"Now the Spirit speaketh expressly, that in the latter times some shall depart from the faith, giving heed to seducing spirits, and doctrines of devils; Speaking lies in hypocrisy;having their conscience seared with a hot iron;"1 Timothy 4:1-2

terça-feira, 22 de maio de 2012

Hermenêutica Bíblica



Uma das grandes deficiências de muitos crentes e principalmente pregadores é a falta do conhecimento das regras da Hermenêutica Bíblica para a pregação da Palavra. Com isso é comum ouvirmos determinados absurdos, que, muitas vezes, acabam causando enormes contradições doutrinárias e até mesmo as famosas “heresias de púlpito”.

A hermenêutica que aqui me refiro é a ciência que estabelece os princípios, leis e métodos de interpretação. As pessoas pensam que basta apenas ler a Bíblia e o Espírito Santo faz o restante. Sim, é claro que o Espírito Santo age no momento em que lemos a Bíblia. Ele nos dá a iluminação dos textos, mas o Espírito acaba encontrando limites para atuar de forma mais abrangente, pois encontra na vida de muitos cristãos o comodismo na busca do crescimento no conhecimento da Bíblia, entre eles a forma correta de interpretar as Sagradas Escrituras.

Na sua origem e raiz encontramos três tipos de hermenêutica que nasceram da tradição de leitura e interpretação de diferentes corpos textuais: Hermenêutica jurídica, filológica e teológica. A abrangência da disciplina alcança diferentes escalas, mas em todas as abordagens a hermenêutica possui as mesmas características de ação.

1. A Hermenêutica Jurídica

O Dr. Paulo Fernandes Trindade define a Hermenêutica Jurídica como “a técnica específica que visa compreender a aplicabilidade de um texto legal”. A Hermenêutica Jurídica possui também alguns métodos de aplicação. Na verdade, são regras técnicas que visam à obtenção de um resultado. Com elas procuram-se orientações para os problemas de decidibilidade dos conflitos.

2. Hermenêutica Filológica

Do grego antigo, “amor ao estudo, á instrução”. É a ciência que estuda uma língua, literatura, cultura ou civilização sob uma visão Histórica, a partir de documentos escritos.

A hermenêutica filológica é responsável por fazer o leitor entender a literatura em sua mais ampla visão. Nesta visão estão os mistérios das diversas culturas, de uma língua e todo um revestimento histórico.

Com isso precisamos entender que não basta apenas ler um livro histórico, fazer uma leitura viajante sem interpretar a História. Essa interpretação filológica é feita pelo ponto de vista crítico e investigativo, encontrando seus valores, ensinos, particularidades e questões gerais.

3. Hermenêutica Teológica

A Hermenêutica Teológica que tem no seu cerne a texto bíblico deixa claro em que medida o texto original deve ser tratado com uma especial atenção. É a disciplina da Teologia Exegética que não só ensina as regras de interpretação, mas também a maneira de aplicá-las corretamente. É a ferramenta que aborda com profundidade os textos sagrados nos seus preciosos capítulos e versículos.

O termo Hermenêutica procede do verbo grego hermeneuein, usualmente traduzido por “interpretar”, e do substantivo hermeneia que significa“interpretação”. Tanto o verbo quanto o substantivo podem significar “traduzir, tradução”.

O que é então Exegese?

Exegese é o estudo cuidadoso e sistemático de um texto para comentários, visando o esclarecimento ou interpretação do mesmo. É o estudo objetivando subsidiar o passo da interpretação do método analítico da hermenêutica. Este estudo é desenvolvido sob as indagações de um contexto histórico e literário. Sendo assim, a hermenêutica é a ferramenta de interpretação e a exegese, a maneira como usar essa ferramenta.

A palavra Exegese, do grego eksegesis, cujo significado é “explicar, interpretar, contar, descrever, relatar”. Significa, segundo o contexto, narrativa, explicação, interpretação.

O termo é formado pela aposição do final “isis”, expressivo de ação, ao tema verbal composto, ek+hegeomai, cujo significado é “tiro, extraio, conduzo fora”. A exegese é, pois, a extração dos pensamentos que assistiam ao escritor ao redigir determinado documento.

A Exegese refere-se a idéia de que o interprete está derivando o seu entendimento do texto, em vez de incutir no texto o seu entendimento. Teologicamente a exegese utiliza-se de modos formais de explicação, que são aplicados a passagens bíblicas.

Por isso, o termo exegese significa, como interpretação, revelar o sentido de algo ligado ao mundo do humano, mas a prática se orientou no sentido de reservar a palavra para a interpretação dos textos bíblicos. Exegese, portanto, é a denominação que se confere à interpretação das Sagradas Escrituras desde o século II da Era Cristã. Orígenes, cristão egípcio que escreveu nada menos que 600 obras, defendia a interpretação alegórica dos textos sagrados, afirmando que estes traziam, nas entrelinhas de uma clareza aparente, um sentido mais profundo.


O inimigo da Exegese: A Eisegese

Enquanto a exegese consiste em extrair o significado de um texto qualquer, mediante legítimos métodos de interpretação, a Eisegese consiste em injetar em um texto, alguma coisa que o intérprete quer que esteja ali, mas que na verdade não faz parte do mesmo. Sendo assim, a eisegese consiste em manipular o texto para dizer o que ele não diz. Jamais confunda Exegese com Eisegese.

Existem de fato três tipos de argumentos quanto a interpretação bíblica, que podem revelar a presença da eisegese: Argumento bíblico, extra bíblico e antibíblico.

O Argumento bíblico surge quando se considera o que realmente está escrito, ou seja, a interpretação é baseada justamente no que está registrado, sem acréscimo ou extração. Como exemplo podemos usar a passagem de Mateus 14. 25 onde registra “Jesus andando sobre o Mar”. O argumento bíblico é aquele que afirma que Jesus não correu sobre o mar, bem menos que ele se arrastou sobre o mar, mas conforme está escrito “andou”. Não encontramos aqui nenhuma possibilidade para a influência da eisegese.

O Argumento extra bíblico por sua vez trabalhará com uma interpretação dentro de uma lógica ou análise correta cujo resultado não afetará o texto. É aquilo que não está escrito, mas que também está coerente com o que está registrado. Vamos usar o mesmo exemplo. O pregador poderia dizer “Jesus andou sobre o mar e o vento balançava suas vestes”. Se considerado o argumento bíblico essa frase está totalmente errada, pois o texto não diz que o vento balançava as vestes do Mestre. Mas usando a lógica na interpretação veremos que em auto-mar é comum o agir do vento, principalmente em meio a uma tempestade, como detalha o versículo anterior: “o vento era contrário” (v. 24). O grande problema é que a maioria dos pregadores, buscando usar um argumento extra-bíblico, acabam enredando para as incansáveis conjecturas e causando grande contradição com Verdades doutrinárias e até mesmo criando heresias. Isto é, uma falta de cuidado criará a eisegese, no lugar da exegese.

Argumento Antibíblico, como o nome já diz, se trata de uma argumentação que fere a doutrina bíblica e os fundamentos da Palavra. Usando o mesmo texto ficaria assim: “Jesus andou sobre ao mar e quase que afundou”. Talvez não veríamos problema algum em entender que Jesus poderia ter quase afundado visto que o mar estava muito agitado. Seria até uma tentativa extra bíblica. Mas a grande verdade é que, se Jesus quase afundou isso significa que ele não teve tanto poder assim para andar sobre o mar. E se ele não teve poder suficiente para andar sobre o mar, muito menos posso questionar sua autoridade para acalmar uma tempestade como registra outros relatos. Sendo assim esse argumento é herético, antibíblico. Eis aí uma raiz da eisegese.

Conclusão

Concluo lembrando que deve o exegeta possuir qualidades espirituais, principalmente o temor e a reverencia ao Espírito Santo em seu ministério de ensino e exposição bíblica. O homem espiritual, segundo Paulo, é o crente que tem capacidade de julgar, de discernir, de compreender todas as verdades espirituais. O crente maduro sabe se comportar frente aos desafios que a interpretação bíblica requer.

