos falando das Testemunhas de Jeová.

A TRINDADE NO ANTIGO TESTAMENTO

a) Gênesis 1.26,27

Chegando o momento de criar o homem, Deus disse: "Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança". O verbo "fazer", neste caso, aponta para um ato criativo, e somente Deus pode criar. Assim, ao ser criado, o homem não poderia ter a imagem de um anjo ou de qualquer outra criatura, mas a imagem de Deus, a imagem de seu Criador. No versículo 27, lemos: "E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou". O interessante, porém, é que a Bíblia diz que Jesus Cristo também criou todas as coisas, as visíveis e as invisíveis (Jo 1.1,3; Cl 1.16,17; Hb 1.10), o que inclui necessariamente o homem. Desse modo, concluímos, à luz da Bíblia, que Jesus é o Criador do homem, logo, o homem carrega a imagem de Cristo, pois Jesus é Deus, uma vez que "à imagem de Deus" o homem fora criado. Já em Jó 33:4, Eliú declara: "O Espírito de Deus me fez". Indagamos; afinal de contas, quem fez o homem? A Bíblia diz: "E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou". E quem é este Deus? Resposta: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. É digno de nota que há outros textos em que Deus fala no plural: Gênesis 3.22;11.7-9; Isaías 6.8. Alguns dizem tratar-se de plural de majestade, ou seja, é uma forma de expressão na qual o indivíduo fala do plural que não revela necessariamente uma pluralidade participativa. Todavia, isto não funciona em Gênesis 1.26,27, pois outros textos bíblicos deixam claro que o Pai, o Filho e o Espírito Santo criaram o homem; logo, não está em jogo nenhum plural de majestade, mas um ato criativo de Deus, ou seja, o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Os demais textos, portanto, devem ser interpretados seguindo-se essa mesma linha de raciocínio.

b) Deuteronômio 6.4

"Escuta, ó Israel: Jeová, nosso Deus, é um só Jeová" (Tradução do Novo Mundo - versão utilizada pelas testemunhas-de-jeová). Este texto é usado para desacreditar a doutrina da Trindade, mas, ao contrário disso, é o trecho que prova que na unidade de Deus existe uma pluralidade, dando abertura à concepção trinitariana. Como assim? Na língua hebraica, existem duas palavras para expressar unidade: echad e yachid. A primeira designa uma unidade composta ou plural. Exemplo: Gênesis 2.24 diz que o homem e a mulher seriam uma (echad) só carne, ou seja, dois em um. A segunda palavra é usada para expressar unidade absoluta, ou seja, aquela que não permite pluralidade. Exemplo: Juízes 11.34 diz que Jefté tinha uma única (yachid) filha. Qual dessas palavras é empregada em Deuteronômio 6.4? Echad, que indica que na unidade da Divindade há uma pluralidade.

A TRINDADE NO NOVO TESTAMENTO

A revelação da Triunidade de Deus no Antigo Testamento não é tão clara quanto no Novo Testamento. Os textos bíblicos que seguem (respeitando-se os devidos contextos) mostram sempre juntos o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Levando-se em conta que Deus é único (Is 43.10) e que ele não partilha sua glória com ninguém (Is 42.8; 48.11), é interessante notar como o Pai, o Filho e o Espírito Santo são postos em pé de igualdade, coisa que nenhuma criatura, por melhor que fosse, poderia atingir, nem muito menos uma "força ativa" (agente passivo).

a) Mateus 28.19

A ordem de Jesus é para batizar em "nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo". Ora, se Jesus fosse uma criatura e o Espírito Santo uma "força ativa" (como pregam as testemunhas-de jeová), seria estranho que as pessoas fossem batizadas em nome do Criador (que não divide sua glória com ninguém), em nome de um anjo, e em nome de uma "força ativa"; aliás, que necessidade há em batizar alguém em nome de uma "força"? Tudo isto só faz sentido se Jesus e o Espírito Santo forem Deus, assim como o Pai também é Deus.

b) Lucas 3.22

No batismo do Filho, estão presentes o Espírito Santo e o Pai. Como sempre, inseparáveis. Esta é uma das razões pelas quais o batismo cristão deve ser ministrado em nome das três pessoas.

c) João 14.26

Jesus fala do Espírito Santo, que será enviado pelo Pai em seu próprio nome, ou seja, no nome de Cristo.

d) 2Coríntios 13.13

Outra fórmula trinitária em que aparece o Filho em primeiro lugar com sua graça; depois, o Pai, com seu amor; e, finalmente, o Espírito Santo, com a comunhão ou participação que dele procede.

e) 1 Pedro 1.1,2

Pedro fala aos escolhidos eleitos pela presciência do Pai, santificados pelo Espírito Santo e aspergidos com o sangue de Jesus Cristo.

f) Outros versículos -Rm 8.14-17; 15.16,30; 1Co 2.10-16; 6.1-20; 12.4-6; 2Co 1.21,22; Ef 1.3-14; 4.4-6; 2Ts 2.13,14; Tt 3.4-6; Jd 20,21; Ap 1.4,5 (Cf. 4.5), além de outros.

É digno de nota que se o Filho fosse uma criatura e o Espírito Santo uma "força ativa", os dois não poderiam assumir o primeiro lugar em algumas passagens bíblicas citadas. Aliás, o que uma "força ativa" estaria fazendo no meio de duas pessoas? As testemunhas-de-jeová objetam dizendo que mencionar as três Pessoas juntas não indica que sejam a mesma coisa, pois Abraão, Isaque e Jacó (Mt 22.32), e também Pedro, Tiago e João (Mt 17.1) sempre são citados juntos; contudo, isso não os torna um. O que elas não perceberam foi o seguinte: Abraão, Isaque e Jacó tinham algo em comum: o patriarcado. Já Pedro, Tiago e João tinham em comum o apostolado. E o que o Pai, o Filho e o Espírito Santo têm em comum? Resposta: a natureza divina ou, simplesmente, a divindade.

