"Now the Spirit speaketh expressly, that in the latter times some shall depart from the faith, giving heed to seducing spirits, and doctrines of devils; Speaking lies in hypocrisy;having their conscience seared with a hot iron;"1 Timothy 4:1-2

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Você conhece a verdadeira história de Papai Noel? Santo católico ou figura criada pela Coca-Cola? Fato ou farsa?

Qual a origem do Papai Noel?”, “De onde vem esse nome para ele?”, “De onde vem a história que ele mora na Lapônia e onde fica isso?”, “É verdade que ele é inspirado na vida de um santo católico?”, “Papai Noel foi uma criação da Coca-Cola?”, “Por que ele veste-se de vermelho?”. Na postagem de hoje vou falar sobre tudo isso e um pouco mais, uma homenagem a uma das figuras mais importantes da cultura ocidental.


Um pouco de história e de curiosidades...
Conhecemos a figura como Papai Noel, entretanto em Portugal seu nome é Pai Natal. “Noel” vem de “Noël”, que significa “Natal” em francês. Em cada cultura ele recebe um nome diferente e bem específico à origem da sua lenda, que pode ter se baseado em parte na vida de São Nicolau. Uma história quase idêntica é atribuída, nos folclores grego e bizantino, a São Basílio. Detalhe: o dia de São Nicolau é 04 de dezembro, e na Grécia a troca de presentes ocorre em 1º de janeiro, Dia de São Basílio.

De acordo com os historiadores e folcloristas, o “verdadeiro” Papai Noel foi uma pessoa de carne e osso, mais precisamente São Nicolau Taumaturgo (foto abaixo), um arcebispo turco do século 4. Ele costumava ajudar pessoas pobres da cidade de Mira, colocando moedas de ouro nas chaminés de suas casas durante a época de Natal. Mais tarde, diversos milagres foram atribuídos a São Nicolau fazendo-o por se tornar santo. Sua imagem como símbolo natalino teve origem na Alemanha, e de lá se espalhou para mundo inteiro.


Enquanto São Nicolau era originalmente retratado com trajes de bispo, atualmente Papai Noel é geralmente retratado como um homem rechonchudo, alegre e de barba branca trajando um casaco vermelho com gola e punho de manga brancos, calças vermelhas de bainha branca, e cinto e botas de couro preto. Essa imagem se tornou popular nos Estados Unidos e Canadá somente no século 19 devido à influência da Coca-Cola, que na época lançou um comercial do bom velhinho com as vestes vermelhas. E essa tem sido a imagem dele até os dias de hoje, eternizando-se.

Conforme a lenda, Papai Noel mora no Polo Norte, numa terra de neve eterna. Na versão americana, ele mora em sua casa no Polo Norte, enquanto na versão europeia frequentemente se diz que ele reside nas montanhas de Korvatunturi, na Lapônia, Finlândia. Papai Noel vive com sua esposa, Mamãe Noel, incontáveis elfos mágicos e oito ou nove renas voadoras.


Algumas correntes protestantes declaram oposição de que se ensinem crianças a acreditarem neste personagem, uma vez que há desvio das origens religiosas do verdadeiro Natal, mas de acordo com alguns teólogos isso ocorre, na verdade, porque o bom velhinho tem inspiração em um santo católico, que também faz parte do credo ortodoxo.

Divulgação da sua figura e história...
Uma das pessoas que ajudaram a dar força à lenda do Papai Noel foi Clemente Clark Moore, um professor de literatura grega de Nova York, que lançou o poema “Uma visita de São Nicolau” em 1822, escrito para seus seis filhos. Nesse poema, Moore divulgava a versão de que ele viajava num trenó puxado por renas. Ele também ajudou a popularizar outras características do bom velhinho, como o fato dele entrar pelas chaminés. O caso das chaminés, inclusive, é um dos mais curiosos na lenda de Papai Noel. Alguns estudiosos defendem que isso se deve ao fato de que várias pessoas tinham o costume de limpar as chaminés no Ano Novo para permitir que a boa sorte entrasse na casa durante o resto do ano.

No poema, várias tradições foram buscadas de diversas fontes e a verdadeira explicação da chaminé veio da Finlândia. Os antigos lapões viviam em pequenas tendas, semelhantes a iglus, que eram cobertas com pele de rena. A entrada para essa “casa” era um buraco no telhado. A última e mais importante característica incluída na figura do Pai Natal é sua blusa vermelha e branca. Antigamente, ele usava trajes verdes e costumava usar um gorro também verde na cabeça. Seu atual visual foi obra do cartunista Thomas Nast, na revista “Harper’s Weeklys”, em 1886, na edição especial de Natal. Em alguns lugares na Europa, contudo, algumas vezes ele também é representado com os paramentos eclesiásticos de bispo, tendo, em vez do gorro vermelho, uma mitra episcopal.


O famosíssimo mito envolvendo a Coca-Cola...
É amplamente divulgado pela internet e por outros meios que a Coca-Cola seria a responsável por criar o atual visual do Papai Noel: roupas vermelhas com detalhes em branco e cinto preto, mas é historicamente comprovado que o responsável por sua roupagem vermelha foi o cartunista alemão Thomas Nast, como dito anteriormente.

Papai Noel até então era representado com roupas de inverno, porém na cor verde (com detalhes prateados ou brancos), típico de lenhadores. O que ocorre é que em 1931 a Coca-Cola realizou uma grande campanha publicitária vestindo Papai Noel ao mesmo modo de Nast, com as cores vermelha e branca, o que foi bastante conveniente, já que estas são as cores de seu rótulo. Tal campanha, destinada a promover o consumo de Coca-Cola no inverno (período em que as vendas da bebida eram baixas na época), fez um enorme sucesso e a nova imagem de Papai Noel espalhou-se rapidamente pelo mundo. Portanto, a Coca-Cola contribuiu para difundir e padronizar a imagem atual, mas não é responsável por tê-la criado.



Papai Noel na Lapônia, Finlândia...
Nos países do norte da Europa, diz a tradição que o Papai Noel não vive propriamente no Polo Norte, mas sim na Lapônia, mais propriamente na cidade de Rovaniemi (foto abaixo), onde de fato existe o “escritório do Papai Noel”, bem como o parque conhecido como “Santa Park”, que se tornou uma atração turística do local. Criou-se inclusive um endereço oficial como a residência do Papai Noel, que recebe cartas de todo o planeta:

Santa Claus
FIN 96930 – Arctic Circle
Rovanieni, Lapland
Finland



Além disso, há o site oficial, a saber: http://www.santaclausoffice.fi

Em função disso, a região de Penedo, distrito de Itatiaia, no Rio de Janeiro, que é uma colônia finlandesa, se autodeclarou como a “residência de verão” do Papai Noel.



A história das renas do Papai Noel...
As renas do Papai Noel são as únicas renas do mundo que sabem voar, ajudando-o a entregar os presentes para as crianças do mundo todo na noite de Natal. Quando o Papai Noel pede para serem rápidas, elas podem ser as mais rápidas renas do mundo. Mas quando ele quer, elas tornam-se lentas. Todo esse mito foi inventado na Europa, no século 19.

