"Now the Spirit speaketh expressly, that in the latter times some shall depart from the faith, giving heed to seducing spirits, and doctrines of devils; Speaking lies in hypocrisy;having their conscience seared with a hot iron;"1 Timothy 4:1-2

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Quer Conhecer Um Falso Profeta?

Em Mateus 7:15-23, nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo faz uma surpreendente advertência.
Segundo Ele, os falsos profetas: profetizarão, expulsarão demônios e farão muitos milagres. E, pasmem, tudo isso em nome de Jesus.
É interessante notar que as 'procissões evangélicas' dos dias atuais se movem exatamente em busca desses três sinais: profecias, libertação espiritual e milagres. Milhares de pessoas cruzam as nações de ponta a ponta em busca do grande 'preletor' ou 'conferencista', como se este tivesse mais direito ao Santo dos Santos do que qualquer um dos eleitos. Desconhecem, portanto, Hebreus 10:19.
Sem entrar no mérito das manifestações do poder de Deus, por entender que estas pertencem somente a Ele, vamos observar as palavras do Salvador por outro prisma. Como saber, em meio às profecias, curas e milagres, aquele homem (ou mulher) lá em cima do púlpito, centralizando todas as atenções, é realmente um enviado do Senhor dos Exércitos?
O argumento de que só o fato de haver uma manifestação sobrenatural é selo inquestionável da unção de Deus não se sustenta biblicamente. Uma jumenta viu anjos. Isso por acaso quer dizer que ela estava ungida ou consagrada?
Por outro lado o profeta Jeremias pregou a Palavra por vinte e três anos (Jeremias 25:3) e ninguém deu ouvido. Isso faz dele um pregador menos ungido do que o irmão que pregou na noite passada e dez pessoas se converteram?
Se não aceitarmos imediatamente o princípio de que Deus não depende de quem quer que seja para executar seus propósitos soberanos, seremos sérios candidatos a nos impressionarmos com sinais e, por conseqüência, com os agentes humanos que ali canalizam as atenções como se estes fossem super-homens.
Deus faz o que quer, quando quer, a quem quer, no lugar que escolhe. Por isso ele é Deus.
No contexto da mensagem que nos serve de ponto de partida, nosso Senhor Jesus Cristo trata de nos abrir os olhos a respeito dos falsos profetas através de uma instrução simples e direta: "Pelos seus frutos os conhecereis" (Mateus 7:16a).
Parece pouco, mas diz absolutamente tudo que precisamos ouvir e entender.
Observe que Jesus não diz "Pelos sinais miraculosos os conhecereis" ou "Pelo modo eloqüente como prega a palavra os conhecereis" nem "Pelo número de almas que ganham em uma noite os conhecereis". E por que não diz?
Porque os sinais, quem faz é Ele, Deus (Salmos 62:11). A Palavra é dEle, e nunca volta vazia (Isaías 55:11). E quem convence o pecador é o Espírito Santo (João 16:8). Ninguém leva ninguém à salvação, porque a salvação pertence a Deus (Jonas 2:9).
Logo, se começarmos a atribuir manifestações do poder de Deus à presença de pregador esse ou aquele, estamos declarando com as nossas próprias bocas: "Não conhecemos a Deus".
É de se pensar às vezes se Moisés ressuscitou. Mas não é o caso. (Deuteronômio 34:10).
Muitas vezes temos dificuldades em observar os frutos citados por Jesus porque os 'grandes' conferencistas modernos trocaram o convívio fraternal da igreja por estúdios midiáticos. Estão sempre engomadinhos, impecáveis, dizendo: "Receba sua bênção!" ou "Tome posse de sua vitória!", como se cristianismo fosse uma grande festa aos sentidos materiais e concretos. Só conhecemos de suas personalidades o que permitem que seja divulgado por suas assessoria de imprensa.
Mas há outras formas de saber quem é quem...
Como reconhecer, pela Palavra de Deus, um falso profeta?
1. Deuteronômio 13:1-5
Essa passagem nos mostra porque não devemos nos deixar seduzir por sinais.
Nunca é demais lembrar que satanás tem autorização para operar feitos sobrenaturais (II Tessalonicenses 2:9; Apocalipse 13:13-14) e, afinal de contas, quem são os seus principais instrumentos? Isso mesmo: os falsos profetas (Mateus 24:24).
Sinais podem se tornar uma grande espada de dois gumes.
Daí o Senhor advertir o povo de Israel, ainda no deserto, do risco. O sinal se cumpriu, logo, o falso profeta se sentiu à vontade para desencaminhar o povo ("sigamos outros deuses").
Só que não fazia muito tempo, Deus tinha dito "Não terás outros deuses diante de mim" (Deuteronômio 5:7). Como é que agora isso poderia ser alterado?
É essa a primeira pista: o falso profeta consegue, com tremenda sutileza, inserir heresias ou doutrinas anti-bíblicas no seio da igreja do Senhor. E ai de quem contestá-los. Eis alguns exemplos: dois dilúvios, satanás como irmão de Jesus Cristo, Deus não sendo uma trindade, e sim, nove manifestações (nesse caso deveria se chamar 'novidade'), Eva parindo pela costela até antes do pecado, Moisés ressuscitado por Deus para poder se transfigurar, exigência para que se fale em línguas estranhas, pessoas perdoando a Deus (essa é das melhores), quebras de maldições hereditárias, comunhão com sociedades secretas, etc. Mas isso é só a ponta do iceberg.
O falso profeta não resiste ao crivo da Palavra de Deus, enquanto que o verdadeiro enviado não ousa, nem por um só momento, tirar ou acrescentar uma só vírgula às Sagradas Escrituras.
Quer conhecer um falso profeta?
Preste atenção no que ele prega.
São alérgicos a bereanos.
2. Vamos comparar os textos abaixo:
Números 22:5-7 (O exemplo de Balaão)
II Reis 5:15-16 (O exemplo de Eliseu)
Falsos profetas têm vocação mercenária. Não podem ver dinheiro, status, flashes, câmeras...
Jesus Cristo adverte contra eles em João 10:12 "O mercenário, a quem não pertence as ovelhas, não é o pastor..." – É verdade. O que tem de gente levando o título de pastor, mas que não tem nenhum rebanho.
Balaão considerou seriamente a proposta de Balaque para amaldiçoar os filhos de Israel. Mesmo assim Deus continuou falando com ele, o que desfaz o mito de que todo aquele com quem Deus fala é um profeta seu. Deus falou com Nabucodonosor, e este até escreveu uma passagem inteira nas Escrituras (Daniel 4). Isso faz de Nabucodonosor um profeta? Mas interessante é notar que nem a Bíblia chama Balaão de profeta. Ou seja, era um falso profeta, movido pela ganância (Judas 11).
Nos dias de hoje, unção virou produto negociável. E quão caro tem se tornado. Ultrapassando as fronteiras do razoável, os profetas dos séculos XX e XXI têm seus cachês fixados a peso de ouro, para, em um ou dois dias, levarem uma mensagem pela qual não pagaram um centavo para receber (Mateus 10:8). Isso para não falar nas exigências mais esdrúxulas e curiosas, como hotel cinco estrelas, carro com motorista, comida especial, etc.
Por isso se prega tanto prosperidade hoje em dia. Afinal, como justificar toda essa opulência se eu não disser que o que Deus quer para minha vida é uma casa com vinte cômodos e uma Ferrari na garagem?
Quer conhecer um falso profeta?
Veja como ele age em relação a dinheiro.
Seu dinheiro, é claro...
3. Isaías 65:5
Falsos profetas são metidos a prima-donas. Olham do alto de suas cifras para o resto da humanidade com aquele ar de compaixão e pena que só se tem quando se olha para algo bem deprimente, bem abaixo dos nossos níveis.
Mas pergunte a algum deles quando foi a última vez que pregou para menos de cem pessoas, em uma igrejinha humilde. Talvez décadas atrás, em início de 'carreira', quando ainda conhecia o significado da palavra humildade. Mas certamente terá grandes dificuldades para lembrar.
Jamais se preocupariam com um insignificante ferro de machado (II Reis 6:1-7). Agem de acordo de acordo com a modernidade. Estão em constante mutação.
Em II Reis 1:7, o rei de Israel, Acazias, perguntou a seus subordinados sobre a aparência de um homem que havia lhe mandado uma mensagem. Quando lhe disseram "Era um homem vestido de pêlos, com os lombos cingidos de um cinto de couro" (II Reis 1:8), o rei imediatamente concluiu "É Elias, o tisbita".
Profetas de Deus têm personalidade, não se deixam levar por modismos ou tendências, e nem mudam seu discurso em função das circunstâncias.

Quer conhecer um falso profeta?
Observe seu discurso, postura e atitudes e veja como eram essas coisas a cinco, dez, vinte anos atrás.
Muitos de nós vamos nos perguntar: "É a mesma pessoa?"

autor: Pr Neto Curvina
fonte: http://gracamaior.com.br

quarta-feira, 27 de julho de 2011

TERRORISTA NORUEGUÊS NÃO É CRISTÃO FUNDAMENTALISTA

Manifesto de Breivik, que matou cerca de 80 pessoas no final de semana, mostra um jovem agnóstico e adepto do darwinismo social

Em mais uma demonstração de precipitação e preconceito, a maioria esmagadora da imprensa internacional apressou-se em classificar o terrorista norueguês Anders Behnring Breivik, que matou cerca de 80 pessoas no final de semana, como “fundamentalista cristão”, quando o seu manifesto de 1.500 páginas, divulgado recentemente, mostra exatamente o contrário. Breivik afirma que não é religioso, declara ter dúvidas sobre a existência de Deus e que não ora, coloca a cultura cristã no mesmo nível de importância da cultura pagã dos antigos nórdicos e diz que em relação ao cristianismo é apenas pragmático, apoiando nele apenas aquilo que poderia servir estrategicamente à sua ideologia tresloucada.

Da mesma forma como aconteceu com o terrorista norte-americano Timothy McVeigh, autor dos terríveis atentados a bomba em Oklahoma City (EUA) no final dos anos 90, e que chegou a ser tratado pela mídia internacional inicialmente como “fundamentalista cristão”, mas que afirmou categoricamente que não tinha nenhuma crença religiosa, era ateu e depositava a sua fé apenas na ciência, o mesmo ocorre agora com Breivik, que sequer é membro ou congregou alguma vez em alguma igreja cristã em sua vida, esposa crenças que se chocam frontalmente com a fé cristã e prega a desconstrução das igrejas protestantes e católicas para adequá-las à sua ideologia, mas foi classificado pela imprensa como “fundamentalista cristão” porque defende uma “cruzada contra o Islã”.

Em seu manifesto, Breivik faz elogios a Charles Darwin, cujas teorias evolutivas se chocam com as afirmações da Bíblia. Diz ele: “Quanto à Igreja e à Ciência, é essencial que a Ciência tenha uma prioridade incontestável sobre os ensinamentos bíblicos. A Europa sempre foi o berço da Ciência, e deve sempre continuar a ser assim. Quanto à minha relação pessoal com Deus, acho que não sou um homem profundamente religioso. Sou, em primeiro lugar, um homem de lógica. No entanto, eu sou um apoiador de uma Europa cristã monocultural”.

O terrorista norueguês declara ainda que não encontra apoio para suas ideias violentas em qualquer uma das igrejas cristãs, sejam elas a católica ou as protestantes, e diz que deseja vê-las todas reformadas para adequarem-se à sua visão de mundo. Escreve Breivik: “Espero que a futura liderança de uma hegemonia cultural europeia conservadora na Europa vá garantir que a liderança da Igreja atual seja substituída e os sistemas, reformados. [...] Temos que ter uma liderança da Igreja que apóia uma Cruzada futura com a intenção de libertar os Balcãs, Anatólia e criar três estados cristãos no Oriente Médio. Devem ser feitos esforços para facilitar a desconstrução da Igreja Protestante, cujos membros devem converter-se de volta ao Catolicismo. A Igreja Protestante teve um papel importante uma vez, mas seus objetivos originais foram realizados e têm contribuído para reformar a Igreja Católica também. Europa deve ter uma Igreja unida conduzida por um papa justo e não-suicida, que estaja disposto a lutar pela segurança de seus súditos, especialmente no que diz respeito a atrocidades islâmicas”.

Breivik demonstra muito orgulho pela cultura pagã nórdica, para qual dá o mesmo status de importância à cultura cristã. Escreve ele: “Estou muito orgulhoso de minha herança Viking”. Destaca até o orgulho que tem pelo seu nome de origem Viking: “Meu nome, Breivik, é um nome local a partir do norte da Noruega, e pode ser datado de antes mesmo da era Viking. Behring é um nome pré-cristão germânico, que é derivado de Behr, da palavra germânica para Bear (ou ‘os que são protegidos pelo urso’)”. E voltando a falar sobre o cristianismo, ele diz que defende “uma reforma do protestantismo que o conduza a ser absorvido pelo catolicismo”.

Sobre sua crença em Deus, Breivik afirma que era até pouco tempo um “agnóstico moderado” e que hoje se considerada apenas alguém “moderadamente religioso”, mas diz que “nunca” orou.

Em uma seção de perguntas e respostas de seu manifesto, Breivik se pergunta: “Quais devem ser nossos objetivos civilizacionais? Como você imagina uma Europa perfeita?”. Sua resposta: “Lógica e pensamento racionalista (com um certo grau de darwinismo nacional) devem ser os fundamentos de nossas sociedades. Apoio a propagação do pensamento racional coletivo, e não necessariamente em um nível pessoal”. Sim, o tal “fundamentalista cristão”, como foi erroneamente pintado Breivik, declara com todas as letras que os fundamentos que ele defende para a formação de uma sociedade ideal são “a lógica e o pensamento racionalista com um certo grau de darwinismo social”. Isso é simplesmente a antítese do pensamento cristão: racionalismo e darwinismo social.