O quadro a seguir nos ajudará a ver como a doutrina da Trindade originou-se das Escrituras. A lista não é exaustiva, somente ilustrativa.

Assim, finalizamos, com a graça de Deus, este estudo, com cinco artigos, sobre teologia.***

*** Nota do JesusSite: Artigo publicado em 5 partes na REVISTA DEFESA DA FÉ.
Assine esta revista! - www.icp.com.br
Márcio Souza 
Revista da Defesa da Fé, n.º 55, 56, 57, 58 e 59

sábado, 16 de junho de 2012

As quatro mensagens do profeta Ageu


   
Priorizando Deus e Seu Reino 
Ageu é um profeta do período pós-exílico (ano 520 a.C.) e exortou o povo de Jerusalém que retornara da Babilônia por decreto do imperador Ciro (539 a.C.) a reconstruir o Templo do Senhor (saqueado pelos babilônios setenta anos antes) e o calendário litúrgico – adoração, festas religiosas e os sacrifícios. A primeira leva a sair da Babilônia e chegar a Jerusalém foi chefiada por Sesbazar ( Esdras 1:5-11) e lançou a fundação do novo templo. No entanto esse primeiro projeto não foi em frente devido a dificuldades de sobrevivência do povo de Jerusalém cercada de estrangeiros hostis , pela seca e péssima colheita. Uma segunda leva de judeus vindo da Babilônia e sob a liderança de Zorobabel e Josué chegou e foram inspirados pelos profetas Ageu e Zacarias a um segundo projeto de reconstrução do Templo. O templo simbolizava a presença do Senhor no meio do seu povo, estimulando-o a seguir os mandamentos, inspirar a verdadeira adoração ao Senhor fazendo recordar a todos a aliança de Deus com Israel.

O problema no tempo de Ageu é que o povo naquela época estava mais focado em reerguer suas próprias casas (seu conforto) do que o próprio Templo (vida religiosa e de relação com Deus). Então, Deus envia quatro mensagens através de Ageu:

Primeira mensagem – Ageu 1:1-11

1 No primeiro dia do sexto mês do segundo ano do reinado de Dario, a palavra do SENHOR veio por meio do profeta Ageu ao governador de Judá, Zorobabel, filho de Sealtiel, e ao sumo sacerdote Josué, filho de Jeozadaque, dizendo:2 “Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Este povo afirma: ‘Ainda não chegou o tempo de reconstruir a casa do SENHOR’ ”.3 Por isso, a palavra do SENHOR veio novamente por meio do profeta Ageu:4 “Acaso é tempo de vocês morarem em casas de fino acabamento, enquanto a minha casa continua destruída?”

Eram casas de fino acabamento, provavelmente de madeiras caras talvez até as originalmente compradas para construção do templo, conforme Esdras 3:7 :7 Então eles deram dinheiro aos pedreiros e aos carpinteiros, e deram comida, bebida e azeite ao povo de Sidom e de Tiro, para que, pelo mar, trouxessem do Líbano para Jope toras de cedro. Isso tinha sido autorizado por Ciro, rei da Pérsia. Esdras 3

E Deus faz admoestação ao povo através de Ageu: 5 Agora, assim diz o SENHOR dos Exércitos: “Vejam aonde os seus caminhos os levaram. 6 Vocês têm plantado muito, e colhido pouco. Vocês comem, mas não se fartam. Bebem, mas não se satisfazem. Vestem-se, mas não se aquecem. Aquele que recebe salário, recebe-o para colocá-lo numa bolsa furada”.7 Assim diz o SENHOR dos Exércitos: “Vejam aonde os seus caminhos os levaram! O Senhor indica o que o povo deveria fazer para voltar a usufruir das bençãos de Deus:8 Subam o monte para trazer madeira. Construam o templo, para que eu me alegre e nele seja glorificado”, diz o SENHOR.

A Repreensão.

9 “Vocês esperavam muito, mas, eis que veio pouco. E o que vocês trouxeram para casa eu dissipei com um sopro. E por que o fiz?”, pergunta o SENHOR dos Exércitos. “Por causa do meu templo, que ainda está destruído, enquanto cada um de vocês se ocupa com a sua própria casa. 10 Por isso, por causa de vocês, o céu reteve o orvalho e a terra deixou de dar o seu fruto. 11 Nos campos e nos montes provoquei uma seca que atingiu o trigo, o vinho, o azeite e tudo mais que a terra produz, e também os homens e o gado. O trabalho das mãos de vocês foi prejudicado”.
A reação dos lideres e do povo - o sermão de Ageu produziu impacto forte no povo que logo iniciou a reconstrução do Templo.

12 Zorobabel, filho de Sealtiel, o sumo sacerdote Josué, filho de Jeozadaque, e todo o restante do povo obedeceram à voz do SENHOR, o seu Deus, por causa das palavras do profeta Ageu, a quem o SENHOR, o seu Deus, enviara. E o povo temeu o SENHOR.13 Então Ageu, o mensageiro do SENHOR, trouxe esta mensagem do SENHOR para o povo: “Eu estou com vocês”, declara o SENHOR. 14 Assim o SENHOR encorajou o governador de Judá, Zorobabel, filho de Sealtiel, o sumo sacerdote Josué, filho de Jeozadaque, e todo o restante do povo, e eles começaram a trabalhar no templo do SENHOR dos Exércitos, o seu Deus,15 no vigésimo quarto dia do sexto mês do segundo ano do reinado de Dario.
Segunda mensagem – ter coragem no Senhor e promessa de paz- Ageu 2:1-9

No entanto, devido à escassez ou desperdício de recursos, a reconstrução do Templo não o deixou com a mesma glória do original como no tempo de Salomão.