Deve ser cheio do Espírito, isso significa ter uma vida de comunhão e intimidade com Deus. Para conhecer profundamente o significado da Bíblia, o intérprete deve entender que o conhecimento adquirido pelo estudo tem como base a ação do Espírito Santo na vida daqueles que buscam crescimento. A carência de sensibilidade com o Espírito Santo incapacita o exegeta para captar com profundidade o significado das passagens bíblicas.

O hermeneuta reconhece o valor das línguas sagradas. Sabe que uma consistente extração da verdade depende, a certo ponto, do conhecimento das línguas bíblicas. Por isso se dedique ao conhecimento do grego e hebraico bíblico. Além das línguas originais também da história dos povos bíblicos, da geografia palestina, arqueologia do Oriente Médio, etc.

Enfim, a interpretação bíblica perfeita é feita por um conjunto de regras e princípios, conduta, espiritualidade, e ação de Deus na vida do leitor. Contudo, a melhor interpretação é aquela cujo efeito edifica e desperta vidas com o poder de Palavra, e leva pessoas à Cristo para a experiência da salvação.

Fonte: [ NAPEC ]

VIA: PASTOR JOÃO NOGUEIRA DE LIMA

APRENDENDO A ORAR



Dia desses ouvi numa ministração esta afirmação: Precisamos aprender a orar. Em princípio me soou fora de propósito esta afirmação Falar uma coisa dessas para uma igreja cheia de crentes, é considerar que muitos de nós ainda desconhecem os segredos da oração. Bem você pode dizer: orar é conversar com Deus. E esta afirmação tua é correta. Mas o que o pastor nos passou naquela noite é que oração é uma conversa íntima com Deus. E que sempre que entramos na presença dele temos que apresentar argumentos para que nossa oração seja atendida.

Se você já torceu o nariz para a primeira afirmação então lá vai uma outra. que o pastor usou para fundamentar a ministração daquela noite. Ele lembrou que o maior inimigo de Deus também ora. E o que é mais cristalino, conforme mostrou o mensageiro na Palavra do Senhor. Deus às vezes, dá ouvidos à oração de Satanás. Não que Ele tenha prazer nisto. Mas é para mostrar a Satanás, que os escolhidos de Deus, sempre vão prevalecer, quando requeridos pelo inimigo.

Há duas situações na Bíblia em que devemos refletir para entender mais o poder que há na oração. Lembra o livro de Jó 1-6 a 12. Com certeza Deus não recebeu Satanás com tapete vermelho quando ele se apresentou entre os filhos de Deus. Mas o nosso inimigo teve um particular com Deus naquele dia. Deus até perguntou: De onde vens? Ao que Satanás respondeu. De rodear a terra. Alegre com Jó, Deus esticou a conversa perguntando ao diabo: Observaste o meu servo Jó, homem sincero, reto e que se desvia do mal? O inimigo que só veio para matar, roubar e destruir, requereu então o direito de tocar em tudo que Jó tinha, e acabou obtendo-o.

Jó foi provado perdendo em princípio tudo o que tinha, mas manteve-se fiel, ao ponto de afirmar: Eu sei que o meu redentor vive. A fidelidade daquele homem de Deus foi tanta, que ao final Deus requereu que aqueles "amigos" procurassem a Jó para orasse por eles (Jó 42-8).

Outra citação de que o inimigo conspira contra os eleitos de Deus está no livro de Lucas. Jesus conta a Pedro que Satanás o requereu para cirandar como o trigo, mas que Ele, Jesus, rogou ao Pai para que a fé de Pedro não desfalecesse. E tanto pelas passagem de Jó quanto de Lucas aprendemos o que é orar. Não é simplesmente falar como Deus. Isto até o nosso inimigo e adversário de Deus consegue. E mais do que isto. Ele até parcial e temporariamente, tem sua oração respondida.

Orar é principalmente fazer a vontade de Deus. Foi por isto que quando os discípulos pediram a Jesus que os ensinasse a orar ele lembrou; Pai Nosso...... seja feita a tua vontade, assim na terra como nos céus. Muitos oram, Mas talvez orem como Satanás, querendo o que é mal. Ou como os amigos de Jó, desagradando a Deus. E quem lê Jó pode concluir que com amigos como aqueles, Jó nem precisava de inimigos. Até fiz uso desta expressão, amigos de Jó, há duas pessoas que um dia tentavam me justificar o injustificável.

Orar é cumprir papel de intercessor. Como Jesus ensina na parábola do bom samaritano. Porque Deus nos quer ver como verdadeiros sacerdotes. Leia lá no livro de Apocalipse 1-5 e 6: Àquele que nos amou, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados, E nos fez reis e sacerdotes para Deus e seu Pai; a ele glória e poder para todo o sempre.

Foi como sacerdote que Jesus se colocou em favor de Pedro. E é desta forma que precisamos nos colocar em relação aos homens. Até porque que cristãos seremos se nos calarmos diante de injustiças? De que nos valerá a religiosidade, se consentirmos com a perversão do direito do órfãos e das viúvas. A oração só agrada a Deus quando fazemos bem aos homens, mesmo tendo eles nos feito mal... Em Romanos 12- 14 Paulo ensina: Abençoai aos que vos perseguem, abençoai, e não amaldiçoeis e do 17 ao 21 acrescenta: A ninguém torneis mal por mal; procurai as coisas honestas, perante todos os homens. Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens. Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira, porque está escrito: Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor. Portanto, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça. Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem.

Dia desses, ouvi de uma profetiza: Deus manda te dizer: todos que te humilharam e desprezaram estão em minhas mãos. Eu vou tratar com eles. Naquele momento intercedi por todos eles. Eu sei: horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo. Entre orar por você e pelos outros, escolha orar pelos outros. E assim vai estar fazendo a vontade de Deus. Ele mesmo afirma na sua palavra: Misericórdia quero e não juizo. 
Creio que aprendi a orar.


FONTE:http://www.jesussite.com.br

VIA: PASTOR JOÃO NOGUEIRA DE LIMA



sexta-feira, 18 de maio de 2012

"Temos visto coisas estranhas hoje!"