Breivik também faz questão de deixar claro que seu apoio a certos valores da cultura cristã são fruto de conveniência política e pragmatismo, em vez de compromisso religioso ou fé: “A minha escolha [por apoiar certos aspectos da cultura cristã] não tem nada a ver com o fato de que não estou orgulhoso das minhas próprias tradições e herança. Minha escolha foi baseada puramente no pragmatismo. Todos os europeus estão neste barco juntos, então temos de escolher uma plataforma mais moderada que possa apelar a um grande número de europeus – preferencialmente 50% deles, realisticamente até 35%”.

Breivik também afirma ser membro da maçonaria, o que a maioria dos cristãos considera ser uma organização que se choca com a fé cristã. Mais especificamente, ele chama a si mesmo um “cavaleiro justiceiro”, uma espécie de cruzado, e explica o que isso significa: “Como esta é uma guerra cultural, a nossa definição de ser um cristão não constitui necessariamente que você é obrigado a ter um relacionamento pessoal com Deus ou Jesus. Ser um cristão pode significar muitas coisas: que você acredita e quer proteger a herança cristã da Europa cultural, o patrimônio cultural europeu, nossas normas (códigos morais e as estruturas sociais incluídos), as nossas tradições e nossos sistemas políticos modernos, que são baseados no cristianismo (protestantismo, catolicismo e cristianismo ortodoxo) e no legado do iluminismo europeu – a razão é a nossa fonte primária de autoridade e legitimidade. Não é necessário que você tenha um relacionamento pessoal com Deus ou Jesus, a fim de lutar pela nossa herança cultural cristã e estilo europeu. Em muitos aspectos, nossas sociedades modernas e o secularismo europeu são resultado da cristandade europeia e do iluminismo. Portanto, isso é essencial para entender a diferença entre uma ‘teocracia fundamentalista cristã’ – tudo que não queremos – e uma sociedade secular europeia, com base em nossa herança cultural cristã – o que queremos). Então, não, você não precisa ter um relacionamento pessoal com Deus ou Jesus para lutar por nossa herança cultural cristã. Basta que você seja um agnóstico ou um cristão ateu: um ateu que quer preservar pelo menos o básico do legado cultural europeu cristão – feriados cristãos, Natal e Páscoa. O PCCTS, os Cavaleiros Templários, portanto, não são uma organização religiosa, mas, sim, uma ordem militar ‘culturalista’ cristã”.

Mais de uma vez, Breivik faz questão de frisar que não é motivado pela fé cristã. E ressalta: “Eu não vou fingir que sou uma pessoa muito religiosa, pois isso seria uma mentira. Eu sempre fui muito pragmático e influenciado pelo meu ambiente secular. No passado, eu lembro que eu costumava pensar: ‘A religião é uma muleta para as pessoas fracas. Por que acreditar em um poder superior se eu tiver confiança em mim mesmo? Patético’. Talvez isso seja verdade para muitos casos. A religião é uma muleta para muitas pessoas fracas, algumas pessoas abraçam a religião por razões de auto-ajuda, como uma fonte para delinear sua força mental (para alimentar o seu estado emocional fraco, por exemplo, durante a doença, a pobreza, a morte etc). Como não sou hipócrita, eu vou dizer diretamente que essa é a minha agenda também. No entanto, eu ainda não senti a necessidade de pedir a Deus força”.
FONTE: Silas Daniel para o CPAD News com informações do World Net Daily
VIA: PASTOR JOÃO NOGUEIRA DE LIMA

sexta-feira, 22 de julho de 2011

VOCÊ ESTÁ EM QUAL IGREJA?




Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu.  Apocalipse 3:17










LAODICÉIA ?



Os historiadores nos informam que antigamente havia uma cidade com esse nome na Turquia, cujas ruínas agora são chamadas “Castelo Velho” (“Eski-hissar”). Inicialmente teve o nome de Diospolis, depois Roas, mas foi reconstruída recebendo o nome de Laodicéia, dado pelo rei Antíoco II, rei da Síria, em honra da sua esposa Laodice. No entanto o nome Laodicéia (grego Laodikiâi) é significativo, pois se traduz como “só povo” ou “povo reinante”.
É mencionada na Bíblia (Colossenses 2:1, 4:15 e Apocalipse 1:11), porque nos primórdios do cristianismo havia ali uma igreja de irmãos convertidos pela pregação inicial do Evangelho através da Ásia Menor. Os habitantes da cidade eram opulentos por causa do grande comércio na região e orgulhavam-se da sua relativa independência política e econômica. Essa atitude acabou se permeando na igreja que ali se formou.
Nas cartas proféticas às sete igrejas, nos capítulos 2 e 3 do Apocalipse, a igreja de Laodicéia figura em último lugar. As sete igrejas existiam quando o livro do Apocalipse foi escrito, e a situação em que se encontravam era a que encontramos descrita. As cartas sem dúvida não são apenas uma advertência a elas, mas a todas as igrejas que estiverem apresentando os mesmos males através dos séculos, até os dias de hoje.
Existe ainda o aspecto profético, tornando-se mais evidente em nossos dias quando podemos examinar a história do cristianismo desde o seu início, e verificamos que, de uma maneira geral, o caráter do cristianismo tem acompanhado de uma maneira surpreendente a seqüência das características das sete igrejas. Sem dúvida não se trata de uma coincidência fortuita, mas do cumprimento de uma maravilhosa profecia. A última igreja é a de Laodicéia, e a natureza do cristianismo em geral em nossos dias é como a dela.
A igreja de Laodicéia é retratada em Apocalipse 3:14 a 22 (*) como sendo uma igreja arrogante, orgulhosa da sua “autonomia” - tão independente que faz o que lhe compraz - mas tão distante de Cristo que Ele bate à porta para que alguém O deixe entrar. Laodicéia é típica da maioria das igrejas que se chamam cristãs em nosso tempo. Regra geral, consideram-se ricas e auto-suficientes, estão bem equipadas com edifícios e recursos humanos e materiais, e têm poder político e econômico.
São, no entanto, governadas por homens ao invés de o serem pela Palavra de Deus: seus líderes são, na maioria das vezes, eleitos democraticamente, conforme as preferências dos seus membros (2 Timóteo 4:3-4), ao invés de se reconhecerem aqueles que têm as necessárias qualidades espirituais (1 Timóteo 3, Tito 1) como dons de Deus para a igreja (Efésios 4:11-12).
Essas igrejas são inúteis para o Senhor porque não pregam o Seu Evangelho, nem almejam manter-se imaculadas do mundo (Tiago 1:27) estando conseqüentemente conformadas com ele. São cegas com relação às coisas espirituais, sem discernimento, sem esperança quanto à vida eterna, e não aguardam o retorno de Cristo (2 Pedro 2:1-22, 3:3-4).
A igreja local tem as características dos membros que a compõem. Se desejarmos que nossa igreja não venha a se assemelhar com a igreja de Laodicéia, devemos começar por nós próprios. Devemos já ter aberto as portas dos nossos corações a Jesus Cristo e Ele deve ser o Senhor das nossas vidas - não só em palavras, mas em toda a realidade.
Paulo já prevenia: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm… eu não me deixarei dominar por nenhuma e… nem todas as coisas edificam” (1 Coríntios 6:12 e 10:23). Notemos que “convir” implica em mais do que uma simples opção ao gosto de cada um, mas é a maneira de andar e agradar a Deus (1 Tessalonicenses 4:1).
Em suas cartas, Paulo escreve sobre muitas coisas que convêm, ou não convêm, por exemplo:
  • “Porque pela graça que me foi dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, conforme a medida da fé que Deus repartiu a cada um” (Romanos 12:3). Paulo nos instrui a sermos modestos, usando os dons e talentos que Deus nos dá, não pensando de nós próprios mais do que convém. Fazemos uma imagem pessoal própria, mas essa imagem deve ser moderada pela “fé”: neste caso “fé” é o conhecimento e experiência do Evangelho de Cristo que Deus nos proporcionou. Cuidado para não nos considerarmos mais capacitados do que realmente somos.
  • "Entre vocês não deve haver nem sequer menção de imoralidade sexual como também de nenhuma espécie de impureza e de cobiça; pois essas coisas não são próprias para os santos” (Efésios 5:3 - NVI). Hoje estes são considerados pelo mundo como assuntos banais, corriqueiros, que enchem o noticiário, as revistas, os livros, a televisão, a internet. Devemos afastá-los ao ponto de nem sequer mencioná-los entre nós.
  • “Não haja obscenidade, nem conversas tolas, nem gracejos imorais, que não convêm; mas antes, ações de graças” (Efésios 5:4 - NVI). Lembremos que “a língua está posta entre os nossos membros, e contamina todo o corpo, e inflama o curso da natureza, e é inflamada pelo inferno” (Tiago 3:6). A língua precisa ser controlada cuidadosamente.
  • “Vós, mulheres, estai sujeitas a vossos próprios maridos, como convém no Senhor” (Colossenses 3:18). Este é um mandamento sábio, e o seu cumprimento pode salvar muitos casamentos.
  • “A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibais como vos convém responder a cada um” (Colossenses 4:6). Novamente o assunto é o controle da língua - é preciso sabedoria para falarmos uns com os outros de forma agradável. Interessante que ele fala de sal como tempero, e não um adoçante como o mel. Isto é algo que merece reflexão.
  • “Assim como recebestes de nós, de que maneira convém andar e agradar a Deus, assim andai, para que possais progredir cada vez mais” (1 Tessalonicenses 4:1). Paulo estava convicto que o seu ensino procedia de Deus, e Pedro o confirmou (2 Pedro 3:15-16). As epístolas “paulinas” fazem parte da Palavra de Deus, integralmente.
  • “Ao servo do Senhor não convém contender, mas sim, ser manso para com todos, apto para ensinar, sofredor…” (2 Timóteo 2:24). Todos os que recebem a Jesus Cristo como seu Senhor fazem-se Seus servos. Esta deve ser a atitude de todos nós. “Contender” é discutir de forma agressiva. Argumentar com mansidão é construtivo se temos aptidão para ensinar, mas envolve paciência e mesmo sofrimento às vezes.
  • “Tu, porém, fala o que convém à sã doutrina” (Tito 2:1). A sã doutrina precisa ser aprendida, e a fonte é a Palavra de Deus somente. O Espírito Santo tem dotado as igrejas com “doutores” (1 Coríntios 12:28). Eles foram especialmente úteis no início, quando as igrejas não dispunham do Novo Testamento (Atos 13:1), e continuaram através dos tempos assegurando que as igrejas seguissem a verdade e afastassem os falsos ensinadores.
  • “Portanto, convém-nos atentar com mais diligência para as coisas que já temos ouvido, para que em tempo algum nos desviemos delas” (Hebreus 2:1). Essa diligência é essencial para todos nós, pois os desvios surgem a cada passo.
Estes são apenas alguns exemplos do que convém a cada um de nós. A igreja em que todos os seus membros diligenciarem para fazer aquilo “que convém”, conforme aprendemos pelas Escrituras, se porá a salvo da influência da Laodicéia que nos cerca. Essa igreja saberá que a sua “autonomia” está sujeita ao Supremo Pastor, o Senhor Jesus, que a dirige por meio do Espírito Santo que habita em cada um dos que O recebem como Senhor e Salvador.
A Sua Palavra nos ensina como a igreja local deve ser organizada e conduzida, como um organismo, pelos Seus servos. É necessário haver ordem e disciplina, cada membro tomando parte ativa conforme o dom que lhe é dado. A igreja local é o corpo do qual o Senhor Jesus Cristo é a Cabeça. Esta sujeição deve ser vista em todas as suas atividades.
Laodicéia nos cerca, e é atraente aos mais novos na fé por causa da falsa “liberdade” que promove. Mas esquecem que ao receber Jesus Cristo como Senhor pessoal, eles passam a ser Seus servos. Lembremos que o temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e Ele deseja e merece toda a nossa reverência e atenção.
Quantos têm o costume de se referir ao Senhor apenas como “Jesus”, como se Ele estivesse em pé de igualdade conosco! A partir da Sua ressurreição, Deus o fez Senhor e Cristo (Atos 2:36), e isto deve ser bem evidente em nossa adoração.
Pouco vale um estrepitoso “louvor” em que o ensurdecer dos instrumentos abafa a sincera adoração das almas redimidas. Verifiquemos a letra dos cânticos, se ela se conforma com a Palavra de Deus, se Deus Pai e o Senhor Jesus são realmente louvados. São muitos os cânticos que exaltam o “eu” - veja quantas vezes aparece!
Concluindo, toda igreja local tem o caráter de cada um dos seus membros somado ao dos demais. Cada um será julgado por si próprio quando comparecer ao tribunal de Cristo (Apocalipse 2:23), e “já está próximo o fim de todas as coisas; portanto sede sóbrios e vigiai em oração. Mas, sobretudo, tende ardente amor uns para com os outros… Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus. Se alguém falar, fale segundo as palavras de Deus; se alguém administrar, administre segundo o poder que Deus dá; para que em tudo Deus seja glorificado por Jesus Cristo, a quem pertence a glória e poder para todo o sempre. Amém.” (1 Pedro 4:7-11).
(*) Nota: sobre a profecia do Apocalipse, clique aqui

 AUTOR: R David Jones

FONTE: http://www.bible-facts.info/artigos/laodiceia.htm

VIA: PASTOR JOÃO NOGUEIRA DE LIMA

"Quando a escola é o espaço do inferno"


Artigo de Ruth de Aquino em Época Online, 15.07.2011. 

Quase 1.000 alunos são punidos, suspensos ou expulsos por dia nas escolas. Quase 1.000 por dia, alguns com 5 anos de idade! Por abusos verbais e físicos. No ano passado, 44 professores foram internados em hospitais com graves ferimentos. Diante do quadro-negro, o governo decidiu que professores poderão “usar força” para se defender e apartar brigas. E poderão revistar estudantes em busca de pornografia, celulares, câmeras de vídeo, álcool, drogas, material furtado ou armas.

Achou que era no Brasil? É na Grã-Bretanha.

Os dados são de um relatório governamental. “O sistema escolar entrou em colapso”, diz Katharine Birbalsingh, demitida do Departamento de Educação depois de criticar a violência nas escolas públicas inglesas. “Os professores acabam sendo culpados pela indisciplina. A diretoria da escola estimula essa teoria, os alunos a usam como desculpa e até os professores começam a acreditar nisso. Eles não pedem ajuda com medo de parecer incompetentes.”