1 No vigésimo primeiro dia do sétimo mês, veio a palavra do SENHOR por meio do profeta Ageu:2 “Pergunte o seguinte ao governador de Judá, Zorobabel, filho de Sealtiel, ao sumo sacerdote Josué, filho de Jeozadaque, e ao restante do povo: 3 Quem de vocês viu este templo em seu primeiro esplendor? Comparado a ele, não é como nada o que vocês vêem agora?

Mas Deus vem em socorro de Zorobabel e Josué para animá-los e garantir que também encherá de gloria este segundo Templo como nos dias de Salomão

4 “Coragem, Zorobabel”, declara o SENHOR. “Coragem, sumo sacerdote Josué, filho de Jeozadaque. Coragem! Ao trabalho, ó povo da terra!”, declara o SENHOR. “Porque eu estou com vocês”, declara o SENHOR dos Exércitos. 5 “Esta é a aliança que fiz com vocês quando vocês saíram do Egito: Meu espírito está entre vocês. Não tenham medo”.6 Assim diz o SENHOR dos Exércitos: “Dentro de pouco tempo farei tremer o céu, a terra, o mar e o continente. 7 Farei tremer todas as nações, as quais trarão para cá os seus tesouros,a e encherei este templo de glória”, diz o SENHOR dos Exércitos. 8 “Tanto a prata quanto o ouro me pertencem”, declara o SENHOR dos Exércitos. 9 “A glória deste novo templo será maior do que a do antigo”, diz o SENHOR dos Exércitos. “E neste lugar estabelecerei a paz”, declara o SENHOR dos Exércitos.


Terceira mensagem – apelo à santidade, consciência pura – Ageu 2:10-19

Deus conclama para que o povo tenha uma consciência pura, que o povo se santifique antes de fazer a obra do Senhor no Templo. E faz algumas perguntas:

A primeira pergunta de Deus

10 No vigésimo quarto dia do nono mês ( época em que se esperavam as primeiras chuvas que regariam a nova safra), no segundo ano do reinado de Dario, a palavra do SENHOR veio ao profeta Ageu:11 Assim diz o SENHOR dos Exércitos: “Faça aos sacerdotes a seguinte pergunta sobre a Lei: 12 Se alguém levar carne consagrada na borda de suas vestes, e com elas tocar num pão, ou em algo cozido, ou em vinho, ou em azeite ou em qualquer comida,
isso ficará consagrado?” Os sacerdotes responderam: “Não”.

Ou seja , a santificação não é transmitida às coisas que a carne toca.

Em seguida Deus faz a segunda pergunta:

13 Em seguida perguntou Ageu: “Se alguém ficar impuro por tocar num cadáver e depois tocar em alguma dessas coisas, ela ficará impura?” “Sim”, responderam os
sacerdotes, “ficará impura.”Ageu 2

Ou seja, algo contaminado que toque algo santificado contamina o santificado.

14 Ageu transmitiu esta resposta do SENHOR: “É o que acontece com este povo e com esta nação. Tudo o que fazem e tudo o que me oferecem é impuro.15 “Agora prestem atenção; de hoje em diante reconsiderem. Em que condições vocês viviam antes que se colocasse pedra sobre pedra no templo do SENHOR? Ageu 2

Deus quer ensinar que a pureza não pode ser transferida mas a contaminação, sim. E convida o povo à santificação fazendo promessas de bênçãos.

16 Quando alguém chegava a um monte de trigo procurando vinte medidas, havia apenas dez. Quando alguém ia ao depósito de vinho para tirar cinqüenta medidas, só encontrava vinte.
17 Eu destruí todo o trabalho das mãos de vocês, com mofo, ferrugem e granizo, mas vocês não se voltaram para mim”, declara o SENHOR. 18 “A partir de hoje, vigésimo quarto dia do nono mês, atentem para o dia em que os fundamentos do templo do SENHOR foram lançados. Reconsiderem: 19 ainda há alguma semente no celeiro? Até hoje a videira, a figueira, a romeira e a oliveira não têm dado fruto. Mas, de hoje em diante, abençoarei vocês.”Ageu 2

Quarta mensagem – Zorobabel – servo davídico e anel de selar – Ageu 2:20-23

20 A palavra do SENHOR veio a Ageu pela segunda vez, no vigésimo quarto dia do nono mês:
21 “Diga a Zorobabel, governador de Judá, que eu farei tremer o céu e a terra.
22 Derrubarei tronos e destruirei o poder dos reinos estrangeiros. Virarei os carros e os seus condutores; os cavalos e os seus cavaleiros cairão, cada um pela espada do seu companheiro.
23 “Naquele dia”, declara o SENHOR dos Exércitos, “eu o tomarei, meu servo Zorobabel, filho de Sealtiel”, declara o SENHOR, “e farei de você um anel de selar, porque o tenho escolhido”, declara o SENHOR dos Exércitos. Ageu 2

A designação de Zorobabel como “anel de selar” do Senhor cancelava a maldição pronunciada por Jeremias sobre o rei Jeoaquim e seus descendentes (Jeremias 22:24-30). A família davídica tendo sua autoridade restaurada retomava a linhagem messiânica de Judá (Mateus1:11-12). Deus assim confirmava Israel com povo eleito, reacendia as expectativas messiânicas entre o povo e garantia as promessas da aliança. Deus conclamava os judeus a terem confiança no futuro.

Boa meditação!

Autor: Jorge Wilson
fonte:http://www.ibmorumbi.com.br/intercessao/view.asp?CID=1&ID=464
via: pastor joão nogueira de lima

terça-feira, 12 de junho de 2012

"Shema Yisrael Adonai Adonai Echad Elohenu ..."


