"Now the Spirit speaketh expressly, that in the latter times some shall depart from the faith, giving heed to seducing spirits, and doctrines of devils; Speaking lies in hypocrisy;having their conscience seared with a hot iron;"1 Timothy 4:1-2

sexta-feira, 13 de abril de 2012

ESTAMOS CHEGANDO AO FIM.


Não quero mais ser evangélico
Publicado em 12/15/2009
Gilson Souto Maior Junior
Jornal da Cidade



Não estou brincando! A indignação toma conta de meu ser, pois não dá mais. Evangélico no Brasil virou sinônimo de movimento financeiro religioso, algo meio sem ética – ou totalmente se preferir – em que se rouba e depois ora pedindo perdão a Deus. O “mensalão” de Brasília revela não apenas o que há de pior na política brasileira, mas algo cheira mal na fé evangélica também (ou plagiando o filme, “Fé de mais não cheira bem”). Como é possível alguém orar e dizer que o “financiador” é uma bênção para a cidade? A verdade é que hoje a cristandade está com a síndrome de Geazi, servo do profeta Eliseu (2Reis 5:20-27). Correndo atrás dos tesouros de Naamã, a cristandade gananciosa (2Reis 5:20) mente e camufla situações para justificar seus pecados (2Reis 5:22); pior, esconde o pecado (2Reis 5:24), mostrando a hipocrisia em que vivem (2Reis 5:25). Desta vez foi a gota d’água, ver um pastor, que é deputado distrital – o que já é incoerente, pois ou é pastor ou deputado – e o presidente da Câmara, orando e pedindo a Deus pelo gestor das
fraudes, chamando-o de “instrumento de bênção para nossas vidas e para a cidade”. Para a cidade de Brasília eu não sei, mas parece que o gestor financeiro do mensalão foi uma “bênção” para outros.

Não é apenas isso (ou tudo isso), mas a Igreja Evangélica no Brasil virou um monstrengo, uma colcha de retalhos, que mistura “alhos com bugalhos”, Bíblia com água e óleo ungido. Os pastores deixaram de ser homens de reconhecida piedade para serem executivos da fé; jogaram no lixo a orientação de Paulo para serem ministros de Cristo, que se ocupassem da leitura da Escritura, “à exortação e ao ensino” (1Timóteo 4:12,13), para serem ministros de si
mesmo, onde a “escritura” agora é auto-ajuda, e a exortação e o ensino viraram barganha de promessas. Não me escandalizo mais, pois o que sinto é uma revolta contra aqueles que “seguiram pelo caminho de Caim, e por causa do lucro se lançaram no erro de Balaão...” (Judas 11).

Por isso não me chamem de “evangélico”, pois este termo implicava numa atitude baseada no Evangelho de Cristo. Mas hoje isso virou um termo jocoso e maldoso. Não quero mais compactuar com pastores que vendem e compram igrejas (isso mesmo!) como se fossem propriedades privadas, investimentos financeiros lucrosos. Não quero mais saber deste evangelicalismo sem ética, sem doutrina e que está mandando milhares para o inferno. Chega deste evangelho de faz-de-conta, em que Jesus é apresentado como um “amigão”, mas nunca como Senhor. Chega deste “evangelho” sem cruz, sem vergonha e mentiroso. Com certeza, Pedro está certo quando afirma pelo Espírito Santo: “... Tais homens têm prazer na luxúria à luz do dia... enganam os inconstantes e têm o coração exercitado na ganância. São malditos. Eles se desviaram, deixando o caminho reto e seguindo o caminho de Balaão, filho de
Beor, que amou o prêmio da injustiça” (2Pedro 2:13-15).

E agora? Onde estão os apóstolos que pedem dinheiro e se envolvem com as maracutaias religiosas? Onde estão aqueles que oram pelo dinheiro sujo e pedem em nome de Deus que os abençoe? Onde estão aqueles que vendem igrejas com membros e tudo mais? Que pedem “trízimo” (não estou brincando), ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo? Onde estão os profetas com suas “profetadas” e palavras “ungidas”? Onde está a Igreja que diz proclamar em alta voz que o Brasil é do Senhor Jesus? Ouçamos Isaías: “Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem, mal; que transformam trevas em luz e luz em trevas, e ao amargo em doce, e o doce em amargo!... Por isso a ira do SENHOR acendeu-se contra o seu povo, e o SENHOR estendeu a mão contra ele e o feriu...” (Isaías 5:20,25a).

Aqui não é um julgamento. Que ninguém me venha com a falácia de “Não julgueis para não serdes julgados”, pois isso é um simplismo de que se aproveitam muitos daqueles que são desonestos e usam a Bíblia para justificar suas ações. Diante da injustiça não podemos nos calar, seja ela de um evangélico ou não. Não me chamem de evangélico, pois não quero este evangelho mercadológico. Quero apenas ser cristão, quero apenas seguir a Cristo e viver para Ele.




O autor, Gilson Souto Maior Junior, é pastor sênior da Igreja Batista do Estoril e professor de Antigo Testamento e Hebraico da Faculdade Teológica Batista de Bauru - Fateo
VIA: PASTOR JOÃO NOGUEIRA DE LIMA
FONTE:http://www.jesussite.com.br/acervo.asp?id=1418

Fraudes Espirituais - A Igreja em Células



A Igreja em Células é apresentada como uma revivescência da igreja primitiva. Seus proponentes criticam a igreja organizada, do mesmo modo como nós o fazemos. Eles falam da igreja primitiva e afirmam estar de volta às suas raízes. Será que isso é verdade ou se trata apenas de uma sutil e fraudulenta imitação? Como é possível saber qual a diferença que existe entre as duas?


Os co-pais do moderno Movimento da Igreja em Células são Juan Carlos Ortiz e David Yong Cho, da Argentina e Coréia do Sul, respectivamente. [Nota da tradutora: Há quem diga que o atual "David", que antes se chamava "Paul", mudou o seu nome porque "Paul" significava apenas o nome do maior apóstolo de Cristo, enquanto "David" representa o Rei a quem de direito pertence, eternamente, o trono de Israel]. O movimento foi popularizado nos EUA por Ralph Neighbors, Carl George e outros. Conforme veremos mais tarde, ele está estreitamente ligado aoMovimento dos Apóstolos e Profetas. Discutiremos cada um destes, logo mais, para termos uma visão mais aproximada da estrutura da Igreja em Células.




Raízes do Apascentamento/Discipulado e do Pensamento Positivo


Juan Carlos Ortiz deu início às igrejas em células nos passados anos 1960/70. A ele dá-se o crédito de ter deslanchado o movimento de apascentamento e discipulado nos EUA, quando introduziu os seus ensinos de discipulado aos proponentes, mais tarde conhecidos como Fort Luderdale "Five". Ele declara que cada pessoa precisa estar sob a autoridade de alguém. Sua primeira lei no discipulado é: "Não existe formação sem submissão" e a segunda: "Não existe submissão sem submissão" ("Disciple", Juan Carlos Ortiz, ps. 111,113). Ele esclarece isto, dizendo: "Somente quando estou na linha é que a autoridade pode passar de mim para os outros... Quem quiser ter o direito de controlar os outros, precisa estar, ele mesmo, sob o controle de outros" (Ibid, os. 113,114). Ele ressalta uma estrutura, na qual os comandos para o corpo fluem "do alto, através do meio, para a extremidade inferior" (Ibid, p. 125). Não seria essa uma errônea analogia da nossa anatomia? Os comandos não fluem da nossa cabeça, através do pescoço, do coração, do estômago, das pernas e dos pés para movimentar os artelhos. Existe uma conexão direta entre a cabeça e os artelhos. Não existe hierarquia no corpo. Cada membro é conectado, através do sistema nervoso, à "cabeça". Eis aqui a exata diferença entre a Antiga e a Nova Aliança. A Antiga era exterior, organizacional e hierárquica, enquanto a Nova é orgânica, embasada no relacionamento de cada um de nós com Deus.