A quantidade de renas que puxam o trenó é controversa, tudo por causa da rena conhecida como Rudolph, ou Rodolfo. Existe uma lenda que diz que Rodolfo teria entrado para equipe de renas titulares por ter um nariz vermelho e brilhante, que ajuda a guiar as outras renas durante as tempestades. E, a partir daquele ano, a quantidade de renas passou a ser nove, diferente dos trenós tradicionais, puxados por oito renas. Tal lenda foi criada em 1939 e retratada no filme “Rudolph, a rena do nariz vermelho”. Os nomes das renas em inglês são: Rudolph, Dasher, Dancer, Prancer, Vixen, Comet, Cupid, Donner e Blitzen. E em português são: Rodolfo, Corredora, Dançarina, Empinadora, Raposa, Cometa, Cupido, Trovão e Relâmpago.



Envio de correspondências ao bom velhinho...
Como vimos logo acima, há um “endereço oficial” da casa do Papai Noel na Finlândia e um website. Ambos recebem milhares de correspondências – físicas e eletrônicas – todos os anos. Algumas destas cartas chegam a ser respondidas, para sorte de algumas crianças do planeta! Historicamente, cartas para santos ou de cunho religioso são uma prática existente desde a Antiguidade, mas apenas a partir do século 19 surgiu no mundo o ato de enviar cartas ao Papai Noel como um cunho familiar, ou seja, os pais da criança leem as cartas dela, e com a condição de serem bem comportadas durante o ano, recebem o presente como sendo de autoria do Papei Noel; às vezes de forma tão ensaiada que chegam a acreditar fielmente em sua existência, identicamente ao Coelho da Páscoa.

No Brasil, os Correios oficialmente recebem cartas endereçadas ao Papai Noel desde 2001, e o número de mensagens correspondidas equivaleu em 2008 em aproximadamente metade, selecionadas de acordo com o contexto ou com o valor financeiro do presente. As mensagens são enviadas aos funcionários do Correios, mas todos os brasileiros podem se voluntarear como um Papai Noel diretamente nas agências dos Correios do país, apadrinhando uma criança pobre. Os correios dos países escandinavos também têm programas parecidos.


Nome do Papai Noem em outros países e culturas...
Alemanha e Áustria: Nikolaus, ou Weinachtsmann (“Homem do Natal”)
Argentina, Colômbia, Espanha, Paraguai, Peru e Uruguai: Papá Noel
Chile: Viejito Pascuero
Croácia: Djed Mraz
Dinamarca: Julemanden
Eslovênia: Bozíczek
Estados Unidos: Santa Claus (referência a São Nicolau)
Finlândia: Jöulupükki
França: Père Noël
Itália: Babbo Natale
Inglaterra: Father Christmas
Japão: Santa Kurosu
Holanda: Kerstman (“Homem do Natal”)
Portugal: Pai Natal
Rússia: Ded Moroz
Suécia: Jultomte

Roupa do Papai Noel...
A versão americana moderna do traje pode ser atribuída à obra de Thomas Nast, embora muitas vezes se pense incorretamente que Haddon Sundblom desenhou o traje no seu trabalho de publicidade para a Coca-Cola. O trabalho de Sundblom padronizou a imagem ocidental do Papai Noel, e a imagem popularizada de roupa vermelha adornada com pele branca. Isto se tornou na imagem do bom velhinho norte-americano, enquanto que em alguns países europeus, onde São Nicolau continua popular, a roupa usada está mais próxima de roupas religiosas, incluindo a mitra de um bispo.

Antes do trabalho de Nast, o traje de Papai Noel tinha como cor o castanho, embora também fosse desenhado com trajes verdes. Antes da publicidade da Coca-Cola, a imagem do personagem estava num estado de fluxo. Foi retratado numa grande variedade de formas, incluindo as formas modernas e, em alguns casos, como um gnomo.





Fonte:http://fatoefarsa.blogspot.com.br/

segunda-feira, 14 de julho de 2014

2014 É HORA RENOVAR VOTE NO IRMÃO JOÂO NOGUEIRA 4062 PARA MUDAR ...

Reforma Política Eleitoral No Brasil ... "Eu Sou Solidário"

Todo poder emana do povo - Vamos mudar as regras para mudar o sistema.

MANIFESTO POR UMA REFORMA POLÍTICA ELEITORAL AMPLA, DEMOCRÁTICA E PARTICIPATIVA


As Entidades que compõe a Plataforma dos Movimentos Sociais para a Reforma do Sistema Político no Brasil apresentam este manifesto sobre a Reforma Política e a atuação do Congresso no tema.

Desde 2005 a Plataforma trabalha um projeto de Reforma Política mais ampla do que a Reforma Eleitoral, englobando uma verdadeira reforma do Estado, necessária para que a democracia seja efetivamente exercida pelos/as cidadãos/ãs, principalmente quanto à possibilidade de participação popular e a ampliação dos seus instrumentos. Uma Reforma Política que mude as formas de se pensar e fazer política, portanto das formas de exercer o Poder.

A Reforma Política debatida no congresso está muito aquém dos anseios dos movimentos sociais, da sociedade civil organizada e da população de modo geral. Num primeiro momento se limitando a lista pré-ordenada, financiamento público de campanha e fidelidade partidária (pontos essenciais para uma reforma eleitoral) e agora reduzindo mais ainda o seu escopo com o Projeto de Lei do Deputado Flávio Dino. O referido Projeto de Lei trata apenas de normas para as eleições e que em muitos casos já foram normatizadas pela Justiça Eleitoral. Repudiamos isso ser chamado de reforma política.

Entendemos que uma verdadeira reforma política tem que ser mais ampla e abrangente. Neste sentido destacamos alguns itens que defendemos: fortalecimento da democracia direta e participativa com uma nova regulamentação do art. 14 da Constituição Federal de 1988, que trata dos mecanismos de democracia direta e a criação do sistema integrado de participação popular; aperfeiçoamento da democracia representativa e democratização da comunicação e do Poder Judiciário.

Em relação à democracia representativa defendemos, entre vários pontos, o financiamento público exclusivo e a lista pré-ordenada com alternância de gênero e respeito à diversidade étnica. Apesar das críticas a estas propostas, principalmente dos meios de comunicação, de parte da academia e de vários partidos e parlamentares, acreditamos serem fundamentais. Aqui cabem alguns esclarecimentos:

1.Mesmo sabendo da possibilidade de maior concentração de poder aos líderes partidários com a lista pré-ordenada, entendemos que é a solução possível para a implantação do financiamento público de campanha exclusivo, item que consideramos importante para moralização das campanhas eleitorais e que poderia ser controlado com a exigência de maior participação dos filiados nas escolhas dos candidatos nas convenções.
2.Faz-se necessário também uma distribuição equânime das vagas contemplando relações de (o) gênero e as minorias no Congresso, estabelecendo paridade entre homens e mulheres e garantindo participação dos afro(s) descendentes e índios, entre outros segmentos. Só assim diminuiremos o abismo existente entre a representação atual e estes segmentos.

Vale lembrar que as campanhas eleitorais hoje têm financiamento misto, sendo parte financiada pela iniciativa privada e parte pública, incluindo o fundo partidário e a isenção de impostos às emissoras de rádio e televisão para a transmissão do horário eleitoral “gratuito”. Defendemos que a atividade política não pode ser financiada pelo dinheiro privado.

Com a inércia do Congresso e a reprovação pelos órgãos de imprensa, nem estes itens da Reforma Política tem avançado, deixando mais uma vez os cidadãos brasileiros frustrados, crescendo o perigoso descrédito na política, nos políticos e nas instituições.

Reiteramos a urgência e extrema necessidade da imediata realização da Reforma Política ampla antecedida por amplos debates e com a implantação de mecanismos de participação popular para exercício da plena cidadania.