Os alunos jogam a cadeira no mestre, chutam a perna do mestre, empurram, xingam. Ou furam o mestre com o lápis, fazem comentários obscenos, estupram, ameaçam com facas. Alguns são casos extremos pinçados pela imprensa. Os números na Grã-Bretanha preocupam. Mostram que as escolas precisam restaurar a autoridade perdida. Muitos professores abandonaram a profissão por se sentir impotentes. Educadores mais rigorosos pregam tolerância zero com alunos bagunceiros e que não fazem seu dever de casa.

As reflexões de lá são iguais às de cá. A violência nas escolas seria uma continuação do lado de fora, na rua e nos lares. A hierarquia cai em desuso. Valores e limites, que quer dizer isso mesmo? Crianças e adolescentes não respeitam ninguém. Nem os pais, nem as autoridades, nem os vizinhos, os porteiros, os pedestres, os colegas, as namoradas. Há uma falta de cerimônia, pudor e educação no sentido mais amplo.

E aí a culpa é jogada nos pais. Por não mostrarem o certo e o errado. Não abrirem um tempo de qualidade com os filhos. Esquecê-los em frente a um computador ou televisão. O de sempre. O aluno que peita o professor também xinga os pais. Aric Sigman, da Royal Society of Medicine, em Londres, autor do livro The spoilt generation (A geração mimada) , afirma que, hoje, até criancinhas nas creches jogam objetos e cadeiras umas nas outras. “Há uma inversão da autoridade. Seus impulsos não são controlados em casa. É uma geração mimada que ataca especialmente as mães”, diz ele.
Muitos professores abandonam o ensino por se sentir impotentes diante da violência dos alunos

E o que o governo britânico faz? Manda o professor revidar. Até agora, ele era proibido de tocar no aluno, mesmo ao ensinar um instrumento numa aula de música. A nova cartilha promete superpoderes aos professores. Mestres, usem “força razoável”, vocês agora têm a última palavra para expulsar um aluno agressivo, revistem mochilas suspeitas. Dará certo? Não acredito. Sem diálogo e consenso entre famílias, escolas, educadores e psicólogos, esse pesadelo não tem fim.

No Brasil, a socióloga Miriam Abramovay, da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), admite que os professores passaram a ter medo. Numa pesquisa para a Unesco em Brasília, em 2002, um depoimento a chocou: “Um professor me disse que ia armado para a escola. Como se fosse uma selva. Isso mostra total descrença no sistema”. Ela acha que o Brasil está investindo dinheiro demais em bullying, mas esquece todo o resto: “Nossa escola é de dois séculos atrás”. Os ataques aos professores não se limitam à sala de aula. Carros dos mestres são arranhados, pneus são furados. Eles não têm apoio nem ideia de como reagir. Muitos trocam de escola ou abandonam a profissão.

Quando Cristovam Buarque era ministro de Lula, tinha, com Miriam, um projeto nacional de “mediação escolar” para prevenir conflitos, melhorar o ambiente e estimular o aprendizado. “Paulo Freire dizia que a escola era o espaço da alegria, do prazer, mas assim ela se torna o espaço do inferno”, diz Miriam. O projeto não vingou. Cristovam abandonou o barco por sentir que Educação não era prioridade nos investimentos. E continua não sendo. Deveria ser nossa obsessão.





  VIA: PASTOR JOÃO NOGUEIRA DE LIMA

 "Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele". PV 22:6



terça-feira, 19 de julho de 2011

COMENTÁRIO DE MALAQUIAS


OS PROFETAS MENORES- Parte XIII (Final)