Outra doutrina fundamental de Juan Carlos Ortiz é o ofício de "apóstolos", na igreja moderna. "O Novo Testamento não fala constantemente da doutrina de Jesus, mas da doutrina dos apóstolos. Eles eram infalíveis." Esta pode ser uma doutrina católica e tenho dúvidas de que os apóstolos iriam concordar com a mesma. Lembre-se deste conceito, quando chegarmos ao capítulo 10, sobre "Apóstolos, Profetas e Submissão". Ele conclui com a idéia de "uma igreja, uma cidade", na qual todos os pastores da cidade são co-pastores de uma igreja (Ibid, os. 128,129). É a tentativa de manter os cristãos de uma cidade sob o comando de um grupo de "super-anciãos", consistindo de apóstolos auto-nomeados sobre os pastores e o laicato dessa cidade. A base do Movimento da Igreja em Células é uma interpretação não bíblica da submissão, na qual cada pessoa deve estar sob ou sobre o comando de outra. Discutiremos isso com mais profundidade no próximo capítulo. Ora, o pastor hispânico, atualmente, na Catedral de Cristal de Robert Schüller, trabalhando de mãos dadas com este, é Juan Carlos Ortiz. Para quem é iniciante e achar que Schüller é apenas um apóstata, vejamos: "O falso ensino de Schüller é um assunto extremamente sério, à luz de sua ampla influência. Ele é o mais popular em sua difusão pela TV na América. Seus livros são vendidos aos milhões. Ele aparece ao lado de presidentes. O seu 'Cristianismo da auto-estima' tem sido adotado por multidões. Elas acham que são cristãs e freqüentam igrejas; porém, na realidade, adoram um falso cristo e seguem um falso evangelho. Roberto Schüller e o seu mentor, o falecido Norman Vincent Peale, são dois entre os mais danosos promotores do erro". (http://rapidnet.com/~jbeard/bdm/expose/schuller/). Acesse este website, para ler uma exposição mais completa do assunto supra.

A Igreja em Células de maior sucesso e, sem comparação, reputada como a maior do mundo, fica em Seul, Coréia do Sul, a qual lidera um milhão de membros. David Yon Cho também está estreitamente vinculado ao Movimento Positivo de Robert Schüller, englobando curas miraculosas, profecia, visualização, teologia da prosperidade e outras práticas pentecostais. "O ensino de Cho é um sistema da mente dominando a matéria (ou então da imaginação dominando a matéria). Ele admite francamente ser essa uma versão cristianizada dos métodos praticados pelos budistas, expoentes da Yoga e seguidores de outros sistemas pagãos, místicos e ocultistas... Sobre o pensamento positivo (confissão), Cho declara: 'Você pode criar a presença de Jesus com a sua boca... Ele pode ser aprisionado pelos seus lábios e pelas suas palavras...'" Quanto à visualização, a técnica, mais poderosa do ocultismo, Cho escreve: "Através da visualização e do sonho, você pode incubar o seu futuro e conseguir os resultados" (Para obter mais detalhes, acesse o site:
http://www.rapidnet.com/jbeard/bdm/exposes /cho/general/htm
).

Cho ensina que a chave do sucesso se encontra no pensamento positivo, na visualização e no falar, para que se dê origem à realidade física. Isso não é Cristianismo. É pura bruxaria!

Cho declara: "Nossa Igreja tornou-se um organismo vivo, no qual as células são vivas, funcionando identicamente às células do corpo humano. Em um organismo vivo as células crescem e se dividem. Onde antes existiu uma célula, agora existem duas. Depois haverá quatro, oito, dezesseis e assim por diante. Elas são simplesmente acrescentadas ao corpo numa progressão geométrica". ("Successful Home Cell Groups", David Yong Cho, p. 65).

A Igreja de Cho não é uma rede de igrejas domésticas, porém uma igreja dividida em células, com uma rígida liderança hierárquica e compulsórios serviços semanais. Ela se encaixa mais no modelo da Meta-Igreja de Rick Warren, a Igreja de Saddleback.



Uma estrutura em pirâmide - Controle e mais controle


Conforme veremos, as igrejas em células são todas elas estruturas piramidais, onde os líderes aprendizes são cuidadosamente reinados e monitorados apenas sob a liderança de outro líder e do "staff" da igreja. Embora afirmem seguir os métodos do "Novo Testamento", elas são mais rígidas e autoritárias do que as estruturas tradicionais que temos hoje. O famoso consultor de "Crescimento da Igreja" Carl F. George, descreve os sistemas "Jetro I e Jetro II", cujos nomes derivam do sistema instituído por Moisés com os "juízes da lei". Ele começa com o indivíduo, seguido pelos líderes aprendizes, o líder do grupo de células, o líder de dez, o líder de cinco grupos de dez, o líder de 100 e o de 500. A falha neste caso é que a forma organizacional do Antigo Testamento, incluindo o Templo e o sacerdócio, foram descartados pela Nova Aliança. [Nota da Tradutora: Todo criador de novidades no Cristianismo atual tende a se embasar no Antigo Testamento e no Gnosticismo, pois o NT não dá margem a esses engodos].

Os pastores desenvolvem uma hierarquia clerical e líderes leigos, numa organização que pode ser desenhada num mapa chamado "Meta-Mapa". "O hábil uso do 'Meta-Mapa' permite que o "staff" e os escritórios entendam como são configuradas as suas igrejas, de modo a que possam movimentar fatores críticos importantes, como, por exemplo, onde se encontram os líderes e líderes em potencial, as novas pessoas, como os visitantes estão sendo tratados e onde os membros antigos são aparentados com os membros mais novos. Um 'Meta-Mapa' possibilita que os líderes vejam o que acontece depois que cada pessoa se reuniu em adoração corporativa: aonde elas vão? Qual a tarefa que estão levando com elas? Qual o estágio de vida que estão ocupando? ... Cada símbolo visual no 'Meta-Mapa' representa um líder a ser supervisionado, um sítio de treinamento para a produção de um aprendiz..." (Carl F. George - "The Coming Church Revolution", p. 246). Longe de serem liberalmente organizados e estarem sob a direção do Espírito Santo, os grupos de células são fortemente controlados dentro da hierarquia da igreja.

Seus proponentes sentem que "a igreja embasada no programa tradicional não pode conter o futuro reavivamento" (Larry Stocksill - "The Cell Church", p. 17). As linhas seguintes descrevem uma reunião ideal de células:

"Às vezes, no estabelecimento de um lar, cada pessoa se move numa área de vida, começando com um 'quebrador o gelo', como, naturalmente, em qualquer outro tópico de conversa. O líder do grupo coloca uma simples pergunta (escrita em cada lição), à qual cada pessoa deve dar uma resposta rápida ou engraçada. Um "quebrador de gelo" é indispensável, pois ele promove a comunidade de grupo e ainda abre uma possibilidade dos membros compartilharem. O próximo componente é uma discussão de quatro perguntas embasadas numa passagem da Escritura. Nossos grupos geralmente discutem o tópico do sermão do domingo passado... A lição termina com uma 'aplicação'... Após a lição, o grupo focaliza mais uma vez a oração e a 'visão'" (Ibid, ps. 135,136). Esta é dificilmente uma explanação de uma espontânea "igreja primitiva", onde cada pessoa seguia a direção do Espírito Santo. Compartilhar, segundo esse relato, o sermão do domingo passado? E onde fica o Espírito Santo nessa história?

Em sua excelente obra sobre o assunto, Tricia Tillin diz o seguinte:

"À primeira vista, parece existir pouca distinção entre as igrejas em células e as igrejas domésticas, pois a retórica parece idêntica. Ambas condenam as estruturas eclesiásticas das antigas denominações, ambas ressaltam a estrutura informal da igreja primitiva, apressando os cristãos a mudarem o pensamento sobre a maneira como a igreja deve ser organizada.

Contudo, os objetivos de cada uma são idênticos. Os cristãos poderiam ser desculpados por acreditarem que as igrejas em células constituem outro método - um método recomendável - de evitar o apascentamento austero, deixando claro que os anciãos não exigem tanta autoridade, resultando em nada a ser feito pelos membros da igreja, exceto o dever de se submeterem e obedecerem como ovelhas.

Infelizmente, porém, o contrário é que é verdade, pois, conforme veremos, o sistema da igreja em células se destina a reforçar a mais estrita obediência à nova ordem do governo apostólico, assegurando que essa obediência seja difundida pelos comandos locais e, eventualmente, pelo mundo inteiro (ênfase do autor).

(Veja "Transforming Church, Tricia Tillin:
http://www.banner.org.uk/apostasy/cell-church7.htm
.)