Nossas propostas podem ser encontradas em nossa Plataforma no site e está aberta para sugestões e participação.http://www.rpj.org.br/


Plataforma dos movimentos sociais pela reforma do sistema político

Integram a plataforma a seguintes articulações:

1.ABONG – Associação Brasileira de ONGs
2.AMB – Articulação de Mulheres Brasileiras
3.AMNB – Articulação de Mulheres Negras Brasileiras
4.ACB – Associação dos Cartunistas do Brasil
5.Campanha Nacional pelo Direito a Educação
6.CEAAL – Conselho Latino Americano de Educação
7.CNLB – Conselho Nacional do Laicato do Brasil
8.Comitê da Escola de Governo de São Paulo da Campanha em Defesa da República e da Democracia
9.FAOC – Fórum da Amazônia Ocidental
10.FAOR – Fórum da Amazônia Oriental
11.FBO – Fórum Brasil do Orçamento
12.FENDH – Fórum de Entidades Nacionais de Direitos Humanos
13.FES – Fundação Friedrich Ebert
14.Fórum de Reflexão Política,
15.Fórum Mineiro pela Reforma Política Ampla, Democrática e Participativa
16.FNPP – Fórum Nacional de Participação Popular
17.FPPP - Fórum Paulista de Participação Popular

18.FNRU – Fórum Nacional da Reforma Urbana
19.INTERVOZES – Coletivo Brasil de comunicação social
20.LBL – Liga Brasileira de lésbicas
21. MEB – Movimento Evangélico Progressista
22.MCCE – Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral
23.MNDH – Movimento Nacional de Direitos Humanos
24.Movimento Pró-reforma Política com Participação Popular
25.Observatório da Cidadania
26.PAD – Processo de Diálogo e Articulação de Agências Ecumênicas e Organizações Brasileiras
27.Rede Brasil Sobre Instituições Financeiras Multilaterais
28.REBRIP – Rede Pela Integração dos Povos
29.Rede Nacional Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutiva

sábado, 10 de maio de 2014

Livros Apócrifos ou Não Canônicos

1. A palavra Apócrifo do grego apokrypha, escondido,  nome usado pelos escritores eclesiásticos para determinar, 1) Assuntos secretos, ou misteriosos; 2) de origem ignorada, falsa ou espúria; 3) documentos não canônicos.
2. Os livros apócrifos do Antigo Testamento (A.T.): Estes não faziam partedo Cânon hebraico, mas todos eram mais ou menos aceitos pelos judeus de Alexandria que liam o grego, e pelos de outros lugares; e alguns são citados no Talmude. Esses livros, a exceção de 2 Esdras, Eclesiástico, Judite, Tobias, e 1 dos Macabeus, foram primeiramente escritos em grego, mas o seu conteúdo varia em diferentes coleções.
Eis os livros apócrifos pela sua ordem usual:
I (ou III) de Esdras: é simplesmente a forma grega de Ezra, e o livro narra o declínio e a queda do reino de Judá desde o reinado de Josias até à destruição de Jerusalém; o cativeiro de Babilônia, a volta dos exilado, e a parte que Esdras tomou na reorganização da política judaica. Em certos respeitos, amplia a narração bíblica, porém estas adições são de autoridade duvidosa. O historiador Josefo é o continuador de Esdras. Ignora-se o tempo em que foi escrito e quem foi o meu autor.
II (ou IV) de Esdras: Este livro tem estilo inteiramente diferente de 1º de Esdras. Não é propriamente uma história, mas sim um tratado religioso, muito no estilo dos profetas hebreus. O assunto central, compreendido nos caps. 3-14, tem como objetivo registrar as sete revelações de Esdras em Babilônia, algumas das quais tomaram a forma de visões: a mulher que chorava, 9.38, até 10.56; a águia e o leão, 11.1 até 12.39; o homem que se ergueu do mar, 13.1-56. O autor destes capítulos é desconhecido, mas evidentemente era judeu pelo afeto que mostra a seu povo. (A palavra Jesus, que se encontra no cap. 7.28, não está nas versões orientais.) A visão da águia, que é expressamente baseada na profecia de Daniel (2º Esdras 12.11), parece referir ao Império Romano, e a data de 88 A.D. até 117 A.D. é geralmente aceita. Data posterior ao ano 200 contraria as citações do v. 35 cap. 5 em grego por Clemente de Alexandria com o Prefácio: “As­sim diz o profeta Esdras.” Os primeiros dois e os últimos dois capítulos de 2º Esdras, 1 e 2, 15 e 16 são aumentos; não se encontram nas versões orientais, nem na maior parte dos manuscritos latinos. Pertencem a uma data posterior à tradução dos Setenta que já estava em circulação, porquanto os profetas menores já aparecem na ordem em que foram postos na versão grega, 2º Esdras, 1.39, 40. Os dois primeiros capítulos contêm abundantes reminiscências do Novo Testamento e justificam a rejeição de Israel e sua substituição pelos Gentios, 2º Esdras, 1.24,25,35-40; 2.10,11,34), e, portanto, foram escritos por um cristão, e, sem dúvida, por um judeu cristão.
Tobias: Este livro contém a narração da vida de certo Tobias de Neftali, homem piedoso, que tinha um filho de igual nome, O pai havia perdido a vista. O filho, tendo de ir a Rages na Média, para cobrar uma dívida, foi levado por um anjo a Ecbatana, onde fez um casamento romântico com uma viúva que, tendo-se casado sete ve­zes, ainda se conservava virgem. Os sete maridos haviam sido mortos por Asmodeu, o mau espírito nos dias de seu casamento. Tobias, porém, foi animado pelo anjo a tornar-se o oitavo marido da virgem-viúva, escapando à morte, com a queima de fígado de peixe, cuja fumaça afugentou o mau espírito. Voltando, curou a cegueira de seu pai esfregando-lhe os escurecidos olhos com o fel do peixe que já se tinha mostrado tão prodigioso. O livro de Tobias é manifestamente um conto moral e não uma história real. A data mais provável de sua publicação é 350 ou 250 a 200 A.C.
Judite: E a narrativa, com pretensões a história, do modo por que uma viúva judia, de temperamento masculino, se recomendou às boas graças de Holofernes, comandante-chefe do exército assírio, que sitiava Betúlia. Aproveitando-se de sua intimidade na tenda de Holofernes, tomou da espada e cortou-lhe a cabeça enquanto ele dormia. A narrativa está cheia de incorreções, de anacronismos e de absurdos geográficos. É mesmo para se duvidar que exista alguma cousa de verdade; talvez que o seu autor se tenha inspirado nas histórias de Jael e de Sisera, Jz 4.17-22. A primeira referência a este livro, encontra-se em uma epístola de Clemente de Roma, no fim do primeiro século. Porém o livro de Judite data de 175 a 100 A. C., isto é, 400 ou 600 anos depois dos fatos que pretende narrar. Dizer que naquele tempo Nabucodonosor reinava em Nínive em vez de Babilônia não parecia ser grande erro, se não fosse cometido por um contemporâneo do grande rei.
Ester: Acréscimo de capítulos que não se acham nem no hebreu, nem no caldaíco. O livro canônico de Ester termina com o décimo capítulo. A produção apócrifa acrescenta dez versículos a este capitulo e mais seis capítulos, 11-16. Na tradução dos Setenta, esta matéria suplementar é distribuída em sete porções pelo texto e não interrompe a história. Amplifica partes da narrativa da Escritura, sem fornecer novo fato de valor, e em alguns lugares contradiz a história como se contém no texto hebreu. A opinião geral é que o livro foi obra de um judeu egípcio que a escreveu no tempo de Ptolomeu. Filometer, 181-145 A.C.
Sabedoria de Salomão: Este livro é um tratado de Ética recomendando a sabedoria e a retidão, e condenando a Iniqüidade e a idolatria. As passagens salientam o pecado e a loucura da adoração das imagens, lembram as passagens que sobre o mesmo assunto se encontram nos Salmos e em Isaías (compare: Sabedoria 13.11-19, com Salmos 95; 135.15-18 e Isaias 40.19-25; 44.9-20). É digno de nota que o autor deste livro, referindo-se a incidentes históricos para ilustrar a sua doutrina, limita-se aos fatos recordados no Pentateuco. Ele escreve em nome de Salomão; diz que foi escolhido por Deus para rei do seu povo, e foi por ele dirigido a construir um templo e um altar, sendo o templo feito conforme o modelo do tabernáculo. Era homem genial e piedoso, caracterizando-se pela sua crença na imortalidade. Viveu entre 150 e 50 ou 120 e 80, A.C. Nunca foi formalmente citado, nem mesmo a ele se referem os escritores do Novo Testamento, porém, tanto a linguagem, como as correntes de pensamento do seu livro , encontram paralelos no Novo Testamento (Sab. 5.18-20; Ef 6.14-17; Sab. 7.26, com Hb 1.2-6 e Sab.14.13-31 com Rm 1.19-32).
Eclesiástico: também denominado Sabedoria de Jesus, filho de Siraque. É obra comparativamente grande, contendo 51 capítulos. No capítulo primeiro, 1-21, louva-se grandemente o sumo sacerdote Simão, filho de Onias, provavelmente o mesmo Simão que viveu entre 370 - 300, A.C. O livro deveria ter sido escrito entre 290 ou 280 A.C., em língua hebraica. O seu autor, Jesus, filho de Siraque de Jerusalém, Eclus 1.27, era avô, ou, tomando a palavra em sentido mais lato, antecessor remoto do tradutor. A tradução foi feita no Egito no ano 38, quando Evergeto era rei. Há dois reis com este nome, Ptolonmeu III, entre 247 a 222 A.C., e Ptolomeu Fiscom, 169 a 165 e 146 a 117 A.C. O grande assunto da obra e a sabedoria. É valioso tratado de Ética. Há lugares que fazem lembrar os livros de Provérbios, Eclesiastes e porções do livro de Jó, das escrituras canônicas, e do livro apócrifo, Sabedoria de Salomão. Nas citações deste livro, usa-se a abreviatura Eclus, para não confundir com Ec abreviatura de Eclesiastes.
Baruque: Baruque era amigo do Jeremias. Os primeiros cinco capítulos do seu livro pertencem à sua autoria, enquanto que o sexto é intitulado “Epístola de Jeremias.” Depois da introdução, descrevendo a origem da obra, Baruque 1.1,14, abre-se o livro com três divisões, a saber: 
1)
 Confissão dos pecado. de Israel e orações, pedindo perdão a Deus, Baruque 1.15, até 3.8. Esta parte revela ter sido escrita em hebraico, como bem o indica a introdução, cap. 1:14. Foi escrita 300 anos A.C. 
2)
 Exortação a Israel para voltar à fonte da Sabedoria, 3.9 até 4.4.
3)
 Animação e promessa de livramento, 4.5 até 5.9. Estas duas seções parece que foram escritas em grego, pela sua semelhança com a linguagem dos Setenta. Há dúvidas, quanto à semelhança entre o cap. 5 e o Salmo de Salomão, 9. Esta semelhança dá a entender que o cap. 5 foi baseado no salmo, e portanto, escrito depois do ano 70, A.D., ou então, que ambos os escritos são moldados pela versão dos Setenta. A epístola de Jeremias exorta ou judeus no exílio a evitarem a idolatria de Babilônia. Foi escrita 100 anos A.C.
Adição à História de Daniel:O cântico dos três mancebos (jovens): Esta produção foi destinada a ser Intercalada no livro canônico de Daniel, entre caps. 3.23,24. É desconhecido o seu autor e ignorada a data de sua composição. Compare os versículo, 35-68 com o Salmo 148.A história de Suzana: É também um acréscimo ao livro de Daniel, em que o seu autor mostra como o profeta, habilmente descobriu uma falsa acusação contra Suzana, mulher piedosa e casta. Ignora-se a data em que foi escrita e o nome de seu autor.Bel e o dragão: Outra história introduzida no livro canônico de Daniel. O profeta mostra o modo por que os sacerdotes de Bel e suas famílias comiam as viandas oferecidas ao ídolo; e mata o dragão. Por este motivo, o profeta é lançado pela segunda vez na caverna dos leões. Ignora-se a data em que foi escrita e o nome do autor.
Oração de Manassésrei de Judá quando esteve cativo em Babilônia. Compare, 2º Cr 33.12,13. Autor desconhecido. Data provável, 100 anos A. C.
Primeiro Livro dos Macabeus: E um tratado histórico de grande valor, em que se relatam 05 acontecimentos políticos e os atos de heroísmo da família levítica dos Macabeus durante a guerra da lndependência judaica, dois séculos A.C. O autor é desconhecido, mas evidentemente é judeu da Palestina. Há duas opiniões quanto à data em que foi escrito; uma dá 120 a 106 A.C., outra, com  melhores fundamentos, entre 105 e 64 A.C. Foi traduzido do hebraico para o grego.
Segundo Livro dos Macabeus: É inquestionavelmente um epítome da grande obra de Jasom de Cirene; trata principalmente da história Judaica desde o reinado de Seleuco IV, até à morte de Nicanor, 175 e 161 A.C. É obra menos importante que o primeiro livro. O assunto é tratado com bastante fantasia em prejuízo de seu crédito, todavia, contém grande soma de verdade. O livro foi escrito depois do ano 125 A.C. e antes a tomada de Jerusalém, no ano 70 A.D.
Terceiro Livro dos MacabeusRefere-se a acontecimentos anteriores à guerra da independência. O ponto central do livro e pretensão de Ptolomeu Filopater IV, que em 217 A.C. tentou penetrar nos Santo dos Santos, e a subseqüente perseguição contra os judeus de Alexandria. Foi escrito pouco antes, ou pouco depois da era cristã, data de 39, ou 40 A.D.
Quarto Livro dos MacabeusÉ um tratado de moral advogando o império da vontade sobre as paixões e ilustrando a doutrina com exemplos tirados da história dos macabeus. Foi escrito depois do 2º Macabeus e antes da destruição de Jerusalém.
É, talvez, do 1º século d.C. Ainda que os livros apócrifos estejam compreendidos na versão dos Setenta, nenhuma citação certa se faz deles no Novo Testamento. É verdade que os Pais muitas vezes os citaram isoladamente, como se fossem Escritura Sagrada, mas, na argumentação, eles distinguiam os apócrifos dos livros canônicos. S. Jerônimo, em particular, no fim do 4º século, fez entre estes livros uma claríssima distinção. Para defender-se de ter limitado a sua tradução latina aos livros do Cânon hebraico, ele disse: “Qualquer livro além destes deve ser contado entre os apócrifos. Sto. Agostinho, porém (354-430 à.C.), que não sabia hebraico, juntava os apócrifos com os canônicos como para os diferençar dos livros heréticos. Infelizmente, prevaleceram as idéias deste escritor, e ficaram os livros apócrifos na edição oficial (a Vulgata) da Igreja de Roma. O Concilio de Trento, 1546, aceitou “todos os livros... com igual sentimento e reverência”, e anatematizou os que não os consideravam de igual modo. A Igreja Anglicana, pelo tempo da Reforma, nos seus trinta e nove artigos (1563 e 1571), seguiu precisamente a maneira de ver de S. Jerônimo, não julgando os apócrifos como livros das Santas Escrituras, mas aconselhando a sua leitura “para exemplo de vida e instrução de costumes”.
3. Livros Pseudo-epígrafosNenhum artigo sobre os livros apócrifos pode omitir estes inteiramente, porque de ano para ano está sendo mais compreendida a sua importância. Chamam-se Pseudo-epígrafos, porque se apresentam como escritos pelos santos do Antigo Testamento. Eles são amplamente apocalípticos; e representam esperanças e expectativas que não produziram boa influência no primitivo Cristianismo. Entre eles podem mencionar-se:
Livro de Enoque (etiópico), que é citado em Judas 14. Atribuem-se várias datas, pelos últi­mos dois séculos antes da era cristã.
Os Segredos de Enoque (eslavo), livro escrito por um judeu helenista, ortodoxo, na primeira metade do primeiro século d.C.
Livro dos Jubileus (dos israelitas), ou o Pequeno Gênesis, tratando de particularidades do Gênesis duma forma imaginária e legendária, escrito por um fariseu entre os anos de 135 e 105 a.C.
Os Testamentos dos Doze Patriarcasé este livro um alto modelo de ensino moral. Pensa-se que o original hebraico foi composto nos anos 109 a 107 a.C., e a tradução grega, em que a obra chegou até nós, foi feita antes de 50 d.C.
Os Oráculos Sibilinos, Livros III-V, descrições poéticas das condições passadas e futuras dos judeus; a parte mais antiga é colocada cerca do ano 140 a.C., sendo a porção mais moderna do ano 80 da nossa era, pouco mais ou menos.
Os Salmos de Salomãoentre 70 e 40 a.C.
As Odes de Salomãocerca do ano 100 da nossa era, são, provavelmente, escritos cristãos.
O Apocalipse Siríaco de Baruque (2º Baruque), 60 a 100 a.C.
O Apocalipse grego de Baruque (3º Baruque), do 2º século, a.C.
A Assunção de Moisés, 7 a 30 d.C.
A Ascensão de Isaiasdo primeiro ou do segundo século d.C.
4. Os Livros Apócrifos do Novo Testamento (N.T.): Sob este nome são algumas vezes reunidos vários escritos cristãos de primitiva data, que pretendem dar novas informações acerca de Jesus Cristo e Seus Apóstolos, ou novas instruções sobre a natureza do Cristianismo em nome dos primeiros cristãos. Entre os Evangelhos Apócrifos podem mencionar-se:
Evangelho segundo os Hebreus  (há fragmentos do segundo século);
O Evangelho segundo S. Tiaqotratando do nascimento de Maria e de Jesus (segundo século);
Os Atos de Pilatos.(Segundo século).
Os Atos de Paulo e Tecla (segundo século).
Os Atos de Pedro (terceiro século).
Epístola de Barnabé (fim do primeiro século).
Apocalipses, o de Pedro (segundo século).
Ainda que casualmente algum livro não canônico se ache apenso a manuscritos do N.T., esse fato é, contudo, tão raro que podemos dizer que, na realidade, nunca se tratou seriamente de incluir qualquer deles no Cânon.
Dicionário Bíblico Universal
 fonte:
http://www.vivos.com.br/