COMENTÁRIO DE MALAQUIAS
Malaquias 1 e 2 amaldiçoando os sacerdotes por roubo.
O contexto essencial de Malaquias 3:8-10.
Introdução:
Se vocês já leram os dois capítulos anteriores de Crônicas 31 e Neemias, estão bem mais preparados para o estudo de Malaquias. Este capítulo vai dar-lhes a evidência da Palavra de Deus de que os textos de Malaquias 3:8-10 têm sido interpretados e aplicados incorretamente pela maioria das igrejas cristãs. Ele mostrará que aqueles que são culpados de roubar a Deus, conforme Malaquias 3:8, são os sacerdotes ministradores e não o povo. Consequentemente, os que são amaldiçoados em Malaquias 3:9 são os sacerdotes, por terem quebrado a Antiga Aliança. Quando comparada com Números 18:21-24 e Neemias 10:37-b, a interpretação comum de “trazei todos os dízimos à casa do Senhor” tem se transformado numa terrível mentira, a qual, para a decência da verdade divina e para o bem da igreja cristã, deve ser imediatamente detida.
Embora o Livro de Malaquias tenha apenas 4 capítulos, muitos cristãos jamais o leram completamente de uma só vez. Por amor à clareza, suplico-lhes que leiam esses 4 capítulos com cuidado e em oração, após terem lido este parágrafo. Enquanto estiverem lendo, façam a si mesmos estas perguntas: Para quem Deus está falando nesta seção? Quando começou Ele a falar para um grupo de pessoas? Ele mudou o seu discurso de um grupo para falar ao outro? Se é assim, qual a evidência que existe de ter Ele mudado sua fala de um grupo para o outro? Agora, por favor, parem e leiam todo o Livro de Malaquias.
Este autor acredita que Malaquias deveria ser dividido em apenas 3 seções. A primeira seção, de Malaquias 1:1 a 1:5, é a introdução. Deus queria que todo o Israel, todo o Jacó escutasse esta mensagem porque todos estavam envolvidos, direta ou indiretamente, com as suas causas e conseqüências. A segunda seção vai de Malaquias 1:6 a 1:14, mostrando a principal queixa de Deus contra os sacerdotes arrogantes e desonestos. Esta seção é crucial para o entendimento e fixação do livro, porque ela provê os campos básicos para todos os demais problemas do livro. A terceira seção vai de Malaquias 2:1 a 4:6, sendo o específico discurso de Deus contra os sacerdotes. Embora o restante de Israel seja indiretamente afetado pelas ações dos sacerdotes, Deus não muda o Seu discurso, depois que este tem início em Malaquias 2:1. Este capítulo vai tentar revelar convincentemente as razões para essa conclusão. Se ela é verdadeira, então a interpretação é devastadora à lógica comum apresentada em favor do dízimo, em muitas igrejas cristãs. É especialmente importante descobrir a verdadeira significação de Malaquias 3:8-10.
Malaquias 1:1 - O peso da Palavra do SENHOR sobre Israel por Malaquias.
A primeira parte de Malaquias é dirigida diretamente a “Israel” (Malaquias 1:1), “Judá em Israel” (Malaquias 2:11) e aos “sacerdotes” de Israel (Malaquias 1:6 a 2:1). Do Êxodo até o Calvário, o dízimo foi ordenado à nação especial de Deus, Israel, e SOMENTE a Israel (Levítico 27:34; Números 18:23-24; Deuteronômio 12:5-6,11; Hebreus 7:5). Até mesmo os dízimos dos prosélitos (convertidos não israelitas) não tinham permissão de entrar no Templo.
Importante! Em Malaquias 1:6, Deus começa falando especialmente aos sacerdotes, os ministros, e não ao povo. Sigam a trilha da palavra “vós” para determinar se e quando Ele pára de falar especificamente aos sacerdotes!
Os pecados dos sacerdotes - Malaquias 1:6-14.
(ML 1:6) - O filho honra o pai, e o servo o seu senhor; se eu sou pai, onde está a minha honra? E, se eu sou senhor, onde está o meu temor? diz o SENHOR dos Exércitos a vós, ó sacerdotes, que desprezais o meu nome. E vós dizeis: Em que nós temos desprezado o teu nome?
(ML 1:7) - Ofereceis sobre o meu altar pão imundo, e dizeis: Em que te havemos profanado? Nisto que dizeis: A mesa do SENHOR é desprezível.
(ML 1:8) - Porque, quando ofereceis animal cego para o sacrifício, isso não é mau? E quando ofereceis o coxo ou enfermo, isso não é mau? Ora apresenta-o ao teu governador; porventura terá ele agrado em ti? ou aceitará ele a tua pessoa? diz o SENHOR dos Exércitos.
(ML 1:9) - Agora, pois, eu suplico, peça a Deus, que ele seja misericordioso conosco; isto veio das vossas mãos; aceitará ele a vossa pessoa? diz o SENHOR dos Exércitos.
(ML 1:10) - Quem há também entre vós que feche as portas por nada, e não acenda debalde o fogo do meu altar? Eu não tenho prazer em vós, diz o SENHOR dos Exércitos, nem aceitarei oferta da vossa mão.
(ML 1:11) - Mas desde o nascente do sol até ao poente é grande entre os gentios o meu nome; e em todo o lugar se oferecerá ao meu nome incenso, e uma oferta pura; porque o meu nome é grande entre os gentios, diz o SENHOR dos Exércitos.
(ML 1:12) - Mas vós o profanais, quando dizeis: A mesa do SENHOR é impura, e o seu produto, isto é, a sua comida é desprezível.
(ML 1:13) - E dizeis ainda: Eis aqui, que canseira! E o lançastes ao desprezo, diz o SENHOR dos Exércitos; vós ofereceis o que foi roubado, e o coxo e o enfermo; assim trazeis a oferta. Aceitaria eu isso de vossa mão? diz o SENHOR.
(ML 1:14) - Pois seja maldito o enganador que, tendo macho no seu rebanho, promete e oferece ao Senhor o que tem mácula; porque eu sou grande Rei, diz o SENHOR dos Exércitos, o meu nome é temível entre os gentios.
Malaquias 1:6 - Conforme os versos 1:6 e 2:1, Malaquias é especificamente endereçado aos ministros desonestos, isto é, aos sacerdotes da Antiga Aliança. Estes dois versos - 1:6 e 2:1 - são a chave para se entender o Livro de Malaquias. Estes dois versos realmente REVERTEM o que tem sido ensinado à maioria de nós, por toda a nossa vida. Quando vocês estudarem o restante de Malaquias, não esqueçam o contexto destes dois versos. Deus está censurando especificamente os seus ministros, os sacerdotes, e não o povo. O primeiro
“vós” em Malaquias 1:6 refere-se aos sacerdotes. Eles são culpados de desonrar Deus e desprezar o Seu nome.
Malaquias 1:7-8 - Deus está censurando os ministros por Lhe darem o que ninguém mais deseja receber. Ao fazer isso, os ministros são culpados de desprezar “a mesa do SENHOR”. Notem que Deus não diz que eles não “têm” as ofertas adequadas para presenteá-Lo. Não há razão para se concluir que os ministros eram forçados a dar alimento estragado porque eles não tinham nada mais para dar.
Malaquias 1:9 - Deus criticou os SACERDOTES (e não o povo) por Lhe trazerem OFERTAS inaceitáveis. Ele disse que o seu governador nem sequer aceitaria essas ofertas de animal coxo e enfermo para a sua mesa. Isso porque o governador sabia que esses ministros tinham uma porção de animais bons e saudáveis para ofertar no sacrifício dos primogênitos e da sua porção de animais dizimados. Por que isso é verdade? Porque Neemias havia ordenado que o povo trouxesse essas ofertas e elas vieram em tal abundância que novos silos se fizeram necessários. (Ver Neemias 10:35-38; 12:44, 47; 13:4, 5, 12, 13).
Malaquias 1:10 - Deus estava extremamente zangado com os sacerdotes. Ele lhes disse que parassem toda a adoração hipócrita. Ele não estava satisfeito com os sacerdotes e não aceitaria deles essas ofertas insignificantes.
Malaquias 1:12 - Os sacerdotes eram culpados de profanar o Nome de Deus. Seus sacrifícios desagradáveis revelavam o seu muito pecaminoso desprezo por Deus.
Malaquias 1:13 - Este é um texto muito interessante. A BKJ diz “that which was torn”; a NVI diz “injured”; a NAS, NBKJ e a TLB dizem “by robbery” ou “stolen” e a RSV diz “taken by violence”. No caso de “stolen” (roubado) então significa que os sacerdotes haviam de algum modo apanhado uma porção “maior” do que a que lhes era legalmente destinada. Visto como as primícias, os primogênitos e as ofertas iam diretamente para eles, os sacerdotes não poderiam ter roubado esses itens (Neemias 10:35-37-b). Contudo, os sacerdotes poderiam ter apanhado a porção dos levitas do dízimo da casa do tesouro (Neemias 13:10-11).
Malaquias 1:14 - Os que lêem somente a maldição de Malaquias 3:9 não verificam que a palavra maldição havia sido antes usada 4 vezes por Malaquias, amaldiçoando os sacerdotes. Esta primeira maldição de Malaquias 1:14 é muito claramente dirigida aos sacerdotes, os ministros do Velho Testamento. O sacerdote já “TEM” animais aceitáveis para o sacrifício. Deus não os desculpou porque o povo não houvesse pago apropriadamente os dízimos.
Castigo dos sacerdotes - Malaquias 2:1 a 2:16
(ML 2:1) - AGORA, ó sacerdotes, este mandamento é para vós.
(ML 2:2) - Se não ouvirdes e se não propuserdes, no vosso coração, dar honra ao meu nome, diz o SENHOR dos Exércitos, enviarei a maldição contra vós, e amaldiçoarei as vossas bênçãos; e também já as tenho amaldiçoado, porque não aplicais a isso o coração.
ML 2:3) - Eis que reprovarei a vossa semente, e espalharei esterco sobre os vossos rostos, o esterco das vossas festas solenes; e para junto deste sereis levados.
Malaquias 2:1 - Porque em razão de sua vital relação com o restante do Livro de Malaquias, este verso se torna a chave de ouro para a sua interpretação! Pela segunda vez, Deus deixa meridianamente claro que Ele está se dirigindo aos sacerdotes!
Visto não haver outro texto correspondente no Livro de Malaquias mostrando que Deus tenha mudado Sua principal audiência, então a conclusão deve ser que Deus não mudou Sua audiência pelo resto do livro. O capítulo 2 prossegue com a condenação de Deus aos SACERDOTES. Após descrever alguns pecados deles - de Malaquias 1:6 a Malaquias 1:14 - Ele agora descreve o seu castigo.
Malaquias 2:2 - Quantos pregadores ignoram este texto, quando pregam sobre a maldição de Malaquias 3:9! Será por que estas 2ª, 3ª. e 4ª menções de MALDIÇÃO neste livro, (como também a primeira) são novamente dirigidas aos próprios ministros? Nada pode ser mais claro neste texto!
Malaquias 2:3 - “Espalharei esterco sobre os vossos rostos...” Este verso mostra a extensão da ira divina contra os sacerdotes. Ele, definitivamente, não se lamenta por não terem eles dízimos, ofertas e primogênitos para Lhe ofertarem.
Os sacerdotes quebram a sua aliança especial com Levi -Malaquias 2:4-10.
(ML 2:4) - Então sabereis que eu vos enviei este mandamento, para que a minha aliança fosse com Levi, diz o SENHOR dos Exércitos.
(ML 2:5) - Minha aliança com ele foi de vida e de paz, e eu lhas dei para que temesse; então temeu-me, e assombrou-se por causa do meu nome.
(ML 2:6) - A lei da verdade esteve na sua boca, e a iniqüidade não se achou nos seus lábios; andou comigo em paz e em retidão, e da iniqüidade converteu a muitos.
(ML 2:7) - Porque os lábios do sacerdote devem guardar o conhecimento, e da sua boca devem os homens buscar a lei porque ele é o mensageiro do SENHOR dos Exércitos.
(ML 2:8) - Mas vós vos desviastes do caminho; a muitos fizestes tropeçar na lei; corrompestes a aliança de Levi, diz o SENHOR dos Exércitos.
(ML 2:9) - Por isso também eu vos fiz desprezíveis, e indignos diante de todo o povo, visto que não guardastes os meus caminhos, mas fizestes acepção de pessoas na lei.
(ML 2:10) - Não temos nós todos um mesmo Pai? Não nos criou um mesmo Deus? Por que agimos aleivosamente cada um contra seu irmão, profanando a aliança de nossos pais?
Malaquias 2:4-7 - Não deveremos esquecer estes versos, quando estivermos lendo Malaquias 3:7, o qual é o contexto imediato para os textos de dizimar em Malaquias 3:8-10. Muito embora seja verdade que a aliança de Deus com todo o Israel INCLUÍA a Sua específica aliança com os sacerdotes da Tribo de Levi, A ÚNICA ALIANÇA ESPECÍFICA mencionada no Livro de Malaquias é a aliança de Deus com os SACERDOTES. Estes versos sobre a aliança de Deus com Levi fazem-nos lembrar que, quando a nação de Israel pecava, Deus responsabilizava primeiro os sacerdotes, por não viverem vidas retas diante da nação e por não ensinarem corretamente a Sua Palavra, como haviam feito, quando a nação era jovem.
Malaquias 2:8 - O sacerdote tinha por obrigação ser o MENSAGEIRO de Deus para o Seu povo. MALAQUIAS em Hebraico significa MEU MENSAGEIRO. O vocábulo (na Strong 4397) ocorre mais de 200 vezes no Velho Testamento, sendo na maior parte das vezes traduzido como “anjo”.
Malaquias 2:9 - Os sacerdotes merecem e recebem o desprezo divino neste verso. Eles haviam decidido entre eles quais seriam as partes da Lei que iriam observar e ensinar.
Malaquias 2:10 - Notem que o pronome muda de “vós” para “nós”. O Senhor parou, temporariamente, de falar, no verso 9, sendo agora Malaquias quem fala. Tendo em vista que o nome Malaquias significa Meu Mensageiro, é bem provável que ele mesmo fosse um sacerdote. Isso quer dizer que esse “nós” significa “nós, os sacerdotes”.
Contudo, se Malaquias (como profeta) está falando para todo o Israel, então esse “nós” significa “toda a nação”.
Este texto poderia pertencer, argumentavelmente, a Malaquias 2:1-9 ou a Malaquias 2:11-12. Contudo, tendo em vista que é usada a palavra aliança em 2:5 e 2:8, para mais especificamente se referir à aliança de Deus com os sacerdotes, não existe qualquer razão para se crer que Malaquias tenha mudado abruptamente para a aliança geral com todo o Israel.
Em Malaquias 2:10 a mensagem de Malaquias aos sacerdotes é “Não temos nós o mesmo Pai?” (referindo-se aos sacerdotes e à nação de Israel). “Não nos criou o mesmo Deus?” Então, quando nós, os sacerdotes, pecamos por violar a nossa especial aliança com Levi, tratamos traiçoeiramente todo mundo na nação, porque nossa aliança é parte da aliança com Ele. Isso nos leva aos pecados de Judá.
Judá e Israel têm profanado o nome de Deus (Malaquias 2:11-12).
(ML 2:11) - Judá tem sido desleal, e abominação se cometeu em Israel e em Jerusalém; porque Judá profanou o santuário do SENHOR, o qual ele ama, e se casou com a filha de deus estranho.
(ML 2:12) - O SENHOR destruirá das tendas de Jacó o homem que fizer isto, o que vela, e o que responde, e o que apresenta uma oferta ao SENHOR dos Exércitos.
Malaquias 2:11 - Quer seja nos versos 2:10 ou 2:11, a maioria dos comentários diz que Deus mudou o Seu discurso, em que falava somente aos sacerdotes, para agora falar a todo o Judá. As razões apresentadas para tal mudança incluem a menção da condenação divina ao divórcio que todo o Judá havia cometido (Ver Esdras 9-10 e Neemias 13).
Tendo em vista que nem essas conclusões nem a minha são infalíveis, permitam-me discordar, apresentando minhas razões:
Primeira, Os versos 11 e 12 estão na terceira pessoa, isto é, Deus ainda está falando PARA os sacerdotes, porém está falando sobre Judá e Israel. Os pecados cometidos pelos sacerdotes também haviam sido cometidos pelo resto da nação. Deus faz dos sacerdotes os líderes espirituais responsáveis pelo bem estar de toda a nação. Isso se torna claro nos versos de Malaquias 2:4-9. Em Esdras 10, os sacerdotes são purificados antes que o resto da nação o seja.
Segunda, Enquanto se torna muito evidente que Deus mudou Sua audiência da nação para os sacerdotes, em Malaquias 1:6 e 2:1, não existe qualquer declaração correspondente ao pronome “vós”, tal como: “E agora, Judá, isto é para vós”, para indicar que a Sua audiência retrocedeu.
Malaquias 2:12 - A não ser que os sacerdotes e o restante de Judá se separassem de suas esposas pagãs e voltassem às esposas israelitas, eles seriam “cortados” e proibidos de entrar no ritual de adoração no Templo, passando a ser considerados como “não israelitas”.
Deus continua falando aos sacerdotes
ML 2:13 - Ainda fazeis isto outra vez, cobrindo o altar do SENHOR de lágrimas, com choro e com gemidos; de sorte que ele não olha mais para a oferta, nem a aceitará com prazer da vossa mão.
(ML 2:14) - E dizeis: Por quê? Porque o SENHOR foi testemunha entre ti e a mulher da tua mocidade, com a qual tu foste desleal, sendo ela a tua companheira, e a mulher da tua aliança.
(ML 2:15) - E não fez ele somente um, ainda que lhe sobrava o espírito? E por que somente um? Ele buscava uma descendência para Deus. Portanto guardai-vos em vosso espírito, e ninguém seja infiel para com a mulher da sua mocidade. (Aqui temos uma dificuldade na tradução).
(ML 2:16) - Porque o SENHOR, o Deus de Israel diz que odeia o repúdio, e aquele que encobre a violência com a sua roupa, diz o SENHOR dos Exércitos; portanto guardai-vos em vosso espírito, e não sejais desleais.
Malaquias 2:13 - A segunda pessoa “vós” significa Deus falando aos sacerdotes. Primeiro, do verso 10 ao 12, os sacerdotes eram culpados de agir traiçoeiramente, como sendo os primeiros a se divorciarem de suas esposas, deixando de censurar esse pecado. Agora, “novamente”, segundo, em Malaquias 2:13, Deus está censurando a hipocrisia dos sacerdotes, por continuarem a oferecer sacrifícios, enquanto vivem em rebelião. Este texto tem uma forte relevância contra os sacerdotes porque eles eram os que literalmente choravam sobre o altar. O povo de Judá e Israel não tinha acesso direto ao altar, portanto não poderia literalmente “cobrir o altar do Senhor de lágrimas”. Segundo Neemias, Deus estava muito mais desgostoso com os sacerdotes do que com o resto do povo, por causa dos seus casamentos mistos com mulheres pagãs. (Neemias 13:23-30).
Malaquias 2:14-16 - Deus defende as esposas israelitas.
Malaquias 3 e 4
O JULGAMENTO DIVINO DO SACERDÓCIO
(Concordando com Neemias 10:35-38; 13:4-13; 2 Crônicas 31:15-19 e Malaquias 1 e 2).
(ML 2:17) - Enfadais ao SENHOR com vossas palavras; e ainda dizeis: Em que o enfadamos? Nisto que dizeis: Qualquer que faz o mal passa por bom aos olhos do SENHOR, e desses é que ele se agrada, ou, onde está o Deus do juízo?
(ML 3:1) - EIS que eu envio o meu mensageiro, que preparará o caminho diante de mim; e de repente virá ao seu templo o Senhor, a quem vós buscais; e o mensageiro da aliança, a quem vós desejais, eis que ele vem, diz o SENHOR dos Exércitos.
(ML 3:2) - Mas quem suportará o dia da sua vinda? E quem subsistirá, quando ele aparecer? Porque ele será como o fogo do ourives e como o sabão dos lavandeiros.