Conforme ressalta a escritora Tricia, o propósito desse movimento é apresentar a "nova ordem eclesiástica" da revelação do governo apostólico e profético (extra-bíblico). Tricia chega ao ponto de citar o escritor britânico Brian Mills, líder sênior do movimento de reconciliação cultural e autor do livro "Sins of the Father" (Pecados do Pai), cujos escritos estão no website DAWN International, o qual diz que:


"Deus está transacionando o seu povo. É tempo de se preparar... tempo de mudança. Ele está colocando a Igreja em seu devido lugar e compreensão, através dos quais ela possa cumprir o seu propósito na terra... Ele está querendo que a Igreja encha a terra com a Sua glória, a fim de que ela seja subjugada, para Ele ter domínio sobre a mesma. Ele está querendo que ela cumpra os seus propósitos no Cosmo. Ele quer que ela triunfe sobre os principados e potestades... Um movimento espiritual paradigma já se encontra em movimento, numa porção de frentes e de várias maneiras... Uma redefinição das compreensões geralmente mantidas e de conceitos familiares. Nesse sentido temos entendido que os aspectos de Sua vontade não têm sido suficientes para deslanchar a colheita final e expressar a Sua vontade, assim na terra, como no céu... Em vez disso, temos visto igrejas em termos de moldes denominacionais... Todas essas definições serão redefinidas - pois são delimitadoras e seccionais. Existe apenas uma igreja na terra - a de Jesus Cristo.

Falamos agora das Igrejas em Células, igrejas jovens, igrejas das crianças, igrejas domésticas. Precisamos permitir outra expressão de igrejas nos locais de trabalho, nas instituições e em comunidades, onde não seja apropriado existir um modelo denominacional... Elas devem ser também definidas em termos relacionados às necessidades... Serão redefinidas no emprego. O negócio modelará a igreja para os seus empregados e clientes. As pessoas que trabalham em diversão e nas artes deveriam compor a sua igreja conforme os seus próprios termos e premissas.

Os pastores não mais verão o seu ministério simplesmente em termos de apascentar um grupo específico de psoas chamado congregação. Eles serão convocados a cooperar através das nascentes e das fronteiras, de modo a serem pastores de cidades. Desse modo eles começarão a ter responsabilidade diante de Deus pela sua cidade e todas as suas expressões de vida. Eles vão pastorear o governo local, a polícia, os serviços de educação. Vão pastorear as áreas da cidade ainda não atingidas, procurando expressar, ali, a igreja de uma nova maneira.
A batalha cósmica pelo controle do mundo se aproxima. Não devemos ver isso apenas em termos humanos, nesta área da globalização - mas também em termos cósmicos... A igreja precisa aprender a combater os poderes cósmicos das trevas - em unidade de coração, mente, vontade e propósito, em completa harmonia com os propósitos divinos... É tempo da igreja, como entidade corporativa, descobrir como operar em uníssono" (Brian Mills, Outubro 2000).


Mills conclui: "O que significa substituir os sistemas de congregações locais por pastores autônomos? É a Igreja Universal organizada em pequenas células, facilmente monitoradas, todas elas dirigidas por monitores aprovados, anciãos e grupos apostólicos, por toda a cidade, especialmente treinados, os quais, por sua vez, darão contas e serão controlados pelo governo apostólico central, o qual estará nas mãos de figuras como Peter C. Wagner, o apóstolo principal" (Ibid, Ticia Tillin, Parte 7). Agora já conseguimos ver o poder dessa enganosa sedução. As citações acima dizem um bocado em poucas palavras. Elas vão desde as igrejas em células até o dominionismo dos apóstolos e profetas - querendo tomar conta da terra para estabelecerem Cristo e a Igreja:

Ralph Neighbors popularizou o Movimento da Igreja em Células em seu livro "Where Do We Go From Here?" (Para Onde Iremos a Partir Daqui?), no qual ele diz:


"As igrejas em células são o único meio pelo qual a comunhão pode ser experimentada por todos os cristãos... O grupo de células não é apenas uma porção da vida da igreja a ser apreendida com uma dúzia de outras organizações. É a vida da igreja e quando ela existe apropriadamente, todas as demais estruturas competitivas já não são necessárias, nem válidas" (livro supra citado, p. 86). 
Ele acredita que este é o modelo do Novo Testamento e que uma célula é realmente uma pequena comunidade. Mas na prática uma célula sempre se divide e entre pessoas não é possível construir uma amizade duradoura em termos de relacionamentos.



Pensamento de Grupo


Quem desejar pesquisar detalhadamente os vários livros escritos sobre o assunto, poderá descobrir que o objetivo doMovimento da Igreja em Células é obstruir o pensamento dos indivíduos e levá-los a confiar no grupo - "pensamento de grupo". Vamos falar sobre o controle da mente e o engodo. O grupo de células é inteiramente controlado e coreografado através da construção de processos de consenso e de resolução de conflitos. Conforme diz Berit Kjos em sua obra "Brave New Schools", na qual ela fala do processo dialético que envolve os estudantes (o qual poderíamos substituir por membros de células): "Nada existe de inerentemente errado com uma livre troca de fatos e idéias. As discussões organizadas até podem ser boas, neutras ou manipuladas, dependendo do propósito, direção e controle. Porém, quando os professores (líderes de células) promovem as discussões em grupos embasadas em informações próprias, na direção de um consenso antecipadamente planejado, ou a conclusões que conflitam com valores prioritários, estão manipulando os estudantes(membros de células) (p. 70).

O objetivo do Movimento de Crescimento da Igreja é conseguir um movimento paradigma infiltrado em nosso pensamento, vendo os seus pastores como "agentes de mudança". Eles usam as reuniões de pequenos grupos para desafiar antigos paradigmas e meios de pensar, transformando-os gradualmente. Conforme cita Tracia Tillin:

"No website de Berit Kjos encontra-se uma excelente explanação deste processo:

'Quando a Palavra de Deus é dialogada (em vez de ser didaticamente interpretada) entre os crentes e descrentes, com múltiplas versões bíblicas utilizadas (desencorajando-se a leitura da BKJ) e o consenso é alcançado - acordo com o qual todos se sentem confortáveis - logo a Palavra de Deus é diluída de modo tão sutil que os participantes são condicionados a aceitar (e até mesmo a celebrar) o seu compromisso (síntese). A nova síntese torna-se o ponto de partida (tese) para a próxima reunião e o processo de mudança (inovação) continua. O temor da alienação do grupo é a pressão que impede o indivíduo de permanecer firme na verdade da Palavra de Deus, fazendo-o permanecer calado (auto-editado). O respeito humano (rejeição) supera o temor de Deus. O resultado final é um "movimento de paradigma" em como alguém processa a factual informação". ("What's Wrong With The 21st Century Church?'" (O Que Há de Errado com a Igreja do Século 21?), Dr. Robert Klenck).

"O que os líderes das igrejas em células desejam é o experimental conhecimento de Deus, uma intimidade espiritual, sinais miraculosos, grupos entrelaçados, mãos levantadas, canções e danças, diversão e emoção. O estudo, ensino e pregação da Palavra são deixados de lado, e em alguns casos abandonados, sendo a maior ênfase colocada em satisfazer as necessidades sentidas pelas pessoas, relacionando umas com as outras e "compartilhando" atividades sociais, psicologia, aconselhamento, e usando-se recursos espirituais para efetuar mudanças nas pessoas que freqüentam, ou sobre as que estão sendo trazidas ao grupo. Desenvolver a vida comunitária é considerado muito mais importante do que estabelecer a verdade objetiva no coração do indivíduo" (Ibid, Tracia Tillin, parte 7).



Análise


Existe algo sutilmente atraente sobre o movimento da "igreja em células", pois ele parece estar nos conduzindo de volta aos singelos encontros domésticos da igreja primitiva. Contudo, o clero ainda existe, mas para o propósito de treinamento, supervisão e desenvolvimento das células - elogiável, se fosse apenas isso que ali houvesse. Eles usam o exemplo da China e dizem que se a igreja institucional fosse fechada, suas células continuariam... e até pode ser.

Confio em que você vai pedir que o Senhor lhe dê uma revelação, à medida em que você for lendo estas simples palavras de Efésios 3:14-21:

"Por causa disto me ponho de joelhos perante o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, do qual toda a família nos céus e na terra toma o nome, para que, segundo as riquezas da sua glória, vos conceda que sejais corroborados com poder pelo seu Espírito no homem interior; para que Cristo habite pela fé nos vossos corações; a fim de, estando arraigados e fundados em amor, poderdes perfeitamente compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade, e conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus. Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera, a esse glória na igreja, por Jesus Cristo, em todas as gerações, para todo o sempre. Amém".

"Nascemos de novo" em Sua família e o nosso homem interior é fortalecido através do Seu Santo Espírito. A passagem nada fala a respeito de ir à igreja, participar de programas, de estrutura hierárquica, ou mesmo de reuniões, mas de um relacionamento com Deus e com o próximo. Se cada membro tiver esse relacionamento com Cristo, Ele fará fluir vida de um para o outro. Somente quando um membro tem esse relacionamento com Cristo é que ele flui vida e amor entre os demais e, então, podemos compreender com todos os santos o amor de Cristo. Ela não diz que o pastor ou o líder do grupo de células faz tudo isso, nem ainda que apenas devemos segui-lo. Mas que o corpo exige que todos os membro funcionem e permitam que a vida de Deus flua através dele. Deus não é glorificado por um super-star pregando para grandes multidões, mas no funcionamento de cada membro do Seu corpo corporativo - a Igreja. Você recebe vida diretamente do Senhor, por estar diretamente conectado ao corpo de Cristo e aos demais membros vivos.