sábado, 19 de abril de 2014

QUE PÁSCOA?


É tempo de Páscoa! Que Páscoa?

A história da Páscoa (pessach) israelita foi, ao mesmo tempo, uma libertação e um desafio de fé. O texto diz, antes deles saírem do Egito, o seguinte: “Naquela mesma noite passarei pelo Egito e matarei todos os primogênitos, tanto dos homens como dos animais, e executarei juízo sobre todos os deuses do Egito. Eu sou o Senhor!
O sangue será um sinal para indicar as casas em que vocês estiverem; quando eu vir o sangue, passarei adiante. A praga de destruição não os atingirá quando eu ferir o Egito.
“Este dia será um memorial que vocês e todos os seus descendentes o comemorarão como festa ao Senhor. Comemorem-no como decreto perpétuo“” – Êxodo 12.12-14.
Para o povo de Israel, o Pessach (Páscoa) não só significou sua libertação da escravidão de 430 anos do Egito, como também o cumprimento de sua parte na sua história, que definiria sua posteridade não só no sentido de viver livremente mas celebrarem a memória da Páscoa para sempre na sua descendência. Era ordem de Deus: “Obedeçam a estas instruções como decreto perpétuo para vocês e para os seus descendentes” – Êxodo 12.24. Isto foi um fato, até hoje!
Para a igreja, a Páscoa que significado da tem? Temos comer cordeiros? Temos que passar o sangue destes animais nos portais de nossas casas? Temos que comer peixe apenas? Não podemos comer carne? Bem, os Israelitas comeram carne de cordeiros sob ordem de Deus. Hoje é diferente? Deus não quer que comamos carne na Páscoa? Isso é mais importante do que seu significado original?
É claro que os cristãos convertidos não tem que praticar a celebração da Páscoa nos moldes judaicos porque a Igreja é Igreja e os Judeus são os Judeus. Mas, o que a Páscoa significa para a Igreja? É sabido que Jesus morreu pregado numa Cruz, derramou seu Sangue no madeiro. Exatamente como aconteceu no passado no Egito, quando Deus ordenou que os judeus passassem o sangue nos umbrais das portas para que o anjo da morte ferisse os egípcios e livrassem os filhos de Israel que tivessem o sangue em suas casas. A família judaica que não tivesse colocado o sangue em suas portas, também o primogênito seria morto.
Para o homem (sentido genérico) de hoje, após a história bíblica da vinda de Cristo, a história é, não só a mesma, no sentido da “morte do cordeiro”, só que este era o Cordeiro de Deus, prometido por Deus a Abrão, quando da ordem para o sacrifício de seu filho, Isaac, pois Deus disse que, por causa da fidelidade de Abrão, Deus iria “prover para Si”, o Cordeiro, por isso, Cristo é chamado de “O Cordeiro de Deus”.
Seu sangue derramado na Cruz do Calvário bloqueou a vinda  do anjo da morte sobre os homens, devido seu pecado original, sua natureza original, dando condições de se libertarem da morte eterna e viverem a reconciliação com Deus, fazendo com que, agora, eles pudessem experimentar o Plano e a Vontade de Deus para sua vidas e, através do Espírito Santo, se lembrarem de tudo o que Cristo fez e ensinou quando estava aqui conosco.
Puxa, isso não tem qualquer semelhança com a Páscoa de hoje, não? Somos libertos pelo Sangue de Cristo de um mundo de trevas e escravidão para o Reino do Filho do Seu Amor, para vivermos e morrermos para Ele. Isso é para se comemorar todos os dias de nossas vidas
Aleluia!
Pense nisso!
Temístocles Santos
FONTE:http://www.prtemistocles.com.br/site/nao-podemos-comer-carne-na-pascoa/
“Naquela mesma noite passarei pelo Egito e matarei todos os primogênitos, tanto dos homens como dos animais, e executarei juízo sobre todos os deuses do Egito. Eu sou o Senhor!
O sangue será um sinal para indicar as casas em que vocês estiverem; quando eu vir o sangue, passarei adiante. A praga de destruição não os atingirá quando eu ferir o Egito.
“Este dia será um memorial que vocês e todos os seus descendentes o comemorarão como festa ao Senhor. Comemorem-no como decreto perpétuo.Êxodo 12:12-14

"ETERNIDADE"ONDE VOU PASSAR A ETERNIDADE?