(ML 3:3) - E assentar-se-á como fundidor e purificador de prata; e purificará os filhos de Levi, e os refinará como ouro e como prata; então ao SENHOR trarão oferta em justiça.
(ML 3:4) - E a oferta de Judá e de Jerusalém será agradável ao SENHOR, como nos dias antigos, e como nos primeiros anos.
Malaquias 2:17 - Este texto, junto com Malaquias 2:13, deveria ser evidência suficiente de que Deus jamais deixou de falar diretamente aos sacerdotes e ainda não está falando ao povo em geral. O texto é mera repetição da zombaria que os sacerdotes haviam feito contra Deus, através dos dois primeiros capítulos. A resposta divina à pergunta final “Onde está o Deus do juízo?” é endereçada aos SACERDOTES nos seguintes versos:
Malaquias 3:1 - O julgamento divino da purificação começará pela Sua casa, no Seu Templo, com os Seus sacerdotes que têm a principal responsabilidade de ensinar a verdade. Os pregadores que pregam o dízimo muitas vezes têm usado profeticamente de modo correto estes textos, a fim de ensinar a respeito de João Batista ou de Jesus Cristo. Conquanto tais aplicações sejam verdadeiras, em vista do princípio do cumprimento múltiplo, elas não são o foco principal do contexto. Usando o princípio do cumprimento múltiplo (no Grego apotelesmatic), estes textos têm pelo menos três possíveis cumprimentos. O primeiro é óbvio aos que estão familiarizados com o Novo Testamento. O próprio Jesus citou estes textos referindo-se a João Batista, o qual preparou o caminho para o Seu ministério e Sua ação purificadora do Templo (Malaquias 4:5; Mateus 3:3; 11:10-11; Marcos 1:2-3; Lucas 1:76; 3:4; 7:26-28; João 1:6, 7, 23; Isaías 40:3-5). O segundo cumprimento é o próprio SENHOR, porque o pronome nos textos se refere a Deus vindo em Sua ira e fogo. Foi o Messias, não João Batista, Quem apareceu como fogo refinador, para purificar e corrigir o sacerdócio levítico, em Sua primeira vinda. Também a grande esperança messiânica de Israel antecipa o Messias, o Qual estabelecerá a legítima adoração no Templo, na Sua vinda em glória, no final dos tempos: “Lembra-te deles, Deus meu, pois contaminaram o sacerdócio, como também a aliança do sacerdócio e dos levitas [pelos casamentos mistos com os pagãos]. Assim os limpei de todo o estrangeiro, e designei os cargos dos sacerdotes e dos levitas, cada um na sua obra. Como também para com as ofertas de lenha em tempos determinados, e para com as primícias; lembra-te de mim, Deus meu, para bem.” (Neemias 13:29-31).
Sem mencionar quão verdadeiros são os dois cumprimentos previamente mencionados, o imediato CONTEXTO histórico aponta para um literal sacerdócio de Malaquias, do sacerdote Esdras ou do próprio governador, usando “Malaquias” como pseudônimo. Muitas (senão todas as) profecias messiânicas, tiveram um cumprimento pré-messiânico contextual histórico, para o povo que vivia quando a profecia foi pronunciada.
Se Malaquias é, de fato, uma pessoa real, (comparar com Ageu 1:13), ele continua sendo o porta-voz de Deus e do governador. Foram o sacerdote (Esdras) e o governador (Neemias) que tiveram o literal zelo de literalmente purificar o corrupto sacerdócio e restaurar os sacerdotes à sua aliança (Esdras 9-10; Neemias 13:8-13, 29-31). Não devemos ignorar o contexto histórico do Livro de Malaquias em Neemias.
Os primeiros versos do capítulo continuam o discurso de Deus aos sacerdotes, o qual teve início em Malaquias 1:6 e continuou em Malaquias 2:1. No verso 2:17, quando os sacerdotes indagam zombeteiramente: “Onde está o Deus do juízo?” Deus responde-lhes dizendo que o julgamento vai começar pelo Templo (com eles) (verso 3:1) Os filhos de Levi e não o povo é que deveriam ser purificados (Malaquias 3:3).
(Malaquias 3:4) - Somente depois que Deus tiver “purificado os filhos de Levi e os tiver refinado como ouro e como prata é que eles poderão oferecer ao Senhor uma oferta de justiça”. E somente, então, “a oferta de Judá e de Jerusalém será agradável ao SENHOR”
Mais pecados dos sacerdotes
(Malaquias 3:5) - “E chegar-me-ei a vós para juízo; e serei uma testemunha veloz contra os feiticeiros, contra os adúlteros, contra os que juram falsamente, contra os que defraudam o diarista em seu salário, e a viúva, e o órfão, e que pervertem o direito do estrangeiro, e não me temem, diz o SENHOR dos Exércitos”.
Para serem corretamente entendidos os textos de Malaquias 3:8-10 sobre o dízimo devem ser conectados ao seu contexto. Então, para se entender o dizimar em Malaquias, a completa discussão anterior foi necessária para esclarecer o contexto do capítulo 3 e, especialmente, os versos 5-7. Novamente, de Malaquias 1:6 até 4:6, o contexto é endereçado principalmente aos sacerdotes e não a toda a nação. O pronome “vós” deste verso continua o “vós” dos versos 2:17; 3:1-2 que se refere aos “sacerdotes”.
Concorda-se, geralmente, que Malaquias e Neemias viveram no mesmo lugar e no mesmo período da história e que ambos os ministérios terminaram aproximadamente em 400 a.C. Contudo, é impossível datar Malaquias sem controvérsia. Os eruditos têm feito educadas suposições sobre várias datas, geralmente embasadas em pressuposições. Por exemplo, será que o roubo dos dízimos aconteceu enquanto Neemias esteve ausente de Jerusalém, ou, o que é estranho, após ter sido recebido aquele excesso de suprimentos? Será que os ladrões são os cidadãos comuns de Judá ou teriam sido os sacerdotes que guardaram alguns dízimos das câmaras do tesouro, ou então, não entregaram aos levitas a sua porção dos dízimos, segundo Neemias 13:10-11?
POR FAVOR, SIGAM CUIDADOSAMENTE ESTA DISCUSSÃO - Em Neemias capítulos 10-13, o povo havia sido pressionado por Neemias a trazer as primícias, os primogênitos, as ofertas, os dízimos e moedas ao Templo. O povo trouxe tanto que foi necessário construir novas câmaras do tesouro.
Pelos seguintes motivos, este autor acredita que aqueles que mereciam castigo em Malaquias 3:5 são, novamente, os sacerdotes levíticos e não a nação como um todo.
Primeiro, pode exata e facilmente argumentar-se que Malaquias poderá ter acontecido após Neemias 10-12 (possivelmente durante Neemias 13:1-11), sendo uma descrição dos pecados dos sacerdotes em reter os dízimos, não dando a Deus o melhor e não provendo alimento para os levitas, seus auxiliares, e outros necessitados listados no verso 5. Isso explicaria Neemias 13:10: “ Também entendi que os quinhões dos levitas não se lhes davam, de maneira que os levitas e os cantores, que faziam a obra, tinham fugido cada um para a sua terra.”
Segundo, alguns mestres do dízimo insistem em que Malaquias estava descrevendo a condição de Judá, antes ou muito depois de Neemias ter reforçado o dizimar, nos capítulos 10-13. Tal suposição transforma os sacerdotes em vítimas, em vez de ladrões. Contudo transformar os sacerdotes em vítimas é o oposto do que flui em todo o Livro de Malaquias. Por exemplo, não existe indicação alguma de que os sacerdotes fossem inocentes, porque eles não tinham ofertas aceitáveis para levar a Deus. O oposto é que é a verdade. Deus os acusou de terem retido as ofertas aceitáveis (Malaquias 1:14).
Terceiro, Não há razão para crer que Neemias tivesse exigido que esse dízimo obrigatório ocorresse apenas uma vez ao ano. Conhecendo Neemias, devemos concluir que ele continuou a prática em todos os anos seguintes.
Quarto, Os sacerdotes eram culpados de feitiçaria. Como lideres religiosos responsáveis, eles haviam dado mau exemplo. Eles haviam dito que “a mesa do Senhor é desprezível” (Malaquias 1:7, 12 e 2:8). Os sacerdotes eram culpados de adultério, por terem trocado suas esposas hebréias por mulheres pagãs, o que lhes mereceu uma disciplina especial da parte de Esdras e Neemias. (Esdras 10; Neemias 13:28-30. Eles também eram culpados de falso juramento (Malaquias 1:13-14).
Quinto, uma omissão da lista no verso 5 pode prover uma boa razão para se concluir que esse texto é dirigido exclusivamente aos sacerdotes levíticos. Na Lei, os levitas são sempre os primeiros na lista de pessoas merecedoras do dízimo, porque eles não recebiam terra alguma e serviam a Deus em troca do primogênito, supondo-se que eram identificados como os mais pobres em Israel.
A ordenanças do dízimo em Deuteronômio 14:27-29 e 26:12-13, alistam tanto os “os levitas, estrangeiros e órfãos como as viúvas” como recebedores elegíveis dos dízimos. Esta mesma lista é também verdadeira, quando os dízimos eram trazidos às festas (Deuteronômio 16:11-14). Contudo, muitos textos mencionam os órfãos, as viúvas, os estrangeiros e omitem os levitas (Ver Deuteronômio 10:18; 24:14, 19-21; Salmos 94:6; 146:9; Jeremias 7:6; 22:3,7 e Zacarias 7:10).
Se Malaquias 3:5 se refere a toda a nação pecando por oprimir o necessitado, por não trazer o dízimo, então, POR QUE os sacerdotes não são incluídos na lista dos que necessitavam dos dízimos? A lógica nos diz que NOVAMENTE os sacerdotes são os OPRESSORES em vez de os OPRIMIDOS.
Sexto, Desse modo, em Malaquias, os sacerdotes (e não o povo) é que realmente receberam a terrível condenação divina! Eles foram considerados culpados de uma longa lista de pecados, incluindo a maldição por roubo (Malaquias 1:6,14). “Maldito seja o ladrão que tem no seu rebanho um macho e vota e sacrifica ao Senhor uma coisa corrompida” (?) Neemias 13:11 deve referir-se principalmente aos sacerdotes liderando o Templo, como sendo os culpados de roubar os dízimos dos levitas (somente as porções destes).
“Então contendi com os magistrados, e disse: Por que se desamparou a casa de Deus? Porém eu os ajuntei, e os restaurei no seu posto”.
(ML 3:6) - Porque eu, o SENHOR, não mudo; por isso vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos.
(ML 3:7) - Desde os dias de vossos pais vos desviastes dos meus estatutos, e não os guardastes; tornai-vos para mim, e eu me tornarei para vós, diz o SENHOR dos Exércitos; mas vós dizeis: Em que havemos de tornar?
Malaquias 3:6 - Este texto sempre tem sido interpretado para significar que Deus não muda e sempre e sempre vai exigir os 10% do Seu povo, quer se trate da nação de Israel na Antiga Aliança ou da Igreja, na Nova Aliança, ou dos crentes mais pobres e necessitados.
Contudo, o texto sugere algo totalmente diferente. Visto como Deus é justo e não deseja castigar o justo com o culpado, então Ele julgará os pecados dos sacerdotes (Malaquias 3:1-4), os quais já chegavam a uma grande extensão (Malaquias 2:1-7), amaldiçoando-os 4 vezes. Deus não muda com respeito ao julgamento (2:17-3:4). Ele colocou a responsabilidade final pelos necessitados nas mãos dos sacerdotes (Malaquias 3:5) e Deus não muda nem livra os sacerdotes culpados dos seus deveres.
Por conseguinte, neste contexto, a expressão “Deus não muda” significa que Ele nunca muda sobre o julgamento do pecado. Deus guarda as promessas de Sua Aliança, tanto de bênçãos como de maldições.
Malaquias 3:7 - É totalmente desonesto ignorar o contexto dos versos 3:1-7 e começar a ensinar o dízimo a partir do verso 8. Novamente eu pergunto: “Deus está falando aos sacerdotes ou mudou de direção, para se dirigir a toda a nação de Israel neste verso?” Embora não encontremos uma indicação a partir da frase “desde os dias de vossos pais”, podemos concluir honestamente que Deus está falando aos israelitas e não à igreja.
A segunda frase “dos meus ESTATUTOS, e não os guardastes” provê uma conclusão sobre a audiência de Deus. Vocês já leram a exata significação da palavra estatuto, a qual estabelece o dizimar? Ela se encontra em Números 18, o capítulo fundamental sobre o dizimar. “Estatuto” e “Ordenança” ocorrem várias vezes nesse capítulo (Números 18:8, 11, 19, 23).
Toda a Lei de Moisés, ou Antiga Aliança, consistia de mandamentos, ordenanças [estatutos] e julgamentos. As ordenanças ou “estatutos” eram o serviço cerimonial de adoração, os quais detalhavam cada aspecto do serviço dos sacerdotes dentro do santuário. Notem que Deus não diz: “Vos desviastes dos meus ‘mandamentos’ e julgamentos”. Comparem com Neemias 10:29.
Quer esteja Deus falando somente aos sacerdotes ou a toda a nação de Israel, está meridianamente claro que Malaquias 3:8-10 deve ficar entendido e explicado no contexto das “ordenanças” ou “estatutos” da Lei de Moisés, a partir do verso 7. Ordenanças são as leis da adoração cerimonial para os sacerdotes da Antiga Aliança. Dizimar é uma dessas ordenanças e não um “mandamento moral”.
(ML 3:7) - ... Em que havemos de tornar?
(ML 3:8) - Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas.
Nota: Se vocês COMEÇARAM a sua leitura por este capítulo e nestes versos, estarão prejudicando o seu próprio conhecimento da Palavra de Deus, sendo desonestos com o seu contexto e, provavelmente, jamais poderão entender a real significação de Malaquias 3:8-10. Por favor, parem agora, façam uma retrospectiva e, pelo menos, leiam todo o artigo até aqui (e de preferência também o 2 Crônicas 31 e Neemias).
Contudo, se não quiserem voltar a ler minha exposição de Malaquias, até aqui, nesse caso, ainda precisam conhecer o contexto de Malaquias, as cidades levíticas e as tabelas de horário de serviço, no Templo de Jerusalém, dos sacerdotes e levitas. Por que? Porque estes três tópicos é que dão o contexto oficial às práticas do dizimar, conforme a Palavra de Deus. A parte mais importante desse imediato contexto é o Livro de Neemias. Quem for totalmente honesto com a Palavra de Deus, porém não estiver familiarizado com o Livro de Neemias, então esta exposição vai mudar seriamente o que provavelmente acham que a Bíblia ensina sobre o dizimar. Neemias discute o assunto muito mais do que Malaquias o faz e nos dá o exato contexto de Malaquias 3:8-10. Apertem os cintos! A discussão seguinte vai ser uma corrida feroz para alguns de vocês!
Tenho sempre apressado o leitor no sentido de considerar uma pergunta muito importante, a partir de Malaquias 1:6: “Para quem Deus está falando?” Novamente: “Quem é ‘vós’ e quem é ‘nós’ em Malaquias 3:8?” Embora exista uma aplicação secundária ao povo em geral, Deus continua falando aos sacerdotes. O verso 7 termina com os sacerdotes - de Malaquias 2:17 a 3:6 - perguntando a Deus: “Em que havemos de tornar?” No contexto eles estão indagando: “O que nós, os sacerdotes precisamos fazer para voltar a guardar as ‘ordenanças’ da vossa adoração cerimonial?”
O verso 8 não principia num vácuo. Ele começa com Deus respondendo à pergunta dos sacerdotes, feita no verso 7. A Palavra de Deus exige que não iniciemos esse estudo bíblico pelo verso 8. Deus está dizendo aos SACERDOTES que ELES O roubaram nos dízimos e nas ofertas!
Aí vocês perguntam: “Onde é que a Bíblia diz que Deus está falando somente aos sacerdotes?” Então, eu respondo:
1. - Visto como Deus claramente começou falando aos sacerdotes em Malaquias 1:6...
2. - Ele enfaticamente continuou falando aos mesmos, em Malaquias 2:1.
3. - Deve estar falando com eles sobre os Seus altares, em Malaquias 2:13.
4. - Ainda continua, é claro, falando com eles, a partir de Malaquias 2:17, até Malaquias 3:4, PORTANTO...
5. - Deus continua especificamente se dirigindo aos sacerdotes em Malaquias 3:8! Eu pergunto: “Quando foi que Deus PAROU de falar aos sacerdotes? O encargo de prová-lo recai sobrre os que dizem que Deus, repentinamente, mudou Sua audiência - dos sacerdotes para o povo.
Nesse caso, quem de fato roubou a Deus no contexto de Malaquias 3:8?
Primeiro, os estudantes da Bíblia simplesmente não podem ignorar que Malaquias 1:13-14 é claramente endereçado aos sacerdotes, a começar de Malaquias 1:6. Na versão bíblica americana (NAS), lemos: “Vós me trazeis o que foi tomado por roubo e animal manco e cego”. Outra versão (RSV) diz: “tomado pela violência” e outra diz ainda “tomado por furto”. Deus diz que os sacerdotes haviam “furtado” muito mais do que o dízimo do dízimo, mais do que sua porção nas ofertas, ou ambos. Malaquias também frisa que os sacerdotes haviam roubado a Deus por não Lhe darem o melhor, conforme haviam votado.
Segundo, Quando comparamos Neemias 10:37-38 e 12:44,47 com 13:4,5,10,11, fica claro que o sumo sacerdote havia roubado os levitas em sua porção do dízimo porque tudo o mais estava à mão para ser recolocado. Inegavelmente, os sacerdotes haviam roubado o dízimo dos levitas! “Também entendi que os quinhões dos levitas não se lhes davam, de maneira que os levitas e os cantores, que faziam a obra, tinham fugido cada um para a sua terra” (Neemias 13:10).
O contestador vai dizer: “Não, não! Você está totalmente errado! Os sacerdotes são completamente inocentes! O povo é o culpado por não trazer os dízimos aos sacerdotes! O povo é o culpado por estar roubando a Deus!”
A essa contestação eu respondo: “Onde se encontra isso em Malaquias 1:6 a 3:7?”. Através de todo o Livro de Malaquias, OS SACERDOTES TÊM SIDO OS VILÕES, os culpados, os ladrões - para agora, de repente, se dizer que eles são a parte maltratada? Como é possível ser tão inconsistente? Deus já havia AMALDIÇOADO os sacerdotes, QUATRO VEZES, por terem-NO roubado e por não Lhe trazerem o que possuíam. Os sacerdotes não são as pobres vítimas inocentes, como tantos pregadores desejam que os consideremos. Eles são os “ladrões”, os “defraudadores”, que já possuíam à mão os dízimos e as ofertas (conforme Neemias 10:38, 12:44,47), por não darem a Deus o melhor e por não dividirem com os levitas, conforme Neemias 13:10, e os necessitados, conforme Malaquias 3:5.
Malaquias 3:9 - Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, sim, toda esta nação.
“Finalmente”, vai dizer o professor de dízimo: “AGORA você vai admitir que Deus está falando a toda a nação e não aos sacerdotes, neste verso”.