Isso agora pode parecer fantasioso e nada prático, uma vez que dificilmente você pode conseguir alguém envolvido nestes dias. Além disso, a média dos cristãos "freqüentadores da igreja", não tem muita experiência verdadeira com Cristo, na base do dia a dia. Eles não têm muito o que compartilhar ou dizer, porque estão por demais ocupados com seus empregos, servindo os seus patrões e se colocando diante da TV, à noite, simplesmente para vegetar, enquanto chega a hora de irem para a cama, e acordam na manhã seguinte,para repetir todo o processo, novamente. Se você diz que é para isso que levantamos pastores, então é porque está atado a uma vida de imaturidade, engano e morte. Jamais terá maturidade em Cristo, nem conseguirá sólidos relacionamentos com outros cristãos, para suportar este tempo mau.

Os grupos da igreja em células são muito semelhantes, historicamente, às células usadas nas sociedades comunistas e servem para reeducar as massas. Seu propósito é controlar e fazer lavagem cerebral. Eles o conectam a relacionamentos que, no final, comprovam ser mais fortes do que a verdade. No último capitulo nós frisamos que Rick Warren disse que, estatisticamente, se as pessoas têm pelo menos sete amigos, a igreja poderá segurá-las. Contudo, existe uma grande divisão a caminho. Ao falar dos tempos finais, Jesus disse em Lucas 21:16-17: "E até pelos pais, e irmãos, e parentes, e amigos sereis entregues; e matarão alguns de vós. E de todos sereis odiados por causa do meu nome". Você deve amar a verdade mais do que quaisquer relacionamentos:

"Se alguém vier a mim, e não aborrecer a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs, e ainda também a sua própria vida, não pode ser meu discípulo" (Lucas 14:26).

Existem fraudes pretendendo enganá-lo, apresentadas em vasos novos, um movimento paradigma pelos "pastores agentes de mudança", prometendo trazer de volta os modelos bíblicos, mas tenha cuidado! Tudo isso não passa de engodo. Ele parecerá bom e enganará a todos, exceto àqueles que tenham aprendido a escutar a Sua voz. Aqueles a quem você mais ama irão tentar e conseguirão fazê-lo apostatar. Mas você não precisa estar totalmente sozinho.

Existe alguma verdade no que os defensores da igreja em células dizem. Precisamos de outros cristãos. Não podemos resistir sozinhos; então peça que o Senhor o conduza àqueles que pensam do mesmo modo como você pensa. Como veremos no próximo capítulo, Jesus fala sobre nós sermos a videira, não uma árvore. Cada cristão está diretamente conectado à Videira. Os artelhos recebem ordens da cabeça, não do pé. Não existe hierarquia de autoridade sob a Nova Aliança. Cada membro do corpo precisa funcionar. Não são ofícios eletivos nem posições, mas funções de vida. Nenhum membro é maior nem melhor que o outro. Não estão conectados por pertencerem à mesma organização, mas por compartilharem uma vida comum e essa vida deve ser expressa de CADA membro para o outro.

Ao contrário das discussões guiadas pelos líderes do "grupo da célula", deveríamos aprender a seguir a liderança do Espírito Santo. Deveríamos olhar firmemente para Jesus, para Quem Ele é e o que está fazendo em nossas vidas. Pelo que você precisa agradecer? Em outras palavras, quais as experiências reais, atuais e novas que tem no seu relacionamento pessoal com Jesus Cristo? Se você não tem experiência alguma, seria melhor voltar ao comitê. O que será do Seu corpo, se as pessoas não estiverem compartilhando o que Ele tem feito em suas vidas, visto como Ele está vivo em seus santos? Seria preferível escutar o que o Senhor fez esta semana, na vida de dez "donas de casa" e como o Senhor está tratando com elas, do que escutar um eloqüente pastor treinado num Seminário. Deus está (ou deveria estar) tratando conosco, todo dia. Mas se Ele não for ativo em sua vida, é melhor que você corra a entreter-se em adoração, em algum grupo ou com algum pastor. Vá lá, sente-se e cole os ouvidos, junto com as massas, enquanto é alimentado com leite e mediocridade provindos do púlpito. Quando você começa a escutar a voz dEle, permitindo que Ele se revele e trate com você, então vai ter muito o que compartilhar numa reunião com outros cristãos, os quais também tenham idênticas experiências.

A verdadeira "vida da igreja" depende da união das várias partes vivas do corpo. Se cada membro foi "vivificado", experimentando o Senhor cada dia, algo maravilhoso acontece, quando os cristãos se reúnem. Quando, porém, o cristão está "morto", ele só pode mesmo esquentar um banco na igreja ou em outro lugar. Não se trata de encontrar um momento certo para se encontrar. Nem como isso é feito. Não se trata de ter-se "preparado para um ajuntamento", não se trata de forma ou método... Trata-se da vida em Cristo. Você está espiritualmente vivo ou morto? A igreja está repleta de cadáveres espirituais e de bons atores.

Quando temos um vibrante relacionamento com o Senhor, temos muito para compartilhar e nos edificar mutuamente. Quando não temos um novo relacionamento com Ele, sentimo-nos culpados e vazios, criticando os outros e nos aborrecendo. E quando não recebemos o alimento e os cuidados desejados, logo ficamos zangados. Não existe um projétil mágico, nenhum sistema ou organização, nem forma de reunião. A legítima "vida da igreja" deve ser espontânea e liderada pelo Espírito - não organizada num programa escrito para se seguir uma forma ou modelo de adoração.

Você pode cantar ou não. Pode simplesmente compartilhar experiências. Pode orar espontaneamente, ler a Palavra ou compartilhar o que o Senhor fez em sua vida ou lhe mostrou durante a semana. Então vai descobrir como tudo se encaixa, pois o Espírito Santo vai conduzi-lo e a maioria de suas reuniões seguirá usualmente um tema (por Ele selecionado). Você vai ficar maravilhado, quando notar que todos tiveram idênticas experiências.

Você não pode fingir. Se o Senhor trabalhou em sua vida durante a semana, vai ter algo para compartilhar, para O louvar, para agradecer-Lhe, compartilhando como Ele o tem usado, etc. Se você for hipócrita, vai sentir isso e os outros também sentirão. Saiba que Igreja do Senhor está exatamente onde dois ou três se reúnem em o Seu Nome. É agradável estar com vinte ou trinta pessoas, mas não se trata do número de pessoas, mas do fator "vida". Se você conta "estórias" de como o Senhor agiu com você há 20 anos, ou fala sobre o último livro que leu, isso não funciona. Esta é a revelação de outra pessoa. Você precisa do maná fresco, diariamente, senão ele mofa. Experimente o Senhor cada dia. Não confie no que Ele lhe fez há 10 anos, quando mal está se mantendo de pé, neste momento.

Reuniões não dependem de um líder orientando você através de um série de perguntas objetivadas a conduzi-lo a uma lavagem cerebral. Elas dependem de sua capacidade de sentir a liderança do Espírito Santo e segui-la. Uma vez, Ele poderá conduzi-lo a louvar e agradecer, ou apenas a orar. Outra vez, a um aberto compartilhamento sobre o que o Senhor fez em sua vida. Focalize o que é novo, vivo e real, não algo que tenha lido ou escutado de outras pessoas. Se houver uma pessoa musical, então cante! Ótimo! Não existe uma forma escrita, que seja certa ou errada. Imagine estar apertado dentro de um cômodo, com um chão encardido e pouca luz, junto com outros cristãos primitivos, numa grande descrição de um encontro da igreja primitiva, conforme Efésios 5:18-20:

"E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito; falando entre vós em salmos, e hinos, e cânticos espirituais; cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração; dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo"

Os primeiros cristãos podem ter sido perseguidos, mas cantavam, compartilhavam e davam graças. Precisamos gastar menos tempo falando do que aprendemos com os outros, fofocando e nos queixando, e mais tempo dando graças e olhando à frente, para o Senhor e para o que Ele está realizando agora em nossas vidas. Então, nossas reuniões serão ricas e significativas.