COMENTÁRIO DE LUCAS 5:17-26 
 Por JD Myers 
Esta passagem é freqüentemente usada para provar que Jesus afirmou ser Deus.Embora Lucas faz este ponto mais tarde em sua conta, tal leitura não é a melhor compreensão deste texto. Pelo contrário, nesta passagem, Jesus revela quatro outras verdades significativas. Primeiro, Ele está ensinando a seus discípulos como pescar para os homens. Como eles vão aprender, eles também podem anunciar o perdão dos pecados a outros. Embora as pessoas enfrentam muitos fardos, o peso da culpa e da falta de certeza sobre o amor eo perdão de Deus são alguns dos mais difíceis de suportar. Há um grande poder na verdade que os pecados de uma pessoa são perdoados e Deus não está zangado.
O segundo ponto que Jesus faz é que Ele veio para elevar Israel a partir de paralisia.O homem é retratado neste texto como uma ilustração de Israel. Ao longo de Lucas e os outros Evangelhos, o povo judeu são descritos como sendo sem vontade e incapaz de se mover em direção a Jesus pela fé. Neste contexto muito, os líderes religiosos revelam uma paralisia quase completa da fé. Ao anunciar o perdão dos pecados a este homem, com base na fé de seus amigos, Jesus está mostrando que Ele também perdoa os pecados dos líderes religiosos e também criá-los para uma nova vida se eles respondem ao perdão que receberam.
Em terceiro lugar, Jesus mostra que a restauração física e espiritual estão ligados. Os rabinos ensinaram que "Um homem doente não se recuperar de sua doença até que todos os seus pecados são perdoados, como está escrito:" Quem perdoa todas as iniqüidades seus, quem sara todas as tuas enfermidades "(Evans 2003:187). Embora muitos vêm para Jesus procurando apenas a libertação física, Ele sabe que muitos dos problemas que enfrentam realmente necessitam de uma cura espiritual. O problema espiritual deve ser tomado cuidado de antes da física podem ser resolvidos. Este não era necessariamente o caso com o paralítico, mas é definitivamente o caso com a nação de Israel. Eles queriam física libertação de Roma e uma restauração de sua terra e herança, mas essas bênçãos não pode ser concedido até que o pecado da nação foi removido.
Isto conduz à quarta verdade. Ao anunciar o perdão, e depois curar o homem, Jesus não estava provando ser Deus, mas foi provando ser o Messias. Mais disto será explicado abaixo, mas no final, Jesus estava mostrando que parte do Seu ministério era para remover as barreiras religiosas entre Deus eo homem. Através da Sua vida e ministério, Ele acabaria com o sacerdócio religioso, templo, e do sistema sacrificial.Jesus estava se revoltando contra as regras e regulamentos da religião como um meio de se aproximar de Deus para o perdão dos pecados. Através de Jesus, as pessoas podem se aproximar de Deus diretamente, já tendo recebido o perdão sem condição.
5:17. Como Jesus continuou a viajar e ensinar, notícias sobre ele se espalhou, e as perguntas começaram a ser feitas. Os líderes religiosos da época, os fariseus e mestres da lei , foram os que decidiram se uma pessoa estava ensinando corretamente ou não. Então, eles vieram de todo, de todas as aldeias da Galiléia, da Judéia e de Jerusalém , para ouvir Jesus ensinar. O título fariseu vem da palavra hebraica que significa "dividir, separar" e os fariseus eram conhecidos por sua estrita separação do mundo, e para sua exatidão na tomada de decisões e leis sobre o que era permitido e não permitido em lei judaica e ensino . Eles estavam aqui para tomar tal decisão. Eles tinham ouvido relatos de que Jesus estava ensinando, e pediu para ouvi-lo por si mesmos, a fim de determinar se eles devem aceitar e encorajá-lo, ou acusar e condenar.
Lucas escreve que os líderes religiosos foram assentados. Na cultura judaica da época, os professores se sentou e ensinou enquanto os alunos estavam.Provavelmente Jesus estava sentado bem, mas os fariseus queriam ser vistos como iguais a Jesus, como aqueles que não precisam aprender nada com ele, mas como aqueles que ouviria o que Ele ensinou, a fim de julgar a sua validade.
O relato paralelo em Marcos 2 nos diz que não houve apenas fariseus e mestres da presente lei, mas também uma grande multidão de pessoas que se reuniram para ouvir Jesus ensinar a Palavra de Deus (Marcos 2:2). E Lucas registra que o poder do Senhor estava com ele para curar. Lucas, porque ele é um médico, enfatiza o ministério de cura de Jesus, enquanto Marcos enfatiza o ministério de ensino de Jesus.Jesus muitas vezes fez as duas coisas. Ele ensinou a Palavra, e então Ele provou que o que Ele estava dizendo era verdade através da realização de milagres. Nesse tempo, era assim que profetas mostraram que o que eles estavam ensinando era verdade. Assim, a partir desta sozinho, os fariseus e mestres da lei, ea multidão circundante deveria ter reconhecido que Jesus era um profeta de Deus, como muitos deles fez (João 7:40).
No entanto, muitos outros estavam céticos, e foram provavelmente se preparando para questionar e desafiar os ensinamentos de Jesus, quando algo estranho aconteceu.
5:18. Havia alguns homens presentes que havia trazido numa cama um homem que estava paralisado. Na cultura judaica, a paralisia era visto como o juízo de Deus devido ao pecado grave. Como tal, as pessoas que estavam paralisadas foram banidos do sacerdócio, e em algumas áreas, excluídos da plena participação na comunidade (Green 1997:239). Este homem foi proscrito por homens, e visto como julgado por Deus.
Os amigos deste homem tinha ouvido falar do poder de cura de Jesus, e queria trazer e colocar o paralítico diante de Jesus. A casa estava transbordando de gente, e em Marcos 2, ele diz que não havia lugar à porta. Tentando obter uma cama improvisada através de uma multidão de pé quarto só iria causar muito perturbação. Na história, a multidão de pessoas, que inclui líderes religiosos, representa uma barreira que mantém o homem de Jesus (Green 1997:240). Isto é o que o homem tem experimentado na vida, como resultado de sua paralisia. As pessoas, liderados pelos líderes religiosos, o impediu de experimentar Deus e receber uma bênção de Deus.
5:19 Os homens não poderiam descobrir como eles podem trazê-lo de dentro, por causa da multidão. Os homens foram persistentes, no entanto, e decidiu ir em cima do [/ b] telhado e deixá-lo para baixo com seu leito através da telha em o meio, diante de Jesus. [/ b] casas de judeus em geral tinham telhados planos que escadas que vão até o lado da casa. Nas noites de verão, as famílias podem ir até lá para dormir onde eles poderiam pegar a fresca brisa nocturna. Eles foram construídos com madeira coberto com vigas de telhados, que foram, então, coberto de lama, argila, pedra e azulejo (Barclay 1975:62; Bock 1994:480). Para diminuir o homem através do telhado, eles teriam rasgado o azulejo rock, cavou um buraco através do barro e lama, e arrancou o thatching. Essas coberturas poderia ter sido até três metros de espessura, tornando quase impossível que cavar através de, e se o fez, seria, essencialmente, destruir a casa (Pentecostes 1981:152). Por isso, é mais provável que Jesus estava em uma galeria coberta ou sala ao lado, da casa principal. Os telhados sobre essas salas tiveram de construção semelhante, mas eram muito mais finas (Edersheim 1988:503). Tudo isso teria criado uma grande agitação na sala abaixo, tanto do barulho e com as peças que caem de lama e sujeira. O proprietário da casa pode ter sido alarmado também.
Finalmente, quando o buraco é grande o suficiente, os homens diminuir o paralítico sobre o palete para o chão na frente de Jesus.
5:20. Jesus vendo a fé deles e ficou impressionado. Esta é a primeira menção da (gr. pistis ) em Lucas. O conteúdo do que eles acreditavam que não é explicado. Mas o fato de que Jesus viu a fé deles provavelmente se refere à forma como eles tomaram todas as medidas possíveis para trazer o paralítico diante de Jesus. Neste caso, a sua fé não é uma convicção metafísica dentro da mente, mas um ato exterior, visível, de fé. Eles não estavam acreditando em Jesus para a vida eterna, crendo que Ele era Deus, ou colocando fé nele como o Messias. Eles acreditavam que as palavras que Jesus ensinou, o que foi, provavelmente, que desde que Jesus tinha poder para curar, o Reino de Deus estava próximo (Evans 2003:186;. Cf Lucas 4:18). Como resultado desta crença, actuaram sobre ela, e que o que era necessário.
Quando o principal tinha sido colocada diante de Jesus, Ele lhe disse: "Homem, os teus pecados te são perdoados." Muitos ficam confusos com este versículo, porque pensam que Jesus acabou de dar a vida eterna ao paralítico baseia a fé de seus amigos . Mas isto não é o caso.
Jesus não está dando o homem a vida eterna. Ele simplesmente está anunciando que seus pecados são perdoados. Através de Jesus, o perdão dos pecados é fornecido para o mundo inteiro sem condição (1 João 2:2). Isso não significa que todos tenham a vida eterna, no entanto, uma vez que a fé em Jesus é necessário para que (João 3:16, 5:24; 6:47).
Estes homens certamente tinha fé, e eles acreditavam em Jesus para a cura. Mas eles não acreditam em Jesus para a vida eterna, pelo menos não de acordo com qualquer coisa escrita no texto. Portanto, esta passagem não se trata de receber a vida eterna.É sobre como Jesus oferece o perdão dos pecados, que em um contexto judaico, está relacionada às ações messiânicas de trazer libertação física da doença, da escravidão, e julgamento (cf. 1:77, 3:3; 24:47). "Jesus" oferta não é para ser interpretado, como tem sido tantas vezes, como uma tentativa de jogar no "ser deus" ... O perdão foi uma bênção escatológica, se Israel foi para o exílio por causa de seus pecados, então perdão consiste em seu retorno : voltar para YHWH, retornando do exílio "(Wright 2006:434).