A TRI—UNIDADE
DE DEUS

NO VELHO TESTAMENTO






O termo “trindade” vem sendo usado faz aproximadamente mil e seiscentos anos, para tentar explicar a natureza de Deus. Mas, a escolha desse vocábulo específico foi infeliz e incorreta. Quando os cristãos usam a palavra “trindade” (que significa, simplesmente, “três”), inconscientemente comunicam aos ouvintes um conceito politeísta (a crença ou a adoração a uma pluralidade de deuses). A palavra “trindade” foi cunhada a fim de referir-se à pluralidade que há em Deus, ao mesmo tempo em que manteria o pensamento da unidade divina. Foi uma escolha bem intencionada, mas infeliz.
Atualmente, muitos não-cristãos supõem que essa doutrina significa que a cristandade acredita. em três deuses, e não em um só. No seu âmago, entretanto, esse ensino na realidade em nada difere da doutrina judaica central sobre a unidade de Deus. Para descrever corretamente o verdadeiro conceito bíblico da natureza de Deus, deveríamos usar o vocábulo “Tri-unidade”, em lugar de trindade, O termo “Tri-unidade” transmite a idéia de que Deus é um só, ao mesmo tempo em que consiste em três pessoas.



Isso de maneira alguma indica a crença na existência de três deuses; antes, indica uma crença em total consonância com os ensinamentos da lei e dos profetas. Apesar de estar acima de nossa capacidade de experimentar, ou, quanto a muitos aspectos ao menos de compreender plenamente esse fenômeno, essa é, não obstante, a posição da Bíblia. Se quisermos entender esse conceito, em qualquer medida, teremos de voltar-nos para as Escrituras com esta simples indagação: “Que diz o Senhor?”



A Unidade Composta de Deus

A unidade de Deus é ensinada nas páginas do Antigo Testamento. Vintenas de passagens, na lei e nos profetas, convergem a fim de prover-nos uma irrefutável evidência de pluralidade, dentro da unidade de Deus.



Pluralidade na Shema

O povo judaico com freqüência faz objeção à Tri-unidade de Deus por causa daquilo que acreditam ser-lhes ensinado na Shema. Para a maior parte dos israelitas, a Shema é o coração mesmo do judaísmo. Trata-se daquela passagem fundamental que se encontra no livro de Deuteronômio:
“Shema Yisroel Adonai Elohenu Adonai Echad ...”
“4 ¶ Ouve, Israel, o SENHOR nosso Deus é o único SENHOR. 5 Amarás, pois, o SENHOR teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças.” (Dt 6:4-5)

A palavra Shema é o primeiro vocábulo hebraico dessa passagem, e significa “ouve”. A premissa aceita entre os judeus é que essa declaração ensina que Deus é indivisivelmente uno. Conseqüentemente, eles levantam a seguinte objeção: “Não posso crer nessa pessoa, Jesus, que os cristãos consideram Deus”. Para eles, a Shema parece haver silenciado para sempre o argumento que envolve a crença cristã histórica na deidade de Jesus. Entretanto, um exame cuidadoso do trecho de Deuteronômio 6:4 na verdade estabelece, ao invés de refutar, a pluralidade de Deus. Uma completa revisão do texto hebraico revela essa verdade acima de qualquer dúvida razoável. O incrível é que a Shema é uma das mais pode rosas declarações em favor da tri-unidade de Deus que se pode encontrar na Bíblia inteira. A própria palavra que alegadamente argumenta contra o ensino da tri-unidade de Deus realmente afirma que em Deus há pluralidade, pois a última palavra hebraica da Shema é echad, um substantivo coletivo, em outras palavras, um substantivo que demonstra unidade, ao mesmo tempo que se trata de uma unidade que contém várias entidades. Poderíamos citar um bom número de exemplos.

Em Gênesis 1:5, Moisés empregou essa palavra ao descrever o primeiro dia da criação: 
“Chamou Deus à luz Dia, e às trevas, Noite. Houve tarde e manhã, o primeiro dia”. A palavra aí traduzida por “primeiro” é a palavra hebraica echad. Aquele primeiro dia, é claro, consistiu em luz e trevas - manhã e tarde.

Em Gênesis 2:24, Deus revelou o que se fazia necessário para um casamento feliz. Ele instruiu marido e mulher a tornarem-se 
“os dois uma só carne”, indicando que aquelas duas pessoas unir-se- iam, formando perfeita e harmônica unidade. Em tal caso, novamente, a palavra hebraica é echad. O ponto é claro, portanto — echad é sempre usada para indicar unidade coletiva, uma unidade em sentido composto.

Em Números 13, Moisés registrou o relato sobre os doze espias hebreus que tinham sido enviados para espiar a terra de Canaã. Quando retornaram daquela missão, de acordo com o versículo 23, eles pararam em Escol, onde 
“cortaram um ramo de vide com um cacho de uvas” A palavra que aqui aparece como “um’ em “um cacho” novamente é echad, no hebraico. Mas, como é evidente, esse único cacho de uvas consistia em muitas uvas.

Por semelhante modo, em Esdras 2:64, registram as Escrituras: 
“Toda esta congregação junta foi de quarenta e dois mil trezentos e sessenta”. A palavra hebraica aqui traduzida por “toda”, na expressão “toda esta congregação”, é a palavra hebraica echad. E evidente que aquela congregação de Israel, embora fosse uma só, compunha-se de muitos indivíduos. De fato, nada menos de 42.360 israelitas a compunham!

Jeremias, grande profeta de Judá, no capítulo 32 de seu tratado, inspirado pelo Espírito de Deus, empregou a mesma palavra hebraica, echad, a fim de denotar uma unidade composta. Lemos nos versículos 38 e 39: 
“Eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus. Dar-lhes-ei um só coração e um só caminho ...” A referência feita por Jeremias a “um só coração” e a “um só caminho”, envolve a inteira nação de Israel. Assim, muitos, coletivamente falando, são considerados como somente um.