Os versos acima nos ordenam a nos submetermos uns aos outros, não em termos de hierarquia ou de posição. A Bíblia fala de atitude, espírito e respeito mútuo e das necessidades de todos os membros do corpo. Paulo fala da Igreja, nos seguintes termos, em Romanos 12:3-8:

"Porque pela graça que me é dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, conforme a medida da fé que Deus repartiu a cada um. Porque assim como em um corpo temos muitos membros, e nem todos os membros têm a mesma operação, assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em Cristo, mas individualmente somos membros uns dos outros. De modo que, tendo diferentes dons, segundo a graça que nos é dada, se é profecia, seja ela segundo a medida da fé; se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao ensino; ou o que exorta, use esse dom em exortar; o que reparte, faça-o com liberalidade; o que preside, com cuidado; o que exercita misericórdia, com alegria".

Ele não fala de opiniões nem de posições, mas de funções. Somos membros do mesmo corpo, mas com diferentes funções e para que haja um corpo saudável cada membro deveria ter a sua função. Você não precisa ingressar numa Escola Bíblica ou num Seminário. Não deveríamos pensar tanto em nós mesmos, porém reconhecer a medida de cada membro. Cada um deve funcionar conforme os seus dons e com a vida que Deus lhe deu. Não existe hierarquia, apenas funções diferentes. Nenhum membro é mais importante do que o outro e ninguém deve "governar" sobre os outros.


Tudo isso é apenas um eco distante das igrejas em células. Em seguida, vamos passar ao estreitamente controladoMovimento dos Apóstolos e Profetas [capítulo 10], onde veremos como tudo está inteiramente conectado.




"Spiritual Counterfeits - The Cell Church",
Capítulo 9 do livro "Recognizing the Deception".
Dene McGriff/Mary Schultze, setembro 2006

VIA: PASTOR JOÃO NOGUEIRA DE LIMA

quarta-feira, 4 de abril de 2012

O Tribunal de Cristo





“...Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo” (Romanos 14:10).

“Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal” (2 Coríntios 5:10).

Estes versos dizem respeito somente aos cristãos. A Bíblia diz, em Hebreus 9:27: “E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo...” Até mesmo um cristão salvo não poderá escapar do julgamento. Quem não é salvo vai ser julgado no Trono Branco (fé mais obras, após a Grande Tribulação, segundo Apocalipse 20:11-13) e quem é salvo vai ser julgado no Tribunal de Cristo (fé somente) após o Arrebatamento. Esse julgamento é descrito na 1 Coríntios 3:11-15: “Mas veja cada um como edifica sobre ele. Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo. E, se alguém sobre este fundamento formar um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, a obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um. Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo”.

O cristão, filho de Deus, vai comparecer diante de Cristo.

Quando alguém me vê cometendo alguma tolice que não tem explicação (e sou especialista nisso), posso garantir que nove entre dez vezes estou ciente de que terei de dar conta disso perante o Tribunal de Cristo. Também terei de dar conta de como lidei com os dons que Deus me deu para serem usados para a Sua glória, como, por exemplo, ter facilidade de escrever, de traduzir línguas e de me expressar diante das pessoas. Sobre isso terei de prestar conta. Ninguém deve ficar de olho no que faz o seu irmão, devendo estar atento ao que o aguarda no Tribunal de Cristo. Por isso é que jamais combato pessoalmente os católicos e espíritas (muitos deles meus amigos), mas apenas combato as doutrinas antibíblicas que lhes são ensinadas. 

Vamos ver, novamente, o que nos aguarda no Tribunal de Cristo:

”Mas veja cada um como edifica sobre ele. Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo. E, se alguém sobre este fundamento formar um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, a obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um. Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo” (1 Coríntios 3:11-14).

Notem que a pessoa não vai ser queimada. Suas obras é que o serão. Notem que o fogo vai provar a obra de cada um, conforme a qualidade, pois o Senhor, no julgamento, estará interessado na qualidade e não no autor da obra.

Antes de tudo, quem é um legítimo filho de Deus já depositou toda a sua confiança em Cristo como Salvador. Somente é salvo aquele que confia exclusivamente na obra de Cristo na cruz para chegar ao céu.

Vamos esclarecer uma coisa: o termo “cristão” anda muito gasto, hoje em dia, podendo significar muita coisa. Prefiro apresentar-me como uma “crente bíblica”, pois quando digo que sou “cristã”, posso estar querendo dizer que sou mórmon, TJ, espírita, católica ou uma evangélica liberal do tipo que não crê na divindade de Jesus Cristo, o que acontece com quase todos os padres católicos e um grande número de “pastores” evangélicos. Até Ghandi foi chamado “cristão”, quando todo mundo sabe que ele era um ateu declarado!

Quando usarmos o termo “cristão” neste trabalho deve ficar bem claro que se trata de um pecador remido, o qual confia exclusivamente nos méritos de Cristo para alcançar o céu. Não me refiro a um “membro de igreja”, nem a alguém que foi “batizado”, nada disso. “Cristão” aqui significa aquele que não confia em si mesmo, nem nos santos, nem na obra de mediadores humanos, mas única e exclusivamente na obra de Cristo no Calvário. Estamos falando de um pecador salvo, que tudo abandonou para seguir a Cristo como seu discípulo (Mateus 16:24). Vamos meditar bem no que significa confiar totalmente em Alguém para poder chegar ao céu... Não falo de quem confia no seu caráter reto, em sua “vida exemplar”, nas suas “boas obras”, nada disso. Refiro-me a quem confia somente em Cristo, em mais ninguém e em mais nada, para ser salvo do inferno.

A quem é salvo, um filho de Deus, uma coisa que jamais vai acontecer é “ir queimar no inferno”. Muitas coisas ruins poderão lhe acontecer: Ele pode ser assaltado e morto, pode perder o cônjuge que tanto ama, perder os filhos, perder sua casa, exatamente como qualquer pecador não salvo. O pecador salvo pode até praticar coisas erradas, como viciar-se em drogas, cometer adultério, fornicação e outros delitos graves. Por isso alguém vai falar: “Será que ele é salvo? Acho que não!” Mas é salvo, sim! Ele peca, mas já não sente prazer no pecado e apenas cai nas armadilhas do diabo e sofre muito, quando peca... Conheci um homossexual que vivia no vício, depois de ter aceitado o Senhor. Sempre que cometia o horrendo pecado, ficava tão infeliz que até pensava em se matar. De tanto o aconselharmos e orarmos por ele, acabou largando o vício e se transformando num crente correto. Deus olhava o seu coração e dele se compadeceu. Uma pessoa que realmente aceitou Jesus Cristo e Nele confia totalmente para ser salvo, jamais vai cair no fogo do inferno. Vai sofrer muito, aqui mesmo (Hebreus 12:5-7), mas Deus vai puxá-lo para o lar celestial, com os laços do amor de Cristo (Romanos 8:31-39). Tendo uma vez confiado em Cristo com Salvador, o crente ganhou livramento e a segurança de escapar do castigo eterno.

Mas não pense o leitor que pode fazer e acontecer, pois o castigo temporal divino é tenebroso, segundo Hebreus 10:31 e 12:28. Então, ficamos sabendo que as obras do crente podem se queimar, mas ele escapará ileso do fogo eterno. No Velho Testamento lemos sobre o caso de Ló, que perdeu tudo pelo fogo, na destruição de Sodoma e Gomorra, mas escapou ileso com as duas filhas. Sua mulher teve saudades da terra do pecado e acabou se transformando numa estátua de sal. Ló representa um cristão salvo diante do Tribunal de Cristo.

Muitos pastores evangélicos, hoje em dia, agem de maneira hipócrita, em geral por ganância, pois sempre ficam falando do céu, logo depois da coleta dos dízimos e ofertas, como se achassem que os membros da igreja pagaram por essa garantia verbal. Outros ficam exigindo sacrifícios do tipo feito no Velho Testamento, com o fito de manter os membros acorrentados à sua igreja, cheios de medo de perder a salvação, caso não obedeçam aos mandamentos do pastor. Mas nenhum filho de Deus, que confia exclusivamente na obra de Cristo na cruz, deve alimentar qualquer receio de ir para o inferno ou de perder bênçãos, caso não contribua liberalmente ou faça sacrifícios a mando do pastor. As bênçãos são fruto de uma vida reta, de um bom testemunho diante dos membros da comunidade. O crente pode ter medo de perder a vida, a saúde, a família, os amigos, a estabilidade financeira adquirida com honestidade, mas nunca deve temer a perda da salvação, se realmente confia na obra de Cristo na cruz.