Os homens, incluindo o paralítico, foram provavelmente não esperava ouvir que os pecados do homem foram perdoados. Eles só queriam o homem para ser curado. Mas Jesus está mostrando que, por vezes, a libertação espiritual é um pré-requisito para a restauração física. Além disso, Jesus quer provar que Ele está destruindo os muros religiosos que foram erguidas entre Deus eo homem. Os líderes religiosos questionam Jesus sobre isso nos seguintes versos.
5:21. Como resultado de Jesus declarando que os pecados do homem são perdoados,os escribas e os fariseus começaram a raciocinar entre si sobre o que Jesus quis dizer. Eles fazem a acusação de que Jesus fala blasfêmias de "Quem pode perdoar pecados senão Deus?"
Devido ao que dizem os fariseus, muitos acreditam que ao dizer o homem que seus pecados estão perdoados, Jesus está fazendo uma reivindicação a ser divino (cf. Edersheim 1988:505; Pentecostes 1981:153; GNTC I: 249). Na superfície, parece é isso que os fariseus entender Jesus para estar reivindicando. Afinal, que outra forma de blasfêmia não é senão alguém dizendo ser Deus, quando eles não são? Esse entendimento é apoiado por versos como Salmo 103:12, que diz que só Deus pode perdoar os pecados.
Mas há pelo menos três outras razões pelas quais Jesus poderia ter sido acusados ​​deblasfêmia. Essa acusação poderia ter levantadas contra Jesus para falar contra a Torá, a prática de idolatria, ou trazendo vergonha em nome do Senhor (Bock 1994:483).
Então, Jesus provavelmente não está fazendo uma afirmação sobre a Sua divindade.Os líderes religiosos pensavam que Jesus estava falando contra a Torá, ou pelo menos, a sua compreensão. Isto é especialmente verdadeiro quando o perdão dos pecados é entendida dentro da cultura romana e da religião judaica. Culturalmente, o imperador romano dizia ter o poder de pecados perdoados, não para a "vida eterna", mas assim que as chuvas viriam e culturas iria crescer (Evans 2003:187). O perdão dos pecados foi relacionada com a restauração física e cura.
É o mesmo no judaísmo. O perdão dos pecados, como já foi mencionado (cf. 1:77; 3:3), está relacionada com a libertação e restauração de pessoas e indivíduos das conseqüências temporais do pecado, como doença física ou morte, o julgamento temporal, e da escravidão para outras nações. Não é como ganhar entrada no céu ou a vida eterna, mas é um pré-requisito para a chegada do Reino de Deus. No judaísmo, o principal meio pelo qual esse perdão foi obtido foi através do sistema de sacrifícios no templo administrado pelos sacerdotes. Quando uma pessoa culpada quando o templo, e ofereceu seu sacrifício para os sacerdotes, na forma prescrita, o sacerdote pronuncia que seus pecados foram perdoados (Lv 4:20, 26, 31, 35, 5:10, 13, 16, 18, etc.) Este foi o método prescrito por Deus.
Então, não era incomum para um padre para anunciar uma pessoa que seus pecados foram perdoados. Às vezes até mesmo profetas fez isso (2 Sam 12:13). No entanto, ninguém acreditava que, quando um padre disse isso, o sacerdote estava afirmando ser Deus. Eles estavam simplesmente seguindo as normas estabelecidas por Deus para o perdão dos pecados. Todos compreenderam que, quando um padre disse: "Seus pecados estão perdoados", que significava: "Seus pecados estão perdoados porDeus. "É assim que Jesus teria sido compreendido. Quando Jesus anunciou que os pecados do homem foram perdoados, ninguém pensou que Ele estava fazendo uma afirmação em ser Deus. Se ele quisesse reclamar Ele era Deus, Ele teria dito: "Eu perdôo os seus pecados." Mas Ele não faz. Ele fala na voz passiva ("Teus pecados estão perdoados"), assim como um padre, dando a entender que foi Deus que perdoou o homem de seus pecados.
Assim, a questão não era o que Jesus disse, mas sim o contexto em que ele disse.Apenas os sacerdotes podiam oferecer o perdão dos pecados, e mesmo assim, apenas para as pessoas que estavam no templo, e depois de terem feito os sacrifícios apropriados. Ao dizer ao homem: "Seus pecados estão perdoados" Jesus foi contornando o templo, os sacerdotes eo sistema sacrificial. Embora não afirmando ser Deus, Jesus estava afirmando falar em nome de Deus como um profeta (Wright 2004:60).
Algumas citações NT Wright explicar em mais detalhes:
O ponto é que Jesus estava oferecendo o retorno do exílio, a aliança renovada, o escatológico "perdão dos pecados" , em outras palavras, o reino de Deus. E ele estava oferecendo a bênção final escatológico fora das estruturas oficiais, a todas as pessoas erradas, e por sua própria autoridade. Essa era a sua ofensa real (Wright 1996:272).
"Meu filho, teus pecados estão perdoados": essa frase tem o efeito de um particular se aproximando de você na rua e oferecendo-se para emitir um passaporte ou uma carta de condução ou, talvez mais apropriadamente, neste caso, um particular se aproximando um prisioneiro na cadeia e oferecendo-lhe um perdão real, assinado por ele mesmo. A partir do século XX, late-deísta, a percepção ocidental-individual, parece simplesmente como se Jesus está se comportando como "deus", dispensando o perdão de uma grande altura metafísica.Isso dá uma percepção falsa do porquê de tal comportamento simbólico foi chocante. No primeiro século a realidade judaica, a forma YHWH perdoou os pecados, como vimos, foi finalmente através dos canais estabelecidos oficialmente autorizada e do Templo e do sacerdócio (Wright 2006:435).
Foi isso que os líderes religiosos não podia suportar. Jesus foi acabar com seu sistema religioso, e permitindo que os seres humanos se aproximar de Deus sem templo, sem sacerdotes, e sem sacrifício. Era impensável! Estas eram coisas que Deus havia ordenado, assim, no pensamento dos líderes religiosos, Jesus estava falando de blasfêmia. "A objeção dos fariseus ... era que Jesus estava reivindicando para oferecer algo que ele não tinha o direito de oferecer, em condições que não tinha direito de definido, para pessoas que não tinham direito a recebê-lo "(Wright 2006:436).
5:22. Embora Ele não ouviu o que eles disseram, Jesus conhecendo os seus pensamentos, ou compreendido o que eles acusando-O de, e disse-lhes isso.Novamente, isso não provaria a Sua divindade, como se Ele tivesse onisciência. No máximo, isso prova que Jesus é um profeta (Green 1997:242). Eles questionaram-Lo em seu coração, e agora Ele prepara-se para questioná-los.
5:23. Jesus prepara-se para provar que Ele tem autoridade para perdoar pecados sem o templo, o sacerdócio, ou o sistema sacrificial. Ele pergunta: "Qual é mais fácil dizer: 'Os teus pecados te são perdoados' ou dizer: 'Levanta-te e anda'?"Claramente, a primeira é mais fácil dizer já que não há evidência externa de que o perdão real tem tomado lugar. Mas se alguém diz: "Levanta-te e anda" tudo seria capaz de ver se o paralítico, na verdade anda ou não. A primeira instrução não pode ser demonstrado, mas o segundo pode.
5:24. acordo com o pensamento judaico, as palavras de um profeta só pode ser confiável se ele tem os sinais de acompanhamento para apoiá-lo. Jesus vai dar um sinal para provar que Ele tem a autoridade de pecados perdoados sem rituais religiosos ou intermediários. Se o homem está curado, isso prova que Jesus não é um blasfemo, mas que o poder de Deus está com ele.
Jesus refere-se a Si mesmo como o Filho do Homem. Esta é a primeira vez que este título é usado de Jesus no relato de Lucas, ea única vez que ele é usado em conexão com uma cura milagrosa. Nas Escrituras Hebraicas, este título (Heb. ben Adam ) é mais frequentemente usado do profeta Ezequiel. Um dos principais temas em Ezequiel é que Deus tomará a nação morta de Israel e restaurar-lhe a vida nova. Isto é especialmente visto na famosa visão do vale de ossos secos (Ezequiel 37). Uma vez que Jesus está prestes a restaurar a vida de um homem paralítico como um retrato de como Ele pode restaurar a vida de uma nação paralisada, é apropriado que este é o primeiro lugar onde Jesus refere-se a Si mesmo como o Filho do Homem.
O título tem um significado ainda maior, no entanto. Ele não indica a divindade, mas sim, a humanidade, ou alguém que é filho de Adão (Heb. ben Adam ). O uso em Daniel 7:13 (cf. 8:17) contrasta o Filho do Homem com as quatro bestas. Eles são espirituais; o Filho do Homem é humano (Bock 1994:486). Quando Jesus usa esse título de Si mesmo, Ele está insinuando que ele é o novo Adão, o novo representante da humanidade, o novo modelo para toda a humanidade (cf. Rm 5:12-21). Como filhos de Adão nós mesmos, também são capazes de anunciar o perdão dos pecados que é dado gratuitamente a todos através de Jesus Cristo. Nós, no entanto, não precisa procurar os sinais milagrosos que acompanham, uma vez que não temos de provar que temos a autoridade para ignorar a religião. Jesus já provou isso. No entanto, ainda temos que procurar trazer cura e restauração na vida dos outros, mesmo que não é através de "milagrosa" meio.
Depois de se referir a si mesmo como o Filho do Homem , Ele prepara-se para provar que Ele tem na terra poder para perdoar pecados. Ele faz isso dizendo ao homem que era paralítico: "Eu vos digo, levanta-te, toma o teu leito, e vai para tua casa. "
5:25. Como resultado das palavras de Jesus, o paralítico levantou diante deles, tomou-se o que ele estava deitado e foi para sua casa, glorificando a Deus.A transformação física teria sido visível a olho como os músculos atrofiados reforçada e reconstruída. O homem não permanecer, mas pegou o tapete, e foi para casa, dando louvor a Deus.
5:26. Todas as pessoas que testemunharam a cura milagrosa foram espantado, e glorificavam a Deus e ficaram cheios de temor, dizendo: "Temos visto coisas estranhas hoje!" Não só ver o telhado arrancado uma casa e uma cama cair do teto, mas, em seguida, um confronto entre Jesus e os fariseus seguido em que Jesus curou um homem da paralisia e provou que o perdão dos pecados estava disponível a todos, sem a necessidade de rituais religiosos.
VIA: PASTOR JOÃO NOGUEIRA DE LIMA