O que é mais interessante nisso tudo é que há outra palavra hebraica que significa “unidade absoluta”. Essa outra palavra hebraica é yachid. Em Gênesis 22:2, Abraão é instruído: 
“Toma teu filho, teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá; oferece-o ali em holocausto..:” O termo aqui traduzido em português por “único” no hebraico é “yachid”. Esse vocábulo hebraico é novamente usado nos versículos 12 e 16 desse mesmo capítulo. Havia apenas um filho de Abraão que Deus reconhecia. Isaque era o filho da promessa — não havia outro. Nesse sentido, pois, yachid estabelece singularidade absoluta: um e somente um.

Também, em Provérbios 4:3, Salomão assevera: 
”teu era filho em companhia de meu pai, tenro, e único diante de minha mãe”. Davi, por sua vez, escreveu em Salmos 22:20: “Livra a minha alma da espada, e a minha predileta da força do cão.”. Onde temos “minha predileta” literalmente, no hebraico, está “minha única”, sendo usada a palavra hebraica “yachid”.

Também encontramos escrito em Juizes 11:34
:“Vindo, pois, Jefté a Mispa, a sua casa, saiu-lhe a filha ao seu encontro, com adufes e com danças: e era ela filha única; não tinha ele outro filho nem filha”. Jeremias declara, em 6:26 de seu livro: “O filha do meu povo, cinge-te de cilício, e revolve-te na cinza; pranteia como por um filho única.’ De novo, lê-se em Amós 8:10: “...farei que isso seja como luto por filho único..’ E novamente, em Zacarias 12:10, onde se lê palavras ditas pelo próprio Senhor Deus: “...olharão para mim, a quem traspassaram; pranteá-lo-ão como quem pranteia por um unigênito...”.

Percebemos, portanto, que os escritores sagrados, inspirados pelo Espírito de Deus, dispunham de duas palavras hebraicas que podiam escolher, quando queriam comunicar a verdade acerca da natureza de Deus. E claro que Yahweh selecionou a palavra sagrada que O identifica com a idéia de pluralidade. Esse substantivo coletivo sempre foi escolhido, e não o singular absoluto. A preferência dada a echad, ao invés de yachid, não deixa margem para dúvida quanto ao sentido que Deus nos queria transmitir.



Pluralidade no Nome de Deus

Em nossa Bíblia portuguesa, os tradutores, ao traduzirem as palavras hebraicas El e Elohim, fizeram-no com “D” maiúsculo, “Deus”. No hebraico, essas palavras significam ambas “Todo-poderoso”.

Ambos esses nomes, na verdade, são uma só palavra. Todavia, El é a forma singular, enquanto que Elohim é a forma plural da mesma palavra. Particularmente importante é o fato que dentre as 2.750 vezes em que essas palavras são empregadas no Antigo Testamento, Elohim, a forma plural, é em pregada por nada menos de 2.500 vezes.

      

Êxodo 20 provê para nós um excelente exemplo. Nessa passagem, Moisés estava transmitindo os Dez Mandamentos de Deus ao povo de Israel. Yaweh, pois, declara ali: 
“Eu sou o Senhor teu Deus... Não terás outros deuses diante de mim” (vv. 2 e 3). Nessa declaração, “Deus” e “deuses” são idênticas no original hebraico, isto é, Elohim. A variação que se vê na tradução portuguesa deve-se ao fato que os tradutores, apesar de traduzirem a segunda ocorrência da palavra por “deuses’ no primeiro caso preferiram traduzir EIohim no singular, “Deus”.

Gramaticalmente, no hebraico pelo menos, seria igualmente aceitável ter sido traduzida essa passagem como: “Eu sou o Senhor teus Deuses... Não terás outros deuses diante de mim”.

Isso posto, essa questão de pluralidade, quanto ao nome divino, deve ser reconhecida como uma importante questão, que precisamos levar em conta. O livro de Gênesis fornece-nos uma excelente ilustração. Somente no relato sobre a criação, a palavra hebraica E/oh/ri é usada por cerca de trinta e duas vezes, aludindo à obra divina da formação dos céus e da terra.

Outra instância disso encontra-se na própria Shema Ali o substantivo “Deus” é o termo hebraico Elohenu. Ora, Elohenu reflete tanto o pronome plural, em “nosso” Deus, como a forma plural, Elohim.

Impõe-se novamente a pergunta: Por qual razão Deus preferiu coerentemente a forma plural Elohim, a fim de demonstrar a Sua unidade? O uso de uma forma singular não transmitiria, com maior clareza, o conceito de singularidade? O fato, entretanto, é que Deus preferiu comunicar, por intermédio de Moisés, a idéia de pluralidade dentro de Sua unidade.



Um Ponto no Livro de Gênesis

A pluralidade, nos pronomes pessoais, quando utilizada em relação a nosso Senhor, adiciona uma prova ao conceito da tri-unidade de Deus. Uma vez mais, pomo-nos a examinar o registro de Gênesis, em busca de evidências. Três passagens demonstram esse ponto:
“Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem conforme a nossa semelhança... Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou: homem e mulher os criou” (Gênesis 1:26,27).

Logo no começo, podemos observar a seleção da palavra hebraica Elohim como forma do substantivo usado nesse versículo; Elohim estava pronto para criar o homem. Em consonância com essa escolha, pois, foi inserido o pronome pessoal plural, “nós” (subentendido no verbo “façamos”) e o adjetivo possessivo plural “nossa” (por duas vezes).