Respondo: “Qual é o contexto? Até aqui o pronome ’vós’ vinha se referindo quase exclusivamente aos sacerdotes, para receberem as maldições que Deus lhes havia lançado em razão de sua culpa. É justo, concluir AGORA, que o pronome ‘vós’, repentinamente passa a referir-se ao povo e que era este quem havia lesado os sacerdotes?” As quatro primeiras maldições haviam sido lançadas contra os sacerdotes desonestos (Malaquias 1:14 e 2:2). Esses ministros eram culpados de roubar a Deus e por isso receberam uma extensa e acre censura, em Malaquias 1:6 a 2:9. Eles O haviam desonrado e desprezado o Seu nome (Malaquias 1:6). Eles O haviam roubado por não Lhe oferecerem o melhor (Malaquias 1:7-8). Sua adoração não era aceitável (Malaquias 1:8). Deus queria que eles parassem com a sua hipócrita adoração e dessem atenção às portas do Templo (Malaquias 1:10). Ele estava cansado da desonestidade deles (Malaquias 1:13-14) e os amaldiçoou como enganadores e defraudadores (Malaquias 1:14). Até mesmo os seus filhos seriam afetados pelos seus pecados e censurados (Malaquias 2:3). Deus ainda prometeu espalhar esterco sobe os rostos deles, durante as suas festas solenes. (Malaquias 2:3).
“Mas...” Objetará o professor do dízimo, “o verso 9 diz claramente ‘toda esta nação’”
Respondo: “Olhe mais atentamente para o verso”. Por alguma razão os eruditos tradutores do Hebraico acham que este verso 9 deveria ser lido: “Toda a VOSSA nação”. Embora o “vossa” não apareça na versão King James, ela aparece nas versões NAS e RSV (e também na popularíssima NVI). O propósito de acrescentar o “vossa” não fica claro, a não ser que ele distinga toda a nação “dos sacerdotes” do restante da nação! Um possível precedente contextual bíblico é visto no roubo dos dízimos dos levitas que ministravam, por Eliabe, conforme Neemias 13:7-10, o qual teria de envolver outros sacerdotes. Novamente, o ponto principal, neste caso, é que (pelo menos até agora) Deus esteve amaldiçoando os sacerdotes como ladrões, em vez de expressar compaixão por eles.
Se Malaquias 3:9 continua a maldição de Malaquias 2:2, então ela é uma adição à mesma: “Se não ouvirdes e se não propuserdes, no vosso coração, dar honra ao meu nome, diz o SENHOR dos Exércitos, enviarei a maldição contra vós, e amaldiçoarei as vossas bênçãos; e também já as tenho amaldiçoado, porque não aplicais a isso o coração”. Até mesmo as ofertas dos sacerdotes eram amaldiçoadas: “Ainda fazeis isto outra vez, cobrindo o altar do SENHOR de lágrimas, com choro e com gemidos; de sorte que ele não olha mais para a oferta, nem a aceitará com prazer da vossa mão” (Malaquias 2:13).
Realmente, os sacerdotes careciam de uma purificação, conforme Malaquias 3:3: “E assentar-se-á como fundidor e purificador de prata; e purificará os filhos de Levi, e os refinará como ouro e como prata; então ao SENHOR trarão oferta em justiça”. Então, porque iria Ele deixar tão repentinamente de amaldiçoar os sacerdotes, para lhes ministrar alguns versos depois (conforme alguns dizem)?
Qual é exatamente a maldição de Malaquias 3:9? Em Deuteronômio 27:26, lemos: “Maldito aquele que não confirmar as palavras desta lei, não as cumprindo. E todo o povo dirá: Amém” (Citado em Gálatas 3:10). Esta era a maldição da Antiga Aliança. Repito, a maldição de Malaquias 3:9 era a maldição da Antiga Aliança. A nação havia prometido a Deus que iria obedecer cada parte de toda a Lei, ou então concordaria em receber cada um deles uma maldição. A audiência de Malaquias em Neemias 10:28-29 renovou os seus votos da Antiga Aliança, pedindo, novamente, que Deus amaldiçoasse o povo, caso este falhasse em obedecer cada parte da lei.
A Nova Aliança, nos ensina que Jesus tendo vindo como o segundo Adão (Romanos 5:17-19) e como Israel personificado em Mateus 2:15 (Do Egito chamei o meu Filho), para viver uma vida totalmente isenta de pecado e para obedecer cada parte da Lei (Hebreus 10:9). Pela fé, Sua perfeita obediência é creditada ao crente (Romanos 3:24-26; 2 Coríntios 5:21). Desse modo, os cristãos não estão sujeitos a qualquer tipo de maldição da Antiga Aliança, pois eles têm a perfeita posição impecável de Cristo, em razão da Sua obediência a Deus. Como explica, também, o meu bom amigo Jonathan Hithcart, “Por que iria Cristo morrer para nos redimir da maldição da Lei [Gálatas 3:13] e em seguida nos colocar novamente sob a mesma maldição? Isso é loucura, gente!” Amigos, é um horrendo pecado que os pregadores cristãos retirem a maldição de Malaquias do seu contexto histórico na Antiga Aliança e a usem como uma marreta ou ferro em brasa, a fim de ameaçar os membros da igreja, por não pagarem os dízimos! Somente os israelitas poderiam ser ameaçados por esse pecado, porque eles eram os únicos que haviam pedido que Deus os amaldiçoasse, caso deixassem de cumprir fielmente a Lei. Deus jamais entrou nesse tipo de aliança com a Igreja.
O Apóstolo Paulo, em Gálatas 3 discute a “maldição da lei”. Após ter ele citado Deuteronômio 27:26, no verso 10, ele diz, no verso 12, que “a lei não é de fé”. Do mesmo modo, o dízimo não é de fé. Como eleitos de Deus, os crentes da Nova Aliança não estão sob maldição ALGUMA! Como poderíamos estar? Já somos mais que vencedores e nossas vidas estão escondidas com Cristo em Deus (Romanos 8:37 e Colossenses 3:1-4). A Escritura é clara neste ponto (Ver ainda Romanos 8:1, 33; Hebreus 10:14 e Efésios 1:7). Creiam na Palavra de Deus para a Igreja! Creiam em Gálatas 3:13: “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro”. Fiquem livres das mentiras dos que os amedrontam com maldição letal!!!
Com relação aos versos de Malaquias 3:8-10, o altamente considerado J. Vernon McGee escreveu: “Sob a graça, Deus deseja que seja dado apenas o que se pode dar. Para algumas pessoas isso seria menos que o dízimo. Sou de opinião que uma quantia maior desta rica sociedade deveria estar sendo dada a Deus (página 84). “Novamente eu relembraria vocês que não estamos mais sob o sistema do dízimo hoje em dia. Existem muitos crentes humildes, de renda baixíssima, para os quais o dízimo seria demais para ser dado” (p. 85). “Já não existe essa coisa de dizimar hoje em dia, como o que era levado à casa do tesouro. Não é essa a maneira de ofertar, pois o que Israel dava era em forma de produtos” (p. 86).
(ML 3:10) - “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes”.
O que significa “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro”? Por mais de 40 anos senti que algo estava errado com este verso, porém não conseguia atinar com o que era. Embora à primeira vista o pregador superficial, o estudante ou o leigo achem este verso auto-explanatório, na verdade ele está completamente longe disso. Devemos estudar os inspirados textos bíblicos, tanto de Malaquias como de Neemias, a fim de podermos entender Malaquias 3:10. Realmente, além deste simples verso, Deus JAMAIS ordenou pessoa alguma a trazer TODOS os dízimos à casa do tesouro em Jerusalém. Vamos repetir: DEUS JAMAIS ordenou pessoa alguma a trazer TODOS os dízimos à casa do tesouro em Jerusalém. De fato, o oposto é que é verdade! Consideremos cuidadosamente as seguintes instruções contidas na Palavra de Deus.
Havia realmente três tipos de dízimos coletados, conforme a exigência da Antiga Aliança, mas apenas a uma pequena parte do primeiro havia a exigência de que fosse trazida à casa do tesouro. Portanto, existe algo seriamente errado com as explanações dadas pelos professores do dízimo, de Malaquias 3:10.
O primeiro dízimo, destinado aos servos levitas dos sacerdotes, não era para ser trazido à casa do tesouro: “E eis que aos filhos de Levi tenho dado todos os dízimos em Israel por herança, pelo ministério que executam, o ministério da tenda da congregação” (Números 18:21). “E debaixo das suas ordens estavam Éden, Miniamim, Jesua, Semaías, Amarias e Secanias, nas cidades dos sacerdotes, para distribuírem com fidelidade a seus irmãos, segundo as suas turmas, tanto aos pequenos como aos grandes” (2 Crônicas 31:15). “Também dentre os filhos de Arão, os sacerdotes, que estavam nos campos dos arrabaldes das suas cidades, em cada cidade, havia homens que foram designados pelos seus nomes para distribuírem as porções a todo o homem entre os sacerdotes e a todos os que estavam contados entre os levitas” (2 Crônicas 31:19). “... e os dízimos da nossa terra [trazei] aos levitas; e que os levitas receberiam os dízimos em todas as cidades, da nossa lavoura. (Neemias 10:37-b).
Deus ordenou que Israel trouxesse TODO o primeiro dízimo aos levitas (não aos sacerdotes), onde eles moravam, - nas cidades levíticas - e Jerusalém NÃO era uma cidade levítica (Ver Josué 21:9-19). Os levitas não residiam permanentemente perto do Templo em Jerusalém. Todos os quatro textos precedentes tornam absolutamente claro que os levitas é que recebiam TODO o dízimo em suas cidades, não os sacerdotes no Templo. Após terem-no recebido, tanto os sacerdotes como os levitas consumiam a maior parte do mesmo, fora de Jerusalém.
O que FAZIAM esses levitas recebedores do dízimo, na maior parte do tempo? Enquanto estavam no Templo, eles eram assistentes dos sacerdotes, guardas, cantores, construtores e artesãos de toda espécie. Os que estavam fora do Templo eram pecuaristas (Números 35:2), professores, políticos e juízes e, evidentemente, aperfeiçoavam suas habilidades de artesãos e de supervisores dos artesãos. Na 1 Crônicas 23:2-4, concluímos que num total de 38.000, 24.000 eram construtores e artesãos, 6.000 eram juízes civis e supervisores. Estes, sim, recebiam o dízimo TODO!. Nenhum deles ministrava como sacerdote! De fato, é uma revelação chocante, hem?
Também os fatos sobre as cidades levíticas e a escala de uma entre 24 semanas de trabalho (24 cursos) no Templo significava que 95% do dízimo permanecia onde os sacerdotes e levitas residiam. Por conseguinte, Números 18:21; 2 Crônicas 31:15-19 e Neemias 10:37-38 mostram claramente que Malaquias 3:10 não pode, de modo algum, referir-se a TODOS os dízimos, inclusive àquele pertencente aos levitas.
O segundo dízimo, o dízimo das festas, não era trazido para ser guardado na casa do tesouro no Templo. Deuteronômio 12:17-18 diz: “Dentro das tuas portas não poderás comer o dízimo do teu grão, nem do teu mosto, nem do teu azeite, nem os primogênitos das tuas vacas, nem das tuas ovelhas; nem nenhum dos teus votos, que houveres prometido, nem as tuas ofertas voluntárias, nem a oferta alçada da tua mão. Mas os comerás perante o SENHOR teu Deus, no lugar que escolher o SENHOR teu Deus, tu, e teu filho, e a tua filha, e o teu servo, e a tua serva, e o levita que está dentro das tuas portas; e perante o SENHOR teu Deus te alegrarás em tudo em que puseres a tua mão”. Na Nova BKJ pode-se ler sobre este dízimo em Deuteronômio 12:6-19 e em Deuteronômio 14, especialmente o verso 23. Esse dízimo das festas era trazido “ao local”, isto é, a Jerusalém, para uma das três celebrações religiosas nacionais, para ser repartido entre TODOS. Visto como o dizimo era sempre entregue em alimentos, ele era consumido por todos, nas ruas onde Israel celebrava. Assim, nada desse segundo dízimo era trazido à casa do tesouro em Jerusalém.
O terceiro dízimo, o dízimo dos pobres, também não era trazido ao Templo em Jerusalém. Deuteronômio 14:28-29 diz: “Ao fim de três anos tirarás todos os dízimos da tua colheita no mesmo ano, e os recolherás dentro das tuas portas; Então virá o levita (pois nem parte nem herança tem contigo), e o estrangeiro, e o órfão, e a viúva, que estão dentro das tuas portas, e comerão, e fartar-se-ão; para que o SENHOR teu Deus te abençoe em toda a obra que as tuas mãos fizerem”. Vocês também podem ler sobre este dízimo em Deuteronômio 26:12-13. Este dízimo era pago a cada triênio e Deus ordenava, especificamente, que ele fosse guardado “dentro das portas do pagador do dízimo”, para uso dos levitas e de todos os carentes. Portanto, o terceiro dízimo não era trazido a Jerusalém e muito menos à casa do tesouro.
Confusos? Quantas vezes vocês ouviram os pregadores do dízimo falar desses três, enquanto estavam pregando Malaquias 3:8-10? Estes versos, agora, não são tão auto-evidentes, pois não? Claramente, TODOS os dízimos JAMAIS foram trazidos à “CASA DO TESOURO”. E como isso nunca foi verdade, então, por que a igreja os usa como exemplo principal de “dízimar à casa do tesouro”???
Agora vamos tentar fazer um pouco de ordem nesta confusão. A significação real de Malaquias 3:10 é revelada pelo que Deus realmente mandou que fosse trazido à casa do tesouro em Jerusalém. Com relação aos dízimos de alimentos, vamos descobrir que a casa do tesouro em Jerusalém era apenas um lugar para se estocar e constantemente substituir o alimento usado para alimentar os sacerdotes e os levitas que entravam e saíam do serviço no Templo, cada semana, para os seus ministérios semanais.
Quem quiser saber o que realmente significa Malaquias 3:10, quando diz: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro”, que leia e estude cuidadosamente os seguintes conjuntos de textos: Neemias 18:9-32; 10:35-38; 12:44-47 e 2 Crônicas 31:15-19.
Primeiro, Neemias 10:35 (completando Números 18:12-13) ordena ao “povo” que traga as “primícias” da colheita, anualmente, à “CASA DO SENHOR”.
Segundo, Neemias 10:36 (completando Números 18:15-18) ordena ao “povo” que traga o primogênito de todo animal limpo à CASA DO SENHOR, “para os sacerdotes”.
Terceiro, Neemias 10:37-a ordena ao “povo” que traga o primeiro e o melhor de toda a massa, o fruto de toda árvore, o mosto e o azeite às “câmaras da CASA DO SENHOR”, para os sacerdotes.
Quarto, OBSERVEM A MUDANÇA! Neemias 10:37-b (completando Números 18:21-24) ordena claramente que o “povo” traga os dízimos, não à CASA DO TESOURO, mas “aos levitas”, nas suas cidades levíticas, as terras de pasto, as comunidades familiares ou cidades rurais, onde os levitas (e os sacerdotes) residiam, quando não estavam desempenhando os seus turnos, servindo como cantores no Templo. Quanto aos dízimos (Neemias 10:37-b) - este fato revela um desvio fatal na interpretação comum de Malaquias 3:10) - visto como a maioria dos sacerdotes e levitas não ficava no Templo, o “povo”, normalmente, NÃO levava os dízimos para o Templo.
Quinto, Neemias 10:38 (completando Números 18:26) ordena que “os levitas (junto com os sacerdotes)” tragam “os 10% do dízimo”, isto é, o “dízimo dos dízimos”, das cidades levíticas “à casa do Senhor, às câmaras da CASA do nosso Deus, ou às câmaras da CASA DO TESOURO”: “E que o sacerdote, filho de Arão, estaria com os levitas quando estes recebessem os dízimos, e que os levitas trariam os dízimos dos dízimos à casa do nosso Deus, às câmaras da casa do tesouro”. Notem que o “povo” não era normalmente ordenado a “trazer”qualquer parte do dízimo diretamente ao Templo, porque os levitas e os sacerdotes eram os responsáveis por isso!
Neemias 10:35 - As primícias da terra para a casa do tesouro no Templo, para os sacerdotes.
Neemias 10:36 - Os primogênitos dos rebanhos à casa do tesouro no Templo, para os sacerdotes.
Neemias 10:37-a - O melhor da massa, do vinho e do azeite à casa do tesouro no Templo, para os sacerdotes.
Neemias 10:38 - 1/10 de todos os dízimos à casa do tesouro no Templo, para os sacerdotes.
Neemias 10:37-b - TODOS OS DÍZIMOS ÀS CIDADES LEVÍTICAS, PARA OS LEVITAS.
Fica claro, quando se comparam estes textos, que “o povo” era ordenado a trazer o dízimo às cidades levíticas (não à casa do tesouro no Templo) e os levitas e os sacerdotes eram ordenados a levar aos sacerdotes e levitas em serviço no Templo - uma em cada 24 semanas - as porções do dízimo que iriam para a casa do tesouro, as quais eram realmente muito pequenas.
Neemias 12:44 e 47 acrescentam detalhes em falta (quando) a esses sacerdotes e levitas a serviço por uma semana no Templo era provido o alimento. “Também no mesmo dia se nomearam homens sobre as câmaras, dos tesouros, das ofertas alçadas, das primícias, dos dízimos, para ajuntarem nelas, dos campos das cidades, as partes da lei para os sacerdotes e para os levitas; porque Judá estava alegre por causa dos sacerdotes e dos levitas que assistiam ali (verso 44). Uma vez que tanto os sacerdotes como os levitas ministravam no Templo apenas por uma em cada 24 semanas e os que não estavam ali ocupados como oficiais políticos e juízes, moravam pelas outras 23 semanas (46 semanas anuais) espalhados pelo país em suas terras não herdadas, como fazendeiros, pecuaristas ou trabalhando em suas diversas manufaturas necessárias à manutenção do Templo.
Neemias 12:44 explica que era necessário trazer o alimento (dos dízimos) àqueles sacerdote e levitas que estavam desempenhando os seus ministérios. Eles deveriam trazer “apenas as porções da lei” ao Templo, a fim de serem armazenadas. Quando Neemias 12:47 diz: “Por isso todo o Israel, já nos dias de Zorobabel e nos dias de Neemias, dava aos cantores e aos porteiros as porções de cada dia; e santificavam as porções aos levitas, e os levitas as santificavam aos filhos de Arão”, novamente está se referindo apenas à porção diária que era trazida das cidades levíticas à casa do tesouro, a fim de prover alimentos aos que ministravam (Ver também 2 Crônicas 31:16). Essa porção era correspondente a 10% de todo o dízimo dos levitas para os sacerdotes. Contudo (e isso é importante), o saldo dos dízimos era guardado nas cidades levíticas, onde residia a maioria dos sacerdotes e levitas. Novamente, não faz sentido colocar os alimentos num lugar, quando o povo residia em outro (2 Crônicas 31:15-19).
Como os sacerdotes se alimentavam de 10% do dízimo, enquanto os levitas dos 90% restantes? A resposta novamente se encontra em Números 18 e Neemias 10:35-38. Pelo menos uma vez por ano cada família deveria trazer as primícias e o primogênito PARA OS SACERDOTES e não para os levitas. O senso comum poderia sugerir que cada família trazia a sua própria porção do dízimo alimento, consigo e de sua cidade natal.
“Bem”, vocês perguntam, “se tudo ia para os levitas em suas cidades e não para a casa do tesouro no Templo em Jerusalém, então o que significa Malaquias 3:10?” Visto como Malaquias 3:10 nos lembrou que Deus não muda com relação à Sua Aliança com Israel, devemos, então, concluir que Ele não mudou a ordenança de dizimar encontrada em Números 18:21-24, enquanto perdurou a Antiga Aliança.