terça-feira, 15 de maio de 2012

Finanças na Bíblia - Introdução


Como ganhar dinheiro, como poupar, como gastar e como doar tempo, talento e dinheiro. Esses quatro princípios de finanças são os que os guias de Educação Financeira elaborados por especialistas em finanças da nossa sociedade colocam como principais.

Finanças na BíbliaA Palavra de Deus também aborda esses quatro princípios, entre muitos outros, mas quando olhamos atentamente para a Bíblia, percebemos que há princípios muito mais importantes e relevantes do que esses, os quais precisamos compreender adequadamente se quisermos honrar ao Senhor na área de finanças e bens materiais.
Lembre-se que a principal diferença entre o que a sociedade ensina e o que a Bíblia ensina é a questão de perspectiva. Enquanto a sociedade focaliza o tempo presente neste mundo, a perspectiva bíblica é a Eternidade. Portanto, lembre-se de viver na Perspectiva da Eternidade.
"Cuidado! Fiquem de sobreaviso contra todo tipo de ganância; a vida de um homem não consiste na quantidade dos seus bens". Lucas 12:15.
"Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça..." Mt 6:33.
"Mantenham o pensamento nas coisas do alto, e não nas coisas terrenas". Cl 3:2.
Nos tópicos disponibilizados aqui você encontra os principais princípios bíblicos de finanças. Leia, medite, verifique os versículos bíblicos e peça para que Deus o auxilie a compreender a Sua Palavra, para que você se torne um Mordomo Fiel dos bens e do dinheiro que Deus te conceder para honrá-lo em tudo e cumprir o propósito que Ele tem para você.

  • Escala de Valores

    Marcos E. Fink
    Quais são suas prioridades? Quais são, de fato, os valores mais importantes para você? Qual é a sua Escala de Valores?
    Qual é a sua Escala de Valores?Veja, a seguir, alguns valores essencialmente importantes, conforme a Bíblia:
    Deus (1Cr 29:11-12; Sl 40:4; Sl 90:1-2; Lc 12:20-21)
    Jesus Cristo (Jo 14:6; At 4:11-12; Fp 2:5-11;
    Cl 1:15-20)
    O Reino de Deus (Mt 6:33; Mt 13:44-46)
    A Fé (Hb 11:6; 1Tm 6:17)
    A Alma (Mc 8:36)
    As Pessoas (Mt 9:35-36)
    A Família (Mt 19:4-6; Hb 13:4; 1Tm 5:8)
    A Sabedoria (Pv 16:16; Pv 3:13-26; Pv 4:1-27)
    Reputação e Boa Estima (Pv 22:1)
    Honestidade e Caráter (Pv 28:6; Sl 15)
    A lista acima não é exaustiva e também não está ordenada definitivamente, mas, certamente, de acordo com a Bíblia, esses valores têm precedência aos valores que a nossa sociedade põe em evidência, como:
    Dinheiro
    Poder
    Sucesso Profissional
    Popularidade e Fama
    Prazeres
    Diariamente estamos envolvidos em conflitos de valores. Isso acontece com você? Creio que sim. Por isso, é necessário definir firmemente a sua Escala de Valores, para não titubear quando você estiver frente a frente com um conflito de valores.
    Senão, é mais provável que você faça a escolha errada, optando pelos valores mundanos e carnais em detrimento dos valores eternos e espirituais... Pense nisso!
    Qual é a sua Escala de Valores?
    "Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar a boa, perfeita e agradável vontade de Deus" Rm 12:2.
    "Tenham cuidado para que ninguém os escravize a filosofias vãs e enganosas, que se fundamentam nas tradições humanas e nos princípios elementares deste mundo, e não em Cristo" Cl 2:8.
    "Não amem o mundo nem o que nele há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Pois tudo o que há no mundo - a cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a ostentação dos bens - não provém do Pai, mas do mundo. O mundo e a sua cobiça passam, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre" 1Jo 2:15-17.

    Você quer ficar Rico?