Dr. David L. Cooper estabeleceu um ponto válido, ao observar que os substantivos hebraicos “semelhança’ e “imagem” estão ambos no singular, o que indica que tanto a pessoa que falava como a pessoa a quem se falava era uma e a mesma pessoa. E as sim a conclusão é muito iluminadora: A idéia de pluralidade (“nós” e “nossa”) é fundida com termos no singular (“semelhança” e “imagem”), assim demonstrando aquilo que podemos denominar de unidade coletiva, de unidade composta. Isso é reforçado no versículo 27, onde Deus refere-se a Si mesmo usando pronomes pessoais no singular “sua?’ e “ele” (ele, subentendido em “criou”).

Deve-se compreender que somente Deus é capaz de criar — isso se evidencia por todo o volume da Bíblia. Visto que isso é verdade, então quem está em foco dentro da declaração: “Façamos NÓS o homem à NOSSA imagem, conforme a NOSSA semelhança”? Só há uma conclusão lógica.

...Eis que o homem se tornou como um de nós.., o Senhor Deus, por isso, o lançou fora do jardim do Éden’ (Gênesis 3:22,23). Adão e Eva haviam transgredido contra Yahweh. A reação do Senhor Deus foi expulsá-los do jardim do Éden. Notemos que Deus observou que o homem “...se tornou como um de NÓS’ (o pronome pessoal no plural), razão pela qual o homem precisava ser expulso.

O terceiro ponto a ser salientado encontra-se no relato sobre a dispersão da humanidade, quando da construção da torre de Babel. 
“Vinde, desçamos, e confundamos ali a sua linguagem.., Destarte o Senhor os dispersou dali pela superfície da terra..:’ (Gênesis 11:7,8). Uma vez mais o pronome pessoal plural “nós’ é empregado (subentendido nos dois verbos, “desçamos” e “confundamos”). A isso se segue uma referência a Deus, no singular.
“... desçamos. “.



Tri-Unidade ou Politeísmo?

Uma pergunta emerge das páginas do Antigo Testamento: Devemos crer em um [único] Deus que consiste em mais de uma pessoa, ou devemos aceitar o politeísmo? Uma breve investigação em algumas poucas passagens bíblicas pode ilustrar as alternativas que se abrem diante de nós.

No Salmo 45, o rei de Israel é apresentado como se fosse Deus. Lemos especificamente, nos versículos 6 e 7: 
“O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre; cetro de eqüidade é o cetro do teu reino, Amas a justiça e odeias a iniqüidade; por isso Deus, o teu Deus, te ungiu com o óleo de alegria, como a nenhum dos teus companheiros”. Visto que a primeira palavra Deus, sublinhado [este sublinhado foi perdido na cópia, Hélio o colocou], está no imperativo [correção: vocativo], destaca-se a indagação: Quem é o Deus de Deus?

Novamente, em Salmos 110:1, diz o rei Davi:“
Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos de baixo dos teus pés”. A pergunta que deve ser feita quanto a essa passagem é: A quem Davi dirigia-se como o seu Senhor? Quando Davi compôs esse sal mo, ele era o monarca de Israel. Não havia outro maior do que Davi em Israel, exceto Deus. Quem, pois, deve ser considerado Senhor de Davi? E para quem Deus estava falando?

Em Gênesis 18 e 19, Moisés registrou a destruição das cidades de Sodoma e Gomorra. Evidentemente, através dos dois capítulos, que o próprio Senhor apareceu a Abraão como um dos três homens que o visitaram. No trecho de Gênesis 19:24 lemos:
“Então fez o Senhor chover enxofre e fogo, da parte do Senhor, sobre Sodoma e Gomorra”. Inquestionavelmente, essa referência bíblica identifica duas pessoas distintas. Uma vez mais, a escolha se destaca: politeísmo ou a tri-unidade de Deus!

Temos a certeza de que a Bíblia não ensina o politeísmo. E simplesmente intransponível o abismo entre o ensino da tri-unidade de Deus e o conceito de muitas divindades. Acusar alguém que os cristãos acreditam em três deuses é algo destituído de base. O politeísmo concebe e ensina deuses que são entidades independentes umas das outras — deuses que a todo tempo entrechocam-se com outros deuses, em seus objetivos. Mas, dentro da tri-unidade de Deus sempre há uma absoluta unidade de desejo, de desígnio e de execução. Todas as referências bíblicas mostram Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo operando em perfeita união. Basta esse fato para vermos a grande diferença que há entre aqueles dois conceitos.



O Messias Reconhecido como Deus
“6 Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. 7 Do aumento deste principado e da paz não haverá fim, sobre o trono de Davi e no seu reino, para o firmar e o fortificar com juízo e com justiça, desde agora e para sempre; o zelo do SENHOR dos Exércitos fará isto.” (Is 9:6-7)

Esses versículos mostram-nos explicitamente que Aquele sobre cujos ombros estará o governo, e por intermédio de quem chegarão a este mundo a justiça, a paz e a retidão, é, ao mesmo tempo, Deus e homem. Como criança ainda, Ele nasceu na nação de Israel. Isso dá a entender, de maneira enfática, a humanidade do Messias. Ao mesmo tempo, porém, ele também é ali reconhecido como o verdadeiro Deus, por ser o Filho dado por Deus. Além disso, essa criança, esse Filho, é chamado de “Deus Forte”. Acrescente-se a isso que lhe são conferidos outros títulos que só cabem legitimamente a Deus. Pois Ele é designado “Maravilhoso”, “Conselheiro”, “Pai da Eternidade” e “Príncipe da Paz”.