“Tudo fez Deus formoso no seu devido tempo; também pôs a eternidade no coração do homem, sem que este possa descobrir as obras que Deus fez desde o princípio até ao fim.” (Eclesiastes 3:11).

            A eternidade é um assunto que não devemos escamotear nos dias que correm de um materialismo obsessivo e opressivo, que escraviza o homem e lhe rouba os horizontes para o qual foi criado.
            Se existe alguma coisa que está a corroer interiormente o homem desde a infância é a filosofia que o encerra dentro dos estreitos limites da matéria, como se ele fosse única e exclusivamente um amontoado de átomos e de células.
            O modelo evolucionista que impera no nosso sistema de ensino acaba por encerrar o homem dentro de um cárcere do qual só o Evangelho o pode arrancar. o modelo evolucionista é resultado desse cárcere em que o homem se encontra manietado longe de Deus, morto nos seus delitos e pecados.
            A essência da natureza humana escapa à sua capacidade de raciocínio e reflexão e coloca-o diante da necessidade de revelação. O homem seja ele culto ou ignorante, cientista ou artista, filósofo ou político carece de uma informação exterior que faça luz acerca da sua identidade, das suas origens e do destino e vocação para o qual foi criado.
            Insistimos em afirmar que não fomos criados para a morte, por isso em todo o tempo e cultura ela nos é avessa e nos repugna. Ansiamos por uma vida que permaneça.
            Acredito que uma das tarefas essenciais e prioritárias da Igreja nos dias que vivemos é despertar o homem para a sua imortalidade, denunciar as teias da filosofia materialista, confrontar as prisões de uma cultura enferma pela ideia de que não existe nada para lá da morte e de que não existe informação fidedigna.
            A reivindicação das reivindicações do Evangelho é a certeza da vida eterna. Há que buscar do Espírito sabedoria e ousadia para não cedermos perante a avalanche consumista que procura a todo o custo estancar no coração do homem o vislumbre da eternidade. Só Deus nos pode ajudar a não claudicarmos perante tão insidiosa conspiração.
            Vivemos na sociedade do ter. A acumulação de bens materiais procura entreter o homem e acaba por roubar-lhe o que é essencial Fomos criados para Deus e para viver com Ele e na Sua presença por toda a eternidade.
            Se é verdade que no tempo presente estamos confrontados com o mistério da injustiça, do sofrimento, da dor, da doença, da violência, da agressão, do ódio, do egoísmo, ao ponto de nos interrogarmos acerca de Deus e da Sua bondade, a Bíblia nos fala e nos chama a atenção para um outro tempo, uma outra era, uma outra dimensão em que tudo isso terá o seu termo e em que viveremos para sempre em absoluta bem-aventurança.
            Agora é o tempo de nos prepararmos para a eternidade!
            Diante de um corpo inerte, de um caixão aberto onde se depositaram os restos mortais de um ente querido ou de um conhecido, o que é que vemos? O quadro da derrota, do fim, do  tombar de toda a esperança ou apenas o pó da morada terrena cujo inquilino está agora na presença do Todo-Poderoso?
            Como cristãos não dizemos “adeus” como um nunca mais, mas um “até logo”.
            Se temos dificuldade em perceber, em aceitar, em compreender a vida eterna então roguemos a Deus que nos ilumine e nos liberte das teias do materialismo cego e vazio de sentido e propósito, de tal modo que vivamos para a vida e não para a morte, para uma eternidade com Deus e não para o nada, o vazio, o pó, o silêncio.
            Por isso celebramos e cantamos quando um de nós morre, porque de facto ele se encontra lá onde o cântico e a celebração é o ambiente permanente e constante, onde a festa não acaba. Sofremos com a partida, mas alegramo-nos na esperança.

            Diante da eternidade existem dois destinos que se escolhem e se definem no tempo presente face à pessoa de Jesus Cristo e à Sua obra consumada na cruz. Sem o perdão divino e a consequente restauração estaríamos inevitavelmente condenados. Nada do que fizéssemos nos poderia granjear a salvação. Esta só é possível mediante o sacrifício do Filho de Deus realizado por nós.
            Segundo a Bíblia o problema do homem não é meramente circunstancial, cultural, educacional, mas íntimo, inerente à sua própria natureza, radica no seu coração.
            O que para a pessoa humana natural é de somenos importância, tem à luz da revelação divina uma trágica e dramática proporção, nada mais nada menos do que o que somos.
            As consequências são visíveis diante dos nossos olhos desde a vida privada do indivíduo até ás super-estruturas da sociedade global, dos sistemas políticos e económicos.
            Deus introduziu a morte física como uma linha divisória para podermos ver mudado o nosso destino mediante a morte que Jesus suportou por nós. Nessa morte Jesus triunfou ressuscitando, o que implica que ao aceitarmos o que Ele realizou a nosso favor, tornamo-nos participantes dessa mesma realidade na dimensão espiritual e física. Espiritualmente morremos para a vida anterior e ressuscitamos para uma nova vida (o que se encontra figurado no baptismo por imersão), e fisicamente aguardamos a ressurreição final quando receberemos um corpo glorificado.

            Qual a razão ela qual nós devemos crer nisto?
            Certamente que não é porque eu o digo, porque a religião o diz, porque temos esta intuição, porque nos apetece crer, porque nos parece mais lógico, mas principalmente (e eu diria quase que exclusivamente) porque Jesus o disse e o comprovou – morrendo e ressuscitando.
            Eu creio na vida eterna porque Jesus assim falou.
            Eu creio numa vida eterna de bem-aventurança com Ele porque foi esta a Sua promessa.
            Eu creio numa vida eterna de sofrimento e de condenação porque também Jesus a ela se referiu e dela nos alertou.
            Eu creio na ressurreição porque Jesus ressuscitou.
            Em creio que a morte foi vencida porque Jesus venceu.

            “Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam.” (1 Coríntios 2:9).

            “E quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória. Onde está ó morte, a tua vitória? onde está, ó morte, o teu aguilhão? O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Graças a Deus que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo.” (1 Coríntios 15:54-57).

            “Ora, se é corrente pregar-se que Cristo ressuscitou dentre os mortos, como, pois, afirmam alguns dentre vós que não há ressurreição de mortos? E, se não há ressurreição de mortos, então Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação e vã a vossa fé; e somos tidos por falsas testemunhas de Deus, porque temos asseverado contra Deus que ele ressuscitou a Cristo, ao qual ele não ressuscitou, se é certo que os mortos não ressuscitam. Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados. E ainda mais: os que dormiram em Cristo, pereceram. Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens. Mas de facto Cristo ressuscitou dos mortos, sendo ele as primícias dos que dormem.”(1 Coríntios 15:12-20).

            “Sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos da parte de Deus um edifício, casa não feita por mãos, eterna nos céus. E, por isso, neste tabernáculo gememos, aspirando por ser revestidos da nossa habitação celestial; se, todavia, formos encontrados vestidos e não nus. Pois, na verdade, os que estamos neste tabernáculo gememos angustiados, não por querermos ser despidos, mas revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida. Ora, foi o próprio Deus quem nos preparou para isto, outorgando-nos o penhor do Espírito. Temos, portanto, bom ânimo, sabendo que enquanto no corpo, estamos ausentes do Senhor; visto que andamos por fé, e não pelo que vemos. Entretanto estamos em plena confiança, preferindo deixar o corpo e habitar com o Senhor. É por isso que também nos esforçamos, quer presentes, quer ausentes, para lhe ser agradáveis. Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo.” (2 Coríntios 5:1-10).