    Marcos E. Fink
    Veja este relato contido no livro Saia da Crise Financeira com a Ajuda de Deus, Lecio Dornas, MK Editora, Pág 64-65:
    Joseph Adriwich descreve em seu livro 'Série Fashion', editado nos Estados Unidos em 1983, o retrato de gente que investe errado na vida.
    Em 1923, reuniram-se no Edward Palace Hotel, em Chicago, os dez empresários mais bem-sucedidos do mundo. Eram eles o presidente de uma grande companhia de aço, o presidente do National City Bank, o presidente de uma grande companhia de aparelhos elétricos, o presidente de uma companhia de gás, o presidente do New York Stock, um grande especulador de trigo, um membro do gabinete do presidente da República, o diretor do maior monopólio do mundo, o líder da Wall Street e o presidente do Bank of International Starly.
    Vinte e cinco anos mais tarde, em 1948, eis o que havia acontecido com oito deles: o presidente de uma grande companhia de aparelhos elétricos morreu como fugitivo da justiça, sem dinheiro e em terra estrangeira; o presidente de uma companhia de gás ficou completamente louco; o presidente no New York Stock esteve preso, mas foi solto da penitenciária; o grande especulador de trigo morreu no estrangeiro, falido; o membro do gabinete do presidente da República teve a sua pena diminuída para poder morrer em casa; e outros três tiveram o mesmo fim, suicidando-se.
    Isso não é nenhuma alegoria. Isso é literatura séria, é fato histórico.
    Você quer ficar Rico?Talvez não fosse necessário relatar uma história do século passado para perceber que a riqueza é um alicerce inconfiável, pois bastaria citar algumas das últimas notícias de escândalos de corrupção que vemos toda semana na mídia, ou lembrar de pessoas que ficaram famosas recentemente por coisas incríveis que fizeram por causa de riquezas. Mas, com isso em mente, podemos perceber mais facilmente o quanto o texto de 1Timóteo 6:9-10 é verdadeiro e extremamente atual: "Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição, pois o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram com muitos sofrimentos" 1Tm 6:9-10.
    Você acha que buscar riquezas é um objetivo nobre para a sua vida?
    No último trecho do versículo 10, Paulo está dizendo que crentes desviaram da fé porque cobiçaram o dinheiro. O que fazer para não cair na tentação de querer ficar rico e colocar o coração nisso? Veja a orientação que Paulo dá a Timóteo no versículo 11: "Você, porém, homem de Deus, fuja de tudo isso [o desejo de ficar rico] e busque a justiça, a piedade, a fé, o amor, a perseverança e a mansidão" 1Tm 6:11.
    Mesmo as riquezas adquiridas honestamente não garantem coisa alguma e são completamente vulneráveis. Por mais que elas proporcionem uma sensação de segurança, é uma sensação falsa. "Não esgote suas forças tentando ficar rico; tenha bom senso! As riquezas desaparecem assim que você as contempla; elas criam asas e voam como águias pelo céu" Pv 23:4-5. "Ordene aos que são ricos no presente mundo que não sejam arrogantes, nem ponham sua esperança na incerteza da riqueza, mas em Deus..." 1Tm 6:17.
    É importante esclarecer que ser rico não é pecado, e, de fato, há muitas pessoas ricas piedosas e tementes a Deus, mas a Bíblia alerta veementemente que colocar a busca por riquezas como prioridade da vida leva a um caminho de afastamento de Deus. "Ninguém pode servir a dois senhores; pois odiará um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro" Mt 6:24. Veja também Ec 5:10-15; Mc 4:18-19; Lucas 12:15 e Hb 13:5. Colocar a esperança no dinheiro também é tolice (Pv 11:4; Pv 23:4-5 e 1Tm 6:17). Compreender isso é básico para lidar com o dinheiro da maneira de Deus. Ele não quer que vivamos em função do dinheiro, mas sim, que usemos o dinheiro sendo mordomos fiéis que honram ao Senhor e que cumprem a Sua vontade.


    Deus é o Dono do Universo

    Marcos E. Fink
    Deus é o Dono do Universo"O homem sai nu do ventre de sua mãe, e como vem, assim vai. De todo o trabalho em que se esforçou nada levará consigo" (Ec 5:15).
    "... nada trouxemos para este mundo e dele nada podemos levar" 1Tm 6:7.
    Quanto dinheiro você tinha quando nasceu? Há algum bem material que você poderá levar quando morrer? Antes de você nascer, de quem era aquilo que você 'possui' hoje? E, depois que você morrer, com quem isso ficará?
    Deu para entender? De fato, você não é dono de nada. Até a matéria que constitui o seu corpo não é realmente sua. Então, quem é o dono?
    "Teus, ó SENHOR, são a grandeza, o poder, a glória, a majestade e o esplendor, pois tudo o que há nos céus e na terra é teu. Teu, ó SENHOR, é o reino; tu estás acima de tudo. A riqueza e a honra vêm de ti; tu dominas sobre todas as coisas. Nas tuas mãos estão a força e o poder para exaltar e dar força a todos" 1Cr 29:11-12.
    "Tanto a prata quanto o ouro me pertencem, declara o SENHOR dos Exércitos" Ag 2:8.
    Além disso, quem está no controle das pessoas e das circunstâncias?
    "Na verdade, sei que o Senhor é grande, que o nosso Soberano é maior do que todos os deuses. O Senhor faz tudo o que lhe agrada, nos céus e na terra, nos mares e em todas as suas profundezas" Sl 135:5-6.
    "De um só fez ele todos os povos, para que povoassem toda a terra, tendo determinado os tempos anteriormente estabelecidos e os lugares exatos em que deveriam habitar" At 17:26.
    Você reconhece que Deus é o dono de tudo o que existe e que Ele está no absoluto controle de tudo o que acontece?

    Nunca esqueça:

    "Não há sabedoria alguma, nem discernimento algum, nem plano algum que possa opor-se ao Senhor" Pv 21:30.

    O Mordomo Fiel

    Marcos E. Fink
    Deus é o Criador do Universo!"Assim diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel: Eu fiz a terra, os seres humanos e os animais que nela estão, com o meu grande poder e com meu braço estendido, e eu a dou a quem eu quiser" Jr 27:5.
    Deus criou todas as coisas e é o dono de tudo o que existe. Durante o período de nossa vida, ele coloca aos nossos cuidados dinheiro e bens, segundo a sua vontade, para que as nossas necessidades sejam supridas e para que possamos cumprir o seu propósito em nossas vidas. Ele também nos deu a responsabilidade de administrarmos fielmente tudo o que Ele criou (Gn 1:26), deixando-nos princípios para que pudéssemos cumprir diligentemente estas responsabilidades.
    Por causa do pecado, as pessoas "trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram a coisas e seres criados, em lugar do Criador, que é bendito para sempre" (Rm 1:25). Este versículo explica porque é tão difícil lidar com as posses materiais de modo a agradar a Deus.
    O cristão autêntico, que verdadeiramente deseja ser um discípulo de Jesus e que adora somente a Deus, realmente pode, auxiliado pelo Espírito Santo, se tornar um mordomo (ou administrador) fiel do dinheiro e das posses materiais, "digno de confiança em lidar com as riquezas deste mundo ímpio" (Lc 16:11a).
    Veja as principais responsabilidades do Mordomo Fiel:
    "Muito bem, servo bom e fiel;
    foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei:
    entra no gozo do teu senhor". Mt 25:21



FONTE: http://www.ganancia.com.br/index.php?id=156

AUTOR: Marcos E. Fink

VIA: PASTOR JOÃO NOGUEIRA DE LIMA

Vida Bem Sucedida



Vida Bem SucedidaSe eu cumprir o propósito de Deus em minha vida, é certo que ela será bem sucedida.
Memorize:
"Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé. Agora me está reservada a coroa da justiça, que o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia". 2 Timóteo 4.7-8a
Também publicado no Diário de Hora Silenciosa 2009, Semana 52, Clubes Bíblicos Palavra da Vida (clubesbiblicos.com.br).
Domingo - Texto Bíblico: Lucas 12.15; Eclesiastes 5.10
Comentário para ajudar a reflexão:
Nunca encontrei uma pessoa que buscasse o fracasso. Normalmente as pessoas traçam planos e estabelecem alvos para obter sucesso. Você quer ter sucesso? Quer uma vida bem-sucedida? Qual é a sua ambição? Será que fama, poder, um curso universitário, uma carreira profissional promissora ou ganhar muito dinheiro podem garantir o sucesso? Na verdade, isso depende de quais critérios vamos utilizar para medir o sucesso. A questão é a seguinte: queremos uma vida de sucesso seguindo os padrões deste mundo ou uma vida bem-sucedida aos olhos de Deus? Segundo os versículos de hoje, o dinheiro e os bens materiais são uma boa medida de sucesso? Por quê? Nesta semana vamos analisar a vida de duas pessoas da Bíblia e aprender como ter uma vida bem-sucedida diante de Deus.

Segunda - Texto Bíblico: João 4.34; 6.38
Comentário para ajudar a reflexão:
Jesus teve uma vida bem-sucedida? Se alguém teve uma vida realmente bem-sucedida diante de Deus, esse foi Jesus. Então, se quisermos ter uma vida bem-sucedida, precisamos olhar primeiramente para Ele. O que era mais importante para Jesus: ter conforto, comer bem, viajar, ser popular e ganhar muito dinheiro ou cumprir o propósito de Deus? Os versículos de hoje nos dizem o que era realmente importante para Ele. Note que o Mestre não tinha nem onde reclinar a cabeça (Lc 9.58) e nunca ganhou muito dinheiro. Leia também Marcos 10.45. Jesus sabia qual era o propósito de Deus para a sua vida? Se você observar com atenção os evangelhos, perceberá que tudo o que Jesus falava e fazia era coerente com o propósito de Deus. E você? Tem buscado compreender e cumprir o propósito de Deus para sua vida?