A única conclusão lógica que permanece consistente é a evidência de que Deus ainda está falando com os sacerdotes desde Malaquias 1:6 e especialmente em 2:1, “AGORA, ó sacerdotes, este mandamento é para vós”.
Os sacerdotes haviam ajudado os levitas a coletar os dízimos, conforme Neemias 10:38, e assim continuaram a fazer (Malaquias 3:8-b), não todos, imediatamente, mas apenas “diariamente”, “conforme a necessidade”, para os que estavam entrando em seu turno de ministério ou “serviço”.
O que aconteceu aos dízimos, depois que foram “trazidos”, conforme Neemias 12:47? Eles haviam sido removidos do Templo (roubados) pelo sumo sacerdote (e pelos outros sacerdotes), conforme Neemias 13:7-10 e precisavam ser restituídos (Neemias 13:11-12) para que os levitas pudessem assistir os sacerdotes (Neemias 13:11). Se Neemias 13 é o contexto de Malaquias 3, então os sacerdotes haviam roubado a porção dos dízimos dos levitas.
Se Neemias 13 é ou não é o contexto de “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro”, isso foi ordenado, não ao “povo”, mas aos levitas e aos sacerdotes, conforme Neemias 10:38. Portanto, a ordem acima (Malaquias 3:10) é endereçada exclusivamente aos levitas e aos sacerdotes (os sacerdotes desonestos), referindo-se apenas às porções diárias dos que estavam em serviço no Templo. A vasta maioria dos dízimos DEVERIA permanecer nas cidades dos sacerdotes e levitas, onde a maioria deles residia.
Os mestres cristãos do dízimo não podem aceitar essa conclusão. Aceitá-la seria admitir que, exceto durante aquele curso de ministério ativo, 90% da porção dos levitas, TODOS os dízimos das festas e TODOS os dízimos dos pobres deveriam ficar fora da casa do tesouro, do Templo. Pior ainda para eles seria admitir que o grosso desses dízimos permanecia nas cidades levíticas, onde os levitas e sacerdotes residiam, permanentemente, com suas famílias.
Mesmo que dizimar na Nova Aliança fosse correto (o que, obviamente, não é) a verdadeira significação de Malaquias 3:10 proíbe o costume de ordenar que os membros comuns da igreja tragam TODOS os dízimos à chamada “casa do tesouro” da Igreja. Nesse caso, visto como Malaquias 3:10 não significa que Israel deveria levar TODOS os dízimos à casa do tesouro, ENTÃO os pregadores do dízimo jamais deveriam citá-lo para exigir que os cristãos tragam TODOS os dízimos à igreja.
A Igreja não é Casa do Tesouro (Armazém).
Os mestres cristãos do dízimo falam muito na “casa do tesouro” - a Igreja. Para justificá-lo, eles torcem a significação do verbo grego (thesaurizo) para o “entesourar” (2 Coríntios 16:2), a fim de manipular o texto grego. A frase é literalmente “por ele mesmo, colocar, entesourando”. O texto não chama a Igreja de “casa do tesouro”, mas simplesmente diz ao contribuinte que faça um donativo. Muitos comentaristas chegam a dizer que este verbo significa “guardar em casa”, sem dar qualquer relevância ao edifício eclesiástico (o qual, pelo visto, nem sequer existia no tempo em que Paulo escreveu a 1 Coríntios, falando sobre o sustento pastoral [capítulo 9].
Vocês jamais encontrarão qualquer mestre do dízimo citando a 2 Coríntios 12:14: “Eis aqui estou pronto para pela terceira vez ir ter convosco, e não vos serei pesado, pois que não busco o que é vosso, mas sim a vós: porque não devem os filhos entesourar para os pais, mas os pais para os filhos”, como exemplo de “casa do tesouro” da Igreja. Mesmo que Paulo tenha usado o mesmo verbo grego (thesaurizo) na passagem supracitada, ele quis dizer que, como pregador do evangelho, estaria trabalhando, a fim de prover as necessidades dos pobres da Igreja, o que ele repetiu em Atos 20:35.
O conceito cristão de Igreja como “casa do tesouro” é terrivelmente contrário à Escritura. No contexto de Malaquias, a casa do tesouro era principalmente uma responsabilidade da autoridade política do governador, a fim de assegurar a sua manutenção. Eram os reis que controlavam as riquezas do Templo. A Escritura registra sete vezes em que os reis se desfizeram da riqueza da casa do tesouro do Templo de Deus, e até mesmo de sua riqueza pessoal (1 Reis 14:25-26;15:18; 2 Reis 12:18; 14:14; 16:8; 18:14-15; 20:13-19 e 24:13). Você gostaria que o seu governador pudesse fazer o mesmo?
Pelas razões seguintes, uma apropriada explanação do contexto de Malaquias não converte a “casa do tesouro”, aí citada, na “casa do tesouro da Igreja”.
01 - Pela discussão acima, a casa do tesouro em Jerusalém não continha permanentemente todo o dízimo. Visto como a maioria dos sacerdotes e levitas recebia o dízimo nas cidades levíticas, onde eram coletados integralmente os chamados “dízimos”, onde eles e suas famílias residiam, a maior parte destes era ali guardada. Os alimentos iam para o local onde morava o povo. Conforme 2 Crônicas 31:15-19 e Neemias 12:44,47, somente as porções diárias necessárias (ou semanais de cada curso) eram levadas das cidades levíticas para os que estavam ministrando em rodízio. Esta era apenas uma pequena porção de TODO o dízimo dos levitas e dos “10% dos 10%” (O dízimo do dízimo) dos sacerdotes (Neemias 10:37-38).
02 - Enquanto as casas do tesouro do Velho Testamento eram consideradas como propriedade do Estado religioso, a maioria das igrejas da Nova Aliança não o são.
03 - Enquanto as casas do tesouro do Velho Testamento recebiam apoio político para coletar os dízimos, a maioria das igrejas da Nova Aliança não o recebe.
04 - Enquanto as casas do tesouro do Velho Testamento recebiam os dízimos em alimentos, as igrejas da Nova Aliança coletam dinheiro, o qual nunca foi incluído na definição bíblica de dízimo.
05 - Enquanto os dízimos das festas e dos pobres, no Velho Testamento, proviam alimento para os carentes, a maioria das igrejas da Nova Aliança retém a maior parte dos dízimos coletados para si mesmas e raramente se envolve em beneficência.
06 - Enquanto a casa do tesouro do Velho Testamento provia o sustento do sacerdócio nacional, a Nova Aliança ensina o sacerdócio de todos os crentes.
Sete - Enquanto as casas do tesouro do Velho Testamento promoviam os sacrifícios sacerdotais, conforme a lei, os líderes das igrejas da Nova Aliança são novos oficiais sob novos princípios.
Oito - Enquanto a maior parte das casas do tesouro do Velho Testamento era usada para armazenar as porções das primícias, dos primogênitos, os impostos do Templo e as ofertas alçadas, este exemplo já não é seguido pelas igrejas da Nova Aliança.
Nove - Enquanto o dízimo da Antiga Aliança era um fundo separado das ofertas voluntárias, para a manutenção dos edifícios, muitas igrejas da Nova Aliança colocam todas as suas necessidades num programa total e corretamente eliminam o princípio do dízimo da Antiga Aliança.
Dez - Visto como os judeus ortodoxos não manuseiam dinheiro nem coletam ofertas em seu Sábado, seria duvidoso que os antigos cristãos judeus tivessem mudado essa tradição para manusear dinheiro na Igreja, em seu dia sagrado.
Onze - Enquanto o Templo do Velho Testamento - copiando os templos pagãos - se tornou uma ilegítima casa do tesouro, a Igreja da Nova Aliança não deve ser usada como um armazém bancário, ou casa do tesouro.
Malaquias 3:10-b - “... Para que haja mantimento na minha casa”.
Mais uma vez, conforme a Palavra de Deus, os dízimos em Israel eram em alimento e somente em alimento: “Trazei todos os dízimos... para que haja mantimento” significa exatamente o que diz. Embora já existisse dinheiro, a Palavra de Deus JAMAIS incluiu dinheiro em sua principal descrição dos itens a serem dizimados! No entanto, esta é a única verdadeira definição bíblica de “dízimo”.
Malaquias 3:10-c ... e depois fazei prova de mim
“Testem-me” (NAS, NIV, RSV). O professor do dízimo diz afoitamente: “Este é o único lugar na Palavra de Deus em que Deus nos manda testá-Lo!” Como se esse teste a Israel sob os termos da Antiga Aliança pudesse provar que dizimar é uma doutrina da Nova Aliança! Se isso fosse tão importante, então por que o Espírito Santo não inspirou pelo menos um dos escritores da Nova Aliança a repetir isso claramente? Deus não precisa “testar” nem “provar” os crentes da Nova Aliança em sua obediência a qualquer parte da Antiga Lei, da qual ele já os libertou [na cruz do Calvário]. Os cristãos estão mortos para a Lei (Romanos 7:4). Quando Paulo precisou de alimento para os carentes em Jerusalém, ele disse: “Não digo isto como quem manda, mas para provar, pela diligência dos outros, a sinceridade de vosso amor” (2 Coríntios 8:8). É exatamente esta a interpretação dada na Nova Aliança para dadivar.
Exatamente, o que significa “testar Deus” no contexto de Malaquias 3:5 e no resto do Velho Testamento? Vejamos:
“O que oprime o pobre insulta àquele que o criou, mas o que se compadece do necessitado o honra.” (Provérbios 14:31).
“Julgou a causa do aflito e necessitado; então lhe sucedeu bem; porventura não é isto conhecer-me? diz o SENHOR” (Jeremias 22:16).
“Eis que esta foi a iniqüidade de Sodoma, tua irmã: Soberba, fartura de pão, e abundância de ociosidade teve ela e suas filhas; mas nunca fortaleceu a mão do pobre e do necessitado” (Ezequiel 16:49).
“Assim falou o SENHOR dos Exércitos, dizendo: Executai juízo verdadeiro, mostrai piedade e misericórdia cada um para com seu irmão. E não oprimais a viúva, nem o órfão, nem o estrangeiro, nem o pobre, nem intente cada um, em seu coração, o mal contra o seu irmão” (Zacarias 7:9-10).
“E chegar-me-ei a vós para juízo; e serei uma testemunha veloz contra os feiticeiros, contra os adúlteros, contra os que juram falsamente, contra os que defraudam o diarista em seu salário, e a viúva, e o órfão, e que pervertem o direito do estrangeiro, e não me temem, diz o SENHOR dos Exércitos. (Malaquias 3:5).
Deus testou o reto caráter dos Seus filhos no Velho Testamento na maneira pela qual eles tratavam os pobres. Repito: Deus testou o reto caráter dos Seus filhos no Velho Testamento na maneira pela qual eles tratavam os pobres.
Se a Igreja da Nova Aliança responde positivamente em sua maneira de testar Deus, - eu lhes pergunto - será que ela pratica a bondade usando a mesma maneira que Deus decretou que se usasse na Antiga Aliança? - ou será que ela retém a maior parte do dinheiro para os seus próprios salários? Ou será que a típica igreja diz à sua congregação para “testar Deus” ao dizimar e, em seguida, censura Deus por não ter misericórdia dos pobres? (Provérbios 14:31).
Será que a profissão da Igreja de que “realmente conhece Deus” está sendo demonstrada em sua maneira de “julgar a causa do pobre”? (Jeremias 22:16). Existem muitíssimas igrejas, exatamente como Sodoma, repletas de abundância, mas que não ajudam os pobres? (Ezequiel 16:49). Depois de testar Deus e ter recebido abundância de bondade, seria de esperar que Israel cuidasse dos seus pobres, conforme Malaquias 3:5. Como sua Igreja iria se sair nesse teste, conforme Zacarias 7:9-10?
(ML 3:10-d) - “vos abrir as janelas do céu”.
(ML 3:11) - E por causa de vós repreenderei o devorador, e ele não destruirá os frutos da vossa terra; e a vossa vide no campo não será estéril, diz o SENHOR dos Exércitos.
(ML 3:12) - E todas as nações vos chamarão bem-aventurados; porque vós sereis uma terra deleitosa, diz o SENHOR dos Exércitos.
“O SENHOR te abrirá o seu bom tesouro, o céu, para dar chuva à tua terra no seu tempo, e para abençoar toda a obra das tuas mãos; e emprestarás a muitas nações, porém tu não tomarás emprestado” (Deuteronômio 28:12). O capítulo 28 de Deuteronômio contém as bênçãos e maldições da Antiga Aliança às quais se refere Malaquias 3. Essas mesmas bênçãos e maldições foram renovadas pela audiência de Malaquias, em Neemias 10:29 e provêem o contexto de Malaquias. “as janelas do céu” se refere à chuva (Gênesis 7:9; 2 Reis 7:2, 19). Numa terra constantemente assolada pela fome e seca, as maiores bênçãos viriam das “janelas do céu”, em forma de chuva. Israel era uma nação, cuja riqueza e sucesso dependiam dos seus rebanhos e da produção agrícola. Deus prometeu que haveria bastante espaço para preservar os alimentos de uma colheita abundante. A obediência dos sacerdotes conduziria às bênçãos sobre toda a terra.
Alguém poderia indagar: “Se Deus está falando somente para os sacerdotes, os quais não podiam possuir nem herdar permanentemente a terra, então por que Ele está prometendo aos mesmos colheitas abundantes, se trouxessem todos os dízimos à casa do tesouro?”
[“Elementar, meu caro Watson!”] Se a terra e os israelitas que trabalhavam a terra não fossem abençoados, então estes não poderiam dar os dízimos aos levitas e os levitas não dariam os dízimos aos sacerdotes. Todos se regozijavam ou sofriam juntos. Exatamente como um presidente deveria dirigir-se aos seus senadores com referência a “vossos estados, vossos cidadãos, vossa indústria e vossas fazendas”, do mesmo modo Deus inclui o povo e os sacerdotes em suas bênçãos. Embora isso talvez pudesse ser difícil de ver nas exatas palavras destes textos nas exatas palavras destes textos, talvez seja mais difícil descobrir exatamente onde Deus PAROU de falar diretamente aos sacerdotes, depois de Malaquias 2:1.
Com referência a Números 35:2, 2 Crônicas 31:15-19 e Neemias 10:37 e 13:10, também é importante saber que a Bíblia não diz que os levitas também não eram fazendeiros e pecuaristas; ela diz apenas que as terras em que eles viviam, cultivavam e criavam os rebanhos, sempre pertenciam à tribo na qual eles viviam e não podiam herdá-las nem transmiti-las como herança.
(ML 3:13) - As vossas palavras foram agressivas para mim, diz o SENHOR; mas vós dizeis: Que temos falado contra ti?
(ML 3:14) - Vós tendes dito: Inútil é servir a Deus; que nos aproveita termos cuidado em guardar os seus preceitos, e em andar de luto diante do SENHOR dos Exércitos?
(ML 3:15) - Ora, pois, nós reputamos por bem-aventurados os soberbos; também os que cometem impiedade são edificados; sim, eles tentam a Deus, e escapam.
Leiam Malaquias 1:6-14, mais uma vez; Malaquias 3:13 soa como mais uma declaração de Malaquias 1:6-10; os sacerdotes haviam arrogantemente desprezado o Seu nome, ao reter os melhores animais para o sacrifício (dos dízimos ou primogênitos) para eles mesmos e por Lhe oferecerem o que era roubado, manco ou enfermo. O verso 14 é semelhante à vaidade do verso 1:12 e à censura do verso 3:7. O verso 15 imita Malaquias 2:7-8. Novamente, porque os sacerdotes não haviam cumprido os seus deveres, todo o Israel seguiu o seu mau exemplo.
(ML 3:18) - Então voltareis e vereis a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus, e o que não o serve.
“Por isso também eu vos fiz desprezíveis, e indignos diante de todo o povo, visto que não guardastes os meus caminhos, mas fizestes acepção de pessoas na lei”. (Malaquias 2:9). Embora os versos 16 e 17 possam ser comparáveis a todo o Judá em Esdras 9:4, o verso 18 é claramente endereçado aos sacerdotes. Os sacerdotes haviam claramente se tornado culpados de parcialidade e de “não temer ao SENHOR”, então o verso 3:16 seria apropriado. Eles até mesmo exclamaram em 3:14: “Inútil é servir a Deus”. É responsabilidade dos sacerdotes “discernir entre o que é certo e o que é errado”. APÓS terem sido purificados no Templo, conforme Malaquias 3:2-5, eles puderam “trazer ao Senhor oferta de justiça” (3:3).
(ML 4:1) PORQUE eis que aquele dia vem ardendo como fornalha; todos os soberbos, e todos os que cometem impiedade, serão como a palha; e o dia que está para vir os abrasará, diz o SENHOR dos Exércitos, de sorte que lhes não deixará nem raiz nem ramo.
(ML 4:4) Lembrai-vos da lei de Moisés, meu servo, que lhe mandei em Horebe para todo o Israel, a saber, estatutos e juízos.
(ML 4:5) - Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível dia do SENHOR;
(ML 4:6) - E ele converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais; para que eu não venha, e fira a terra com maldição.
Malaquias 4:1 - Este verso se refere, retrospectivamente, ao castigo aos maus sacerdotes mencionado em Malaquias 3:2: “Mas quem suportará o dia da sua vinda? E quem subsistirá, quando ele aparecer? Porque ele será como o fogo do ourives e como o sabão dos lavandeiros”.
Malaquias 4:4 - Este texto traz a última advertência de que tudo no Livro de Malaquias está no contexto da Lei da Antiga Aliança, a qual foi suplantada.
Malaquias 4:5 - O pensamento é paralelo a Malaquias 3:1, quando Deus virá ao Templo para purificar o sacerdócio. Um dos cumprimentos foi aquele de João Batista, o mensageiro de Deus, filho de um sacerdote.
Malaquias 4:6 - O Livro de Malaquias fecha sem indicação alguma de que Deus tenha parado de falar aos sacerdotes, desde Malaquias 2:1: “AGORA, ó sacerdotes, este mandamento é para vós”. Para serem honestos com a sua interpretação da Palavra de Deus, os pregadores cristãos deveriam parar de enganar os membros menos informados de suas Igrejas e deixar de levá-los a pensar que Malaquias 3:8-10 significa exatamente o oposto do que tem sido realmente ensinado.
Se alguém desejar realmente fazer uma correlação para hoje, então os pregadores são os que têm, de modo não bíblico, tomado o lugar dos sacerdotes desonestos em Malaquias. Com as suas ações, eles estão escondendo a doutrina do sacerdócio dos crentes, a fim de poderem coletar os dízimos. Eles desconsideram totalmente a definição bíblica de “dízimos”. Eles pedem que todos os dízimos sejam trazidos à Igreja, ignorando Neemias 10:37-b. Eles não usam a porcentagem maior do dízimo recebido para os pobres, conforme a Bíblia ensina. Não é de admirar que o Velho Testamento termine com a palavra “maldição”.
Nota: Este autor verifica totalmente que mudanças importantes foram feitas durante e após os 400 anos que separam Malaquias de Mateus. Talvez seja bem provável que o Império Romano estivesse nomeando sumos sacerdotes e que os sacerdotes estivessem fraudando os levitas, apossando-se dos seus dízimos e redistribuindo-os conforme a sua escolha. Tais mudanças não foram autorizadas por Deus; eles não mudaram a maneira pela qual Deus quis que os dízimos fossem manuseados, de Moisés até Neemias.