            “Porque estou certo de que isto mesmo, pela vossa súplica e pela provisão do Espírito de Jesus Cristo, me redundará em libertação, segundo a minha ardente expectativa e esperança de que em nada serei envergonhado; antes, com toda a ousadia, como sempre, também agora, será Cristo engrandecido no meu corpo, quer pela vida, quer pela morte. Porquanto, para mim o viver é Cristo, e o morrer é lucro. Entretanto, se o viver na carne traz fruto para o meu trabalho, já não sei o que hei de escolher. Ora, de um e outro lado estou constrangido, tendo o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor. Mas, por vossa causa, é mais necessário permanecer na carne. E, convencido disto, estou certo de que ficarei, e permanecerei com todos vós, para o vosso progresso e gozo da fé. A fim de que aumente, quanto a  mim, o motivo de vos gloriardes em Cristo Jesus, pela minha presença de novo convosco.” (Filipenses 1:19-26).

            “Põe em ordem a tua casa, porque morrerás, e não viverás.” (Isaías 38:1).

            “E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu.” (Eclesiastes 12:7).

            “Nesse ponto, um homem que estava no meio da multidão lhe falou: Mestre, ordena a meu irmão que reparta comigo a herança. Mas Jesus lhe respondeu: Homem, quem me constituiu juiz ou partidor entre nós? Então lhes recomendou: Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui. E lhes proferiu ainda uma parábola, dizendo: O campo de um homem rico produziu com abundância. E arrazoava consigo mesmo, dizendo: Que farei, pois não tenho onde recolher os meus frutos? E disse: Farei Isto: Destruirei os meus celeiros, reconstruí-los-ei maiores e aí recolherei todo o meu produto e todos os meus bens. Então direi à minha alma: Tens em depósito muitos bens para muitos anos: descansa, come e bebe, e regala-te. Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? Assim é o que entesoura para si mesmo, e não é rico para com Deus.” (Lucas 12:1-21).

            “Então ouvi uma voz do céu, dizendo: Escreve: Bem-aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem das suas fadigas, pois as suas obras os acompanham.” (Apocalipse 14:13).

            “Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo. Então ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens, Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus e Deus mesmo estará com eles. E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras cousas passaram. E aquele que está assentado no trono diz: Eis que faço novas todas as cousas. E acrescentou: Escreve, porque estas palavras são fieis e verdadeiras. Disse-me ainda: Tudo está feito. Eu sou o Alfa e o Ómega, o princípio e o fim. Eu, a quem tem sede darei de graça da fonte da água da vida. O vencedor herdará estas cousas, e eu lhe serei Deus e ele me será filho. Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte.” (Apocalipse 21:1-8).

            “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora eu vo-lo teria dito. Pois voi preparar-vos lugar. E quando eu for, e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que onde eu estou estejais vós também.” (João 14:1-3).

            “Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim, não morrerá, eternamente. Crês isto?” (João 11:25,26).



Samuel R. Pinheiro
fonte:http://www.samuelpinheiro.com/Textos/Eternidade.htm

sexta-feira, 7 de março de 2014

A Mensagem para Laodicéia

APOCALIPSE 3:14 a 22

O nome Laodicéia significa POVO REINANTE: era uma IGREJA ARROGANTE, governada pelos seus membros.
A cidade de Laodicéia era um centro comercial importante, famoso por causa da sua linda lã negra, que era tecida e usada para fazer roupas finas e caras. Havia também uma escola de medicina ligada ao templo de Esculápio, cujos médicos preparavam um pó frígio famoso para a cura de infecções oculares, usado em forma de colírio. Seus moradores, entre os quais havia uma grande colônia judia, haviam reunido consideráveis fortunas, e se orgulhavam de sua cidade que se tornara também em um grande centro financeiro. Seu grande problema era o suprimento de água: suas próprias fontes produziam água geralmente muito quente e poluída, que não se podia beber; construíram então canais de pedra para trazer água da cidade vizinha, Heliópolis, mas a água chegava ainda morna, tendo que ser esfriada antes de se poder beber.
O Senhor Jesus se identifica como:
  • Amém (que, em hebraico, significa aquilo que é firme e verdadeiro): todas as promessas feitas no Velho Testamento concernentes ao Messias foram cumpridas através de Cristo Jesus.
  • Testemunha fiel e verdadeira: ele é o Profeta, a Palavra de Deus, o Verbo.
  • Princípio da criação de Deus: princípio é a tradução de uma palavra grega que significa origem, ou causa, portanto a criação de Deus foi originada por Ele (Colossenses 1:16).
A igreja de Laodicéia foi repreendida por ser inútil: como a água que vinha para a cidade, era nauseante, sendo nem quente (curativa) nem fria (refrescante). Era composta de gente que se dizia cristã, mas não pertencia a Cristo, portanto Ele estava pronto a repudiá-la. Como os outros cidadãos dessa cidade, eles se orgulhavam de ser ricos e abastados, auto-suficientes, não carecendo de nada; mas na realidade eles eram espiritualmente infelizes, necessitados, cegos, nus (como todos os incrédulos).
Só o Senhor Jesus pode vender, gratuitamente (Isaías 55:1), ouro espiritual refinado pelo fogo (a fé genuína conforme 1 Pedro 1:7), para que possam se tornar ricos (recebendo a vida eterna e bênçãos divinas), vestiduras brancas (a justiça de Cristo, boas obras), e colírio para dar visão espiritual (João 9:39).
Ele repreende e disciplina aos que ama: é um privilégio dos que pertencem a Ele, do qual os da igreja de Laodicéia evidentemente não estavam desfrutando. Competia à igreja, particularmente sua direção, ser zelosa e arrepender-se.
Há ainda um apelo para cada um individualmente: quem lhe der acolhida, gozará da Sua comunhão. A comunhão com Cristo não pode ser dada (ou tirada) pela igreja, sendo uma posição que só pode ser tomada individualmente entre Ele e cada crente.
Laodicéia é típica da maioria das igrejas que se chamam cristãs em nosso tempo, desde a segunda guerra mundial. Regra geral, consideram-se ricas e auto-suficientes, estão bem equipadas com edifícios e recursos humanos e materiais, e têm poder político e econômico.
São, no entanto, governadas por homens ao invés de o serem pela Palavra de Deus: seus líderes são, na maioria das vezes, eleitos democraticamente, conforme as preferências dos seus membros (2 Timóteo 4:3-4), ao invés de se reconhecerem aqueles que têm as necessárias qualidades espirituais (1 Timóteo 3, Tito 1) como dons de Deus para a igreja (Efésios 4:11-12).
São inúteis para o Senhor porque não pregam o seu Evangelho, nem almejam manter-se imaculados do mundo (Tiago 1:27) estando conseqüentemente conformados com ele. São cegos com relação às coisas espirituais, sem discernimento, sem esperança quanto à vida eterna, e não aguardam o retorno de Cristo (2 Pedro 2:1-22, 3:3-4).
Cada pessoa dentro dessas igrejas ainda tem a oportunidade de receber Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador. A comunhão resultante (ceia) nos lembra a ceia das bodas do Cordeiro (Apocalipse 19:7-10), e pode ser vista como confirmação do fato que Ele virá para os seus durante este período, simbolizado pela carta ao anjo da última das sete igrejas.
Ao vencedor, o verdadeiro crente, será dado o privilégio de participar do poder e da glória de Cristo, tão certamente quanto Ele está agora no céu participando do poder e da glória do Pai.