Terça - Texto Bíblico: Atos 9.1-19
Comentário para ajudar a reflexão:
Em Atos 9 temos o relato da conversão de Saulo. O que ele fazia antes da sua conversão (vv. 1-2)? Qual era a reputação de Saulo entre os crentes (vv. 13-14)? Ele era um perseguidor de crentes, mas no caminho a Damasco, a graça de Deus o alcançou e ele teve a sua vida transformada. E já foi logo informado qual seria o propósito para sua vida desse ponto em diante. Que propósito era esse (vv. 15-17)? Agora, ao invés de perseguir cristãos, Saulo tinha a incumbência de proclamar a mensagem do evangelho. Ele ficou sabendo também que não seria nada fácil cumprir esse propósito. Iria enfrentar muitos desafios e sofrimentos. Você gostaria de receber uma missão assim? Tem alguma área em que você não esteja obedecendo a Deus por que acha muito difícil? Hoje, peça para um amigo que ore por você sobre essa questão.

Quarta - Texto Bíblico: Atos 20.22-27
Comentário para ajudar a reflexão:
Saulo, posteriormente, passou a ser chamado de Paulo. No texto de hoje percebemos que ele foi obediente às ordens que recebeu do Senhor. Compare os versos 23-24 com Atos 9.15-16 que lemos ontem. O que Paulo poderia esperar em todas as cidades onde ele teria de ir (v. 23)? Mas o que era realmente importante para ele (v. 24b)? Que exemplo para nós é a vida de Paulo! Por onde ele passava, pregava o evangelho (v. 25-27), que era o propósito para o qual tinha sido chamado. E tem mais: além de abrir mão de conforto, família e da possibilidade de obter prosperidade material, ele estava disposto a abrir mão da própria vida (v. 24a). Hoje, aliste o que você considera importante em sua vida. Você está disposto a abrir mão disso para cumprir o propósito de Deus?

Quinta - Texto Bíblico: 2 Timóteo 4.6-8
Comentário para ajudar a reflexão:
Conheci um homem muito rico. Ele era admirado por tudo o que obteve em sua brilhante carreira profissional, mas especialmente por que ganhou muito dinheiro e, com isso, pôde adquirir muitas propriedades. De que valeu isso? Algum tempo depois, alguém me disse que este homem estava entrando na justiça contra a sua filha para poder ver a neta. O “sucesso” trouxe muitos problemas para a sua família. Será que esse homem teve realmente uma vida bem-sucedida? Quanto a Paulo, o texto de hoje nos mostra o que ele disse próximo ao final da sua vida. O que ele disse (v. 7)? Qual seria sua recompensa (v. 8)? Não é motivador? Você também gostaria de dizer, ao final da sua vida, palavras como as de Paulo? Então, “combata o bom combate e guarde a fé”. Obedeça a Deus e entregue-se a Ele em oração.

Sexta - Texto Bíblico: João 19.30b
Comentário para ajudar a reflexão:
Como já dissemos anteriormente, os evangelhos nos mostram que tudo o que Jesus falou e realizou tinha plena coerência com o propósito de Deus para sua vida aqui na terra, inclusive Seu sofrimento e Sua morte estavam dentro desse propósito e Jesus o cumpriu fielmente. Por isso, imediatamente antes de morrer, ele disse: “Está consumado”. Ou seja, Jesus estava dizendo que havia cumprido tudo o que Deus tinha preparado para que ele cumprisse. Você quer ter uma vida bem-sucedida diante de Deus assim como Jesus teve? Você está atento ao que Deus tem preparado para a sua vida, ou você está correndo atrás do sucesso que o mundo oferece? Vale à pena correr atrás das coisas deste mundo? Avalie sinceramente a sua vida e tome uma decisão sobre isso hoje, diante de Deus.

Sábado - Texto Bíblico: Mateus 22.37-40; 28.18-20
Comentário para ajudar a reflexão:
Mas como posso saber qual é o propósito de Deus para a minha vida? Os textos de hoje ajudam a esclarecer essa questão. Devemos obedecer ao Maior Mandamento (Mt 22.37-40) e à Grande Comissão (Mt 28.18-20). Podemos também ter a certeza de que Deus vai nos mostrar claramente as tarefas específicas que Ele tem para cada um de nós quando tememos a Ele (Sl 25.12), confiamos plenamente nEle (Pv 3.5-6) e obedecemos à Sua palavra (Sl 119.105). Compreendendo isso, não colocaremos mais o dinheiro ou a carreira profissional como prioridade, mas usaremos essas coisas como ferramentas ou meios para cumprir o que Deus quer de nós. Ore a Deus constantemente pedindo sabedoria e discernimento para compreender e cumprir a Sua vontade. Converse sobre o tema dessa semana com o seu líder ou com o seu pastor.

FONTE: http://www.ganancia.com.br/index.php?id=179 

Devocionais por Marcos E. Fink

VIA:PASTOR JOÃO NOGUEIRA DE LIMA



A VERDADE LIBERTA.


Consequência da verdade!


Leon Tolstoi, um dos maiores escritores de todos os tempos, escreveu: “Não alcançamos a liberdade buscando a liberdade, mas sim a verdade. A liberdade não é um fim, mas uma consequência.” Ele não estava se referindo a Cristo como a verdade que liberta, mas ilustra bem que a verdade nos dá liberdade. Sozinhos, nós não conseguimos encontrar a verdade. Foi necessário que Jesus, a verdade, viesse ao nosso encontro e se revelasse.

Mas do que fomos libertados? Mesmo tendo Jesus como nosso Salvador, continuamos sendo pecadores. Será que ainda somos escravos do pecado? Pecamos por fraqueza, sim, mas através de Cristo fomos libertados da culpa pelos nossos pecados. Não somos mais escravos condenados à morte eterna, mas pela verdade fomos libertados para uma vida plena e eterna.

Você conhece a Cristo? Confia nele? Se a resposta for sim, então você conhece a verdade. Somente através de Cristo é que há liberdade, pois foi o sangue dele derramado por nós que nos trouxe paz, perdão e salvação
.
Deus quer que você viva esta liberdade. É claro que a liberdade nos traz responsabilidades. É natural na vida do cristão o amor ao próximo, pois o cristão é grato a Deus e esta gratidão se demonstra em atitudes. A liberdade que habita em nosso coração é que nos faz amar ao próximo, pois ela nos enche de paz e alegria que, naturalmente, são transmitidos às pessoas ao nosso redor. Quer viver em liberdade? Em Cristo, e só nele, isso é possível e é muito bom.
Reverendo Waldemar Garcia Júnior 

FONTE:http://igrejaluteranavr.blogspot.com.br/2011/03/consequencia
-da-verdade.html
VIA:PASTOR JOÃO NOGUEIRA DE LIMA

domingo, 13 de maio de 2012

Música no culto ou culto à música?