Imaginem a ingenuidade de um membro da [denominação] Igreja de Cristo, confiando em ir para o céu porque creu e foi batizado... Porque, sem batismo, nada feito! E a de um mórmon, cantando as doçuras do paraíso celestial, mesmo sem ter a certeza de que vai para lá... E a de um católico, cantando “Com Minha Mãe estarei...” , cofiando em que um dia vai chegar ao céu, mas somente se confiar na mediação de Maria e rezar o rosário diariamente, usando o escapulário como garantia de que Maria vai retirá-lo do purgatório, no primeiro sábado após sua morte!!! E, finalmente, a de um TJ, esperando um dia poder habitar no paraíso terrestre, se obedecer a todos os mandamentos dos líderes de sua igreja e vender centenas de revistas de porta em porta!!!

Bem, já vimos que todos os crentes vão comparecer diante do Tribunal de Cristo e caso as suas obras que não forem de ouro, prata e pedras preciosas, serão queimadas no fogo (Valha-me 1 João 1:9!). E qual seria a obra garantida contra esses “olhos como chama de fogo”, num “rosto brilhando como o sol na sua força”, o de Cristo, conforme (Apocalipse 1:14-15)? Qualquer obra que seja executada exclusivamente por amor de Cristo. Em Mateus 22:37 Ele diz: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento”. Infelizmente isso nunca é claramente ensinado nos seminários, nem nas Escolas Dominicais, onde se perde um tempo precioso chapinhando no Velho Testamento, esquecendo os evangelhos e as Cartas de Paulo. Vamos perguntar: A obra de um bom pregador vale ouro? Respondemos: Se ele pregar de graça, exclusivamente por amor a Cristo, sem receber salário algum, claro que sim! Que ele arranje um trabalho secular para sustentar a família e dedique os dias de folga à pregação do evangelho. Cristo disse aos seus discípulos: “...de graça recebestes, de graça daí”. Hoje em dia muitos pastores até se auto-intitulam “apóstolos”, mas ninguém quer trabalhar de graça! Que os pastores, os oficiais da igreja e os professores da EBD façam o trabalho por amor a Cristo, a fim de efetuar obras de ouro! (Valha-me 1 João 1:9!).

Muitos crentes costumam dizer: “Se eu conseguir chegar ao céu, isso já vai me dar uma enorme alegria.” Ledo engano! Imagine o que alguém vai sentir quando, ao regressar de uma viagem, encontrar a sua casa completamente reduzida a cinzas... Vai ficar feliz? Pois o mesmo vai acontecer diante do Tribunal de Cristo! E ali a sensação de perda será infinitamente maior! Em Apocalipse 19:8, lemos: “E foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente; porque o linho fino são as justiças dos santos”. Em Apocalipse 16:15, lemos:” Eis que venho como ladrão. Bem-aventurado aquele que vigia, e guarda as suas roupas, para que não ande nu, e não se vejam as suas vergonhas”. Na 1 João 2:28, lemos: “E agora, filhinhos, permanecei nele; para que, quando ele se manifestar, tenhamos confiança, e não sejamos confundidos por ele na sua vinda”. 

Isso nos leva a crer que o filho de Deus é quem deve confeccionar o seu traje para comparecer diante do Senhor. Isso nada tem a ver com a salvação, pois, “Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo” (Tito 3:5). Em Efésios 2:10 lemos: “Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas”. Então quando somos salvos, devemos praticar boas obras para a confecção de nossas vestes, a fim de com elas nos apresentarmos diante do Tribunal de Cristo.

Imagine você desfilando completamente no traje em que veio ao mundo por uma avenida de sua cidade! Os nudistas fazem isso, mas eles geralmente correm, e nunca andam devagar. Ou então tiram fotos deitados, a fim de faturar dinheiro e/ou fama na imprensa. Nunca será demais repetir a 1 Coríntios 3:11:15: “Mas veja cada um como edifica sobre ele. Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo. E, se alguém sobre este fundamento formar um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, a obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um. Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo”.

*** OURO - Na Bíblia o ouro significa Divindade. É o metal mais precioso, tanto que as ruas da Nova Jerusalém são todas de ouro puro. Sempre que você adorar e louvar o Senhor Jesus Cristo como grande Deus e Salvador, no momento em que estiver atravessando uma fase de dor e sofrimento em sua vida, você estará fazendo um “sacrifício de louvor” (Hebreus 13:15), “adorando-o em espírito e em verdade” (João 4:24). Sacrifício não significa dar muito dinheiro à sua igreja, subir a um monte para orar, achando que está mais perto de Deus, jejuar, esperando receber bênçãos especiais, entregar dízimos e ofertas (achando que Deus vai retribuir-lhe), comparecer a reuniões celulares, achando que está crescendo em poder espiritual, falar línguas estranhas, etc. Estas coisas são modismos criados por gente que não respeita a simplicidade do evangelho de Cristo e tenta aprisionar os membros de suas igrejas com “efeitos especiais”.

Quando você estiver na igreja declarando que Jesus Cristo é a sua única esperança, enquanto tem o coração destroçado por uma perda irreparável... Quando você estiver numa cama de hospital, aceitando a vontade do Pai celestial por amor a Cristo (em vez de ficar declarando uma cura que Deus não deseja lhe dar)... Quando você sofrer uma injustiça e continuar orando pela pessoa que o injuriou, isso vai ter o valor do ouro diante do Tribunal de Cristo. E quando você pregar a Cristo unicamente por amor à obra que Ele realizou no Calvário, desejando de todo o coração ganhar uma alma para Ele, isso vai ter o valor do ouro. Quando você deixar de ver um filme qualquer para ler e pesquisar a Palavra de Deus, com o intuito de crescer no amor pelo Senhor, isso valerá ouro, no Tribunal de Cristo.

*** PRATA - Na Bíblia a prata significa o preço que o Senhor pagou pela nossa redenção. Ele foi vendido por 30 moedas de prata. Quando você expõe o verdadeiro plano de salvação a um incrédulo, ou membro de igreja herética, isso vale prata diante do Tribunal de Cristo. Em Mateus 6:20-21, lemos: “Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam. Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração”. Por causa da preguiça e do respeito humano, muitos crentes vão comparecer diante do Tribunal de Cristo completamente falidos, alguns até vestidos com um tambor de madeira, com uma roupa de palha (como os índios da Amazônia), ou coisa parecida. (Valha-me 1 João 1:9!).

*** PEDRAS PRECIOSAS - A Bíblia vive citando estas. Em Malaquias 3:17-18, (falando de Israel) lemos: “E eles serão meus, diz o SENHOR dos Exércitos; naquele dia serão para mim jóias; poupá-los-ei, como um homem poupa a seu filho, que o serve. Então voltareis e vereis a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus, e o que não o serve”. Na 1 Pedro 2:5 (falando da Igreja), lemos: “Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo”. Os salvos são como pedras preciosas para o Senhor. Em Mateus 7:6 lemos: “Não deis aos cães as coisas santas, nem deiteis aos porcos as vossas pérolas, não aconteça que as pisem com os pés e, voltando-se, vos despedacem”. Essas pedras preciosas podem ser os seus filhos na fé. Jamais cometa a loucura de atirar seus filhos na fé aos porcos, isto é, às igrejas que pregam teologias espúrias, como as da fé/prosperidade, lideradas por obreiros fraudulentos e falsos apóstolos, os quais, segundo está bem claro na 2 Pedro 2:1-2 são: “falsos profetas... também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição. E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade”. 

Em Zacarias 9:16 (falando de Israel), lemos: “E o SENHOR seu Deus naquele dia os salvará, como ao rebanho do seu povo: porque como pedras de uma coroa eles resplandecerão na sua terra”. Quando o filho pródigo regressou, seu pai mandou que lhe colocassem um anel no dedo como sinal de aceitação no lar paterno. O irmão “bonzinho”, invejoso e ciumento, ainda não havia merecido tal adereço... Será que vamos ter muitas pedras preciosas na coroa, quando o sol da nossa vida chegar ao ocaso? (Valha-me 1 João 1:9!). 

Existem vários tipos de coroa, mas nenhuma delas ligada à salvação, coroas que os crentes desta dispensação e da época da Grande Tribulação irão receber, quando o Senhor disser: “Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor” (Mateus 25:21).

A Coroa da Justiça - “Conjuro-te, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino, que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina. Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas. Mas tu, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério. Porque eu já estou sendo oferecido por aspersão de sacrifício, e o tempo da minha partida está próximo. Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda” (2 Timóteo 4:1-8). 