R David Jones

FONTE: http://www.bible-facts.info

quarta-feira, 5 de março de 2014

As sutilezas do mundo

Por Rev. Felipe Camargo


Cuidado que ninguém vos venha a enredar com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo (Cl 2.8).

Em “Cartas do inferno”, C. S. Lewis conta uma história fictícia de um Diabo mais velho ensinando seu sobrinho a fazer um cristão se desviar do caminho do Senhor. Na primeira carta o experiente “Tio” avisa que o melhor meio de afastar alguém da igreja e de Deus é usar jargões ou frases bonitas que parecem com verdades, mas que no fundo não passa de mentiras. É exatamente sobre isso que Paulo está preocupado no versículo acima, ou seja, filosofias e vãs sutilezas que afastam os servos de Deus da verdade revelada na Palavra de Deus.

Infelizmente, estamos cercados de filosofias e pensamentos que parecem até fazer certo sentido! Há inúmeras “frases de efeito”, ditados populares e filosofias de vida que acabamos aceitando como verdade. Nem sequer nos preocupamos em examinar se essas ideias estão de acordo com a Palavra de Deus, mas, simplesmente concordamos! Basta olhar quantas frases temos em nossa página do Facebook de pessoas que não temem ao Senhor. O triste é que temos muita facilidade em concordar com esses que possuem a “sabedoria do mundo”, mas quando somos deparados com a verdade de Deus dizemos: “não acho que é bem assim”.

Concordamos com ímpios, idólatras, viciados, espíritas, adúlteros, entre outros, mas temos dificuldade em aceitarmos a verdade de Deus. Aceitamos como verdade as filosofias que artistas passam na televisão, ou que os professores ensinam nas escolas, ou que nossos colegas e amigos nos afirmam, ou tradições impostas pela família. Mas, e o que a Bíblia nos ensina? Será que não conseguimos entender que a sabedoria do mundo é louca? Ou que Deus destruiu a sabedoria do mundo e aniquilou a inteligência dos instruídos? (1ª Co 1.19-20).

Será que estamos tão cegos que não conseguimos ver as armadilhas que estamos caindo todos os dias? Será que estamos tão surdos que não ouvimos a voz de Deus nos alertando sobre as redes do engano? O pior é que apesar dos avisos, só percebemos a armadilha quando estamos dentro dela. Portanto, as palavras de Paulo devem servir como um grande alerta para nós. Não sejamos como crianças agitadas sendo levada por qualquer “sabedoria” do mundo. Quem você vai ouvir?


Por todos os lados encontramos filosofias e tradições que o mundo tenta impor sobre nós. Nem precisamos ir muito longe para isso, basta ligarmos a televisão ou conversarmos com colegas e amigos. Isso foi o que tratamos na última pastoral. Pensando ainda mais sobre o assunto, precisamos entender que há outras formas de sermos enganados por essas filosofias e tradições. Nem sempre esses enganos vem através de ímpios, mas se aproxima também com aparência de “santo”.

Para entender melhor isso precisamos lembrar-nos das exortações de Jesus quanto aos falsos mestres! Precisamos também lembrar que Satanás ao tentar Adão e Jesus ele usou frases da própria Palavra de Deus (de maneira distorcida). O alerta de Paulo em Colossenses não era só daquilo que ouvimos fora da igreja, mas também daquilo que ouvimos de alguns que  fingem ser cristãos.

Nem todo aquele que se denomina pregador da Palavra vem em nome do Senhor. Não são poucos os programas televisivos que se dizem evangélicos, mas, na verdade, divulgam uma mensagem enganadora e que não é bíblica. Portanto, o primeiro grande alerta que faço aqui é de tomamos cuidado com aquilo que ouvimos. Nem sempre aquele que usa a Bíblia para pregar está de fato pregando o que a Bíblia diz. São momentos como este que o lobo se veste de cordeiro para enganar os filhos de Deus.

Há, também outras formas de cairmos nesta cilada. Um exemplo disso é quando usamos frases e pensamentos que se tornaram comum no meio da igreja e que não é a verdade de Deus. Por causa disso acreditamos em promessas que Deus nunca fez e fazemos o que Deus não ordenou. As vezes essas ideias chega através de músicas “evangélicas”. O motivo disso é porque essas “filosofias evangélicas” falam de coisas que nos agradam. 

Mais uma vez devemos nos perguntar quem queremos ouvir, se a Palavra de Deus ou os rudimentos deste mundo disfarçados de sagrado. Não podemos ser como crianças agitadas por todo vento de doutrina. Não podemos cair nas armadilhas destes que disfarçam a mentira com uma roupagem evangélica. 

“As pessoas não são tão ruins assim!” “O errado não é tão ruim!” “Isso é verdade para você e não para mim”. Essas são algumas frases que ouvimos constantemente e que muitas vezes aceitamos sem perceber. Os filmes tem sido campeões em divulgar a ideia de que o mal às vezes é bom. Recentemente tem surgido uma “nova modalidade de monstros”. Antigamente, aquilo que tinha aparência de mal era o mal e ponto! Hoje existe uma série de filmes onde os bruxos também são bons e heróis! Vampiros que até então eram seres das trevas, não podia se aproximar da luz, cruz ou algo que fosse “sagrado”, mas hoje eles são os mocinhos, se apaixonam e nem tem mais aquela cara de malvado. Ogros que sempre foram vilões agora são heróis das crianças como o Shrek e os vilões são a fada madrinha e o príncipe encantado! 

Não estou dizendo que assistir esses filmes seja o pecado. O grande problema é aceitarmos essas coisas como normal e assimilarmos as mensagens por trás da história. Afinal, é uma mensagem que não está só nestes filmes. Uma mensagem que na verdade não é tão nova assim, mas sempre aparece em nosso meio com novas faces. A mensagem é que todo mal tem um pouco de bondade e tudo que é bom tem um pouco de maldade. Se isso fosse verdade, o que não é, teríamos que admitir que até Cristo tinha um pouco de maldade dentro dele.

No Antigo Testamento Deus havia estabelecido leis sobre aquilo que era puro e aquilo que era impuro. O objetivo central era preparar o povo de Deus para saber discernir aquilo que é mal e aquilo que é bom! Esse ensino não deve ser esquecido, afinal, pecado é pecado e não deve ser praticado. Devemos lançar fora tudo aquilo que desagrada a Deus por mais que tenha uma cara agradável. 

O grande problema não são os filmes, mas a filosofia do mundo que entra em nossa igreja. Repare como temos facilidade para achar defeitos em tudo aquilo que se refere à Deus e como conseguimos destacar coisas “boas” daquilo que é contrário à Palavra de Deus. Salomão diz que “Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte”. Não sejamos enganados, afinal, estreita é a porta que leva a vida eterna e larga e espaçosa a porta que leva à perdição. “Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele.” Não importa o que seja dito, o errado nunca será bom!

***
- Sobre o autor: Felipe Camargo é Pastor da Igreja Presbiteriana do Estoril no Riacho Grande, São Bernardo do Campo em SP. Formado em Teologia no Seminário JMC, mestrado em Divindade (M.Div), com habilitação em Pregação e cursando Mestrado em Antigo Testamento no Centro de Pós Graduação Andrew Jumper.