Jeremias aliou-se a Isaias, ao insistir que o Messias é Deus em carne humana.
“5 Eis que vêm dias, diz o SENHOR, em que levantarei a Davi um Renovo justo; e, sendo rei, reinará e agirá sabiamente, e praticará o juízo e a justiça na terra. 6 Nos seus dias Judá será salvo, e Israel habitará seguro; e este será o seu nome, com o qual Deus o chamará: O SENHOR JUSTIÇA NOSSA.” (Jr 23:5-6)

Não há dúvidas que essa declaração refere-se ao Messias que procederia da linhagem de Davi. Na qualidade de Rei de Israel, Ele haveria de trazer justiça, retidão e paz a esta terra. Quem realizará tudo isso? De conformidade com essa porção da Palavra de Deus, será o Renovo justo de Davi ( o Messias) — Yahweh-tsidkenu, “Senhor Justiça Nossa”. Visto que Deus deixa absolutamente claro que não existem deuses além dEle mesmo, como pode ríamos compreender que Ele chamou Seu servo, o Messias, de Deus? Isso só pode ser compreendido quando percebemos que esse Filho de Deus, esse Renovo justo, na realidade é Deus.



O Messias é Eterno

Em um sentido limitado, algumas das qualidades ou atributos de Deus são exibidos na Sua criação, particularmente na humanidade. Não obstante, há muitas outras características que residem exclusivamente no próprio Deus. A eternidade é um dos atributos designado somente a Deus. Diferente dos homens, ou de qualquer substância existente no universo criado, Deus não somente existe para sempre, mas também não teve começo — Ele sempre existiu. Deus revelou-se a Moisés chamando a Si mesmo de 
“Eu sou o que Sou” (Êxodo 3:14) — uma declaração cujo propósito era o de mostrar ao Seu servo atemorizado a passada, a presente e a futura existência de Sua divina pessoa. Deus simplesmente existe! Por semelhante modo, há muitas outras passagens, no Antigo e no Novo Testamento, que informam-nos que antes de qualquer coisa vir à existência, Deus já estava lá.

Tendo esse fato em mente, voltamos agora a nossa atenção para os ensinos bíblicos que abordam a questão da pré-existência do Messias. Não somente Ele deveria nascer como um ser humano, em algum ponto histórico do tempo, mas também, de acordo com o profeta Miquéias, o Messias (o Filho de Deus) tem as suas “
saídas desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade”. Escreveu esse profeta judeu, em 5:2 do livro que tem seu nome: “E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre os milhares de Judá, de ti me sairá o que governará em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade.” (Mq 5:2) Assim, o local do nascimento do Príncipe que viria foi predito séculos antes que Ele aparecesse neste mundo. O Messias surgiria na cena humana não simplesmente como fruto do ventre de uma virgem, mas também procederia das regiões da eternidade, onde Ele sempre [existiu, existe, e] existirá, eternidade a fora.

É importante que entendamos que tanto o Antigo quanto o Novo Testamento destroçam o errôneo conceito do nascimento físico de Jesus como se isso tivesse constituído a Sua origem, o Seu começo. A Bíblia nunca ensina tal coisa, em parte alguma. Por igual modo, as Escrituras nunca sustentam a tese de que Maria é a mãe de Deus, visto que Deus nunca nasceu. Deus sempre existiu. O que o Novo Testamento revela-nos, paralelamente ao Antigo Testamento, é que Deus manifestou-se em carne, como ser humano. Maria foi a mulher judia que Deus escolheu para dar à luz Àquele que é o Deus encarnado — o eterno Filho de Deus.



O Messias Foi Adorado

Somente Deus pode ser adorado, com toda a legitimidade. Deus proíbe a adoração direta a qualquer outro ser ou objeto, tanto nos céus quanto na terra. Em Salmos 118:8 somos instruídos quanto a esse particular: 
“É melhor confiar no SENHOR do que confiar no homem.” Mais dogmático ainda mostra-se o profeta Jeremias, o qual citou Deus a dizer “5 Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do SENHOR! ... 7 Bendito o homem que confia no SENHOR, e cuja confiança é o SENHOR.” (Jr 17:7) 

No entanto, em certas porções das Escrituras, encontramos o Messias aceitando adoração da parte dos homens. Davi deixa isso perfeitamente claro no Salmo 2. Ali ele identifica o Messias como o Filho de Deus, e, em seguida, instrui que o Rei-Messias deveria ser adorado (v. 12). Isso pode ser chocante para o seguidor das Escrituras — a menos que ele compreenda a tri-unidade de Deus. Então torna-se lógica e escriturística aquela admoestação de Davi, que recomenda: “
Beijai [ o Filho..]

Deus deixou perfeitamente claro que o Seu Filho, o Messias, tem todo o direito de ser adorado. Isso, por sua vez, significa que Cristo é Deus. Se não fosse uma realidade, então a única alternativa que nos restaria seria acreditar que o Deus que nos adverte a não reverenciar ao homem, estava contradizendo-se ao ordenar-nos tal coisa. Naturalmente, Deus não estava se contradizendo. Ao contrário, estava frisando esse ponto uma vez mais: o Messias é Deus.



Uma Palavra Final

Temos compartilhado de certo número de momentosos fatos — verdades que são capazes de libertar nossas mentes, se estivermos dispostos a rejeitar as crenças restritivas, agrilhoadas às tradições humanas, para então considerarmos objetivamente as Sagradas Escrituras. A Palavra de Deus, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, ensina-nos que o Senhor onipotente é uma personalidade triúna. Quanto a esse detalhe, o judaísmo bíblico (por meio das Escrituras do Antigo Testamento) e o cristianismo bíblico estão em total acordo.

Os crentes que acreditam na Bíblia não são politeístas. Antes, a doutrina deles é tão autenticamente monoteísta quanto o é a doutrina do judaísmo bíblico. Na verdade, se não entendermos o conceito da tri-unidade de Deus, nos sentiremos inteiramente perdidos na tentativa de explicar grande par te dos ensinos do Antigo Testamento.

O ponto crucial do problema inteiro repousa, em última análise, sobre a explicação do impacto exercido pela vida e pelo ministério de Jesus Cristo. Por mais de dois milênios, Ele tem cativado os corações dos homens e tem dominado a história da humanidade. Se quisermos ser perfeitamente honestos, como poderíamos explicar a pessoa de Cristo, à parte do fato que Ele é Aquele que foi anunciado por Isaías como o Deus forte.