Essa “coroa da justiça” será dada a todos os crentes que anseiam sinceramente pela volta do Senhor. Essa volta será em duas etapas: a primeira, visível somente aos crentes, sem qualquer aviso prévio, chamada Arrebatamento, a segunda durante o Armagedom. Sobre o Arrebatamento lemos: “Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados; num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. (1 Coríntios 15:51-52). Em Apocalipse 3:11, Jesus admoesta a igreja: “Eis que venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa”. Jamais devemos permitir que o Arrebatamento se torne um assunto sem importância para nós. Não entendo como as igrejas modernas falam tanto de poder espiritual, prosperidade material, visões, revelações, línguas estranhas, usando coreografias durante os cultos-shows, mas nunca pregam a iminência do Arrebatamento. Infelizmente o evangelho entregue por noventa entre cem igrejas de hoje é um evangelho espúrio, egocêntrico, visando a satisfação do crente carnal, visando convencê-lo de que ele é um pequeno “deus” e não um servo indigno do amor de Deus, servo inútil, mesmo quando pensa que fez tudo que devia ter sido feito. Amigo leitor, não permita que um mau pastor lhe roube a coroa da justiça, através do seu descaso quanto ao Arrebatamento. Medite sempre em Apocalipse 3:11 e aguarde o Senhor com a “bendita esperança” do Seu breve regresso.

A Coroa da Vida - “Bem-aventurado o homem que suporta a tentação; porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam” (Tiago 1:12). “... Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Apocalipse 2:10). Convém notar que o Senhor não diz para ser fiel até a morte, a fim de obter a salvação, mas para receber a coroa da vida. A salvação já nos foi concedida através do Seu sangue derramado na cruz. Ser fiel até a morte significa vencer as tentações, segundo Tiago 1:12. Quando resistimos às tentações, o Senhor nos dá a mesma coroa que Ele dá a um crente que sofre o martírio. Quem resiste às tentações está provando o seu amor por Jesus Cristo.

A Coroa Incorruptível - Na 1 Coríntios 9:24-27 lemos: “Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, uma incorruptível. Pois eu assim corro, não como a coisa incerta; assim combato, não como batendo no ar. Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado”.

Essa passagem não fala da possibilidade do crente ir para o inferno, como pregam os especialistas em “perda da salvação” e em “cair da graça”. Paulo temia apenas ser desqualificado para o ministério que o Senhor lhe havia confiado. Ela se refere a uma condição física, quando Paulo temia não conseguir alcançar a meta final da sua corrida olímpica. Na 1 Coríntios 9:25, ele diz: “E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, uma incorruptível”, o que significa obedecer às regras da vida cristã. Um crente que pratica imoralidade, fuma, bebe, come demais e faz outras coisas que prejudicam o corpo, está entristecendo o Espírito Santo e incorrendo na desqualificação para realizar um ministério aceitável a Deus. Nosso corpo, alma e espírito devem estar sempre limpos, a fim de alcançarmos a soberana vocação de Deus em Cristo. Por isso devemos continuar “Olhando para Jesus, autor e consumador da fé” (Hebreus 12:2), a fim de conseguirmos a vitória. Existem cristãos que conseguem faturar milhões de Reais anualmente, entregam o dízimo pontualmente, dão ofertas generosas à igreja, mas são tão mornos em sua vida espiritual que jamais conseguem alcançar essa coroa incorruptível.

A Coroa da Glória - Na 1 Pedro 5:1-4, lemos: “Aos presbíteros, que estão entre vós, admoesto eu, que sou também presbítero com eles, e testemunha das aflições de Cristo, e participante da glória que se há de revelar: apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; Nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho. E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa da glória”. Essa é a coroa que o Senhor vai dar a todo pastor ou missionário (da palavra ou do papel) que sabe alimentar o rebanho. Em João 2:15-16 Ele disse a Pedro: “Apascenta os meus cordeiros... Apascenta as minhas ovelhas.” Pedro soube cumprir a ordem recebida do Senhor, mesmo sem jamais ter-se tornado “papa”, conforme o Catolicismo Romano tem ensinado.

Alguns pastores malaquianos costumam orar em alta voz, abençoando os membros de suas igrejas, logo após terem eles entregue os dízimos e as ofertas. Mesmo sem perceber, esses homens estão transformando o Senhor num empresário, que exige o pagamento antecipado da mercadoria que vende. Alimentar as ovelhas é pregar a sã doutrina, é saber “manejar bem a palavra da verdade” (2 Timóteo 2:15). Essa alimentação, quando feita desinteressadamente, sempre traz retorno. Um rebanho bem alimentado sempre dá ao seu pastor e à sua igreja, a lã e a gordura necessárias ao crescimento da congregação.

A Coroa de Glória - Na 1 Tessalonicenses 2:19-20 lemos: “Porque, qual é a nossa esperança, ou gozo, ou coroa de glória? Porventura não o sois vós também diante de nosso Senhor Jesus Cristo em sua vinda? Na verdade vós sois a nossa glória e gozo”. É a coroa das pessoas ganhas para Cristo. Cada vez que uma alma é salva, os anjos cantam de alegria no céu. Jesus falou em Lucas 15:7: “Digo-vos que assim haverá alegria no céu por um pecador que se arrepende, mais do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento”. Demos graças a Deus por todas as almas que já ganhamos para o Senhor, pois assim não chegaremos de mãos vazias diante do Tribunal de Cristo. 

Existem outros ministérios do ganhador de almas, além da pregação normal.

1. - Falar de Cristo e do Seu amor por todos nós, expondo claramente o plano de salvação aos parentes, amigos e conhecidos.

2. - Distribuir literatura evangélica.

3. - Escrever livros e artigos para edificação dos crentes.

4. - Levar uma vida impecável no local onde reside, honrando pontualmente todos os seus compromissos, provando aos vizinhos e membros da comunidade que ser cristão é ser correto.

5. - Tratar cordialmente todas as pessoas com quem entra em contato.

Em Mateus 12:34 Jesus disse: “...do que há em abundância no coração, disso fala a boca”. Portanto, evitemos comentários maldosos e piadas picantes em nossas conversas. Quem deseja ganhar almas para Cristo, fala e vive conforme o que prega. Devemos falar de Cristo ao vendedor, ao entregador de mercadorias, ao caixa do banco, ao técnico de TV, ao lixeiro, enfim a todos aqueles com quem entramos em contato no nosso dia a dia. Paulo nos manda aproveitar cada oportunidade: “Andai com sabedoria para com os que estão de fora, remindo o tempo. A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibais como vos convém responder a cada um” (Colossenses 4:5). Ele também nos comanda a retribuir o mal com o bem; a nos regozijarmos sempre no Senhor; a orar sem cessar; a dar graças em tudo; a não apagar o Espírito; a examinar todas as coisas, retendo o que é bom e a nos abstermos de toda forma de mal. (1 Tessalonicenses 5:15:22).

Quem ama verdadeiramente ao Senhor encontra sempre oportunidades de praticar o bem, de falar do amor de Deus pela humanidade e de se mostrar alegre em qualquer circunstância da vida, pois, como diz Paulo em Romanos 8:28: “...todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito”.





Leiam abaixo os dados Biográficos do Dr. Peter Ruckman, autor deste livro:



Peter Sturges Ruckman nasceu em 1921. Passou anos estudando a história dos manuscritos da Bíblia. Recebeu doutorado em Filosofia na Universidade Bob Jones e mais tarde os graus de doutorado em Teologia e Divindades.

Fundou pessoalmente, ou ajudou a fundar, dezenas de igrejas. Ele é o fundador e presidente do Instituto Bíblico de Pensacola, em Pensacola, Flórida, USA, onde treinou centenas de pregadores, missionários e leigos cristãos. Também foi o autor de mais de uma centena de livros e comentários bíblicos.

Ele é, sem dúvida, o mais conhecido campeão da Bíblia King James desta geração. É considerado um inimigo extremamente perigoso dos críticos da Bíblia, que ensinam que Deus não conservou perfeita a Sua Palavra. (Apesar do Salmo 12:6-7). Seu arsenal é um intelecto acima da média, anos de estudos dos manuscritos originais da Bíblia e uma pregação contundente. Durante os anos em que estudava nos seminários teológicos, o Dr. Ruckman lia uma média de mil páginas diariamente, tendo lido cerca de 6.500 livros, nesse tempo. 

Seu estilo abrasivo de pregação ofende e até amedronta os gesticuladores e carismáticos “soldados do SENHOR”, que morrem de medo de afundar num confronto com ele, bem como diante dos fatos que ele apresenta como erudito do Novo Testamento em língua grega. O Dr. Ruckman viaja pelo mundo inteiro tentando desfazer o que ele chama de “bamboleios na Palavra de Deus”. Sua maneira vibrante e coloquial de expor sua erudição bíblica tem-lhe angariado uma pletora de inimigos, principalmente nos meios TJ, Mórmon, Católico e Neo-Pentecostal. Contudo, seus inimigos mais ferrenhos são os chamados “críticos textuais” da Bíblia King James, principalmente aqueles que fazem parte das comissões de atualização da Versão Autorizada de 1611.