AUTOR: Russell E. Kelly



FONTE: http://www.cpr.org.br/comentario-malaquias.htm

VIA:PASTOR JOÃO NOGUEIRA DE LIMA



O dízimo não é uma doutrina cristã

"EU FICO COM ESTE CONSELHO TEM FUNDAMENTO" 

 II Coríntios 9

Quanto à administração que se faz a favor dos santos, não necessito escrever-vos;
Porque bem sei a prontidão do vosso ânimo, da qual me glorio de vós para com os macedônios; que a Acaia está pronta desde o ano passado; e o vosso zelo tem estimulado muitos.
Mas enviei estes irmãos, para que a nossa glória, acerca de vós, não seja vã nesta parte; para que (como já disse) possais estar prontos,
A fim de, se acaso os macedônios vierem comigo, e vos acharem desapercebidos, não nos envergonharmos nós (para não dizermos vós) deste firme fundamento de glória.
Portanto, tive por coisa necessária exortar estes irmãos, para que primeiro fossem ter convosco, e preparassem de antemão a vossa bênção, já antes anunciada, para que esteja pronta como bênção, e não como avareza.
E digo isto: Que o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância ceifará.
Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria.
E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda a boa obra;
Conforme está escrito: Espalhou, deu aos pobres; A sua justiça permanece para sempre.
Ora, aquele que dá a semente ao que semeia, também vos dê pão para comer, e multiplique a vossa sementeira, e aumente os frutos da vossa justiça;
Para que em tudo enriqueçais para toda a beneficência, a qual faz que por nós se dêem graças a Deus.
Porque a administração deste serviço, não só supre as necessidades dos santos, mas também é abundante em muitas graças, que se dão a Deus.
Visto como, na prova desta administração, glorificam a Deus pela submissão, que confessais quanto ao evangelho de Cristo, e pela liberalidade de vossos dons para com eles, e para com todos;
E pela sua oração por vós, tendo de vós saudades, por causa da excelente graça de Deus que em vós há.
Graças a Deus, pois, pelo seu dom inefável.

APÓSTOLO PAULO SERVO DE JESUS O CRISTO DE DEUS ...