“Não fiquem em torno do pastor. Fiquem em torno de Jesus, da Palavra e do ministério, pois o pastor pode morrer a qualquer momento”.  Autor: Pastor Valdir Nunes Bícego
O texto bíblico de Daniel 3.1-15 nos ensina que a “religião de Nabucodonosor” era caracterizada não somente pela adoração à imagem por ele erigida, mas também, e principalmente, pela exagerada utilização dos mais variados instrumentos musicais daquela época, o que induzia as multidões a prestar culto àquele deus pagão. Não havia prédica ou mensagem, mas somente o sonido dos instrumentos. Era a musicolatria, ou seja, a adoração à música. O valor que davam à música era tão grande que, de certo modo, superava até mesmo a adoração à imagem.
Pelo texto acima entendemos que somente havia adoração se primeiramente houvesse música. Valorizavam mais a música que sua adoração. Era um culto somente externo, emocional, com sonidos musicais nos seus ouvidos, porém, sem qualquer conteúdo espiritual para alimentação e regozijo de suas almas, que continuavam vazias, desprovidas das realidades e convicções eternas.Embora milênios tenham-se passado, verificamos hoje, com muita tristeza e sem nos conformarmos que, com poucas exceções, o mesmo espírito que prevalecia naquelas reuniões tem invadido uma parte considerável de nossas igrejas. Em seus cultos a Deus, há preocupação demasiada com o louvor que, praticamente, ocupa quase todo o tempo da reunião, em detrimento das oportunidades para testemunhos das bênçãos recebidas, manifestação dos dons espirituais e tempo suficiente para a exposição da Palavra de Deus, pela qual a fé é gerada nos corações (Rm 10.17).
Tal atitude tem privado o auditório do mais importante do culto, que é a manifestação do sobrenatural de Deus na reunião. É a “religião de Nabucodonosor” infiltrada disfarçadamente em nosso meio.Não há dúvidas de que o louvor tem um valor importantíssimo nas reuniões quando é feito na hora e tempo certos. Porém, quando é feito de modo exagerado, prejudica o culto. É muito comum, em algumas igrejas, o louvor tomar quase todo o horário do culto, restando, conseqüentemente, pouco espaço para a pregação da Palavra, que, às vezes, nem pregação é, mas somente um preenchimento formal do tempo, com uma palavra sem nenhuma inspiração. Assim, o povo sai das reuniões mal alimentado espiritualmente, tornando-se, portanto, uma presa fácil para Satanás. Ou então, a Palavra é exposta muito tempo após o início da reunião, quando o povo já está com sua mente cansada, sem condições de absorver a mensagem. Quem são os culpados? Os líderes. Eu vejo, entre outras razões, duas pelas quais alguns pastores conduzem ou permitem que o culto seja conduzido desta maneira:
1) Não oraram, nem meditaram na Palavra e, conseqüentemente, não receberam a mensagem para transmitir ao povo (às vezes, não possuem a humildade de reconhecer este fato e conceder a palavra a quem tenha algo de Deus para falar à igreja para sua edificação).Conforme Mateus 24.25, o obreiro tem a obrigação de buscar a Deus a fim de receber alimento espiritual para dar ao povo. Quando isso ocorre, ele sente tão grande responsabilidade diante de Deus, que dirige o culto com o seu coração quase “explodindo” ou “fervendo” (Sl 45.1), mal esperando o momento de entregar o que recebeu do Senhor (1 Co 11.23) e, assim, não abrirá mão do tempo reservado para a Palavra. Aleluia!
2) Perderam a autoridade espiritual, as “rédeas” do culto, etc. São influenciados por pessoas, algumas consideradas “ilustres” e, como querem agradar a todos e a alguns, até com receio de perderem sua posição, deixam ou permitem que o culto siga sem o seu objetivo principal, que é o de alcançar as almas perdidas. Procedendo assim, acabam sendo dirigidos e não dirigentes dos cultos. Que tristeza!
Culto racional 
De acordo com 1 Coríntios 14.26, os nossos cultos devem ter cinco coisas importantes: louvor, mensagem, revelação, língua e interpretação. O louvor, portanto, deve ocupar parte do culto, e não todo o culto. É somente a parte introdutória do culto. Quando Israel caminhava pelo deserto, a tribo de Judá ia na frente, e os músicos atrás (Sl 68.25).“Entrai pelas portas dele com louvor e em seus átrios com hinos”, Sl 100.4. “Apresentai-vos ao Senhor com canto”, Sl 100.2. “As tuas portas chamarás louvor”, Is 60.18. O louvor abre a porta e, uma vez aberta, as demais coisas devem fazer parte do culto.
Como resultado negativo desta ênfase que vem sendo dada ao louvor, podemos mencionar, entre outros:1) Estamos formando um grande contingente de cantores e músicos e, com poucas exceções, de ganhadores de almas, que é a missão de todos os crentes. A maioria das pessoas envolvidas na área do louvor pensa que seu trabalho na Casa do Senhor é somente cantar e tocar; daí a razão de se preocuparem somente com ensaios, programas, festividades, etc. Alguns há que, depois de participarem do louvor, retiram-se do recinto do culto, como se já tivessem feito a sua parte na reunião. Há outros que só estão na igreja porque gostam de cantar e tocar; é provável que, se um dia não houver nada disso, ou estiverem impossibilitados de participar do louvor, venham a se retirar. Alguns obreiros alegam que dão grande ênfase à parte do louvor para “segurar” alguns na igreja, principalmente os jovens, o que é um engano total. O que “segura” uma pessoa na igreja é a comunhão com Deus, o desejo de adorá-lo e de alimentar-se espiritualmente para firmeza na fé e robustecimento do espírito.
2) Como nossa igreja não possui um órgão oficial de censura doutrinária e rítmica para letras e músicas de hinos, estamos observando uma avalanche de músicas profanas recheadas de palavras evangélicas. Algumas destas músicas foram compostas por descrentes visando paixão carnal por outra pessoa; outras são temas de filmes. Isto sem falar dos ritmos avançados, em nada ficando a dever para o samba, o rock, o baião, etc., os quais somente promovem o balanço do corpo, e não o quebrantamento do coração. Influenciados, muitas vezes, por este espírito mundano, alguns hinos são compostos por pessoas sem temor de Deus, alguns até desviados, visando apenas lucro. O mercado musical evangélico de hoje, devido à referida ênfase, tem-se tornado tão grande que supera a muitos outros seculares, o que gera a composição de hinos somente com fins lucrativos, sem preocupações com a qualidade técnica e espiritual dos mesmos.3) Em alguns lugares, o volume do som para o microfone, play-back e instrumentos musicais é tão alto que chega a ferir os tímpanos. De acordo com especialistas no assunto, o ouvido humano não suporta mais que 80 decibéis. Acima disto, os tímpanos poderão ser afetados para sempre, prejudicando a audição: senhoras gestantes poderão ter seus filhos afetados, sujeitos a nascerem com problemas. Isto sem falar no incômodo que causam à vizinhança da igreja, havendo lugares em que as autoridades necessitam intervir para diminuir o ruído exagerado.

Apelo às lideranças
O louvor, seja através dos cânticos ou da música, é uma bênção na igreja quando inspirado por Deus e executado no momento e tempo certos.
A igreja não pode perder de vista a sua missão principal na terra, que é a de levar almas para Cristo. Às vezes eu me coloco no lugar de um pecador que adentra algumas destas reuniões em que ficam o tempo todo cantando e tocando. Imagino como deve ser difícil para ele suportar quase duas horas de cânticos, alguns sem nenhuma inspiração, outros até com ritmos mundanos, sem ouvir qualquer mensagem de Deus pela Palavra. Ou então, quando ouve, já se gastou tanto tempo com outras coisas que não tem condição de absorvê-la. É bem possível que na hora do apelo ele não se decida e talvez não volte mais para aquela igreja, uma vez que encontrará em muitos lugares do mundo reuniões não muito diferentes das ali promovidas.Talvez seja esta uma das razões porque a nossa igreja está obtendo hoje uma pequena taxa média de crescimento anual da ordem de 5%, quando em décadas passadas, chegamos a atingir 23%.
Se quisermos atingir um dos objetivos da Década da Colheita, que é ganhar 50 milhões de almas para Cristo até o ano 2000, precisamos crescer 26% ao ano. Por que crescíamos tanto no passado? Uma das razões era o sobrenatural de Deus operando nas reuniões através de testemunhos legítimos, manifestação dos dons espirituais e momento e tempo certo para a exposição da Palavra de Deus.Não quero que ninguém interprete que sou inimigo de louvores no culto. Não, de modo nenhum. Sou profundo admirador dos louvores, seja por coral, banda, orquestra, conjuntos, hinos avulsos, etc., desde que sejam realizados no momento e no tempo apropriado das reuniões.
Queira Deus que esta mensagem de advertência alcance todos os leitores, principalmente as lideranças de nossas igrejas, a fim de que possamos redirecionar a programação de nossos cultos conforme o texto de 1 Coríntios 14.26, já comentado acima, e, assim, alcançar o nosso objetivo principal, que são as almas para Cristo.
Valdir Nunes Bícego
FONTE:  Jornal Mensageiro da Paz  Edição  Junho de 1994
VIA:PASTOR JOÃO NOGUEIRA DE LIMA