Todos os críticos da Bíblia afirmam que a Bíblia “é a perfeita Palavra de Deus, sem qualquer mistura de erro”. Fazem esta afirmação para enganar as pessoas de suas congregações, a fim de garantir seus altos lucros, “andando com astúcia e falsificando a Palavra de Deus” (2 Coríntios 4:2b). Eles morrem de medo de que um membro da congregação apareça, de repente, com um dos muitos livros do Dr. Ruckman, e descubra a diferença entre alguém que “afirma” crer que a Bíblia é perfeita e aquele que realmente crê nisso.

Muitos cristãos verdadeiros, iluminados pelo Espírito Santo, chegaram à própria conclusão de que a Bíblia King James é a absoluta e perfeita Palavra de Deus. Despidos de qualquer malícia, esses filhos de Deus irão, sem dúvida, questionar os “melhoramentos” feitos na Escritura pelos críticos textuais, os quais são, em verdade, deturpações seguidas pelos pastores gananciosos. Esses cristãos verdadeiros serão logo tachados de “ruckmaníacos”, mesmo que, na maioria das vezes, jamais tenham ouvido falar do Dr. Peter S. Ruckman. Quanto a mim, assumo com muita honra o epíteto de “ruckmaníaca”... Vou continuar lendo a Palavra diariamente, orando e pedindo que o Espírito de Deus me ilumine para que eu seja uma bênção e nunca maldição na vida dos irmãos crentes.

Esse tipo de denúncia é uma simples, embora desesperada tática, usada pelos mercadores da Palavra de Deus. Nenhum cristão deseja ser apontado com o dedo indicador como “seguidor de um homem”. Desse modo, os críticos da Bíblia racionalizam que se os crentes da Bíblia King James (Almeida Corrigida e Revisada Fiel em nossa língua) puderem ser acusados de “seguidores de um determinado homem”, logo abdicarão de suas convicções e humildemente seguirão os pastores acomodados às falsificações (que chegam a 60.000) da Bíblia de Deus.

“Certa vez”, diz o Dr. Ruckman, “encontrei um pregador que rejeitava a idéia de se agrupar com crentes bíblicos dizendo que estes poderiam ser “ruckmaníacos”. Ele afirmava: “não sigo homem nenhum”. Ele parecia muito piedoso. Mais tarde, porém, declarou, com um gesto de absoluta piedade cristã, que era um calvinista convicto (isto é, um seguidor dos ensinos do homem, João Calvino)”.

Os crentes verdadeiros não devem seguir doutrinas de homens, mas somente as da Bíblia. A Igreja de Roma inventou essa história de interpretação, mas a Bíblia é um livro escrito pelo Espírito Santo e deve ser lido e interpretado literalmente. 



Excerto e adaptação do livro“The Judgement Seat of Christ”, 

do Dr. Peter Ruckman.


AUTOR:Mary Schultze


VIA: PASTOR JOÃO NOGUEIRA DE LIMA

terça-feira, 3 de abril de 2012

A SEMANA É SANTA?


Ninguém, pois, vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa de dias de festa, ou de lua nova, ou de sábados. colossenses 2:16


Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo. 
Romanos 14:17



Pergunta: O que é o sábado de aleluia? Porque é comemorado um dia antes da páscoa? CD

Resposta: O sábado de aleluia não é bíblico, por isso não encontramos nenhuma passagem na Bíblia a respeito. 

O que posso dizer é que é o dia em que se acende o Círio Pascal, uma grande vela. O Círio simboliza a luz de Cristo, que ilumina o mundo. Na vela, estão gravadas as letras gregas Alfa e Ômega, que querem dizer "Deus é o princípio e o fim de tudo". 

A Semana Santa como a conhecemos hoje é uma prática fundada na tradição. Conheça um pouco mais sobre o desenvolvimento histórico desta tradição. 

A cada ano, os povos de cultura cristã celebram uma semana a que chamam de Santa. Ela ocorre quarenta dias após os três dias dedicados aos festejos de Carnaval e, por isso, muitos julgam que há uma relação direta entre os dois eventos. Relações existem, pois tais festividades estão ancoradas no calendário lunar, calendário comum dos povos mais antigos que festejavam a fertilidade da terra. Entretanto a Semana Santa é, para os cristãos, a celebração do Mistério da Morte e Ressurreição de Jesus Cristo e isso não é decorrente dos festejos carnavalescos. 

Inicialmente, os cristãos celebravam a Páscoa em apenas um dia e ocorria a cada domingo. Mas, já no século II, eles passaram a escolher um domingo especial e, a cada ano, celebravam a Páscoa, ou seja, a Ressurreição de Jesus. Foi inevitável que fosse utilizado o período da Páscoa judaica, que ocorre no 14º dia do mês de Nisan. Considerando que Jesus ressuscitou no domingo, veio a se estabelecer que a Páscoa cristã é celebrada no primeiro domingo depois da primeira lua cheia da primavera. 

No século IV, algumas comunidades cristãs passaram a vivenciar a paixão, a morte e a ressurreição, o que exigia três dias de celebração, consagrados à lembrança dos últimos dias da vida terrena de Jesus. A sexta-feira comemorando especialmente a morte de Jesus, o sábado o seu descanso na morte e o domingo, a festa da ressurreição. 

À medida em que os cristãos cresciam em número, necessitaram de organizar e estabelecer datas para a festa da Ressurreição. Assim ocorreu uma re-significação daquela festividade, embora mantendo o seu sentido primeiro de libertação. 

Para os judeus, a Páscoa é a celebração da libertação da opressão a que estavam submetidos no Egito, de onde saíram sob a liderança de Moisés. Para os cristãos, a Páscoa celebra a libertação da opressão do pecado, uma vez que se sentiam resgatados pelo sacrifício de Jesus. 

Com o passar dos tempos, os cristãos foram estabelecendo rituais objetivando tornar acessível a todos, através de gestos litúrgicos, o sentido daquele tríduo que se transformou em uma semana com a introdução da celebração do Domingo de Ramos, por volta do século IV. Essa festa foi se tornando uma das mais populares do catolicismo e, em torno daqueles ramos empunhados pelos fiéis em procissão, tem surgido uma infinidade de pequenas crendices, como a sua utilização para a feitura de chás curativos. Em algumas regiões esses ramos ressequidos durante o ano são utilizados para a produção da cinza que é posta na fronte dos fiéis na quarta-feira que encerra o carnaval, a quarta-feira de cinzas, e dá início à Quaresma. 

Ao longo da Idade Média, a Semana Santa foi acrescida de novos rituais. Um desses foi a cerimônia do Lava Pés que ocorre na quinta feira à tarde. É a teatralização de um acontecido durante a Ceia de Páscoa, que Jesus celebrou com os seus seguidores mais próximos, uma experiência didático-pedagógica para aqueles que não tinham acesso aos escritos evangélicos. Por seu aspecto visual e dramático, adequou-se ao gosto popular e vem se tornando mais importante do que as reflexões que os cristãos devem fazer naquela ocasião. 

No período medieval, surgiu um outro ritual, a espoliação do altar, ou seja, a retirada das toalhas e utensílios que foram utilizados, e as hóstias são transladadas para umaltar lateral onde podem ser veneradas. Esse rito é uma alegoria do fato de que, na antiguidade, quando ainda não havia os templos, a cada celebração, eram postas antes e retiradas após a cerimônia, as toalhas sobre a mesa que servia como altar. 

Um outro ritual, que também ocorre na quinta-feira, este pela manhã, é a missa da Bênção dos Óleos, utilizada para representar a unidade do clero em torno do bispo local, ao mesmo tempo em que demonstra a sua catolicidade. Os ritos da sexta-feira comemoram a morte de Jesus. Nesse dia, não ocorre a celebração da missa, apenas são feitas leituras e a adoração da cruz. 

No ritual católico, a grande festa é o Domingo, mas a população entende a missa de vigília, que começa à meia-noite do sábado como Sábado de Aleluia, ou seja, o sábado de alegria. 

Como pode ser visto o Sábado de Aleluia e a Semana Santa, são celebrações criadas pelo homem, não havendo fundamentos bíblicos para tal. 

Equipe Biblia Online

FONTE: http://www.bibliaonline.net/aconselhamentos/?acao=resposta&numero=751&lang=BR

EQUIPE DE CONSELHEIROS BÍBLIA ONLINE


VIA:PASTOR JOÃO NOGUEIRA DE LIMA