Autor Stanley Rosenthal
Digitalizado (a partir de um livreto da Editora Fiel) e enviado por Edwardo B.
Hélio acrescentou dois ou três colchetes explicativos, e colocou os versos da ACF.


VIA: PASTOR JOÃO NOGUEIRA DE LIMA

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Lord I need you to move.


SCRIPTURE: ACTS 5: 17-21
1.) There are times in my life and I can imagine in the lives of many others, when time comes and we need God to move. I don’t just mean move, but I mean quickly. Sometimes we can not wait for things to work themselves out, but we need God to show up now. You know what I mean, when your bills are due, now I’m not just talking about one bill, but all your bills are due. Bills are, but your money is acting funny, change kind of strange, and you don’t have anyway to get any money. You find yourself needing God to move now. You begin praying and asking God to show up. Because let me tell you, sometimes you can’t wait until the morning, but you say Lord I need you to move right now.

2.) For in this text we find where Luke tells about a man named Peter, and Peter was locked down in jail. Now Peter was in Jerusalem to defend his action concerning Cornelius to “the circumcision party.” While he was there Herod Agrippa I, whom had already put James to death, arrested Peter. While he was locked down in this jail the Bible says that the church came together and began to pray. Let me tell you when the church comes together something happens. I can imagine that Peter began to worry, he said I’ve been locked down in this cold and dark jail for a long time. I haven’t heard from the Lord yet, but I’m told while Peter had questions on his mind, the church had prayer own their minds. I’m sure that Peter was still asking when is God going to move, he didn’t have any idea that was not going to move, he was just wondering when. While Peter was wandering the Bible tells me that the church was still praying. I can imagine them church folk laying before the Lord, and calling on God to show up in their friend Peter’s situation. You see the church prayed for somebody else, but now days we too busy praying for ourselves and not worring about anyone else, but somebody needs God a little more than we do. I can imagine that God and the Holy Ghost got together. I stopped by to tell you that when God and the Holy Ghost gets together something has to move. A songwriter once said when God gets ready you got to move. You may be up and you may be down, but when God gets ready you got to move. You may be blind and can not see, you may dumb and can not talk, but when God gets ready you got move. The Bible says that after the church prayed Peter was set free. So you see sometimes God moves right now. 
3.) In my conclusion I would just like to say that the church showed patients, and because they showed there patients God showed up. God doesn’t always have to wait until morning, sometimes he shows up in the middle of the night. Because some prayers I pray can not wait until morning, sometimes I need God now. Because if I wait until morning I want sleep that night. So I can see God in the night. The Bible says that God showed up in the prison, there were one hundred men holding Peter in jail. But God on your side is all that you need. If God is for you, who can be against you? God on your side is more than the whole world is against you. The Bible says that the angel showed up and told Peter get up and go quickly. Now the Bible says that the angel showed up beside Peter. Sometimes God shows up in front of you to show you the way, sometimes he shows up behind you to keep your

terça-feira, 5 de junho de 2012

For here we do not have a lasting city


Hebrews 13 (New American Standard Bible)

The Changeless Christ

13 Let love of the brethren continue. Do not neglect to show hospitality to strangers, for by this some have entertained angels without knowing it.  Remember the prisoners, as though in prison with them, and those who are ill-treated, since you yourselves also are in the body.  Marriage is to be held in honor among all, and the marriage bed is to be undefiled; for fornicators and adulterers God will judge. Make sure that your character is free from the love of money, being content with what you have; for He Himself has said, “ will never desert you, nor will I ever forsake you,” so that we confidently say,
“ The Lord is my helper, I will not be afraid.
What will man do to me?”
Remember those who led you, who spoke the word of God to you; and considering the [a]result of their conduct, imitate their faith.  Jesus Christ is the same yesterday and today and forever.  Do not be carried away by varied and strange teachings; for it is good for the heart to be strengthened by grace, not by foods, through which those who [b]were so occupied were not benefited. 10 We have an altar from which those who serve the [c]tabernacle have no right to eat. 11 For the bodies of those animals whose blood is brought into the holy place by the high priest as an offering for sin, are burned outside the camp. 12 Therefore Jesus also, that He might sanctify the people through His own blood, suffered outside the gate. 13 So, let us go out to Him outside the camp, bearing His reproach.14 For here we do not have a lasting city, but we are seeking the city which is to come.

God-pleasing Sacrifices

15  Through Him then, let us continually offer up a sacrifice of praise to God, that is, the fruit of lips that [d]give thanks to His name. 16 And do not neglect doing good and sharing, for with such sacrifices God is pleased.
17  Obey your leaders and submit to them, for they keep watch over your souls as those who will give an account. [e]Let them do this with joy and not [f]with grief, for this would be unprofitable for you.
18  Pray for us, for we are sure that we have a good conscience, desiring to conduct ourselves honorably in all things. 19 And I urge you all the more to do this, so that I may be restored to you the sooner.

Benediction

20 Now the God of peace, who brought up from the dead the great Shepherd of the sheep [g]throughthe blood of the eternal covenant, even Jesus our Lord, 21  equip you in every good thing to do His will, working in us that which is pleasing in His sight, through Jesus Christ, to whom be the glory forever and ever. Amen.
22 But I urge you, brethren, [h]bear with [i]this word of exhortation, for I have written to you briefly.23 [j]Take notice that our brother Timothy has been released, with whom, if he comes soon, I will see you. 24 Greet all of your leaders and all the [k] saints. Those from Italy greet you.
25  Grace be with you all.

New American Standard Bible (NASB)

PASTOR:JOÃO NOGUEIRA DE LIMA